quinta-feira, 30 de abril de 2026

PSD VISEU COMUNICADO: O silêncio é comprometedor.

 O comunicado do Partido Socialista de Viseu opta por uma linguagem que não dignifica o debate político e que, sobretudo, evita responder ao essencial.
O PSD mantém-se no plano da responsabilidade e dos factos. E os factos são claros.
Desde logo, permanece por esclarecer uma questão central: onde está a contestação do Município à ação principal da Águas do Douro e Paiva?
O próprio PS reconhece que o prazo do processo se encontra a decorrer. Perante isso, impõem-se duas perguntas diretas:
porque é que a Câmara Municipal ainda não apresentou contestação? E estará a respeitar a vontade expressa da Assembleia Municipal sobre esta matéria?
O silêncio é comprometedor.
Também no plano institucional, há matérias que não podem ser ignoradas: a delegação de competências de representação política e de gestão de pelouros não é delegável em secretários com funções técnicas e administrativas.
É uma questão de legalidade e de responsabilidade política.
No domínio social, a realidade exige menos propaganda e mais execução: os programas Viseu Habita e Viseu Solidário continuam por concluir, deixando os munícipes mais vulneráveis à espera de respostas.
E há um dado que não pode ser ignorado: cerca de 4 milhões de euros de saldo de gerência, 37 milhões de disponibilidade de caixa e uma elevada capacidade de endividamento.
Investir e executar. Disso não fala o Presidente da Câmara.
Existe hoje uma herança financeira muito positiva, que cria condições únicas para fazer mais, melhor e mais depressa.
Os viseenses não compreendem que, com estes meios, continuem a faltar respostas.
Esperam obra, decisões e resultados, não comunicados agressivos nem tentativas de desviar atenções.
O PSD não acompanhará a degradação do debate político.
Mas também não deixará de afirmar o essencial:
há decisões por tomar, há respostas por dar e há capacidade financeira que tem de ser colocada ao serviço de Viseu.
Com recursos históricos, o que falta não é dinheiro, é decisão e liderança.

*A Comissão Política de Secção
PSD Viseu

Viseu Dão Lafões estabelece contactos estratégicos com investidores no “Portugal Nação Global”


Participação no evento foi muito positiva para a região. Reuniões com empresários da diáspora e parceiros internacionais reforçaram oportunidades de investimento no território.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões participou na primeira edição do “Portugal Nação Global”, evento que decorreu nos dias 29 e 30 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. A presença da região deu continuidade à estratégia de captação de investimento e de afirmação internacional do território, alinhada com as iniciativas previamente apresentadas no âmbito do projeto INVEST Viseu Dão Lafões.
Ao longo dos dois dias, a CIM desenvolveu uma presença dinâmica através de um stand institucional, da participação na plataforma de matchmaking (que promoveu encontros empresariais) e da realização de múltiplas reuniões com empresários da diáspora, consulados e câmaras de comércio e indústria, provenientes de diversos mercados internacionais.

Um dos momentos centrais da participação foi uma apresentação em que Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM, evidenciou as principais oportunidades de investimento em Viseu Dão Lafões, bem como os fatores diferenciadores do território, nomeadamente a sua localização estratégica, qualidade de vida, dinâmica empresarial e capacidade de acolhimento de novos projetos.

Promovida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e pela Fundação AEP, o “Portugal Nação Global” permitiu estabelecer contactos qualificados com potenciais investidores e parceiros, abrindo caminho a futuras colaborações e projetos com impacto económico na região.

O evento, cuja sessão de abertura ficou marcada pela participação do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, reuniu mais de 300 empresários nacionais e da diáspora, oriundos de mais de 40 países, afirmando-se como uma plataforma relevante para a promoção da internacionalização e da cooperação económica entre Portugal e as comunidades portuguesas no mundo.

Em jeito de balanço, o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, João Azevedo, destacou o impacto estratégico da participação e a consolidação da presença internacional do território: “Esta participação no Portugal Nação Global representa mais um passo na afirmação de Viseu Dão Lafões como um território competitivo, coeso e preparado para acolher investimento”.

“Tivemos a oportunidade de apresentar as nossas potencialidades a investidores e empresários da diáspora, reforçando a visibilidade da região e consolidando contactos que poderão traduzir-se em projetos concretos no futuro. Este trabalho só é possível graças a uma estratégia conjunta entre a CIM, os municípios e os agentes económicos, assente na criação de valor, emprego qualificado e desenvolvimento sustentável para o território”, sublinhou.

Já o Secretário Executivo da CIM, Nuno Martinho, considerou “muito positiva” a participação da região. “Durante dois dias, estabelecemos contactos qualificados com potenciais investidores e parceiros internacionais, abrindo caminho a futuras colaborações e a investimento concreto no território”, referiu.

“Este foi também mais um passo consistente na estratégia de valorização e projeção internacional de Viseu Dão Lafões, permitindo reforçar a presença da região em redes globais de investimento e consolidar a ligação à diáspora portuguesa como parceiro ativo no desenvolvimento regional”, concluiu.

