terça-feira, 14 de abril de 2026

Rota do Românico promove atividades gratuitas no fim de semana


A Rota do Românico assinala o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2026 com a dinamização de diversas atividades culturais gratuitas nos dias 17, 18 e 19 de abril.
Na tarde de sexta-feira, 17, em parceria com a Câmara Municipal de Cinfães, promove visitas orientadas à Igreja de Tarouquela e à Igreja e Cais de Escamarão. À noite, pelas 21h30, a Igreja de Sobrado, em Castelo de Paiva, recebe o concerto “Do Ibérico ao Românico”, com a soprano Inês Pinto e o guitarrista Márcio Silva.
No sábado, 18, data oficial do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinado ao tema “Património vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres”, a Rota do Românico propõe visitas guiadas a locais do Tâmega e Sousa que testemunharam doenças, pestes, terramotos, invasões e outras situações de crise.
O itinerário inclui o Memorial das Invasões Francesas, em Penafiel, o Burgo e a Igreja de São Nicolau, no Marco de Canaveses, e o Mosteiro de Pombeiro, em Felgueiras.

O ciclo de concertos “Do Ibérico ao Românico” prossegue no sábado, às 21h30, na Capela da Quintã, em Baltar, Paredes.

No domingo, a Câmara Municipal de Resende e a Rota do Românico promovem um dia de descoberta do património natural e cultural daquele concelho, com um programa de animação que inclui diversas visitas orientadas, entre outros locais, ao Centro Interpretativo do Montemuro, ao Mosteiro de Cárquere, à Igreja de São Martinho de Mouros e à Igreja de Barrô, que recebe também, às 17h, o último concerto “Do Ibérico ao Românico”.

As inscrições e informações completas das atividades comemorativas do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios estão disponíveis no sítio da internet da Rota do Românico.

A Rota do Românico é um projeto turístico-cultural, que reúne 58 monumentos e três centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios: Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende.

As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

*António Coelho
Planeamento e Comunicação
Rota do Românico | Itinerários Culturais
Praça das Pocinhas, 107, 4620-674 Lousada

Segunda reunião do Conselho Municipal do Desporto e Cultura. CASTELO DE PAIVA CONTINUA A FORTALECER O ASSOCIATIVISMO LOCAL


Na passada sexta-feira, o Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu a segunda reunião do Conselho Municipal de Desporto e Cultura. 
Este novo encontro com as colectividades, coordenado pelo Vereador Rui Gomes, reforçou a importância da cooperação entre o Município de Castelo de Paiva e as forças vivas da nossa terra. 
Esta iniciativa traduz-se num espaço de diálogo estratégico onde se definem as políticas que fazem pulsar o desporto e a cultura no concelho. 
O momento foi também de crescimento, com a tomada de posse de três novas associações que agora integram este órgão consultivo:
 - Grupo Jovem Esperança 
- Grupo Desportivo Pedorido 
- Associação Desportiva Aventuras do Paiva 
Por outro lado, foram integrados novos elementos em representação de colectividades, que assim assumiram funções no referido órgão.
 Para o Vereador do Desporto, Rui Gomes, que agradeceu a presença das colectividades neste segundo encontro municipal, é importante continuar a trabalhar juntos, para a construção de um concelho mais activo, cultural e dinâmico, com o propósito de garantir um sector associativo mais forte e cooperante.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa




Silves | INTERRUPÇÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA, DIA 16 DE ABRIL, NO ALGOZ

 O Município de Silves informa que, os trabalhos de desativação de conduta existente, necessários no âmbito da Empreitada de “SUBSTITUIÇÃO DE CONDUTAS NO SUBSISTEMA DO ALGOZ" irão implicar a interrupção do fornecimento de água no dia 16 de abril, entre as 09h00 e as 14h00, na Rua da Moinheta, na Freguesia do Algoz.
Serão tomadas todas as diligências para que os trabalhos decorram de forma célere e eficiente, pelo que a autarquia agradece a melhor compreensão dos munícipes e utentes do sistema pelos transtornos causados.
Para esclarecimento de qualquer dúvida ou obtenção de informações adicionais a Câmara Municipal disponibiliza o seguinte contacto telefónico do Piquete de Águas: 282 440 860.

