segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Pessimista, optimista? As respostas de quem nos governa (& um mapa para 2017)


 

Enquanto dormia

David Dinis, Director do Público
Bom dia! E bom ano!
O Daesh reivindicou o atentado de Istambul, que marcou o ano novo (notícia que pode ver aqui). O autor disparou mais de 180 balas, mas não estava vestido de Pai Natal quando entrou na discoteca que era frequentada pelo jet-set turco
Morreu um dos "arquitectos" do Euro. Henning Christophersen tinha 77 anos e deixou-nos poucos dias depois da morte de outro mentor da moeda única, o ex-presidente do Bundesbank, Hans Tietmeyer.
Quem morreu também foi o desenhador de Bambi. Tyrus Wong trabalhou três escassos anos nos Estúdios Walt Disney, mas deixou marca na história do cinema de animação.
Um “pontapé de escorpião” abriu caminho e o Arsenal chegou ao pódio. A primeira jornada do novo ano, em Inglaterra, deixou o City de Guardiola no quarto lugar.

As notícias do dia  

É ilegal, mas até o Estado pede cópia do Cartão de Cidadão. A lei proíbe a reprodução há 10 anos mas escolas, institutos públicos, bancos e operadoras de telecomunicações insistem na prática. A Comissão de Protecção de Dados alerta para roubo de identidade. E a alteração legislativa, que prevê multas até 750 euros, está por aprovar desde Junho. A reportagem da Joana Gorjão Henriques é uma delícia de se ler (mesmo mostrando uma tristeza de país). E faz a manchete de hoje do PÚBLICO.
Marcelo disse que Portugal tem que crescer "muito mais". Na mensagem de ano novo, o Presidente da República deixou uma mensagem simples, mas com alguma exigência para o Governo. A Leonete Botelho foi comparar com as primeiras mensagens de outros chefes de Estado e chegou à conclusão que "os Presidentes mudam, mas os votos não". E as reacções? O PSD não está desiludido, o PS diz que precisaria de horas para fazer a "hermenêutica", o CDS lamenta uma omissão e a esquerda diz que a omissão é outra (a ver aqui).
Os americanos estão mais perto de comprar o Novo Banco. Marques Mendes disse ontem que o China Minsheng não entregou as garantias necessárias e que o Banco de Portugal entregará o seu vencedor ao Governo esta semana. A ser assim, faltará depois o Governo decidir se vende.
António Domingues já saiu da Caixa. A equipa liderada por Paulo Macedo não tomará posse antes do dia 10 de Janeiro. Até lá, o banco público estará em gestão corrente, nas mãos de uma equipa provisória, diz-nos o Negócios.
A concorrência ao Multibanco já tem 300 caixas em Portugal. A Euronet Worldwide tem planos para aumentar o número, de olhos postos nos turistas.
E, já agora, duas boas notícias:
O Governo pagou 1,9 milhões de euros de bolsas em atraso no ensino superior. Os prémios de mérito relativos a 2012 estavam em dívida, mas ainda falta que algumas das instituições os transfiram para os estudantes. As bolsas dos três anos seguintes serão pagas até ao final da legislatura.
Portugal bateu recorde de transplantescom o número de dadores a subir também, diz o JN. Afinal, 2016 trouxe-nos boas notícias.

2017, o que nos trazes tu?

A arrancar o ano, o PÚBLICO dá-lhe hoje um bom trabalho (bem sei, falo em causa própria) perspectivando o que está atrás da porta. Se tiver o jornal à mão, veja a ilustração do Luís Afonso e depois vá clicando para ver os textos:
  • Optismista, pessimista? As respostas dos líderes partidários (Passos Coelho, Catarina Martins, Jerónimo de Sousa, Heloísa Apolónia), mas também de Ferro Rodrigues, Carlos Costa, Carlos Moedas e de Rui Rio. Estão todos aqui - mas só com uma pontinha de optimismo.
  • As prioridades dos ministros também não faltam. Em textos assinados pelos próprios, que lhes vamos certamente cobrar no fim do ano.
  • As 13 interrogações que herdemos em 2017 estão sublinhadas, esperando nós que o número não dê azar.
  • Os 7 desafios de Mário Centeno também, sabendo nós que o sucesso ou insucesso do ano ainda passam muito pelas Finanças.
  • Os protagonistas e crises do mundo passam pelo "tornado Trump", mas também por Putin, Merkel, Xi Jinping, Le Pen, May, Al-Assad, Temer, Maduro e Eduardo dos Santos. É ler, para estar preparado.
  • Já na relação ONU-EUA, Guterres vai estar no arame. A Bárbara Reis apontou a a pergunta clássica: "vai ser mais secretary ou mais general?" Mas acrescenta uma pergunta nova: Trump vai entrar em guerra contra as Nações?
  • Porque também podemos brincar com coisas sérias, o Inimigo Público publicou as notas que Guterres vai levar ao Conselho de SegurançaPreparado para um sorriso valente?
  • Com tudo isto, bem-vindo ao ano das consequências. Foi como achei bem chamar ao ano que agora começa, no primeiro Editorial do ano.

Hoje acontece
  • O preço do gasóleo volta a subirdiz o Negócios
  • Alguns tribunais reabrem portas, depois da reversão parcial da reforma judicial do anterior Governo. A reabertura é, porém, simbólica: é que as férias judiciais só acabam na quarta-feira.
  • Já é possível renovar ou substituir a carta de condução online. O novo site do IMT até dá desconto a quem evite ir para as filas intermináveis.
  • Regressa o futebol nacional, com o Covilhã a testar de novo o Sp. Braga (que eliminou da outra Taça há duas semanas).

Mais um minuto

Há uma lei nova em França que me dá inveja: os trabalhadores ganharam direito a ignorar o email fora do horário. Chama-se "direito à desconexão". E só não luto por ele porque as notícias, essas, não vão parar.
Não é para dar inveja, é para dar ideias: a Fugas traçou-lhe as 12 viagens que vale a pena fazer em 2017. E avaliando pelas fotos, o problema é a escolha (e a conta, nalguns casos).
Por hoje termino, mas este é apenas o primeiro de muitos dias de uma nova etapa, que está aqui em permanente actualização. 
Para si, fica o desejo de um ano feliz, entrando com o pé direito! 
Até já!

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