domingo, 22 de fevereiro de 2026

Associações de interesse público despejadas pela CM de Aveiro


As associações de interesse público (incluindo a ADASCA), que funcionam no primeiro piso do Mercado Municipal de Santiago, Rua de Ovar, receberam esta tarde (DIA 20 de Fevereiro), um ultimato para deixarem até o dia 4 de Março, todas as lojas por si ocupadas há anos disponíveis, tendo sido ainda informadas que a Câmara Municipal de Aveiro não aponta alternativas.
A ADASCA - Associação de Doadores de Sangue do Município de Aveiro, que completou no dia 7 do mês corrente, 19 anos de existência ininterruptamente, também é contemplada com esta por esta ordem de despejo.

No próximo dia 26, às 18 horas haverá uma reunião naquele Mercado, com a presença da vereadora do pelouro de Mercados, para confirmar oficialmente tal decisão..

Além da ADASCA, outras associações vão fazer-se acompanhar dos seus advogados.

Face ao exposto, peço ao Diário de Aveiro que se digne fazer a devida cobertura jornalística, para que a sociedade tenha conhecimento sobre como estamos sendo tratados desconsideravelmente por uma CM que desvaloriza todo um trabalho realizado há nos por voluntários.

É a própria Câmara de Aveiro que afirma: (não temos alternativa para vocês).
O Diário de Aveiro, na sua edição do dia 22 de Fevereiro, teve a amabilidade de chamar à primeira página este assunto, com desenvolvimento na página 3, ao qual agradecemos a atenção prestada.

Para mais informações podem entrar em contacto comigo pelo 964 470 432 (ADASCA)

Joaquim Carlos
Fundador/Presidente da Direcção da ADASCA
Imagem c/DR

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Crónica - O sinal secreto dos miguelistas e a sua rede clandestina após 1834


O sinal secreto dos miguelistas no século XIX permanece como uma das facetas mais discretas e fascinantes da memória política portuguesa. A Ordem de S. Miguel da Ala, refundada em 1828, antes mesmo de eclodir a guerra civil, organizava-se em núcleos dispersos pelo país, chamados capítulos, permitindo que o movimento legitimista se mantivesse vivo, nobre e religioso, mesmo quando confrontado com adversários e perigos. Entre os sinais de reconhecimento, o mais eficaz e simples era o uso dos forros vermelhos nos casacos, cor que remetia diretamente ao brasão da ordem, evocando coragem, fidelidade e sacrifício. Após 1834, com a derrota militar e a passagem do miguelismo à clandestinidade, estes forros tornaram-se mais do que um detalhe de vestuário: eram marcas de pertença, laços de confiança entre famílias do Minho, como os da Casa do Guardal e da Casa do Entreposto, em Guimarães, que mantinham estes sinais discretos de reconhecimento entre aliados.
A simples observação de um forro vermelho podia bastar para identificar um aliado sem necessidade de palavras, um gesto carregado de significado, discreto, que mantinha viva a identidade política. A ordem estruturava-se em três estados – Cavaleiros, Comendadores e Grandes Cruzes –, refletindo a tradição da cavalaria adaptada aos tempos modernos, hierárquica e funcional, capaz de manter disciplina e coesão mesmo sob ameaça liberal. Do outro lado, os liberais, organizados em Lojas sob a inspiração da maçonaria, seguiam o seu próprio modelo clandestino, dividido em Aprendizes, Companheiros e Mestres, provando que a sobrevivência de ambos os campos dependia da força de redes de confiança e sinais internos cuidadosamente mantidos.

O forro vermelho não era mero capricho nem ostentação; era um código de resistência, um modo silencioso de afirmar que se pertencia a uma tradição que não se apagava com a derrota. Famílias nobres do Minho, mantendo vivas estas práticas, tornaram-se guardiãs de uma memória secreta, transmitida de geração em geração. Assim, mesmo quando os liberais consolidaram o poder, os sinais miguelistas continuaram a existir, discretos mas carregados de significado, lembrando que, para aqueles que acreditavam na legitimidade da causa, a ordem não era apenas um título, mas uma maneira de viver e de resistir.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

CIM transforma stand da região Viseu Dão Lafões, na BTL, num Jardim Histórico sob o mote "Segue o coração"


  • A CIM Viseu Dão Lafões apresenta-se na maior feira de turismo do país com um stand constituído por três grandes palcos – Garden Stage, Garden Lab e Garden Taste – inspirado nos jardins históricos da região.
  • • As novidades de uma programação vibrante incluem artesanato ao vivo, gastronomia com estrela Michelin, saúde e bem-estar, vinho do Dão e ainda talks através de videocasts diários, com protagonistas da região.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões revelou hoje os detalhes da sua participação na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa 2026, que decorrerá de 25 de fevereiro a 1 de março. Sob o mote “Segue o Coração”, a região apresenta um stand renovado de dois pisos e três palcos, onde o património e os labirintos dos Jardins Históricos servem de cenário para uma programação vibrante de cinco dias, que aposta na gastronomia, nas artes e nos ofícios dos 14 municípios.

Esta apresentação acontece poucos dias depois de o INE ter divulgado os dados preliminares da atividade turística relativos a 2025, que confirmam que este foi o melhor ano de sempre para a região. Com efeito, no ano passado, Viseu Dão Lafões registou um aumento de 4,68% no número de hóspedes nos estabelecimentos de alojamento turístico, para um total de 363,7 mil. Em termos de comparação, a média nacional cresceu 2,96%. Nas dormidas, Viseu Dão Lafões teve um acréscimo de 3,66%, para 655,4 mil, uma subida acima da média nacional, que foi de 2,15%. A estada média em alojamento turístico foi de 1,80 noites.

As novidades foram apresentadas numa conferência de imprensa que reuniu autarcas e agentes do setor na Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo. As intervenções estiveram a cargo do Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, João Azevedo, do Presidente do Município de Penalva do Castelo, José Laires, do Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho, e do Chef Estrela Michelin, Diogo Rocha.
Um stand com três grandes palcos
A estrutura do stand da CIM – localizado, à semelhança das edições anteriores, no Pavilhão 2, e com inauguração oficial no dia 25 – foi reformulada para proporcionar diferentes níveis de experiências aos visitantes. Para tal, dispõe de três palcos que vão oferecer momentos diferenciados.

O primeiro piso é marcado por um labirinto inspirado nos jardins da região, que lança o convite para que os visitantes explorem o stand e descubram o melhor que Viseu Dão Lafões tem para oferecer.

Neste piso, no palco Garden Taste, os visitantes vão encontrar a programação institucional e gastronómica, bem como a zona de restauração com showcookings de produtos regionais. O Chef Diogo Rocha, único detentor de estrela Michelin na região, protagonizará um dos momentos altos da programação, com propostas inspiradas nos sabores identitários de Viseu Dão Lafões.