 

Na segunda-feira, 13 de abril. Município promoveu sessão sobre arrendar com segurança em Cantanhede


A sessão “Pontas Soltas da Migração: Arrendar com Segurança” encheu o auditório do Museu da Pedra, reunindo vários participantes, num iniciativa promovida pelo Município de Cantanhede, através da Divisão de Ação Social e Saúde, em parceria com o Núcleo Distrital de Coimbra da EAPN Portugal.
A sessão teve como objetivo ajudar a população, com especial atenção à comunidade migrante, a conhecer os seus direitos e deveres no mercado de habitação.
A iniciativa realizada na segunda-feira, integrou a Semana da Interculturalidade 2026 e o Plano Municipal para a Integração de Migrantes de Cantanhede, sendo financiada ao abrigo do Fundo para o Asilo, Migração e Integração.
A sessão contou com a participação, na qualidade de formador, João Pedro da Fonseca Lopes, advogado.
Num concelho cada vez mais diverso, é fundamental garantir que todos — independentemente da sua origem — tenham acesso à informação, à proteção e às oportunidades necessárias para viver com dignidade e segurança. A habitação é um pilar essencial da qualidade de vida e da integração, e não podemos permitir que a desinformação ou situações de precariedade comprometam esse direito”, sublinhou a vereadora com o pelouro da Ação Social e Saúde, Célia Simões.
O seu principal objetivo é capacitar cidadãos, nacionais e estrangeiros, dotando-os de ferramentas que contribuam para o combate à precariedade.
Para tal, promove-se a informação sobre os direitos e deveres dos arrendatários, os mecanismos de denúncia em situações de irregularidade e o reforço da segurança habitacional, bem como do sentimento de pertença à comunidade.

Assembleias Municipais participam na revisão da Lei das Finanças Locais

 A Associação Nacional das Assembleias Municipais (ANAM) saúda a criação, por parte do Governo, de um Grupo de Trabalho para a revisão da Lei das Finanças Locais, conforme estabelecido no Despacho n.º 4749/2026, publicado ontem em Diário da República. Trata-se da primeira vez que a ANAM participa neste processo e uma oportunidade para defender a necessidade de mais recursos e instrumentos para estes órgãos deliberativos.
O objetivo do Grupo de Trabalho é o de apresentar propostas até ao final do corrente ano, incidindo, entre outras matérias, sobre os limites de endividamento das autarquias e a simplificação dos processos de reporte financeiro.
Pela primeira vez, a ANAM integra este processo, na qualidade de observador, o que representa um importante reconhecimento institucional do papel desempenhado pelas Assembleias Municipais no escrutínio, acompanhamento e fiscalização da atividade dos executivos camarários. Esta participação reforça também a necessidade de revisão de matérias essenciais, com vista a dotar estes órgãos deliberativos dos recursos e instrumentos adequados para o exercício das suas funções com maior eficácia.
O Presidente da ANAM, Fernando Santos Pereira, sublinhou a relevância deste momento, afirmando: “Este é um reconhecimento muito importante para todas as Assembleias Municipais de Portugal. É com muita honra e sentido de responsabilidade que a ANAM integra pela primeira vez um Grupo de Trabalho Legislativo, neste caso para a Revisão da Lei das Finanças Locais, onde assumimos o compromisso de dar voz aos anseios das Assembleias Municipais.”
O Presidente da ANAM fez ainda questão de deixar uma palavra de reconhecimento ao Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, destacando “a consideração e a forma atenta como se tem relacionado com a ANAM”.
A ANAM reafirma o seu compromisso em contribuir de forma construtiva para este processo legislativo, assegurando que as preocupações e necessidades das Assembleias Municipais, e do poder local, sejam devidamente consideradas.
Neste âmbito, e precisamente com o objetivo de reforçar uma participação qualificada e informada neste processo, a ANAM tem vindo a promover o ciclo de conferências “A Arquitetura do Poder Local”, através do qual tem auscultado académicos, autarcas e especialistas de todo o país. Após sessões realizadas em Lisboa e no Algarve, a próxima conferência terá lugar na Universidade de Coimbra, na próxima sexta-feira, 17 de abril, contando com a participação do Secretário de Estado da Presidência e da Imigração, Rui Armindo Freitas.