*Miguel Fernandes
Gabinete de Comunicação CIM Viseu Dão Lafões

**Filipe Santos
Assessoria de Imprensa

Porto de Mós | Residência Artística - exposição Dez Cantos Abertos. 27 de abril a 12 de maio de 2026

 No âmbito da exposição Dez Cantos Abertos, que inaugura a 15 de maio na Central das Artes, em Porto de Mós, e integrada na grande edição comentada e ilustrada d’Os Lusíadas, edição do Jornal Público e da editora Bela e o Monstro, o Município de Porto de Mós convida a acompanhar um conjunto de residências artísticas abertas que antecedem a abertura da mostra. 
Estas residências, com acompanhamento curatorial de Ricardo Barbosa Vicente, convocam os artistas António Faria (Portugal) e Cássio Markowski (Brasil) a desenvolver novas obras, prolongando o projeto para um território de criação contemporânea.
 
As residências serão abertas ao público entre 27 de abril e 12 de maio, permitindo acompanhar de perto os processos de trabalho, os ensaios e as decisões que estruturam cada peça.
 
As obras resultantes serão apresentadas na exposição, patente até 30 de setembro.

*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

EQUIPAMENTOS CULTURAIS, DESPORTIVOS E SERVIÇOS MUNICIPAIS ENCERRADOS NO DIA 01 DE MAIO EM SILVES

Assinalando o significado histórico do Dia do Trabalhador, celebrado a 01 de maio, e enaltecendo a luta e as conquistas dos trabalhadores, o Município de Silves informa que, nesta data, todos os equipamentos culturais e desportivos, bem como os serviços municipais, com exceção do piquete de água e o serviço de recolha de resíduos urbanos, vão estar encerrados.
O Município de Silves agradece a compreensão de todos.

 

VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA E IDENTIFICAÇÃO ELETRÓNICA NA MARINHA GRANDE

 Está a decorrer a Campanha Oficial de Vacinação Antirrábica e Identificação Eletrónica no concelho da Marinha Grande, aplicável apenas a Canis lupus familiaris (cães).
Se tem cão com mais de 3 meses, consulte o calendário e taxas abaixo.
TAXAS
Vacinação antirrábica: 10€
Boletim sanitário (se necessário): 1€
Identificação eletrónica/registo SIAC: 2€50
(A identificação só pode ser feita em simultâneo com a vacinação.)
Isentos de pagamento: cães‑guia; cães de entidades do Estado, autarquias e instituições de beneficência/utilidade pública; cães das autoridades militares, militarizadas e policiais (sem assistência clínica privativa).
CALENDÁRIO | CRO Marinha Grande
25 de maio
09h30 | Mercado de Vieira de Leiria
10h45 | Junto à Capela da Passagem
26 de maio
10h00 | Mercado da Praia da Vieira
14h30 | Coletividade da Ordem
27 de maio
14h30 | Largo da Capela da Garcia
28 de maio
09h30 | Coletividade das Trutas
11h00 | Coletividade do Pero Neto
29 de maio
10h00 | Coletividade da Comeira
10h00 | Estaleiros da Junta de Freguesia da Moita
4.ª feira
10h00 às 12h30 | Centro de Recolha Oficial (Estrada da Garcia, Cartaxo, 2430-138 Marinha Grande)


*Gabinete de Comunicação e Imagem

SILVES RECEBE TEATRO INFANTIL "CONTOS DE RECONTAR”, NO DIA 10 DE MAIO

 O Teatro Mascarenhas Gregório vai ser palco do espetáculo de teatro infantil "Contos de Recontar", no próximo dia 10 de maio, pelas 15h30.
 
Integrado no Ciclo de Teatro do Concelho de Silves, o espetáculo dinamizado pela companhia de teatro Reflexo, é uma viagem fascinante ao universo dos contos clássicos portugueses, onde as estórias vão ganhar vida de forma cativante, divertida e educativa.
 
Pelas mãos de três atores, que se desdobram em várias personagens, vão ser contadas e cantadas, encenadas e tocadas, com bonecos e fantoches, as mais emblemáticas estórias tradicionais.
Os bilhetes para a peça de teatro infantil "Contos de Recontar" estão à venda na plataforma BOL em: https://cmsilves.bol.pt/  e nos locais habituais. 
Com uma programação de qualidade, abrangente e dinâmica, o Ciclo de Teatro promovido pelo Município de Silves decorre até ao mês de outubro, continuando a sua aposta consistente por tornar a cultura mais próxima e acessível a toda a comunidade, atraindo os amantes da arte dramática e, ainda, conquistando novos públicos.
Para mais informações os interessados podem contactar o Setor de Cultura pelo telefone 282 440 847 ou pelo email cultura@cm-silves.pt.
 
O Município de Silves convida todas as famílias a fazer parte desta viagem fantástica, pelo mundo dos contos e da imaginação.
 
Fique a par dos próximos espetáculos e junte-se a nós:
 
» Musical Pinóquio
Dia 31 de maio, às 10h30 e 15h30, no Teatro Mascarenhas Gregório, Silves
 
» Uma Estrada para o Silêncio
Dia 11 de setembro, pelas 21h30, no Teatro Mascarenhas Gregório, Silves
 
» Cabo das Tormentas
Dia 17 de outubro, pelas 21h30, no Teatro Mascarenhas Gregório, Silves
 
+ Sobre "Contos de Recontar" (50 min | Maiores de 3 anos):
 
“Contos de Recontar” é uma viagem ao universo popular português em que a Tradição e a Cultura são os convidados de honra.
Pela mão de três atores que se desdobram em várias personagens, serão contadas e cantadas, encenadas e tocadas com bonecadas e fantochadas as mais emblemáticas estórias. Começamos com o cavaquinho mágico (adaptação da Gaitinha Milagrosa) que põe todos a dançar, viajamos até às aldeias do Portugal profundo às costas de um burro que foge a sete patas do mercador de azeite (adaptação do Burro do Azeiteiro) e fechamos em Almeirim para saber como nasceu a famosa Sopa da Pedra.
De geração em geração, os nossos contos, foram passando entre bocas sábias e jovens ouvidos curiosos que por sua vez se tornaram sábios e recontaram o que outrora ouviram. E assim se criou um legado ancestral tão precioso como um monumento histórico, tão valioso como um palácio ou um castelo, porque a nossa cultura vai muito para além do que é tangível.


