O auditório do Museu da Pedra foi palco no passado sábado, 21 de fevereiro, da conferência “Brincar, Criar e Cuidar: Arte & Natureza”, uma iniciativa do projeto Educ@rteNatureza, através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e Universidade Aberta, que conta com o apoio do Município de Cantanhede.
A conferência, que integrou a 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra”, dedicada a Maria Amélia de Magalhães Carneiro, reuniu três dimensões essenciais para os tempos atuais: educação, arte e natureza. Tratou-se, no fundo, de uma oportunidade de reflexão académica, prática e pedagógica, bem como de partilha de experiências.
Presente na abertura da sessão, o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede com o pelouro da Educação e da Cultura, Pedro Cardoso, destacou “a abordagem inovadora deste projeto Educ@rteNatureza e o trabalho consistente que vem desenvolvendo na promoção de um modelo educativo que valoriza a criatividade, a ligação ao território e a sustentabilidade”.
“O Município de Cantanhede continuará a apoiar iniciativas que promovam conhecimento, qualificação e inovação pedagógica, reforçando a ligação entre cultura, educação e território”, reforçou o autarca.
A sessão, moderada por Sónia Valente (Universidade Aberta), abordou temáticas como “O Ateliê da Natureza: onde o Brincar se Transforma em Arte e Desenvolvimento”, por Tânia Cartaxo (Projeto TerraEduca), “Entre Luzes e Bastidores: A Educação Artística para um Mundo Sustentável”, por Mónica Oliveira (Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti) e “Educ@rteNatureza: a Arte como meio para a Educação com/pela Natureza”, por Teresa Pessoa (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra).
A escolha destes temas ganhou especial significado quando integrada na evocação de Maria Amélia de Magalhães Carneiro, artista profundamente ligada ao mundo rural, às paisagens gandaresas e às gentes do nosso território.
Maria Amélia encontrou na natureza não apenas cenário, mas matéria viva para a sua expressão artística. Pintou ao ar livre, valorizou os rostos, os trajes, os interiores, os campos e os caminhos — e fez da observação atenta do meio envolvente uma forma de criação e de educação.
Foi também pioneira no ensino artístico no concelho, transformando a sua casa-ateliê num espaço de aprendizagem e formação, deixando um legado pedagógico que continua a inspirar.
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