Ainda neste piso estará igualmente instalada uma parede “instagramável”, pensada para potenciar a partilha espontânea nas redes sociais.

É também neste contexto de descoberta que surge o Passaporte Digital, uma experiência interativa e sustentável que convida os visitantes a procurar os QR Codes correspondentes aos 14 municípios, fazer scan e registar os respetivos selos digitais. Após concluírem o passaporte com os 14 selos, poderão dirigir-se ao balcão informativo para levantar o seu prémio, levando consigo uma recordação especial da região.

No segundo piso, o palco Garden Lab assume-se como espaço premium dedicado à experiência e à permanência. Aqui haverá uma área dedicada à saúde e bem-estar, com cadeiras de massagens e de relaxamento dinamizados pelas estâncias termais da região. Ao longo dos dias decorrerão também oficinas ao vivo de artesanato regional, com destaque para o linho e para as tradicionais capuchinhas de Castro Daire, momentos que permitirão ao público assistir ao processo de confeção, reforçando a autenticidade e o valor do saber-fazer tradicional.

Neste mesmo piso funcionará também uma das principais novidades da edição de 2026: um videocast produzido em direto a partir do stand, com a participação de autarcas e convidados especiais. O espaço servirá como plataforma de debate e promoção da região, com talks que abordarão temas como gastronomia, enoturismo, cultura e eventos. Conversas temáticas sobre o Vinho do Dão serão um dos destaques.

O stand integrará ainda uma área de negócios com 23 operadores turísticos da região, assegurando uma representação diversificada da oferta de alojamento, de enoturismo e experiências.

Ao final de cada dia, o ambiente do stand transforma-se com o DJ set “Viseu Dão Lafões Garden Party”, no palco Garden Stage, que prolonga o conceito dos Jardins Históricos numa atmosfera descontraída e envolvente.

A participação na BTL será acompanhada por uma campanha nacional de visibilidade, que inclui outdoors na autoestrada A1 e mupis em Lisboa, entre outras plataformas, que reforçarão o alcance da mensagem “Segue o Coração”.

Programação cruzada para aumentar a permanência
A programação dos cinco dias terá forte envolvimento dos 14 municípios da CIM. Este ano, a organização implementa uma estratégia de programação cruzada: as apresentações institucionais dos municípios serão intercaladas com momentos gastronómicos de outros concelhos. Esta lógica estimula a permanência do público no stand, promovendo uma experiência integrada e transversal do território.

No primeiro dia, além da inauguração oficial, agendada para as 16h00, haverá momentos dedicados à promoção da oferta turística de Viseu e Tondela, bem como a apresentação da Rota dos Jardins Históricos do Dão pela Associação dos Jardins Históricos.

O segundo dia é dedicado à continuação das apresentações e degustações dos principais destaques dos municípios, desta vez a cargo das autarquias de Vila Nova de Paiva, Sátão, Aguiar da Beira e Castro Daire. Neste dia, a CIM apresenta também o Projeto Agrotour e o Evento “Prove Vinho & Queijo”, a cargo dos PROVERE dos queijos e dos vinhos da região.

As propostas de Oliveira de Frades, Mangualde, São Pedro do Sul e Nelas assumem o protagonismo no terceiro dia de feira, enquanto o quarto dia será dedicado a Santa Comba Dão, Penalva do Castelo, Carregal do Sal e Vouzela.

O quinto e último dia será marcado pela presença das confrarias gastronómicas do território, que darão a provar algumas das especialidades que afirmam Viseu Dão Lafões como referência gastronómica nacional.

A agenda completa estará disponível em www.visitviseudaolafoes.pt, nas redes sociais da CIM e na app "Visit Viseu Dão Lafões".

Declarações:
João Azevedo, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões: "Na BTL 2026, queremos que o visitante sinta o pulsar do nosso território através dos nossos jardins históricos, das mãos dos artesãos e da excelência da nossa gastronomia. O conceito 'Segue o Coração' reflete a autenticidade da nossa região. O stand de dois pisos que apresentamos é o reflexo de uma região que cresce e se moderniza ano após ano, sem nunca perder a sua alma e as características diferenciadoras".

Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões: “Os dados mais recentes confirmam que 2025 foi o melhor ano turístico de sempre para a região em termos absolutos, com crescimentos acima da média nacional no número de hóspedes e dormidas. A nossa presença na BTL permite-nos consolidar esse posicionamento e capitalizar este momento positivo num contexto cada vez mais competitivo. É um ponto de encontro com operadores turísticos, jornalistas da especialidade, investidores, parceiros institucionais e público final, que nos permite reforçar a notoriedade do destino Viseu Dão Lafões".

José Laires, Presidente do Município de Penalva do Castelo: "É com enorme orgulho que Penalva do Castelo e a magnífica Casa da Ínsua acolhem a apresentação da participação da região na BTL. Penalva do Castelo vai marcar presença com a trilogia Queijos, Maçã Bravo de Esmolfe e vinho do Dão, para mostrar ao país o que de melhor temos na região".

Diogo Rocha, Chef Estrela Michelin: "Levar os sabores de Viseu Dão Lafões à BTL é sempre uma responsabilidade e um grande prazer. Este ano, vamos focar-nos nos produtos regionais que nos definem, uma mesa representativa, desenhada como se fosse uma paisagem e com alguns dos ingredientes da região. Mas desta vez nós quisemos, não levar uma receita, mas sim levar memória; vamos levar uma caldeirada, uma receita que nem é festiva, porque a nossa história também se faz de dia a dia. Este é o convite”.

Sobre a CIM Viseu Dão Lafões:
A CIM Viseu Dão Lafões é uma associação de municípios, denominada como Comunidade Intermunicipal, sendo constituída pelos municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.

*Miguel Fernandes
Gabinete de Comunicação CIM Viseu Dão Lafões

**Filipe Santos
Assessoria de Imprensa

Reconhecimento Destino Desportivo do Ano 2026 entregue a Porto de Mós


O Município de Porto de Mós foi distinguido como Destino Desportivo Recomendado do Ano 2026, no grupo de municípios 10.001 e 25.000 residentes, no âmbito do reconhecimento nacional Destino Desportivo do Ano 2026, promovido pelo programa Municípios Amigos do Desporto, dinamizado pela Cidade Social.
Este reconhecimento distingue as autarquias que melhor conseguem integrar o desporto na sua estratégia turística e territorial, valorizando o impacto dos eventos desportivos, das infraestruturas e das experiências associadas ao desporto na atração de visitantes, na dinamização económica local e na afirmação dos territórios como destinos ativos e diferenciadores.

Mais do que um prémio, este reconhecimento pretende valorizar e partilhar boas práticas municipais, promovendo a cooperação entre territórios e incentivando a melhoria contínua das políticas locais de desporto e turismo.