 

Smartwatches para crianças: qual a idade adequada para a introdução?

 · 90% dos pais afirmam conhecer a existência destes dispositivos, vendo-os como alternativa ao telemóvel
·Tranquilidade para os pais e responsabilidade para os mais novos, entre as principais razões apontadas para optar por estes equipamentos
·Mais do que simples localização por GPS, os relógios da SaveFamily têm ainda IA personalizada e controlo parental que se adaptam à idade dos mais novos 
Nos últimos anos, o debate em torno da idade mínima para aceder à internet ou ter acesso a um telemóvel tem vindo a aumentar, com medidas legislativas cada vez mais fortes e coesas em todo o mundo. Portugal foi um dos primeiros países a tomar medidas para a proibição dos telemóveis em recinto escolar até ao 6º ano, ou seja, perto dos 12 anos, com o potencial de ser alargado para o próximo ano letivo, ao mesmo tempo que se procura ativamente a limitação no uso das redes sociais. 
Com estas medidas legais, os pais abordam o tema da segurança e localização dos filhos como uma razão para o uso dos telemóveis, muitas vezes em contraponto com a proibição. Mas, há outras soluções, mais simples, eficazes e que garantem a segurança dos pequenos, sem o perigo que o uso excessivo de ecrãs pode aportar: os relógios inteligentes para crianças.
Num questionário realizado pela SaveFamily, quase 90% dos pais e encarregados de educação afirmam já conhecer estes equipamentos. Contudo, apenas 18% converteram este conhecimento em compra para substituir os telemóveis no dia-a-dia dos mais novos. O desconhecimento de qual a idade mais adequada para introduzir este equipamento acaba por ser limitativo. De um modo geral, a idade escolar é o momento mais adequado, mas introduzir equipamentos adequados à idade em crianças tão pequenas como os 6 anos, pode ser um mecanismo de suporte para um bem-estar digital equilibrado, enquanto o momento ideal para criar nos pequenos um maior sentido de responsabilidade no uso da tecnologia.
“Num mundo tão conectado e digital, é quase impossível evitar que a tecnologia não chegue ao quotidiano dos menores de idade. Nos pais, as dúvidas são cada vez maiores, e as preocupações também. A idade de introdução seja de que tecnologia for é algo que tem que ser pensado e ponderado de forma muito cuidadosa, mas também que tipo de tecnologia a ser usada de acordo com a idade.”, refere Jorge Álvarez, CEO da SaveFamily. “É por isso que quando nos propomos a desenvolver os nossos equipamentos, ouvimos os pais e as crianças. Queremos compreender as preocupações, mas também as expectativas que ambos têm para a tecnologia que vão usar no seu quotidiano. Ao mesmo tempo, ajudar a navegar as limitações legais, as consequências no desenvolvimento e, até, a mais simples utilização.”, remata.
Com a mente nos mais novos, no seu desenvolvimento e na adequação da tecnologia à idade, os equipamentos da SaveFamily são, assim, desenvolvidos para se ajustarem a este mundo tecnologicamente conectado.
Se inicialmente, e de um modo geral, os smartwatches infantis tinham um grande foco apenas na localização GPS, atualmente estes podem ser ferramentas de segurança muito maiores do que simples localização. Com botão SOS ou chamadas e videochamadas, os relógios inteligentes permitem também chegar mais rápido e mais próximo das crianças em caso de urgência. Com contactos definidos e controlados pelos pais, é assim possível com o toque de um botão contactar os adultos e solicitar ajuda. Ao mesmo tempo, a escuta remota permite saber o que se passa no entorno das crianças, caso não possam falar ou se encontrem numa situação mais complexa. A segurança dos pequenos é assim ativa e passiva, ao permitir a geolocalização, mas também os pedidos de ajuda.
Ao mesmo tempo, o salto tecnológico atual permite que os relógios sejam um substituto bastante equilibrado aos telemóveis com ligação à internet. Os equipamentos da SaveFamily, como o SaveWatch Plus 2, estão equipados de origem com software como o Spotify para ouvir música, jogos e aplicações adequadas à idade e, mais recentemente, com uma Inteligência Artificial que age como uma assistente pessoal e responde aos mais novos nas suas dúvidas do dia-a-dia. E se as perguntas se tornam complexas, novamente o controlo parental entra em ação e a IA encaminha os pequenos para os adultos. Assim, não apenas não acedem a conteúdos inapropriados, como incentiva a uma maior conversa entre os pequenos e os adultos.
Os pais reportam, assim, uma maior tranquilidade e segurança com o uso destes equipamentos, mas também deixam claro que a sua utilização de acordo com a idade permite incutir responsabilidade e educar para a tecnologia como nunca antes foi possível.
Acerca de SaveFamily
É a empresa de origem espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais distribui os seus produtos em mais de 26 países.
Criada em 2017, uma equipa multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de 500 mil famílias que formam parte da sua carteira de clientes.