*Alexandra Martins
Head Clientes Porto e Norte


MARINHA GRANDE REGISTA MAIS DE UMA CENTENA DE PARTICIPANTES NA SEMANA NACIONAL DO TURISMO INDUSTRIAL


O Município da Marinha Grande integrou, nos dias 27 a 31 de março e 04 de abril, a Agenda Nacional do Turismo Industrial promovida pela Rede Portuguesa do Turismo Industrial, em articulação com a autarquia, registando um total de 138 participantes nas atividades desenvolvidas no concelho.
A Demonstração e Experiência de Soprar Vidro, que decorreu no Estúdio PoeirasGlass no Edifício da Resinagem, contou com a participação de 92 pessoas ao longo dos cinco dias, permitindo conhecer e experimentar o processo artesanal associado à tradição vidreira da Marinha Grande.
Por sua vez, a Apresentação e Demonstração do Jogo de Tabuleiro Stephens, que teve lugar a 04 de abril na Biblioteca Municipal da Marinha Grande, reuniu 46 participantes, proporcionando uma abordagem lúdica e educativa à história, património e identidade industrial do concelho.
A adesão registada confirma o interesse da comunidade e dos visitantes na valorização do património industrial local, reforçando o compromisso do Município com a promoção do turismo cultural e do conhecimento histórico.
*Gabinete de Comunicação e Imagem

Cine-Teatro de Estarreja lança programação até ao verão cruzando diversos eixos artísticos

  
A programação do Cine-Teatro de Estarreja (CTE) para o próximo quadrimestre está lançada e contém um número sem fim de espetáculos pensados para miúdos e graúdos. Música, teatro, cinema, jazz e dança são as disciplinas artísticas, que dominam as propostas até junho, prometendo criar espaços de memória, de identidade, de partilha, de experimentação e de liberdade.
 
Abril é o mês do jazz
 
Depois da passagem da Companhia Chapitô com “Rei Lear” no passado fim de semana , no âmbito da 7.ª edição do ALAVANCA - Festival de Teatro de Avanca, Filipe Crawford apresenta no palco do CTE, no dia 18 de abril, o monólogo “Inferno”, da autoria do dramaturgo chileno Felipe Cabezas, que conta a vida tragicómica de Tristano Martinelli, a quem é atribuída a criação de Arlequim, uma das personagens mais emblemáticas da Commedia dell’Arte.
 
A 19 de abril, a Banda Visconde de Salreu convida Zé Amaro para um “(Re)encontro” que promete surpreender o público. Ainda em abril, 25, Martim Sousa Tavares, com participação especial de João Barradas, combinando a espontaneidade narrativa do formato stand-up com a profundidade de uma viagem pelo mundo das artes, apresenta o espetáculo original “Ponto de Fuga”.
No âmbito das comemorações do Dia Internacional do Jazz (30 de abril) e do programa formativo da OJE Formação, orientada pelo João Martins, o CTE acolhe um ciclo de três masterclasses, de 27 a 29 de abril, com formadores de relevo nacional. As celebrações desta efeméride encerram com uma “Jam Session”, dia 29 de abril, orientada pelos formandos e aberta a todos os músicos que queiram juntar-se ao palco. No dia seguinte, o Combo de Professores da Universidade de Aveiro apresenta o “Concerto Pedagógico Jazz” que será uma inesquecível viagem pelo mundo do jazz.
 
Maio acolhe talentos locais
 
A estarrejense Laura Olim, sobe ao palco do CTE, 2 de maio, com o seu projeto “Solo”, que nasceu da necessidade de experimentação com o formato digital de produção, numa tentativa de aprender a produzir as suas músicas do início ao fim.
 