Os resultados foram apresentados publicamente no Seminário “Desporto & Turismo — Sinergias para o Desenvolvimento Territorial”, que teve hoje lugar na Mealhada, e o prémio foi entregue ao Vice-presidente e Vereador do Desporto, Eduardo Amara, que esteve presente na cerimónia.

A distinção atribuída ao município representa o reconhecimento do esforço coletivo de técnicos, dirigentes, associações e parceiros locais que, diariamente, contribuem para afirmar o concelho como um território ativo, dinâmico e atrativo para residentes e visitantes.

*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

 

Programa Parlamento dos Jovens | Edição 2025/2026. Sessões Distritais e Regionais 23 de fevereiro a 24 de março 2026


Na próxima segunda-feira, dia 23 de fevereiro, terão início as Sessões Distritais e Regionais do Programa Parlamento dos Jovens.

Decorrerão até 24 de março, às segundas e terças-feiras, nos 20 círculos do continente e das regiões autónomas, de acordo com o calendário.

Decorrida a 1.ª fase do Programa, que culminou com as sessões nas escolas, os jovens deputados vão agora reunir-se para debater e aprovar o Projeto de Recomendação de cada círculo e para eleger os deputados às Sessões Nacionais, que decorrem na Assembleia da República, nos dias 11 e 12 de maio, no caso do ensino básico, e 25 e 26 do mesmo mês, no caso do ensino secundário.

As Sessões Distritais e Regionais proporcionam aos jovens eleitos nas escolas a vivência de uma sessão parlamentar, com uma metodologia de debate semelhante à da Assembleia da República.

Estas sessões contam com a presença de um Deputado da Assembleia da República, nos pontos da agenda relativos à Cerimónia de Abertura e ao Período de Perguntas, no qual os jovens participantes têm oportunidade de colocar as suas questões.

As Sessões Distritais da primeira semana decorrem nos círculos de Aveiro, Bragança e Santarém.

“Literacia Financeira: os jovens CONTAM!” é o tema em debate, nesta edição que regista um número recorde de escolas inscritas.

Fórum Cultural de Porto de Mós: Teatremos - Festival de Teatro de Porto de Mós 20ª Edição


O Teatremos – Festival de Teatro de Porto de Mós regressa para a sua 20.ª edição, assinalando duas décadas de afirmação cultural no concelho. Ao longo dos dias 1, 7, 8, 13, 14, 15 e 21 de março, sempre às 21h00, o Fórum Cultural de Porto de Mós volta a ser palco de um programa diversificado que coloca o teatro no centro da vida cultural da região.

Mais do que um festival, o Teatremos consolidou-se como um instrumento estruturante da política cultural municipal, assumindo-se como um espaço de encontro entre criadores, intérpretes e comunidade. A edição de 2026 reafirma esse compromisso, reunindo grupos de teatro locais e regionais que representam o dinamismo associativo do território.
Cultura como eixo de desenvolvimento territorial
A longevidade do Teatremos não é circunstancial. Integra uma estratégia política clara de valorização da cultura enquanto vetor de desenvolvimento sustentável. A promoção do acesso democrático às artes, a descentralização da oferta cultural e o reforço da identidade local são pilares que têm orientado a ação do Município de Porto de Mós ao longo dos últimos anos.

Ao apostar na programação regular e consistente, o festival contribui para estimular a formação e fidelização de públicos, valorizar o trabalho das coletividades e associações culturais locais, criar oportunidades de circulação artística dentro do próprio território e reforçar a coesão social através da participação cultural ativa.

Outro dos traços distintivos do Teatremos é a forte presença dos grupos de teatro do concelho e da região. Esta opção programática traduz uma visão política que reconhece o movimento associativo como parceiro estratégico no desenvolvimento cultural.

Esta dinâmica fortalece a identidade cultural do concelho e projeta a sua vitalidade para além das fronteiras locais.

Ao celebrar duas décadas de existência, o Teatremos evidencia a maturidade de um projeto que soube evoluir, mantendo como prioridade o acesso à cultura. A acessibilidade dos bilhetes e a regularidade das sessões são parte de uma estratégia que visa eliminar barreiras à fruição artística.

O festival não se limita à apresentação de espetáculos: promove a vivência cultural como experiência coletiva, incentivando a participação do associativismo local e do público, reforçando o sentimento de pertença.

Num contexto em que as políticas públicas procuram equilibrar desenvolvimento económico e coesão social, a cultura assume-se como dimensão estratégica. O Teatremos é exemplo de como a ação municipal pode transformar um evento artístico num instrumento de valorização territorial, promovendo talento local, dinamizando equipamentos culturais e fortalecendo o tecido associativo.

O convite está lançado: ao longo do mês de março, o teatro regressa ao centro da vida cultural de Porto de Mós.

Não perca o Teatremos 2026. Esperamos por si no Fórum Cultural de Porto de Mós.

*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

Turismo Centro de Portugal leva tecnologia e gastronomia à BTL e posiciona-se como "a região do desporto"


AI personalizada, LED wall de 90 metros, projeto "Sabores ao Centro" e nova marca “MOVE” marcam a presença da região na maior feira de turismo nacional, de 25 de fevereiro a 1 de março.
A Turismo Centro de Portugal (TCP) está a preparar a sua participação mais tecnológica de sempre na BTL 2026 – Better Tourism Lisbon Travel Market, que decorre de 25 de fevereiro a 1 de março, na FIL – Parque das Nações. Sob o mote “Sabores ao Centro”, a região apresenta-se com uma proposta que combina inovação digital, experiências imersivas e valorização da identidade territorial.

No Pavilhão 1, o stand da TCP, com 729 m², funcionará como um espaço multifuncional dedicado à promoção integrada dos 100 municípios da região. A inauguração oficial está marcada para o dia 25 de fevereiro, às 15h00, com a presença do Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado (ambos a confirmar), e do Presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, seguindo-se a apresentação do Plano Regional de Desenvolvimento Turístico e do Plano de Marketing.

Inovação e inteligência artificial ao serviço do visitante
A tecnologia assume um papel central na experiência do visitante do stand da TCP. O espaço contará com dois assistentes de inteligência artificial dedicados ao storytelling digital da região, que irão ajudar os visitantes a construir percursos personalizados e a descobrir experiências únicas no território.