Lisboa, 30 de abril de 2026

 

Jovens da Escola Secundária Lima de Faria ficaram no top 10 nacional. Alunas de Cantanhede em destaque nas Olimpíadas Portuguesas da Biologia

 
Maria Padilha e Camila Catarino, alunas da Escola Secundária Lima de Faria, estiveram em plano de destaque na fase final das Olimpíadas Portuguesas da Biologia.
De entre os quase cinco mil alunos de todo o país que participaram na prova sénior, as duas alunas de Cantanhede foram selecionadas para participar na 3.ª eliminatória das Olimpíadas, tendo ambas alcançado um lugar no top 10 nacional, mercê de um desempenho excelente.
Maria Padilha, aluna do 12.º CT3, obteve o 10.º lugar, sendo premiada com a oportunidade de participar numa semana de estágio num centro de investigação científica em Peniche.
Já Camila Catarino, aluna do 11.º CT3, alcançou o 6.º lugar nacional, tendo sido selecionada para representar Portugal e a Escola Secundária Lima-de-Faria nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Biologia, que terão lugar em São Paulo (Brasil). Camila Catarino destacou-se ainda por ser a única aluna do 11.º ano selecionada para esta representação.
A cerimónia de entrega dos prémios das Olimpíadas Portuguesas da Biologia decorreu no passado domingo, 26 de abril, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
O Município de Cantanhede felicita as duas alunas pelos excelentes resultados obtidos.

EXPOSIÇÃO "JAZZ ON THE MOVE" INAUGURA NO DIA 30 DE ABRIL, NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SILVES, COM CONCERTO ESPECIAL

 A exposição fotográfica "Jazz On The Move" inaugura no dia 30 de abril, às 17h00, na Biblioteca Municipal de Silves, com concerto especial do grupo de jazz PANduo, assinalando o Dia Internacional do Jazz.
Patente até ao dia 29 de maio, com entrada livre, a iniciativa resulta da parceria entre o Município de Silves e a Orquestra de Jazz do Algarve, revelando a atmosfera única e característica do mundo do jazz, através de imagens captadas, ao longo dos anos, de concertos, ensaios e bastidores da orquestra.
A exposição itinerante explora a energia e expressividade do jazz, uma viagem visual onde o som continua presente através do movimento, da emoção e da intensidade captada nos registos fotográficos.
O projeto PANdou, formado por Ricardo Jesus no saxofone alto e Hugo Santos no contrabaixo, vai levar, no dia 30 de abril, a sonoridade do jazz à biblioteca municipal, marcando de forma criativa e espontânea, a inauguração da iniciativa. O concerto tem entrada livre, mas sujeita à limitação do espaço.
Entre a tradição do jazz e a liberdade da improvisação contemporânea, PANduo é uma conversa aberta, em permanente transformação, que resulta numa musicalidade íntima e imprevisível, onde o diálogo entre saxofone e contrabaixo revela uma cumplicidade musical profunda e uma constante procura por novos caminhos sonoros.
No dia 30 de abril venha celebrar os sons do Jazz em Silves!

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Assinalando os 40ºs Jogos Desportivos MUNICIPIO DE CASTELO DE PAIVA PROMOVEU 1ª GALA DO DESPORTO E CULTURA


