domingo, 6 de maio de 2018

Portugal, o país dos azulejos, dos azeites e dos vinhos

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Fugas
 
 
  Sandra Silva Costa  

Já se sabe que as férias padecem sempre do mesmo problema: acabam depressa, muito depressa. E quando são de apenas uma semana nem se fala. Portanto, estou de volta e aposto que ninguém sentiu a minha falta. É um pouco irónico voltar ao trabalho a uma segunda-feira, véspera do Dia do Trabalhador, e não poder gozar o feriado, mas foi isso mesmo que aconteceu. O desalento só foi minimizado porque no meu e-mail havia ouro sobre azul. Literalmente: nas últimas semanas, a Andreia Marques Pereira mergulhou de cabeça no vastíssimo património azulejar português e preparou-nos um dossier que merece ser lido de fio a pavio. O guia de leitura é este: aqui está o enquadramento e o estado da arte; avance depois para uma visita à Viúva Lamego, uma das poucas sobreviventes das fábricas de azulejos de oitocentos que continua a usar práticas de manufactura artesanais, ao mesmo tempo que inova e se adapta às estéticas de cada época; por fim, aventure-se pelas ruas de Ovar, a cidade-museu do azulejo.
Convido-o agora a conhecer a história de Leyla Acaroglu, a australiana que está em Portugal para transformar uma quinta centenária num retiro para empreendedores e criativos. Fica perto de Tomar e a Mara Gonçalves teve alguma dificuldade para lá chegar. Mas, com a ajuda de um GPS à moda antiga, chegou sã e salva, a tempo de ouvir Leyla explicar como é que o design pode ter um papel importante na sustentabilidade. Está tudo aqui, boa viagem até Figueira Redonda.
De Figueira Redonda a Mara seguiu caminho até Barcarena, Oeiras, onde foi ver como é que se prepara o sonho de viver a voar o mundo.Assistiu a uma aula na European School for Cabin Crew e percebeu que os tripulantes de cabine não se limitam a servir chá, café ou laranjada. Nem têm uma profissão que é só glamour. Senhores passageiros, queiram verificar se têm os cintos bem apertados, levantamos voo dentro de minutos.
Continuamos para bingo, e desta vez só paramos no Algarve, mais concretamente na Fazenda Nova, a quinta de um old punk. Fica em Estiramantens, Santo Estêvão, Tavira, e é propriedade de Tim e Hallie, que trocaram o Reino Unido por Portugal, onde encontraram o ambiente ideal para criarem três filhos. Mas, como num gira-discos, a vida dá muitas voltas. E a deles converteu uma ruína no Sotavento (comprada para ser uma quinta familiar) num projecto turístico que reaviva uma região ignorada, ao ritmo da melhor banda sonora do Algarve. O Victor Ferreira andou por lá e agora dá-nos esta música.
Vamos às comidinhas? Primeiro, fazemos escala no Soão, a taberna asiática que acaba de abrir no bairro de Alvalade. A nossa Alexandra Prado Coelho já lá foi, claro.E a seguir foi até ao Alentejo, provar os melhores azeites que por lá se fazem.
Para o fim, uma sugestão para quem estiver pelo Porto este fim-de-semana: o Adegga Wine Market decorre no Porto Palácio Hotel. O Manuel Carvalho entrevistou André Ribeirinho, um dos promotores do evento vínico que quer proporcionar aos enófilos ou candidatos a enófilos uma experiência “diferente”. Saúde!
Estamos conversados por hoje. Volto para a semana, mais ou menos à mesma hora. Até lá, boas viagens!

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