A reforçar esta dimensão imersiva, o stand integra ainda um LED wall suspenso com mais de 90 metros de comprimento, um dos elementos visuais de maior escala da feira. Com conteúdos em movimento e forte impacto gráfico, esta estrutura cria uma presença marcante no recinto da feira e dá vida aos principais produtos e experiências da região: da História, Cultura e Património ao Desporto e às Estações Náuticas; da Religião e dos Caminhos da Fé à Natureza e às Atividades ao Ar Livre; da Saúde e Bem-Estar à Gastronomia e aos Vinhos.
“A BTL é o palco privilegiado para mostrarmos que o Centro de Portugal é um destino que conjuga autenticidade com inovação. Queremos proporcionar uma experiência que inspire e que demonstre a nossa capacidade de liderar o turismo do futuro”, afirma Rui Ventura.
"Sabores ao Centro": a gastronomia como narrativa do território
O projeto “Sabores ao Centro” é o eixo estruturante desta participação, colocando a gastronomia e os vinhos no centro da comunicação da região. O coração do stand acolherá uma experiência gastronómica imersiva, que convida pequenos grupos para um percurso emocional que combina imagem, som, aromas e degustações.

Em paralelo, o espaço de showcooking e enoturismo receberá diariamente os chefs embaixadores das oito sub-regiões no Projeto "Sabores ao Centro": Hélio Loureiro (Região de Aveiro), Ricardo Ramos (Região Beiras e Serra da Estrela), Diogo Caetano (Região de Leiria), Diogo Rocha (Viseu Dão Lafões), Maria Caldeira de Sousa (Beira Baixa), Luís Lavrador (Região de Coimbra), Sérgio Fernandes (Médio Tejo) e Patrícia Borges (Oeste).

Nova marca posiciona o Centro de Portugal como “A Região do Desporto”
A Turismo Centro de Portugal reafirma-se como destino de excelência também no turismo ativo. No dia 26, às 15h30, será lançada a nova marca “MOVE Centro Portugal – The Sports Region” ("A Região do Desporto"), que agrega os eventos-âncora de desporto da região, como são os casos do Oh Meu Deus! - Ultra Trail by UTMB, a Maratona da Europa e o MXGP Portugal 2026 - Mundial de Motocross, entre outros.

Destaque ainda para o lançamento oficial do “WRC Vodafone Rally de Portugal 2026” no dia 25.

Cultura, espiritualidade e a nova assinatura "Aqui nunca é demais"
A BTL 2026 será ainda o palco para o lançamento do novo filme promocional do Centro de Portugal, intitulado “Aqui nunca é demais”, que traduz a diversidade e riqueza emocional da região. A programação contempla igualmente a valorização dos Caminhos da Fé, o I Fórum de Geoparques Mundiais da UNESCO da CPLP e as celebrações do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores.

Plataforma de negócio e cooperação regional
O stand da Turismo Centro de Portugal é também uma plataforma estratégica para o desenvolvimento económico. As áreas dedicadas a reuniões, networking e promoção integrada criam condições para o surgimento de parcerias, projetos e oportunidades de investimento.

No stand da Turismo do Centro estarão presentes as oito Comunidades Intermunicipais da região (Beira Baixa, Médio Tejo, Oeste, Região Beiras e Serra da Estrela, Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Viseu Dão Lafões), nove Redes Colaborativas (iNature & Center Geoparks, Aldeias do Xisto, Aldeias Históricas de Portugal, Aldeias de Montanha, Valorização dos Territórios Termais da Região Centro, PROVERE da Fileira dos Vinhos da Região Centro, Náutica do Centro de Portugal, Queijos Centro de Portugal e Património Romano) e cinco comissões vitivinícolas (CVR Tejo, CVR Dão, CVR Beira Interior, CVR Bairrada e CVR Lisboa).

Há ainda espaço para a representação de associações e instituições da região (Centro de Portugal Film Commission, Universidade de Coimbra e Rota Histórica das Linhas de Torres) e de empresas do setor turístico (Cooking and Nature Hotels, Aveiro Moments, Restaurante D. Abade, Portugal Green Travel, Restaurante Pérola do Fetal, Grutas de Mira de Aire, Wotels, A2Z Outdoor Experts, Orbitur, Ocean Adventures, Grupo Gala, Enopoint Wine Tourism, MTN B&W Tours, Museu da Vida de Cristo, Amuras Unforgettable Experiences, Highsun – Tourism Experiences, DTravel, Somewhere Center, Dom Gonçalo Hotel & Spa, Restaurante Mosteiro do Leitão e Óbidos Wood Villas).

A BTL decorre de 25 de fevereiro a 1 de março, com os dois primeiros dias reservados a profissionais (10h00-19h00). O público em geral pode visitar a feira a partir das 17h00 do terceiro dia e nos últimos dois dias, das 12h00 às 23h00 (domingo encerra às 20h00). Os bilhetes podem ser adquiridos online.

Mais informações e programação completa em www.turismodocentro.pt.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


Professor Seabra Santos promove análise sobre cheias do Mondego


Fernando Seabra Santos, Professor Catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e antigo reitor da UC, vai dinamizar, no próximo dia 24 de fevereiro, pelas 10h00, uma palestra dedicada à análise das cheias que atingiram a bacia do Rio Mondego, este ano, promovendo uma reflexão aprofundada sobre a eficácia das infraestruturas hidráulicas e a estratégia de gestão do risco de inundação em Portugal.

O evento, que se realiza na Estação Elevatória de Coimbra - Biblioteca Carlos Fiolhais, pretende lançar um debate técnico e informado sobre o que aconteceu, quais os fatores determinantes e que respostas estruturais e operacionais poderão ser equacionadas no futuro.
Neste debate, organizado pelo especialista em Hidráulica do Departamento de Engenharia Civil da FCTUC, serão abordadas questões como o desempenho das barragens da Aguieira, da Raiva e de Fronhas na atenuação dos caudais de cheia, a possibilidade de otimizar os seus regimes de exploração para reforçar a proteção das populações e das áreas urbanas, bem como a resistência dos diques do Mondego face aos caudais previstos em projeto.

Serão igualmente discutidas as inundações no Parque Verde do Mondego e no Choupalinho, refletindo sobre a compatibilização de espaços de lazer implantados em leito de cheia com a dinâmica natural do rio e sobre eventuais soluções para minimizar impactos futuros.

A palestra abordará ainda a pertinência de novas soluções estruturais, como a Barragem de Girabolhos, e a eventual necessidade de reavaliar a estratégia global de intervenção na bacia do Mondego.

Num contexto de maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos, esta iniciativa convida decisores, técnicos e cidadãos a “levar a sério o desafio”, promovendo um debate fundamentado, transparente e orientado para soluções sustentáveis e de longo prazo.

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

EXPOSIÇÃO DE PINTURA EM PORCELANA DOS POLOS DE EDUCAÇÃO AO LONGO DA VIDA DE SILVES PATENTE NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SILVES


"Traços d´Arte" é o tema da exposição de pintura em porcelana, com trabalhos dos membros do Polo de Educação ao Longo da Vida de Silves, que vai estar patente na Biblioteca Municipal de Silves, de 23 de fevereiro a 05 de março.
A iniciativa desenvolvida pelo Município de Silves pretende dar a conhecer as peças de porcelana exclusivas, elaboradas de forma minuciosa e criativa pelo grupo de Silves do projeto Polos de Educação ao Longo da Vida do concelho.