Por iniciativa dos Pelouros de Desporto e Cultura, o Município de Castelo de Paiva promoveu na noite do passado Sábado, na sala polivalente da Escola Secundária, a 1ª Gala do Desporto e Cultura, assinalando o 40º aniversario dos Jogos Desportivos. 
A iniciativa, que se traduziu num sucesso e ficou na memória de todos, permitiu potenciar um momento de reconhecimento público dedicado a homenagear pessoas e colectividades culturais e desportivas do concelho, sendo que, conforme sublinha o Vereador Rui Gomes, o grande objectivo deste evento inédito em Castelo de Paiva, passou por valorizar todos os cidadãos e coletividades que, "através do seu percurso, dedicação e talento, têm dignificado o concelho nestas duas áreas fundamentais". 
Num ambiente de grande proximidade e reconhecimento público, a iniciativa municipal aproveitou o simbolismo da data, permitiu realizar uma noite de orgulho colectivo e de celebração do mérito em Castelo de Paiva, uma realização que teve excelente adesão e que não surgiu isolada no calendário, tendo sido integrada na programação comemorativa das cerimónias festivas do 25 de Abril do município.
Durante a sessão solene, que juntou autarcas, dirigentes associativos e atletas, foram destacados exemplos de mérito, trabalho e inspiração, com o propósito institucional de continuar a reafirmar o valor daqueles que contribuem diariamente para o desenvolvimento de Castelo de Paiva, potenciando o crescimento de um desenvolvimento sustentável, onde o desporto e a cultura são vectores fundamentais de uma comunidade local mais dinâmica, participativa e com identidade própria. 
Com grande entusiasmo e as emoções à flor da pele, ao palco da gala, que teve a participação dos Vereadores da Cultura e do Desporto da edilidade paivense, Cristiana Vieira e Rui Gomes, foram chamados aqueles que há quatro décadas tiveram a ousadia de dar vida aos Jogos Desportivos de Castelo de Paiva, e a todos aqueles que ao longo destes anos, se afirmaram pelo seu desempenho, conquistas e contributos relevante para a promoção do desporto e cultura no concelho e além-fronteiras. 
Entre momentos de dança e música, com PT Dance Academy e a Big Banda New Horizons foram homenageados os fundadores que, em 1987, criaram os Jogos Desportivos em Castelo de Paiva, alguns deles já desaparecidos, mas representados por familiares, assim como se destacou a intervenção do presidente Ricardo Cardoso, a enaltecer o papel do desporto e da cultura como pilares essenciais de uma comunidade em desenvolvimento. 
O autarca paivense sublinhou uma noite especial que Castelo de Paiva merecia, traduzido num momento único há muito desejado, referindo que a política se faz com acção, horando a palavra dada, e quando se concretiza vontades antigas de gente que vive o desporto e o pulsar do associativismo local. 
E em jeito de homenagem, Ricardo Cardoso lembrou na sua preleção, aqueles que treinam em silêncio e competem com orgulho, aqueles ensaiam horas a fio para manter tradições e traços culturais, aqueles dirigentes que dedicam o seu tempo em prol de causas e colectividades, e os voluntários que trabalham sem pedir nenhum reconhecimento, deixando a todos uma profunda gratidão por manterem tantos projectos culturais e desportivos, evidenciando numa mensagem bem clara, a vontade de acreditar sempre que é possível crescer mais e chegar mais longe, com o Município a assumir-se como parceiro e a incentivar que todas as colectividades e associações sejam autênticas forças vivas do concelho. 
Ao nível das colectividades, a vice-Presidente Susana Sousa deu o mote para a homenagem ao Grupo Desportivo e Cultural de Castelo Paiva, agraciado com o prémio Mérito Desportivo Colectivo, seguindo-se André Maria a chamar José Adelino Nunes para o prémio Excelência Associativo, e o presidente da Assembleia Municipal Victor Moreira a entregar o prémio Carreira para o Prof Agostinho Vieira, actual director pedagógico da Academia de Música de Castelo de Paiva. 
No final, Rui Gomes, Vereador do Desporto da edilidade paivense, salientou que importa continuar a valorizar o trabalho desenvolvido pelo movimento associativo local, e fez um balanço muito positivo desta primeira gala, destacando que a iniciativa representou o ponto de partida de um projecto com continuidade assegurada, estando prevista a realização de novas edições nos próximos anos


*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa                                         

CELEBRADA A MEMÓRIA E IDENTIDADE MINEIRA NOS FESTEJOS DO 1 DE MAIO EM CASTELO DE PAIVA


No próximo feriado nacional, 1 de Maio, o icónico Cavalete do Fojo, localizado em Folgoso, na freguesia da Raiva, vai transformar-se num palco de homenagem à história das minas e à memória das gentes do Couto Mineiro do Pejão. 
A partir das 14h00, pode apreciar e explorar a exposição da ARCAF – “Minas do Pejão”, e divertir-se com a realização de jogos tradicionais e aproveitar a zona de petiscos e participar e momentos de partilha que a organização preparou para este dia de convívio. 
O grande momento desta jornada evocativa da exploração mineira em Castelo de Paiva, vai decorrer a partir das 21h30 com a apresentação de um filme-concerto imperdível. 
Neste contexto, O Space Ensemble e a Universidade Sénior de Castelo de Paiva vão apresentar uma versão musicada ao vivo de um filme de trabalho histórico, com imagens raras do interior das Minas do Pejão, em Castelo de Paiva, antes do seu encerramento. 
A fechar este círculo de emoções, neste feriado municipal, está confirmada a actuação do Coro dos Mineiros do Pejão.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa                       




COMUNICADO: Aumento dos combustíveis nos Açores — análise comparativa e preocupações da ACRA

 A ACRA manifesta profunda preocupação com o aumento dos preços dos combustíveis nos Açores, com entrada em vigor a 1 de maio de 2026, atendendo ao impacto direto no custo de vida das famílias e na competitividade da economia regional.

Da comparação entre o Despacho Normativo n.º 11/2026 (março de 2026) e o novo despacho, resultam os seguintes aumentos:

⛽ Gasolina 95

  • Março: € 1,704/l

  • Maio: € 1,921/l

  • +0,217 € (+12,7%)

🚛 Gasóleo rodoviário

  • Março: € 1,641/l

  • Maio: € 2,004/l

  • +0,363 € (+22,1%)

🔥 Gás butano (13 kg)

  • Março: € 23,91

  • Maio: € 28,70

  • +4,79 € (+20,0%)

📊 Síntese

Gasolina: +12,7%

Gasóleo: +22,1%

Butano: +20,0%

⚠️ Impacto económico e social

Estes aumentos assumem expressão significativa na economia regional, afetando famílias, trabalhadores e setores produtivos como agricultura, pescas e transportes, com efeitos em cadeia no preço dos bens e serviços.

Destaca-se o agravamento do gasóleo rodoviário, que penaliza de forma mais intensa as atividades económicas dependentes de transporte e logística.

 Transparência e enquadramento

O Governo Regional refere como referência o “Preço Europa” (PE), contudo não são disponibilizados elementos detalhados que permitam verificar a correspondência entre essa variação e os preços agora fixados, limitando a transparência e a análise independente.

