domingo, 13 de março de 2016

Vaticano volta a deter padre espanhol acusado de revelar segredos da Santa Sé

O Vaticano voltou a deter o padre espanhol Lucio Vallejo, acusado de revelar segredos da Santa Sé, revogando a prisão domiciliária a que estava sujeito, por ter comunicado com o exterior.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou hoje que Lucio Vallejo, acusado com outras quatro pessoas no caso conhecido como "Vatileaks 2", ficou novamente detido na polícia do Vaticano para não continuar a comunicar com o exterior.

O Tribunal do Estado da Cidade do Vaticano optou por esta medida porque o sacerdote espanhol "violou a proibição de comunicar com o exterior", sendo esta a condição de que dependia a prisão domiciliária.

"Ele estava em contacto com pessoas. A prisão domiciliária estava condicionada à comunicação (...). Por isso é que foi novamente preso, para não continuar a manter a comunicação com o exterior", adiantou o porta-voz do Vaticano.

O padre espanhol foi secretário da extinta Comissão Investigadora dos Organismos Económicos e Administrativos da Santa Sé (COSEA) e é acusado de divulgar documentos classificados do Vaticano.

Lucio Vallejo foi detido a 01 de dezembro de 2015 pelo Vaticano, como medida preventiva, e a 23 desse mês ficou sujeito a prisão domiciliária, situação que é agora revogada pela justiça da Santa Sé.

Além do padre espanhol, são também acusados a ex-relações públicas italiana Francesca Chaouqui, o ex-colaborador do COSEA Nicola Maio e os jornalistas italianos Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi.

O julgamento das cinco pessoas acusadas de roubarem e divulgarem documentos confidenciais financeiros da Santa Sé recomeçou hoje à porta fechada para "avalisar a correspondência e equipamento informático relevante para o processo".

A próxima sessão do julgamento está marcada para segunda-feira e será aberta aos jornalistas.

O procurador do Vaticano considerou que os cinco cometeram os crimes entre março de 2013 e 05 de novembro de 2015.

De acordo com o procurador, "associaram-se entre eles e formaram uma organização criminosa com composição e estrutura autónoma" e (...) "e posteriormente revelaram notícias e documentos relativos aos interesses fundamentais da Santa Sé e do Estado" do Vaticano.


Fonte: Lusa

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