O grupo, atualmente composto por 15 elementos, tem um atelier próprio, sediado na Praça Al´Muthamid, em Silves, onde desenvolve os seus trabalhos artísticos, aplicando as técnicas e os processos da pintura em porcelana, facto que lhes tem permitido realizar, ao longo dos anos, várias exposições em locais públicos, como forma de divulgar entre a comunidade o seu trabalho tão meticuloso e detalhado.

Os contactos para mais informações são o telefone 282 440 800 (Ext. 2620) ou o e-mail polos.educacao@cm-silves.pt

Não perca a oportunidade de conhecer estes trabalhos únicos dos membros do Polo de Educação ao Longo da Vida de Silves.

 


COMUNICADO À POPULAÇÃO | ABASTECIMENTO ELÉTRICO


O Município da Marinha Grande informa que o posto de transformação (PT) de eletricidade que energiza o concelho está comprometido devido a uma avaria na linha Pombal – Louriçal, que poderá afetar o fornecimento de energia elétrica.
De acordo com a E-Redes, a ocorrência está a afetar os postos de transformação da Marinha Grande e de Pombal, podendo verificar-se constrangimentos ou mesmo interrupções no fornecimento de energia em zonas que já se encontravam anteriormente energizadas, nomeadamente em Vieira de Leiria.
A E-Redes garante que estão a ser mobilizados todos os meios técnicos necessários, para a célere resolução da avaria e reposição da normalidade no serviço.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

NOVA MODALIDADE DE ATENDIMENTO NOS ESTALEIROS DA MARINHA GRANDE


O Município da Marinha Grande informa que, a partir de segunda-feira, 23 de fevereiro, o Estaleiro Municipal passará a disponibilizar a entrega de materiais de construção através de uma nova modalidade de atendimento.
A recolha de materiais de construção carece de pedido prévio por correio eletrónico, para materiais.kristin@cm-mgrande.pt .
O e-mail deve indicar o material pretendido e o contacto telefónico do requerente.
Para os munícipes que não dispõem de meios eletrónicos, o pedido pode ser efetuado presencialmente na portaria dos Estaleiros Municipais, onde será realizado o respetivo registo.
O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00.
O Município agradece a compreensão de todos e reforça que se mantém empenhado em assegurar apoio célere e eficaz à população afetada pela tempestade Kristin.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Município de Águeda reforça aposta na criação contemporânea com parceria para dinamização das residências artísticas


Programa AGITLab aposta na criação artística, no estabelecimento de parceiras e coproduções nacionais e internacionais e no envolvimento da comunidade local

O Município de Águeda aprovou, ontem, em reunião de Câmara, a renovação da parceria com a Improvise & Organize – Associação Cultural, para a dinamização do Programa de Residências Artísticas – AgitLab, que apoia artistas emergentes, nacionais e internacionais, que trabalham em todas as disciplinas artísticas, por meio de residências de curta e longa duração.

Esta parceria reafirma a estratégia municipal de valorização da cultura enquanto motor de desenvolvimento territorial, promovendo a criação artística contemporânea, a internacionalização e o envolvimento ativo da comunidade nos projetos desenvolvidos no âmbito das residências.
“O AgitLab tem contribuído para consolidar Águeda como cidade de produção criativa, transformando o espaço público num verdadeiro laboratório de experimentação artística”, disse Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, acrescentando que “este protocolo representa a continuidade de uma política cultural consistente e estratégica, que reconhece a cultura como investimento”.

Para o Vereador da Cultura e da Promoção do Concelho, “o AgitLab tem sido um exemplo claro de como a criação artística pode gerar impacto no território, envolver a comunidade e projetar Águeda além-fronteiras”.

Edson Santos realça que, “ao longo dos últimos anos, o AgitLab afirmou-se como uma plataforma de experimentação, colaboração e internacionalização. A renovação desta parceria permite reforçar o apoio aos criadores, promover novas linguagens artísticas e aproximar ainda mais os cidadãos dos processos de criação contemporânea”.

O protocolo reforça ainda o apoio a artistas emergentes, criando condições para que possam desenvolver projetos em Águeda e, a partir das residências no concelho, integrar redes e iniciativas internacionais de relevo. Esta dinâmica potencia a circulação de criadores portugueses em contextos artísticos globais, contribuindo para a afirmação cultural de Águeda e de Portugal além-fronteiras e para o reconhecimento do território como plataforma de criação e exportação artística.

No âmbito do protocolo, o Município assegura a cedência gratuita das instalações da residência do Parque de Alta Vila, bem como apoio logístico às atividades programadas. Está ainda previsto um apoio financeiro até ao montante máximo de 32.500 euros.

A programação para 2026 inclui projetos de formação circense com escolas do concelho, a celebração dos 10 anos do AgitLab com uma exposição comemorativa, residências artísticas internacionais (Marrocos, Croácia e Holanda), a residência “Moon Gallery X AGITlab” (que implicará a realização de uma exposição final no Centro de Artes de Águeda), o programa “Open House”, que acolherá artistas nacionais e internacionais em regime de convite, bem como uma open call, cuja temática ainda não está definida, mas que apoiará artistas que queiram desenvolver projetos em residência em Águeda.

Com esta renovação, o Município de Águeda reafirma o seu compromisso com a descentralização da cultura, com o estímulo à inovação artística e com a consolidação de redes internacionais de cooperação, fortalecendo a identidade criativa do concelho.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem

“Vai Quem Quer” e “Zsazsa’s” são os campeões do Carnaval de Estarreja 2026


A edição de 2026 do Carnaval de Estarreja ficou marcada pela resiliência de todos os envolvidos face às alterações e adversidades resultantes do mau tempo e do estado de calamidade que afetou a região nas últimas semanas.

Isabel Simões Pinto, presidente da Câmara Municipal de Estarreja, realçou que a decisão de manter a realização do evento, apesar das adversidades, foi “fruto de um trabalho constante de monitorização com os agentes de proteção civil”. A edil afirmou que, “garantidas todas as condições de segurança que foi sempre a nossa prioridade”, era muito importante “promover e dar sequência ao nosso carnaval, porque foram muitos meses de trabalho e de dedicação das associações e há um investimento enorme da autarquia”. Este evento é “muito mais do que um desfile. É uma manifestação cultural e uma expressão profunda da identidade nativa do nosso povo e dinamiza a economia local”, conclui.
Reafirmando o compromisso inabalável da cidade com a sua tradição mais profunda, os Grandes Corsos onde desfilaram 13 grupos - 4 escolas de samba, 8 grupos de folia, 1 grupo de passerelle -, 17 carros alegóricos e cerca de 1500 figurantes, saíram à rua proporcionando um espetáculo cheio de emoção, cor e energia a todos os foliões. Os mais de 1.600 pequenos foliões, representando 13 grupos, que este ano deram vida ao Carnaval Infantil, são a melhor garantia de que o Carnaval de Estarreja continuará a fazer história nas próximas gerações.