📌 Nota final

A ACRA considera essencial a adoção de medidas que mitiguem estes impactos, protegendo o poder de compra das famílias e a sustentabilidade das empresas.

Os Açores não podem continuar a ser penalizados desta forma, exigindo-se maior transparência, rigor e eficácia na definição da política de preços energéticos na Região.


*Ponta Delgada 2026-04-29
Pel’O Secretariado Geral da ACRA

PSD abre portas à extrema-direita em Aveiro


O LIVRE Aveiro repudia o recente acordo autárquico entre o PSD e Chega em Aveiro. A governação local deve assentar em valores democráticos, de inclusão, transparência e respeito pelos direitos fundamentais da nossa democracia.

O Chega reflete um projeto político que segue como premissas a divisão, o populismo e a exploração do medo, promovendo discursos de exclusão e ataque a princípios essenciais da democracia pluralista. Para o LIVRE, a normalização desse tipo de discurso através de acordos de poder e de conveniência enfraquece a confiança nas instituições e afasta a política das pessoas.
O município de Aveiro precisa de soluções sérias para os problemas da habitação, da mobilidade, do ambiente, dos serviços públicos e da qualidade de vida das populações — não de alianças que colocam interesses de poder acima dos valores democráticos e dos aveirenses.

A política autárquica deve ser construída com diálogo, participação, proximidade e responsabilidade, e não através da legitimação de forças antidemocráticas que colocam em causa direitos sociais, liberdades e garantias conquistadas ao longo de décadas. O PSD enterra o seu contributo para a construção do poder local democrático em Aveiro, abrindo a porta à extrema-direita, somente focada na política da destruição. Também o CDS se absteve dos seus princípios, procurando sacudir as suas responsabilidades.

O Chega, que criticava a “continuidade” das políticas do atual executivo e da “revogação” do Plano Pormenor do Cais do Paraíso, hoje já não faz oposição (nunca a fez) – faz sim, o apoio a um executivo que não dá resposta aos problemas dos aveirenses. A partir de hoje, o Chega em Aveiro, é tão responsável quanto o PSD e o CDS pela falta de respostas e soluções aos problemas dos aveirenses.

Não se trata apenas de uma questão de maioria política, mas sim de uma escolha de princípios que não olha para os aveirenses como um todo. E para o LIVRE há linhas que não devem ser ultrapassadas. Mais uma vez, o PSD não esteve à altura dos tempos exigentes que enfrentamos.

O LIVRE Aveiro repudia qualquer acordo com a extrema-direita, apelando à responsabilidade de todas as forças democráticas para construir soluções de governação estáveis e comprometidas com os Direitos Humanos no município de Aveiro.

*Grupo de Coordenação Local do LIVRE Aveiro

Debate sobre o futuro da floresta da região de Aveiro – 6 de maio 2026, no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha

 A Associação Florestal do Baixo Vouga vem divulgar e convidar esse órgão de comunicação social a acompanhar a sessão de apresentação e debate “A FLORESTA SÃO AS PESSOAS – Conhecer os proprietários para gerir melhor a floresta da região de Aveiro”, a realizar-se no próximo dia 6 de maio, pelas 17h30, no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha.
 
A iniciativa coloca em debate um tema central para o futuro da floresta da região: quem são os proprietários florestais, quais as suas motivações, dificuldades e expectativas, e de que forma esse conhecimento pode contribuir para políticas públicas e estratégias mais eficazes de gestão e valorização do território.
 
Durante a sessão será apresentado um estudo sobre a caracterização socioeconómica dos proprietários florestais da região de Aveiro, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, em parceria com o Instituto Superior de Agronomia, um trabalho inédito e de elevada relevância para a definição de instrumentos de apoio à pequena propriedade florestal e para o ordenamento e sustentabilidade do território.
A sessão contará com a participação de investigadores e especialistas de referência, bem como representantes institucionais e técnicos do setor.
geral@afbaixovouga.pt
www.afbaixovouga.pt
 

Campeonato Regional Sub-16 Masculino - Série F Dia 25 de abril de 2026 – 21H00

 

Pavilhão Municipal de Pombal – Eduardo Gomes
NDA POMBAL - COLUMBÓFILA
CARTÃO BRANCO PARA GABRIEL FARINHA
Gabriel Farinha, no jogo do Campeonato Regional de SUB 16 disputado com o Nad Pombal, naquela cidade, ao aperceber-se da lesão do seu adversário, de imediato socorreu-o e ajudou a encaminhá-lo para o banco de suplentes.
Este gesto de puro Fair Play, foi sancionado pela equipa de arbitragem, mostrando o CARTÃO BRANCO, ao Gabriel, premiando dessa forma aquele bonito gesto.
O Cartão Branco, implementado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, desde o ano de 2015, tem como principal objectivo, reconhecer, destacar e premiar comportamentos eticamente corretos e de fair play durante eventos desportivos, podendo ser exibido a jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos, destacando atitudes como honestidade, solidariedade e respeito, valorizando dessa forma a verdade desportiva.
Parabéns, Farinha.
Se a vitória da nossa equipa, foi importante, o teu gesto, dá-lhe outro VALOR e sobretudo outra DIMENSÃO, que naturalmente deixa os teus colegas e a tua equipa técnica, muito orgulhosos.
É por este CAMINHO, que percorrem os VERDADEIROS, campeões!!