O Grupo de Idade Maior do Teatro Municipal de Ourém, um projeto de intervenção comunitária, traz a Estarreja o mais recente trabalho “Lunário Perpétuo – Almanaque Teatral”, com texto inédito de Jorge Louraço, que explora temas de memória e comunidade. Para assistir no dia 8 de maio.
 
“Jangada Metálica”, promovido pelo NoMad Duo e gravado no CTE, é liderado pelos músicos, Ricardo Antão (Estarreja) e Jonathan Silva (Murtosa), e será mais um momento marcante da cultura do nosso território valorizando o talento e o profissionalismo dos agentes locais. O concerto, agendado para 9 de maio, revela diferentes estéticas, ambientes e cores, resultantes das visões particulares de cada um dos compositores envolvidos.
 
“A Esta Hora, na Infância Neva” é o primeiro verso de um dos poemas mais conhecidos de Manuel António Pina, publicado no livro Cuidados Intensivos (1994). E é o ponto de partida para este espetáculo de dança contemporânea, com o mesmo nome, criado por Victor Hugo Pontes para a Companhia Maior. Os artistas seniores são postos a dançar para explorar o corpo que envelhece, a memória e a passagem do tempo. A não perder dia 16 de maio.
 
A Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro (Polo de Estarreja) apresenta o espetáculo “Confluências”, dia 20 de maio, onde a sonoridade da música e a plasticidade da dança se fundem numa experiência estética singular.
 
Gisela João, uma das vozes mais impactantes de Portugal, apresenta "Inquieta", dia 23 de maio, um álbum e espetáculo que celebram a liberdade e a memória coletiva. Com interpretações únicas de temas de José Afonso, José Mário Branco, Fernando Lopes-Graça e outros ícones culturais, Gisela alia a força da sua voz inconfundível a uma abordagem artística que equilibra respeito pela tradição e inquietação criativa.
 
No dia 30 de maio, a Companhia A Turma traz a peça de teatro “O Salto”, escrito e encenado por Tiago Correia, que pretende levantar o véu que ainda cobre o período da emigração portuguesa dos anos 70, que ainda é visto como um tabu pela miséria e opressão que grassavam e pela dissidência da guerra colonial.
 
É tempo de celebrar
Junho arranca com a apresentação pública dos projetos em competição e última fase do 6.º Concurso Internacional de Jazz da Universidade de Aveiro, nos dias 2 e 3.
 
O CTE celebra 21 anos desde da sua reabertura no dia 18 de junho. Maria Luiza Jobim celebra connosco esta data especial a 21 de junho com o seu novo disco “Rosa no Céu”, que balança com à vontade entre o português do Brasil e o inglês, misturando a seu bel-prazer influências do samba, do pagode, da música latina e da pop anglo-saxónica, numa fusão andarilha de quem percorre o mundo sem preconceitos, em busca daquilo que ele tem de melhor.
 
A programação deste mês encerra com “Mãe Terra”, a 28 de junho, um espetáculo de dança e música que explora a ligação profunda entre o ser humano e a natureza de um todo vivo.
 
O concerto de abertura do Festival Internacional de Guitarra de Aveiro (FIGA) 2026, com a participação da Orquestra das Beiras e do guitarrista espanhol Rafael Aguirre, um dos mais destacados intérpretes da sua geração, acontece no palco do CTE, no dia 4 de julho.
 
Os filmes acabados de estrear chegam à tela do CTE
 
No cinema, as ofertas são diversas desde as Quintas de Cinema, que trarão filmes europeus e de autor, passando pelo Cinema Infantil com estreias de sucesso, até Cinema em Cartaz com filmes, também, acabados de chegar às salas.
 
Nesta sala, todas as pessoas têm lugar. Nesta sala há grandes espetáculos, grandes emoções!
 
Este resumo da atividade cultural do CTE, não dispensa a consulta da Agenda Municipal de Estarreja.
 
