· » 25% das empresas identificam o Mercado Laboral como o principal fator condicionante da sua competitividade. Sistema fiscal (18%) e conjuntura internacional (17%) encerram o pódio das preocupações.
· » Mais de 60% das empresas indicam o nível de procura externa como o que mais condiciona as suas exportações.
· » 35% do investimento realizado em 2025 teve como finalidade equipamento produtivo. Digitalização absorveu 11% e a qualificação de RH 8%.
· » Mais de 65% das empresas mantiveram ou aumentaram os níveis de investimento face ao ano anterior.
As empresas nacionais que participaram no inquérito anual da AIP à Atividade Empresarial elegem como principal entrave à sua competitividade o Mercado Laboral. Entre os respondentes, 25% elegem a Legislação laboral e a mão de obra como o principal fator que as impede de competir da melhor forma. Entre outros fatores referenciados pelas empresas estão igualmente o sistema fiscal (18%) e a conjuntura internacional (17%). Além destes fatores, as empresas referem ainda a Carga Administrativa (13%), os Custos Energéticos (11%), mas também a digitalização (6%) e o Sistema Judicial (4%).
Também no que diz respeito às exportações (53% das empresas inquiridas desenvolvem atividade exportadora), as empresas sinalizam o nível de procura externa como o fator mais crítico para a exportação, sendo assinalado por 60% como principal constrangimento. De igual forma, o nível de concorrência, a existência de parcerias e a logística e transportes são referenciados como relevantes para a sua atividade para 52%, 34% e 22%, respetivamente.
Em 2025, mais de 65% das empresas afirmam ter mantido ou incrementado os seus níveis de investimento, com 7% a avançarem um aumento muito superior quando comparado com o ano anterior. Já 22% das empresas avançaram menores investimentos e 3% muito menor.
O equipamento produtivo foi o destino do investimento para 34% do total investido. A digitalização com 11% e a qualificação de recursos humanos com 8% são as áreas que fecham o pódio. A Investigação e Desenvolvimento continuou a não ser uma área prioritária, recolhendo apenas cerca de 8%. Aliás, 38% das empresas afirmam no mesmo inquérito que nunca investiram em I&D, 31% raramente o fazem, enquanto 28% investem frequentemente e 3% de forma permanente.
Questionadas sobre a avaliação da situação financeira atual, a maioria (41%) considera que é normal, ou boa (29%), enquanto 16% a classificam como má e apenas 3% como muito má. As empresas que dizem estar muito boa, representam 10% dos respondentes.
No conjunto das empresas inquiridas e sobre o recurso a crédito bancário 45% afirma recorrer de forma pontual a este tipo de financiamento, enquanto 26% o fazem de forma regular e 29% não recorrem aos bancos para obter os recursos que necessitam. A taxa a que se financiam as empresas que recorrem varia entre 30% abaixo de 2% e os 8% acima de 6%. Um terço das empresas dizem financiar-se a uma taxa entre os 2 e os 4% e 30% entre os 4 e os 6%.
O Inquérito à Atividade Empresarial em Portugal, realizado pela AIP desde 1995, desenvolveu-se no segundo semestre de 2025 e contou com 156 respostas validadas. A indústria é o setor mais representado na amostra com 43%, seguido pelos Serviços com 32% e do Comércio com 25%. 64% das empresas apresentam um volume de negócios inferior a 2 milhões de euros anuais, 17% entre 2 a 5 milhões, 5% entre 5 a 10 milhões, 12% entre 10 a 25 milhões e 2% acima de 50 milhões de euros. Por número de trabalhadores, 43% contam com menos de 10 empregados, 14% com 10 a 19, 22% com entre 20 e 49, 17% com um número entre 50 e 249 e 3% com mais de 250 trabalhadores. 40% das respostas pertencem à região Centro, 25% à Região de Lisboa e Vale do Tejo, 22% à Região Norte, 8% ao Alentejo, 4% ao Algarve, e 1% à Região dos Açores.
*Departamento de Comunicação
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