ASSSCC Ar Livre e Aventura no Farol Adventure Trail

 
No passado dia 25 de abril, realizou-se a primeira de 3 provas em que os atletas da Secção de Ar Livre e Aventura da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, participaram na ilha das Flores, Açores, teve lugar o Farol Adventure Trail, organizado pelo Atlético Clube Fajã Grande em conjunto com o Município de Lajes das Flores.
Com percursos em 3 distâncias competitivas, por trilhos de pé posto e inclinações acentuadas, típicas da região, os atletas passaram por pontos icónicos, como a Cascata do Poço do Bacalhau, as Cascatas do Poço do Ferreiro ou a Rocha dos Bordões, usufruindo das paisagens em alguns dos miradouros, onde o som das águas a cair foi uma constante.
Os 3 atletas da ASSSCC Ar Livre e Aventura, participaram na prova de 36km, de Farol a Farol, ligando o Farol do Albarnaz ao Farol da Ponta das Lajes, pontuável para o Circuito Nacional de Trail da Associação de Trail Running de Portugal, tendo Otília Costa, alcançado a 8ª posição na classificação feminina, e a 4ª posição no escalão Vet II F.
No sector masculino, Nuno Almeida, alcançou o 35º lugar na classificação masculino e o 16º lugar no escalão Vet II M e Joselito Marques, 45º masculino, 22º Vet II M.

Com o apoio:
Óptica Loisas Loisas - Zeiss
Fisioterapeuta Ana Taraio
Luisa Cabeleireiro
Mariana Andrade Martins - Nutricionista e Nutricoach
Fisiobaía-Saúde Global
Streetsport Animação Turística
Fisio André Viegas
NH Fitness Athletes - Preparação Física e Alta - Performance (Nelson Heleno)

Intervenção ascende os 490 mil euros. Município de Cantanhede requalifica duas ruas na Póvoa da Lomba


A Câmara Municipal consignou, na terça-feira, a obra de requalificação da Rua da Palmeira e Rua Dr. Manuel Bela, localizadas na Póvoa da Lomba, em Cantanhede.
A obra, que tem custo de 496 629 euros, tem um prazo de execução de 365 dias seguidos.
O documento foi assinado pela presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, e pelo representante da empresa adjudicatária, num encontro em que esteve também presente a presidente da Junta de Freguesia de Cantanhede, Fátima Gomes.

A empreitada que vamos iniciar na Póvoa da Lomba visa corrigir as deficiências atuais ao nível da segurança entre peões e tráfego viário. Sendo uma obra localizada em pleno centro urbano, sabemos que a sua execução poderá implicar alguns constrangimentos temporários, nomeadamente cortes de trânsito ou a necessidade de implementar desvios de circulação. No entanto, trata-se de uma intervenção necessária e estruturante, que visa melhorar as condições de mobilidade, reforçar a segurança rodoviária e pedonal e qualificar o espaço público, tornando-o mais funcional, mais seguro e mais digno para todos”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio.
O projeto prevê a requalificação destas duas ruas através da criação de passeios pedonais, uniformização e repavimentação dos pavimentos, reorganização da circulação, relocalização de contentores e melhoria das redes de drenagem de esgotos domésticos e águas pluviais.
A criação dos passeios exige a reformulação das infraestruturas de drenagem pluvial existentes e a execução de uma nova rede de saneamento de esgotos domésticos nas duas ruas.
A intervenção prevê ainda a aplicação de novo tapete betuminoso na faixa de rodagem e a manutenção e relocalização da sinalização vertical existente, garantindo melhores condições de circulação e segurança rodoviária.


Coimbra | 30 de abril e 1 de maio de 2026, ESAC – junto das oficinas; ao lado da Loja da Agrária. Atual mundo das ciências agrárias mostra-se na ExpoAgrya’26


Realiza-se na Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), sob organização da sua Associação de Estudantes (AEESAC), nos dias 30 de abril e 1 de maio de 2026, a 13.ª ExpoAgrya – Feira das Ciências Agrárias. O certame tem lugar junto às oficinas, ao lado da Loja da Agrária.
Dedicada ao setor agroalimentar, a ExpoAgrya tem como objetivo promover a ligação entre o meio académico, antigos alunos e o tecido empresarial. Contará, assim, com a presença de estudantes, alumni e empresários do setor e áreas afins, provenientes da região, naquele que pretende ser um espaço de encontro, de troca de ideias, aprendizagem e fortalecimento de laços que impulsionem o desenvolvimento regional e nacional.
Para dar a conhecer a inovação, a sustentabilidade e o progresso no setor agroalimentar, além dos stands das diversas entidades presentes, a iniciativa oferece workshops interativos, demonstrações práticas, palestras e atividades lúdicas, bem como um espaço de restauração.

A entrada é gratuita e está aberta ao público em geral.

Anexo: Programa da ExpoAgrya’26
*Isabel Silva

MANIFESTO PELA MOBILIDADE OS AÇORES NÃO ACEITAM O "GARGALO" DA VINCI. (Tomando por certas as alegadas subidas de taxas Aeroportuárias)

 Denúncia da inércia do Governo Regional e apelo à união de forças (CCIA e Sociedade Civil) contra o monopólio ANA/VINCI.