*Gabinete de Comunicação, Relações Públicas e Protocolo

Cantanhede | A apresentação da obra decorreu no sábado. “Os Pássaros de Dódóia” apresentado em Febres após vencer Prémio Carlos de Oliveira

 
O romance “Os Pássaros de Dódóia”, vencedor do Prémio Literário Carlos de Oliveira, foi apresentado na Casa Carlos Oliveira, no sábado, em Febres.
Este prémio continua a ser uma mais importantes formas de evocar e honrar a memória assim como o valiosíssimo legado intelectual, literário e humano do escritor e poeta Carlos de Oliveira. O alcance cultural desta iniciativa, para além da promoção da criação literária, continua a ser também uma forma de suscitar o interesse e conhecimento do universo literário distintivo do escritor, assim como o registo singular, a força da narrativa e a qualidade literária superlativa da sua obra”, afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso.
A apresentação da obra contou com a participação das Pequenas Vozes de Febres, na abertura da sessão, e com a mostra de pinturas de Jorge Oliveira, que retratam contextos do universo gandarês.
Hoje, a apresentação assinala o termo de um caminho e, ao mesmo tempo, o início de outro. Mais do que um ponto de chegada, este momento é, para mim, um sinal de confiança e um apelo a continuar, e a permanecer fiel às minhas convicções e à crença — talvez teimosa, mas necessária — de que a literatura pode abrir clareiras de humanidade num tempo inquieto que vivemos, ajudando-nos a olhar o outro com mais lucidez, compaixão e esperança”, afirmou, durante a sua intervenção, Henrique Levy.
A obra valeu a Henrique Levy a atribuição do sétimo Prémio Literário Carlos de Oliveira, concurso promovido pelo Município de Cantanhede que tem como objetivo homenagear um dos maiores autores de língua portuguesa da segunda metade do século XX, estimulando a criação literária e o surgimento de novos valores neste campo.
O livro foi distinguido com uma bolsa luso-americana para tradução para inglês e será também publicado por uma universidade dos Estados Unidos.
De acordo com Paulo Correia de Melo, que apresentou a obra, “O ideal de Dódóia é a libertação de todos os pássaros, especialmente os sujeitos a gaiolas. Este é (também) o ideal proposto no livro de Henrique Levy: a liberdade completa de todos os seres, a abolição de todas as peias sociais, religiosas, económicas, afetivas, culturais… É difícil? É. Mas como defenderia Carlos de Oliveira, ‘nunca se perca a esperança / enquanto a morte não vem’”.
Assinado sob o pseudónimo Náti Kuté, o livro de Henrique Levy foi laureado com o prémio “pela capacidade de reconstituir o universo social e metafísico africano”. A obra evidencia um “rigor da escrita e densidade da estruturação da narrativa e pela capacidade de criar personagens, em particular a de Dódóia, personagem de mulher na qual a sagacidade que a define conduz a modelar um destino à partida desfavorável, impondo-se ao meio e conquistando um lugar de destaque na comunidade”.

Sobre Henrique Levy
Henrique Levy é poeta, romancista e ensaísta luso-caboverdiano, nascido em Lisboa (1960) e atualmente residente na ilha de São Miguel, Açores, onde é professor. Com uma identidade marcada por múltiplas pertenças, viveu em vários continentes: Europa, África, Ásia e América.
É autor de oito romances, incluindo Cisne de África (2009), Praia Lisboa (2010), Maria Bettencourt (2019), Segredo da Visita Régia aos Açores (2020), Memórias de Madre Aliviada da Cruz (2021), Vinte e Sete Cartas de Artemísia (Prémio Literário Natália Correia, 2022), Bento de Goes (2023, PNL) e O Drama de Afonso VII de Portugal (2024).
Na poesia, publicou nove livros individuais, nomeadamente Mãos Navegadas (1999), O Silêncio das Almas (2015), O Rapaz do Lilás (2018), Livro da Vacuidade e da Demanda do Vento (2022) e Os Teus Lábios Podaram o Sol às Laranjeiras (2025). Participou em obras coletivas (Estado de Emergência, Elementos) e coordenou a antologia Camões na Voz de Poetas Açorianos (2024).
Editou e anotou a obra A Sibylla – Versos Philosophicos (2020), de Marianna Belmira de Andrade. Henrique Levy assinou vários ensaios e crónicas publicadas na imprensa e em revistas literárias. Tem também poemas e contos dispersos por diferentes revistas e antologias.
É ainda coordenador da Nona Poesia, a única editora açoriana dedicada exclusivamente à poesia.