Vai Quem Quer e Zsazsa’s são os vencedores
A escola de samba “Vai Quem Quer” é a campeã com o tema “Uma Mão Cheia de Nada”. Ao longo do desfile, retratou o fascínio pelo dinheiro, a falsa riqueza e o vazio de quem perdeu tudo. O grupo de folia Zsazsa’s arrecadou o primeiro prémio com o enredo “A Sueca é Nossa” transformando o Sítio do Carnaval numa batalha épica entre Vikings e Campinos pelo jogo popular de cartas e pela conquista de uma mulher nórdica.
As classificações finais e votações do júri estão disponíveis no site do Carnaval de Estarreja. Se quiser ver ou rever o Grande Corso pode fazê-lo aqui.

Orquestra Improvável é heterogénea e inclusiva
Depois da sua estreia em 2025 no entrudo estarrejense, o projeto comunitário “Orquestra Improvável” regressou ao Sítio do Carnaval e foi novamente a responsável pela abertura das Marchas Luminosas e dos Grandes Corsos. Com direção artística do coletivo We Tum Tum, renovou o seu compromisso de envolvimento da comunidade e a sua missão como uma Orquestra inclusiva unindo 50 pessoas dos 5 aos 72 anos e utentes da Cerciesta. Bruno Estima do coletivo referiu que “se todos nós fecharmos os olhos não notamos diferenças, pois todos contribuem para estes momentos singulares com as suas especificidades”. Acrescentou ainda que desde o guarda-roupa à música foi “uma construção coletiva de todos os participantes.”

Espaço Folia acolheu a energia contagiante do público
Artistas do panorama musical nacional e local subiram ao palco do Espaço Folia criando momentos de diversão e de convívio. Com concertos e espetáculos com entrada gratuita, o palco recebeu Augusto Canário, Nuno Bastos, Carnafest, Némanus, Quim Barreiros e José Pinhal Post-Mortem Experience. Nas noites do Carnaval não podiam faltar os artistas da terra como a banda Alta Mente, a Flash Band, o grupo Axê Brasil e o grupo É no Pagode.

O espetáculo foi grande, o acesso foi simples
O evento mais emblemático da cidade revelou-se um sucesso pelo trabalho desenvolvido por centenas de pessoas das mais diversas áreas: forças de segurança, proteção civil, músicos e técnicos de luz e som, limpeza, staff e comunicação. A disponibilização de parques de estacionamento, com serviço de transfer, o acesso organizado ao recinto, o bilhete especial de comboio fruto da parceria com a CP e a compra de bilhetes online contribuíram também para a satisfação dos visitantes.

Folia já tem data para 2027
O Carnaval de Estarreja regressa no próximo ano e já com datas definidas: a festa vai fazer-se entre 30 de janeiro e 9 de fevereiro. Venha viver o Carnaval de Estarreja que vale… a sua presença.

*Gabinete de Comunicação, Relações Públicas e Protocolo

Crónica - Os achados arqueológicos perdidos de Alcácer do Sal


Há acontecimentos que, embora circunscritos a uma realidade local, revelam fragilidades mais profundas do Estado e da forma como uma comunidade política se relaciona com a sua própria memória. O recente episódio ocorrido em Alcácer do Sal, amplamente noticiado pela imprensa nacional, em que cerca de seis mil peças arqueológicas ficaram submersas em consequência das cheias, deve ser compreendido precisamente nessa perspetiva mais ampla. Não estamos perante um simples acidente provocado pela natureza, mas diante de um facto que interpela diretamente a responsabilidade pública na preservação do património cultural.
Alcácer do Sal constitui um dos mais antigos núcleos urbanos continuamente ocupados da Península Ibérica. A sua posição estratégica junto ao rio Sado fez dela, ao longo de milénios, ponto de encontro de povos e civilizações diversas, desde comunidades pré-históricas até fenícios, romanos e muçulmanos. Cada fragmento cerâmico, cada instrumento, cada vestígio encontrado nas escavações arqueológicas representa uma peça de um vasto puzzle histórico cuja recomposição permite compreender não apenas a história local, mas também a formação cultural do território português. Quando tais objetos são postos em risco, não se danificam apenas bens materiais; compromete-se conhecimento científico que jamais poderá ser plenamente recuperado.

O episódio das inundações revelou, antes de mais, a vulnerabilidade estrutural de muitas reservas museológicas portuguesas. Não é desconhecido que inúmeros espólios arqueológicos se encontram armazenados em espaços adaptados, frequentemente situados em caves ou edifícios antigos, sem condições ideais de conservação preventiva. Esta realidade não resulta da incúria dos técnicos, cuja dedicação é geralmente exemplar, mas de uma insuficiência persistente de planeamento e investimento público. O património cultural permanece, demasiadas vezes, dependente da capacidade financeira das autarquias e da boa vontade de equipas reduzidas, quando deveria integrar uma política nacional coerente e estável.

A submersão das peças obrigará agora a um trabalho moroso e tecnicamente exigente de limpeza, estabilização e reclassificação. Em muitos casos será necessário repetir procedimentos equivalentes aos realizados após a própria escavação arqueológica. Tal esforço implica tempo, recursos especializados e financiamento continuado, elementos que raramente recebem a prioridade política que a sua importância justificaria. Acresce que parte da informação contextual associada aos objetos pode ter sido afetada, o que representa uma perda científica silenciosa, menos visível do que a destruição física, mas igualmente grave.

Importa recordar que a proteção do património cultural não constitui mera opção administrativa. Trata-se de um dever público que decorre da própria ideia de Estado e encontra fundamento constitucional. A comunidade política assume a obrigação de transmitir às gerações futuras os testemunhos materiais da sua história coletiva. Não basta celebrar o passado em discursos comemorativos ou promover a imagem histórica do país para fins turísticos; é necessário garantir condições concretas de preservação, prevenção e resposta a situações de risco.

As cheias que atingiram Alcácer do Sal eram, em larga medida, previsíveis enquanto fenómeno natural num território ribeirinho. A previsibilidade do risco deveria ter conduzido a estratégias preventivas adequadas, designadamente a localização segura das reservas arqueológicas, a existência de planos de emergência específicos para acervos culturais e a digitalização sistemática dos inventários. A ausência dessas medidas revela uma falha que não é apenas técnica, mas sobretudo política, pois traduz a persistente tendência para considerar o património como matéria secundária face a outras prioridades públicas.