1. Uma Capitulação Inaceitável
A saída da Ryanair e a redução de frequências não são fenómenos naturais de mercado; são o sintoma de uma omissão estatal grave. Enquanto o Governo Regional se limita a observar a linha do horizonte, e a caminhar por atalhos perigosos, a economia dos Açores é asfixiada por um modelo de taxas aeroportuárias cego à nossa realidade de Região Ultraperiférica (RUP).
Para o Direito da União Europeia, quem controla a única porta de entrada de um território isolado gere uma Infraestrutura Essencial. Negar isto, sob o pretexto de que "não somos um mercado relevante", é abdicar da soberania económica da Região e ignorar o Artigo 349.º do TFUE, que obriga a que as regras europeias sejam adaptadas à nossa ultraperiferia.
2. O Veredito do Tribunal de Contas (Relatório n.º 16/2023 - 2.ªs)
O Governo Regional não pode alegar desconhecimento. O Relatório n.º 16/2023 do Tribunal de Contas (TdC) é arrasador e deve servir de base imediata a qualquer queixa formal. No seu Sumário, o Tribunal é categórico:
O Estado "privilegiou a maximização do encaixe financeiro imediato" em detrimento do interesse público e da sustentabilidade do sistema aeroportuário nacional. A privatização da ANA foi desenhada para o encaixe financeiro imediato do Estado, ignorando o interesse público a longo prazo, e por tabela as O Relatório do Tribunal de Contas (TdC); Auditoria à Privatização da ANA (Relatório n.º 16/2023 - 2S – logo no Sumário pontos 2, 3 e 4 Pág. 3): https://www.tcontas.pt/pt-pt/ProdutosTC/Relatorios/RelatoriosAuditoria/Documents/2023/rel016-2023-2s.pdf

O Estado não demonstrou que o prazo de 50 anos da concessão era o necessário. Se 50 anos já não têm justificação económica, a intenção de estender para 90 anos é um delírio financeiro à custa dos utilizadores. Dir-se-á que os deuses estão loucos!

  • O modelo tarifário é "excessivamente favorável à Concessionária", permitindo-lhe captar "rendas monopolistas" através da transferência de riscos para os utilizadores.

3. A Fundamentação Jurídica: "queixa a Bruxelas”
Para que a queixa seja irrefutável em Bruxelas (DG COMP e AdC), não utilizaremos referências incertas. Utilizaremos a jurisprudência "mãe" do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), a saber:
O Acórdão Aeroport de Paris vs. Comissão (C-82/01 P) estabelece que a gestão aeroportuária é uma atividade económica sujeita às regras de concorrência. A VINCI não é intocável; está sujeita à proibição de Abuso de Posição Dominante (Art. 102.º do TFUE) ver - https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX:62001CJ0082. A doutrina europeia defende o dever de renegociação, ou seja, que contratos de longa duração não podem ser "estáticos". Se as condições de acessibilidade de uma RUP mudam drasticamente, o Estado tem o dever jurídico de intervir para garantir a Continuidade Territorial.
Cruzamos o facto (o TdC provou que há rendas monopolistas) com o direito (o Art. 349.º do TFUE exige proteção especial – ao que aqui nos interessa - para os Açores). Às tantas não seria descabido trazer à colação a Madeira… a união faz a força
4. Propomos a União de Esforços para uma ação direta(numa frente comum de queixa formal - o direito é o remédio, mas só para quem age com diligencia):

1. O Governo Regional tem o dever liderar. Para resolver o problema não deve sair do caminho e procurar atalhos que sempre dão mau resultado (last call). Se falhar por falta de audácia, a CCIA, salvo melhor, tem o dever moral e económico de avançar com a queixa em nome do tecido empresarial asfixiado.


  • 2. Todavia, questionamos se não deveremos ir mais longe, designadamente, se não nos devemos envolver todos numa queixa coletiva, subscrita pelo Governo Regional dos Açores, CCIA e por toda a sociedade Civil, onde muito naturalmente nos incluimos, com vista a ser enviada à Autoridade da Concorrência e à Comissão Europeia DG COM.

3. A ideia chave é exigir a revisão do contrato com a VINCI, a redução do prazo de concessão e a introdução imediata de uma Cláusula RUP que limite as taxas aeroportuarias para os Açores e proteja as rotas fundamentais. E, há dezenas de precedentes destes por toda a Europa. Sem a pretensão de sermos exaustivos citamos AENA (gestora dos aeroportos espanhóis) tem um sistema de taxas regulado onde os aeroportos das Canárias (que são RUP, como os Açores) e gozam de bonificações e taxas significativamente inferiores às dos aeroportos principais.


  • 4. Com o devido respeito por opinião diversa, este será o caminho certo e não os atalhos suscetíveis de nos conduzir a pagar multas e proceder a reembolsos, e quiçá, responder em processo crime...

5. Conclusão:
A história não perdoará aqueles que, dispondo das ferramentas do Direito e o relatório do Tribunal de Contas nas mãos, preferiram o silêncio à defesa do seu povo. Não se pede um favor à VINCI; exige-se o cumprimento dos Tratados Europeus na sede própria.
Se o Governo Regional continuar a recusar o embate jurídico, estará a confirmar que a sua visão para os Açores termina onde começa o lucro da concessionária. É tempo de a CCIA e as forças vivas da sociedade civil, enfim, todos nós assumirmos o leme.

Ponta Delgada, 2026-04-20
Pel’O Secretariado geral da ACRA
Mário Agostinho Reis