"RODA DE HISTÓRIAS" PROMOVEU ENCONTRO INTERCULTURAL COM A COMUNIDADE CIGANA NA MARINHA GRANDE

 A partilha de histórias, cantigas e vivências marcou a iniciativa “Roda de Histórias”, que reuniu crianças, famílias e a comunidade local no Bairro da Lagoinha, na Garcia, no passado dia 9 de abril. 
A atividade destacou‑se pela participação ativa da comunidade cigana residente, que teve um papel central na leitura de histórias e na dinamização do encontro, promovendo o diálogo intercultural e a valorização da diversidade cultural no concelho da Marinha Grande.
A iniciativa contou com a presença do vice‑presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Armando Constâncio; da presidente da Assembleia Municipal, Catarina Sarmento e Castro; do sociólogo da AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo, de Luís Pinto; de técnicos do Município e da EAPN Portugal; e representantes de entidades locais, que acompanham o trabalho comunitário no território, sublinhando a importância de criar espaços onde todas as vozes são ouvidas e respeitadas.
A “Roda de Histórias” promoveu a aproximação entre diferentes comunidades e reforçou laços de confiança, respeito e inclusão social.
A iniciativa integrou‑se na programação da Semana da Interculturalidade 2026, promovida anualmente pela EAPN Portugal – Rede Europeia Anti‑Pobreza, em parceria com entidades públicas, privadas e do setor social. O Município da Marinha Grande voltou a associar‑se à iniciativa, que decorreu entre 7 e 14 de abril.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Comarca de Viana do Castelo enfrenta constrangimentos estruturais graves e funcionamento em risco