Todavia, a situação presente pode ainda transformar-se numa oportunidade. A necessária reorganização do espólio não deve limitar-se a uma operação de salvamento destinada a repor a normalidade anterior. Poderá antes constituir o momento adequado para repensar o modelo de conservação arqueológica em Portugal, reforçando a cooperação entre administração central, autarquias, universidades e centros de investigação, criando infraestruturas modernas de armazenamento e promovendo a inventariação digital integral dos acervos. A recuperação das peças pode, assim, converter-se num projeto científico e institucional exemplar.

Existe uma dimensão simbólica neste episódio que não deve ser ignorada. A lama que cobriu milhares de objetos recorda que a história não é uma abstração distante, mas uma realidade material vulnerável às contingências do presente. Um país mede também a sua maturidade cívica pela forma como protege aquilo que herdou e que não pode voltar a criar. Estradas constroem-se novamente, edifícios erguem-se de raiz, mas o património arqueológico, uma vez perdido, desaparece definitivamente.

Os achados arqueológicos de Alcácer do Sal não pertencem apenas à cidade nem sequer apenas à geração atual. São parte integrante da memória coletiva nacional. A resposta que agora for dada determinará se este episódio ficará registado como uma fatalidade inevitável ou como o momento em que o Estado português compreendeu finalmente que preservar o passado é uma das formas mais exigentes de responsabilidade perante o futuro.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

COMUNICADO DA COMISSÃO COORDENADORA CONCELHIA DO BLOCO DE ESQUERDA DE COIMBRA SOBRE A BARRAGEM DE GIRABOLHOS

Na sequência das gravíssimas inundações do Rio Mondego nos Concelhos de Coimbra, Soure e Montemor–o-Velho, a Comissão Coordenadora Concelhia de Coimbra do Bloco de Esquerda solidariza-se com as populações afetadas por esta calamidade.
 Perante o natural desespero e sofrimento destas populações, certos setores da direita, numa atitude que entendemos ser oportunista, apresentaram a Barragem de Girabolhos como solução milagrosa para as cheias. Foram ainda mais longe, responsabilizando o Bloco de Esquerda pela não concretização desta obra. 
Como o assunto é sério e as populações não podem ser enganadas, importa esclarecer alguns factos: 
- O acordo de incidência parlamentar entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista, assinado em 2015, nunca previu o cancelamento da construção da Barragem de Girabolhos. Esta matéria não fez parte de qualquer negociação entre estes partidos. Para comprovar este facto basta consultar o próprio documento, disponível em https://www.esquerda.net/dossier/acordo-para virar-pagina-ao-ciclo-do-empobrecimento/39512. 
- O cancelamento da construção daquela barragem foi, isso sim, da exclusiva responsabilidade do seu promotor, ou seja, da Endesa. 
Por outro lado, o Bloco votou favoravelmente à conclusão do projeto hidroagrícola do Baixo Mondego, que, segundo os especialistas, ajudaria a mitigar cheias como aquelas que se verificaram. 
É impossível não reparar que os partidos que apoiam o atual Governo, e os mesmos que promovem esta mentira, se opuseram muito recentemente à concretização do projeto hidroagrícola do Baixo Mondego. Com efeito, PSD, CDS e IL votaram contra a conclusão desse importante projeto na discussão do Orçamento de Estado de 2025. Projeto que, esse sim, contribuiria para o controlo de cheias. 
A questão do Mondego é complexa, pelo que o Bloco de Esquerda defende uma discussão séria, ouvindo especialistas, populações locais e associações e movimentos ambientalistas, para que tragédias como esta nunca mais se repitam. 
O momento exige solidariedade para com as populações afetadas – solidariedade essa que deve traduzir-se em responsabilidade política, apoios imediatos e cooperação para construir soluções estruturais e preventivas, capazes de reduzir o risco e proteger as comunidades no futuro.

Município de Águeda aprova mais de 1 milhão de euros para obras nas freguesias


Articulação com as Freguesias e uniões de freguesias define um vasto pacote de intervenções em todo o concelho

A Câmara Municipal de Águeda atribuiu, hoje, em reunião de Câmara, mais de um milhão de euros (1.035.209,77 euros) às freguesias, respeitante a um primeiro pacote de apoios para a realização de obras e projetos durante este ano.

Este apoio, através de Protocolos de Colaboração e Contratos Interadministrativos, refere-se às propostas para investimento para comparticipação financeira, parcial ou integral apresentadas à Câmara Municipal por 11 das 15 freguesias do concelho, em concreto Agadão, Aguada de Cima, Águeda, Belazaima do Chão, Borralha, Fermentelos, Macinhata do Vouga, Valongo do Vouga e as UF de Préstimo e Macieira de Alcôba, Recardães e Espinhel, Travassô e Óis da Ribeira.
Este primeiro volume de apoios inclui um conjunto alargado de intervenções nas áreas da requalificação de edifícios públicos, equipamentos coletivos, espaços exteriores, aquisição de terrenos e equipamentos operacionais. A estas verbas serão acrescentados os apoios a concretizar com as freguesias à medida que apresentarem as suas propostas para investimento.

Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, afirma que este investimento “é um sinal claro da confiança do Município no trabalho desenvolvido pelas freguesias e da importância de uma atuação articulada”, sublinhando que os investimentos são definidos de acordo com as prioridades apresentadas por cada freguesia num “bom trabalho de parceria e cooperação com todas as nossas Juntas e Uniões de Freguesia”.

“Este apoio financeiro, alinhado com a disponibilidade financeira do Município para os investimentos que são realizados em todo o concelho, permite dar resposta célere e eficaz a necessidades concretas das nossas populações e reforçar a capacidade de intervenção das freguesias, sempre com critérios de transparência, equidade e interesse público”, declarou Jorge Almeida.

Trata-se de um apoio que reflete a estratégia municipal de reforço da cooperação institucional, na sequência de reuniões regulares com todas as freguesias, garantindo maior proximidade às populações, melhoria da qualidade dos serviços públicos e promoção da coesão territorial.

Entre os projetos apoiados, neste primeiro volume de investimentos, estão requalificações de sedes de juntas e auditórios, melhorias em parques infantis e cemitérios, execução de infraestruturas desportivas, aquisição de terrenos para equipamentos públicos e a compra de meios mecânicos de apoio à atividade diária das freguesias. O pacote inclui ainda a prorrogação de apoios já aprovados em 2025, permitindo a conclusão de obras em curso.

