terça-feira, 12 de março de 2019

Um incêndio na Igreja iniciado há meio-século

Nefasto complô contra a Religião Católica, com o objetivo de comunistizar a igreja, foi denunciado pela revista Catolicismo
Fonte: Catolicismo, Nº 819, Março/2019
Não sem razão, membros do governo brasileiro vêm manifestando preocupação a respeito do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, a ser realizado em Roma em outubro próximo. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, afirmou: “A preocupação com o Sínodo é real, porque algumas pautas são de interesse da segurança nacional. […] Quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil, não tem que ter palpite de ONG estrangeira, de chefe de Estado estrangeiro”. Noticiou “O Estado de S. Paulo” (10-2-19) que o Palácio do Planalto deseja conter o avanço de “setores da Igreja aliados a movimentos sociais e a partidos de esquerda, o chamado ‘clero progressista’. […] Na avaliação da equipe do Presidente, a Igreja é uma tradicional aliada do PT”.
Tal preocupação com a “esquerda católica” não é recente. Há 50 anos, o fundador da TFP brasileira, Plinio Corrêa de Oliveira, denunciou os erros comunistas infiltrados sorrateiramente na Igreja: um gigantesco complô articulado por organizações ocultas (IDO-C e “grupos proféticos”) no interior de associações católicas, a fim de manipulá-las em favor do avanço comunista. Sua atuação visava conquistar adeptos, tomar os postos de mando, provocar subversão na Igreja e eliminar seus aspectos sobrenaturais e esplendorosos, implantando uma igreja-nova progressista, profana, miserabilista. Ou seja, uma anti-Igreja aggiornata, desprovida das desigualdades sacrais estabelecidas por Deus.
         A revista Catolicismo foi o órgão escolhido para desmascarar aquele complô comuno-progressista dentro da Igreja. Em edição dupla de abril-maio de 1969 (nºs 220-221), largamente divulgada em todo o território nacional, a revista analisou documentos dos próprios grupos ocultos e denunciou essa trama.
A matéria principal da revista Catolicismo deste mês [capa acima] rememora aquela corajosa denúncia. Se ela tivesse sido levada a sério pela Hierarquia eclesiástica, a Igreja certamente teria se livrado de muitos aspectos da atual crise, e de não poucos escândalos envolvendo eclesiásticos.
No entanto, pode-se facilmente constatar que a sinistra conspiração continua a espalhar seus erros contrários à Religião Católica, desfigurando-a cada dia com sua ação deletéria, dessacralizando-a pela pregação de uma moral nova adaptada ao “modernismo” condenado pelo Papa São Pio X, e deixando-a bem ao gosto da mentalidade ateísta e comunista. Em suma, procura erguer em seu lugar uma Igreja que não é Mestra da verdade, não é guia do homem, mas guiada por ele — uma espécie de república espiritual populista e ecumenista
         No mesmo sentido da crise nas fileiras católicas, o leitor encontra duas outras matérias na mesma edição: o “Destaque” (com um artigo de Dom Athanasius Schneider) e “Reparação” (com um artigo de Luis Sérgio Solimeo).
Esperamos que todos possam adquirir tal edição — caso não sejam assinantes de Catolicismo — e que tenham uma proveitosa leitura. Pedimos orações para que Deus ponha termo a essa situação tão dolorosa que, se não tivéssemos a infalível promessa de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, muitos a julgariam agonizante.
ABIM
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