• Especialistas nacionais e internacionais debatem no Entroncamento o potencial da ferrovia como ativo turístico, cultural e territorial.
O Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, recebe no próximo dia 15 de abril a conferência internacional “Turismo Industrial e Ferroviário”, uma iniciativa que regressa à agenda depois de um adiamento motivado pelas condições meteorológicas adversas. O evento assinala o arranque público do projeto “Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão”.
Promovida no âmbito de uma estratégia de valorização do património ferroviário da região Viseu Dão Lafões, a conferência vai reunir responsáveis institucionais, investigadores, especialistas e profissionais do setor para refletir sobre o papel da ferrovia enquanto recurso turístico, cultural e económico, capaz de gerar novas dinâmicas de visitação e atratividade territorial.
Programa reúne especialistas nacionais e internacionais
Ao longo do dia, a conferência irá abordar diferentes dimensões do turismo ferroviário e industrial, como a memória ferroviária, o turismo industrial, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional. Os três painéis em agenda vão centrar-se no projeto “Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão”, nas tendências e boas práticas do turismo industrial, e ainda em exemplos nacionais e internacionais de reaproveitamento cultural e turístico do património ferroviário, demonstrando como este legado pode contribuir para a atratividade, a identidade e o desenvolvimento sustentável dos territórios.
Entre os participantes confirmados estão, entre outros, Teresa Ferreira, diretora do Departamento de Dinamização da Oferta e dos Recursos do Turismo de Portugal; Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo Centro de Portugal; Nuno Martinho, secretário executivo da Comunidade Intermunicipal de Viseu Dão Lafões; Pedro Moreira, presidente da CP - Comboios de Portugal; Carlos Oliveira, presidente do Município de Vouzela; Carla Antunes Borges, presidente do Município de Tondela; João Valério, presidente do Município de Oliveira de Frades; António Brancanes dos Reis, presidente da APAC - Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro; Manuel de Novaes Cabral, presidente da Fundação Museu Nacional Ferroviário; Alexandra Alves, coordenadora do Turismo e Património Industrial do Município de São João da Madeira; e José Gameiro, diretor científico do Museu de Portimão.
A conferência integra ainda contributos internacionais relevantes, como os de Jordi Sasplugas Deu, diretor do Museu del Ferrocarril de Móra la Nova (Espanha), Josep M. Pey, representante da consultora catalã El Generador, Neil Peterson, consultor britânico ligado ao programa Railway 200, e Pascal Keiser, comissário de Bourges Capital Europeia da Cultura 2028. A presença destes convidados reforça a dimensão internacional da conferência e traz ao Entroncamento exemplos concretos de valorização do património ferroviário em articulação com cultura, mobilidade e promoção dos territórios.
Para Manuel de Novaes Cabral, presidente da Fundação Museu Nacional Ferroviário, a conferência representa “uma oportunidade para pensar a ferrovia para além da sua função histórica e infraestrutural, reconhecendo-a também como recurso cultural, turístico e identitário com enorme potencial para os territórios”. O responsável acrescenta que “o objetivo é abrir caminhos para novas leituras do património ferroviário e para projetos capazes de ligar memória, sustentabilidade, atratividade e desenvolvimento local”.
A conferência insere-se no projeto “Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão”, que pretende valorizar o património ferroviário associado aos territórios de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, criando condições para o desenvolvimento de uma oferta turística diferenciadora, em articulação com outros recursos naturais, culturais e gastronómicos da região.
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, através do e-mail viajarnotempo.mnf@gmail.com.
Sobre o projeto
O projeto “Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão” resulta de uma candidatura aprovada pelo Turismo de Portugal, no âmbito do Programa Transformar Turismo – Linha Regenerar Territórios, e tem como entidades promotoras o Município de Vouzela, o Município de Tondela e a Fundação Museu Nacional Ferroviário.
*Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação
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