Após aprovação pela Assembleia Municipal e pelos órgãos das respetivas freguesias, os protocolos permitirão avançar com as empreitadas e aquisições previstas ao longo deste ano.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem



Cantanhede | “Gente da Nossa Terra” destaca Maria Amélia Magalhães Carneiro. Roda de conversa e performance de música e pintura no Museu de Arte e do Colecionismo


Integrada na edição do projeto “Gente da Nossa Terra” dedicada a Maria Amélia de Magalhães Carneiro, a sala de exposições temporárias do Museu de Arte e Colecionismo de Cantanhede é palco no próximo sábado, 21 de fevereiro, a partir das 16h00, de uma roda de conversa intitulada “Ser Artista, Ser Mulher”, promovida pelo projeto “Feminismo para Tod*s”.
Tendo em conta que Maria Amélia Magalhães Carneiro, enquanto artista plástica, fez carreira profissional nesta área, destaca-se o facto de o ter conseguido num tempo em que o acesso das mulheres à criação artística era ainda bastante limitado.
A partir da relação entre arte, vida e feminismo, este será um encontro aberto à comunidade para reflexão conjunta e partilha coletiva sobre visibilidade, reconhecimento e memória das mulheres nas artes, bem como sobre o lugar das mulheres no mundo da arte, os caminhos que foram sendo abertos ao longo dos séculos e os obstáculos que continuam a marcar esse percurso nos dias de hoje. Como convidadas estão presentes Dina Lopes e Maria Manuel Carneiro.
Dina Lopes é uma artista plástica licenciada em Pintura pela ARCA – EUAC e o seu percurso artístico caracteriza-se por uma investigação contínua sobre a memória, o tempo e a identidade, cruzando pintura, cerâmica, ilustração, música e intervenção artística no espaço público, desenvolvendo, desde 2000, uma técnica própria baseada na sobreposição de imagens e transparências, criando composições que convidam a viajar no tempo e no espaço, numa relação entre passado, presente e futuro.

Ao longo da sua carreira realizou diversas exposições individuais (entre as quais uma com cerca de 40 obras na Casa da Cultura de Cantanhede) e coletivas, em Portugal e no estrangeiro. Criou também a obra “Nocturno”, que serviu de capa ao romance Nocturno de António Canteiro, inspirado na vida e obra do compositor António Fragoso. No processo criativo desta obra, Dina Lopes representou fotograficamente Maria Amélia Magalhães Carneiro, estabelecendo uma ponte simbólica entre gerações de mulheres artistas.

Já Maria Manuel Magalhães Carneiro é licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra e, no âmbito da investigação genealógica a que se tem dedicado, coordenou diversas iniciativas de divulgação da vida e obra da pintora naturalista Maria Amélia Magalhães Carneiro, sua tia-avó.

No mesmo dia, pelas 17h00, decorre no pátio do Museu uma performance de pintura, música e declamação de poesia ao vivo pelo projeto “Viscoso Acústico”, que propõe a criação de um objeto artístico multidisciplinar, cruzando os ofícios da literatura, artes plásticas e musicais, concentrados num núcleo comum. Este cruzamento procura criar um ambiente performativo, onde a pintora Filomena Neves irá criar um quadro em tempo real incorporando a música composta por João e Tomás Toscano, também em tempo real.

Recebido em audiência pelo edil Ricardo Cardoso. NOVO COMANDANTE DA GNR DE CASTELO DE PAIVA APRESENTOU CUMPRIMENTOS NA CÂMARA MUNICIPAL


Por ter havido movimentações e alteração no comando do Posto Territorial da GNR de Castelo de Paiva, assumiu recentemente funções o 1º Sargento Ricardo Jorge Moreira Pinto, natural do vizinho concelho de Cinfães, que recentemente esteve nos Paços dos Concelho a apresentar cumprimentos. 
Recebido em audiência pelo presidente edilidade, Ricardo Cardoso, o novo Comandante do Posto da GNR de Castelo de Paiva, veio do Posto Territorial de Cucujães, do Destacamento de Oliveira de Azeméis, manifestando interesse, vontade e motivação para colaborar com a edilidade e garantir uma boa relação institucional, ao mesmo tempo que prometeu o maior rigor e profissionalismo no desempenho das suas novas funções na área territorial de Castelo de Paiva. 
O autarca paivense, em nome do Executivo Municipal, deu as boas vindas ao novo comandante, desejando-lhe o maior sucesso nas suas funções neste território, evidenciando depois, em jeito de agradecimento, o louvável trabalho que tem sido protagonizado por esta instituição, destacando a disponibilidade e interesse em colaborar sempre com o Município, garantindo uma excelente relação institucional, destacando rigor e profissionalismo no desempenho das intervenções nesta área territorial, onde se realça também o empenhado envolvimento ao nível do funcionamento da Rede Social e da CCPJ local. 

O Sargento Ricardo Pinto, vem substituir no cargo o Sargento Gilberto António da Costa Ferreira Monteiro, que foi agora deslocado para o Posto Territorial de Canedo – Feira depois de 5 anos em exercício de funções neste território do extremo norte do distrito de Aveiro.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Imprensa e Relações Públicas
Assessor de Imprensa


Jovens podem ser Astronautas por um dia - Conversa com dois alunos de Aveiro que foram Astronautas por um dia


Para dar a conhecer em detalhe o programa “Astronauta por um Dia”, uma iniciativa da Agência Espacial Portuguesa, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro promove uma conversa com dois alunos da Região de Aveiro que já participaram nesta iniciativa. O evento acontece no próximo domingo, 22 de fevereiro, às 15h00, no auditório da Fábrica.
"Astronauta por um Dia" é dirigido a todos os jovens estudantes portugueses, entre os 14 e 18 anos, que tenham vontade de experimentar estar no Espaço.
Para dar a conhecer em detalhe este programa, a Fábrica Centro Ciência Viva promove uma conversa com Artur Jesus, aluno da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, e com Maria Neto, aluna da Universidade de Aveiro, dois jovens “astronautas” da Região de Aveiro que já participaram em edições anteriores do “Astronauta por um Dia”.
Numa conversa moderada pelo investigador Rui Moura, do Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro, os dois jovens vão relatar e partilhar todos os pormenores da experiência de viver em micro-gravidade e da preparação que tiveram para poderem fazer voos parabólicos. Vão ainda informar e esclarecer questões a todos os jovens que pretendam também concorrer e ser finalistas do "Astronauta por um Dia".
Esta conversa destina-se a jovens que estejam a frequentar o ensino básico ou secundário, com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, e que frequentem, no máximo, o 11.º ano de escolaridade no corrente ano letivo. A participação na conversa é gratuita, mediante inscrição através do email fabrica.cienciaviva@ua.pt.

Este é já o quinto ano consecutivo em que a Agência Espacial Portuguesa vai dar a 30 jovens estudantes portugueses a oportunidade de flutuarem como astronautas, sendo que o voo de gravidade zero acontece a 20 de setembro de 2026, na ilha de Santa Maria, nos Açores.

Mais informações sobre esta iniciativa podem ser consultadas em www.astronautaporumdia.pt.

*Teresa Pereira
Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro
Rua dos Santos Mártires, 3810-171 Aveiro
Tel. +351 234 427 053 (chamada para a rede fixa nacional)