quarta-feira, 6 de abril de 2016

Cônsul de Portugal envolvido nos Panama Papers. Mas nega ilegalidades

O conjunto de documentos a que foi dado o nome de Panama Papers (Papéis do Panamá, em português) põe a nu contas offshore em 21 paraísos fiscais que envolvem 200 países e 214 mil entidades, bem como distintos políticos de todo o mundo.

© Getty Images
Portugal não tem um embaixador na Guatemala, mas tem um  cônsul honorário cujo nome surge associado ao escândalo dos Panama Papers.

Juan Manuel Diaz-Durán terá, segundo os referidos documentos, recorrido à Mossack Fonseca –  que está no centro do escândalo internacional de lavagem de dinheiro e evasão fiscal – para abrir empresas offshore.

O cônsul, que é o dono firma de advogados Díaz Durán y Asociados já negou tudo à imprensa da Guatemala.

Em declarações ao site local Diario Digital, Juan Manuel garante que a informação que tem vindo a público é “um pouco exagerada”, uma vez que as ditas sociedades offshore não são criadas de forma constante, mas sim a título eventual.

Sobre a relação com a Mossack Fonseca – o cônsul é tido como o representante desta empresa na Guatemala – Juan Manuel é perentório: “Temos uma relação com muitos escritórios no Panamá, na América Central, no México, em muitos países, mas não somos os únicos a trabalhar com a Mossack Fonseca”.

O nome Díaz-Durán surge associado ao escândalo porque o escritório de advogados terá, alegadamente, criado uma offshore para a Marllory Chacon, uma traficante de droga guatemalteca com ligações ao mais poderoso cartel de droga local e ao famoso narcotraficante El Chapo Guzman.

Contudo, esta informação é veemente negada pelo cônsul honorário: “Quero ser muito categórico ao afirmar que nunca tivemos nenhuma relação com a senhora Chacón e que esta sociedade [offshore] teve uma existência muito efémera uma vez que nem conta bancária internacional tinha”.

Fonte:noticiasaominuto


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