 Viana do Castelo, 14 de abril de 2026 — A Comarca de Viana do Castelo enfrenta constrangimentos estruturais que comprometem a capacidade de resposta do Ministério Público (MP) e colocam em causa a prestação de um serviço de justiça célere, eficaz e acessível. Esta é a principal conclusão do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), após a reunião plenária de magistrados realizada ontem.
A Comarca cobre um território vasto e profundamente disperso, obrigando magistrados a deslocações constantes entre serviços e juízos. Esta dispersão territorial reduz a eficiência, dificulta a preparação dos processos e compromete a qualidade do serviço prestado aos cidadãos.
A pressão é agravada pela falta de recursos humanos. A Comarca dispõe de 25 procuradores, mais um do Quadro Complementar, quando as necessidades reais apontam para 28 — e 30 para equiparação funcional com os juízes. A rotatividade elevada, com procuradores em regime transitório ou com acumulações sucessivas, fragiliza a continuidade das investigações e gera atrasos. A complexidade crescente de fenómenos como o cibercrime e as burlas transnacionais exige equipas estáveis que a Comarca não tem.
A extinção da vaga de efetivo no Tribunal de Caminha e do lugar de Procurador da República dirigente agravou a pressão no juízo central criminal. No juízo central cível, comércio e juízos locais cíveis, uma magistrada trabalha com sete juízes diferentes, multiplicando sobreposições e dificultando agendamentos.
Na violência doméstica, duas magistradas acumulam cerca de 300 inquéritos cada. A desmotivação é generalizada, alimentada pela dificuldade em conciliar vida pessoal e exigências de serviço. A falta de colaboração dos órgãos de polícia criminal, também sobrecarregados, limita a capacidade de investigação.
A insuficiência de oficiais de justiça é igualmente crítica. A falta de formação transfere tarefas para os magistrados, e há situações extremas, como uma funcionária responsável por mais de 500 inquéritos. Na área de Família e Menores, a atividade disparou: aumentaram os Incidentes de Tutela Educativa (ITE), foram propostas cerca de 100 ações de Promoção e Proteção (PPP) e estão em curso 760 processos de promoção e proteção. Este crescimento não é compatível com a recente alteração dos conteúdos funcionais, que acrescentou ainda mais carga ao cível. Entre setembro e abril, cada magistrado proferiu cerca de 1000 despachos — um ritmo insustentável.
No que respeita às condições de trabalho, o cenário é particularmente grave. Persistem limitações tecnológicas básicas: não existem formulários adequados para a distribuição RDA — o mecanismo que organiza e reparte tarefas entre magistrados e serviços — e muitos computadores estão obsoletos. A isto somam‑se dificuldades recorrentes na assinatura de notificações e a ausência de ferramentas mínimas para organizar e distribuir o trabalho, agravando a sobrecarga já existente.
No plano infraestrutural, a situação não é menos preocupante. Há tribunais onde decorrem obras com magistrados em funções, salas de audiências inutilizadas por infiltrações e equipamentos danificados, além da falta de espaços adequados para diligências, comprometendo a normalidade e a dignidade do serviço prestado.
A aplicação da deliberação sobre conteúdos funcionais — que define as matérias e juízos assegurados por cada procurador — agrava ainda mais a sobrecarga. Os magistrados de Família e Menores acumulam funções nos juízos locais cíveis, situados em edifícios distintos, o que implica deslocações constantes e jornadas que frequentemente se prolongam das 9h às 20h. A sobreposição de diligências, a alternância entre matérias e a dispersão de serviços prejudicam a preparação dos atos e afetam a qualidade do serviço prestado ao cidadão.
O SMMP alerta que este conjunto de fatores põe em causa a proteção das vítimas, a qualidade do serviço e a saúde dos profissionais. O Sindicato defende uma intervenção urgente nos recursos humanos, nas condições de trabalho e nas infraestruturas, sob pena de a justiça na região entrar em rutura.
Esta manhã realiza‑se, em Aveiro, a última reunião plenária promovida pelo SMMP. Até ao final do mês será divulgado o diagnóstico nacional sobre as condições de trabalho do Ministério Público e entregue à tutela um caderno reivindicativo com as medidas consideradas essenciais para recuperar condições mínimas de funcionamento da justiça.

*Gabinete de Imprensa
Rogério Bueno de Matos
Ana Clara Quental

Viana do Castelo, 14 de abril de 2026


17 jovens nadadores da SCC competem na 3ª jornada do 1º Mergulho


A secção de Natação da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, esteve presente na 3ª jornada do 1º Mergulho.
A competição organizada pela Associação de Natação de Coimbra em parceria com o Município de Montemor-o-Velho, teve lugar no passado domingo dia 12 de abril durante a manhã.

Estiveram envolvidos na competição que decorreu nas piscinas municipais de Montemor-o-Velho, 70 atletas em representação de 5 clubes.

Foi mais uma oportunidade para as Famílias puderem observar a evolução resultante do trabalho desenvolvido aos longos destes meses.

ATLETAS DA SOCIEDADE COLUMBÓFILA COMPETIRAM MO AMEAL TRAIL

 
Numa coorganização da Associação Recreativa e Desportiva do Ameal, com o apoio das autarquias de Coimbra, Amael, Arzila e Taveiro, realizou-se no passado dia 12 de abril o Ameal Trail - Meivcore 2026, com 2 distâncias competitivas de 17km, 12km e uma caminhada, contando com a presença de cerca de 1000 participantes, percorreram os trilhos circundantes à aldeia do Ameal.
Participaram nesta competição 8 atletas da Secção de Ar Livre e Aventura da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, na prova de 12km e na prova de 17km, pontuável para o Circuito Distrital de Trail Running de Coimbra 2025/2026 da ADAC na vertente de Trail Curto e pontuável para o Circuito Nacional de Trail Sprint da Associação de Trail Running de Portugal, tendo na distância de 12 km, o atleta Nelson Almeida, alcançado o 139º lugar na classificação masculino, e o 18º lugar no escalão M35.
Na distância de17km, no sector feminino, Catarina Marques, alcançou a 16ª posição na classificação final feminina, e a 7ª posição no escalão F45, Gabriela Marques, 18ª feminina, 9ª F45, Otília Costa, 31ª feminina, 12ª F45 e Tânia Simões, 37ª feminina, 5ª F35.
No sector masculino e na mesma distância, Luís Couto, alcançou o 16º lugar na classificação masculino e o 3º lugar no escalão M40, Nuno Almeida, 71º masculino, 13º M50 e Marco Santos, 82º masculino, 14º M45.
Coletivamente a equipa masculina classificou-se no 11° lugar e a equipa feminina no 3° lugar, entre as equipas que completaram a prova de 17 km.
Destaque para o lugar de pódio do atleta Luís Couto e para o pódio coletivo feminino. 
Com o apoio:
Óptica Loisas Loisas - Zeiss
Fisioterapeuta Ana Taraio 
Luisa Cabeleireiro 
Mariana Andrade Martins - Nutricionista e Nutricoach 
Fisiobaía-Saúde Global 
Streetsport Animação Turística
Fisio André Viegas 
NH Fitness Athletes - Preparação Física e Alta - Performance (Nelson Heleno)

MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE ATIVOU MÚLTIPLOS APOIOS À POPULAÇÃO APÓS A TEMPESTADE KRISTIN

 O Município da Marinha Grande implementou, desde o primeiro momento, após a tempestade Kristin, um conjunto abrangente de apoios à população, garantindo resposta social, logística e habitacional imediata. Toda a atuação municipal assentou nos princípios da boa‑fé e da confiança, que orientam a relação do Município com os seus cidadãos.
As medidas, algumas das quais ainda se encontram em vigor, incluíram o realojamento de famílias desalojadas, a criação de pontos de recolha e distribuição de bens essenciais, a disponibilização de materiais de construção doados para reparações urgentes e a instalação de um gabinete especializado para auxiliar no registo de prejuízos e candidaturas à CCDRC.

Importa recordar que, no próprio dia 28 de janeiro, foi criado o Gabinete de Apoio à População, garantindo atendimento permanente, informações aos munícipes, encaminhamento de pedidos de ajuda e suporte às situações de realojamento.
No dia 30 de janeiro, com grande parte do concelho ainda sem eletricidade ou comunicações, entraram em funcionamento dois centros principais de resposta.

O Estaleiro Municipal foi definido como ponto de referência para a entrega e recolha de materiais de construção e recuperação, essenciais às intervenções de emergência. Desde o início do seu funcionamento, até ao dia 31 de  março de 2026, a Câmara Municipal disponibilizou materiais a 9 037 pessoas.

Paralelamente, foi ativado o Pavilhão da Escola Nery Capucho como ponto central de resposta de emergência social, permitindo à população deixar ou recolher bens essenciais. Desde o início do seu funcionamento, até ao dia 12 de abril de 2026, a Câmara Municipal disponibilizou 21 557 cabazes. Estas doações foram encaminhadas para famílias, cuja situação habitacional exigia intervenções rápidas para proteção e recuperação, sempre com registo, acompanhamento técnico e critérios de necessidade definidos pelos serviços municipais.
 
Foi criado um gabinete específico para ajudar os munícipes a preencher os formulários de registo de estragos e estruturar as candidaturas aos apoios disponibilizados pela CCDR Centro.

Na sequência de uma reportagem emitida no passado 11 de abril, no canal Now, da autoria da jornalista Ana Leal, relativa aos apoios prestados após a tempestade, a Câmara Municipal da Marinha Grande pondera apresentar queixa formal à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), ao Sindicato dos Jornalistas e à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ).

Em causa está, em particular, a forma como foram retratados os apoios através de materiais de construção doados, decisivos para a recuperação urgente das habitações afetadas. A Câmara Municipal considera que a peça construída seletivamente, não assegurou com rigor factual o contexto da calamidade nem representou de forma completa e isenta a dimensão da resposta municipal no terreno.

*Gabinete de Comunicação e Imagem