A Feira do Livro de Évora terminou este sábado com balanço “muito
positivo” por parte da Câmara Municipal, com o presidente do município,
Carlos Zorrinho, a considerar que a edição de 2026 foi “uma rampa de
lançamento de grande sucesso para o Festival Literário que a partir de 2027
afirmará ainda mais a cidade”, enquanto a vereadora Carmen Carvalheira,
destacou “o envolvimento de todas as gerações” e a capacidade do certame
para levar “a cultura para a rua”.
Em jeito de balanço, Carlos Zorrinho considerou que a Feira do Livro “cruzou as letras com os sons e as tradições
com a inovação, os territórios de proximidade com os espaços da imaginação, os viajantes com as gentes da
terra, as diferentes gerações e os diferentes olhares”, acrescentando que o evento representou “Évora aberta
ao mundo e o mundo a abraçar Évora, unidos por uma linguagem de cultura com valores fortes”.
O autarca agradeceu ainda “aos eborenses, a todos quantos visitaram a cidade e a todos quantos, com o seu
trabalho, inspiração e empenho, contribuíram para o sucesso do certame”.
Já Carmen Carvalheira sublinhou que foram “oito dias que marcaram uma nova edição da Feira do Livro”, numa
programação que teve como mote “Évora” e que procurou juntar “entidades, saberes, conhecimento,
animação, música, teatro e muita leitura”.
Segundo a vereadora, que acompanhou diariamente o certame, o objetivo passou por envolver diferentes
públicos e gerações, promovendo uma feira participada e aberta à cidade. “Procurámos que todas as gerações
se sentissem motivadas a serem parte ativa e todos juntos trouxemos a cultura para a rua ao encontro de quem
por ali passou”, referiu.
Carmen Carvalheira destacou ainda o envolvimento de livreiros, editoras, autores, associações culturais e
sociais, escolas, Universidade de Évora e convidados, deixando uma palavra especial aos trabalhadores da
autarquia, que considerou terem sido “inexcedíveis na dedicação e competência com que se entregaram a esta
causa de tornar esta Feira um sucesso”.
Ao longo de oito dias, a Feira do Livro de Évora levou ao centro histórico dezenas de apresentações, debates,
concertos, sessões de teatro, atividades para crianças e encontros com autores, tendo como epicentro o espaço
junto ao Templo Romano.
O último fim de semana ficou particularmente marcado pelo “Comboio Literário”, iniciativa promovida em
parceria com o grupo editorial LeYa, que trouxe até à cidade alguns dos mais reconhecidos nomes da literatura
portuguesa contemporânea, entre os quais Daniel Sampaio, Rodrigo Guedes de Carvalho, Francisco Moita
Flores, Isabela Figueiredo e Luísa Sobral.
Apesar da chuva e do vento sentidos nos últimos dias do evento, as sessões literárias e encontros com leitores
registaram elevada adesão, com a Biblioteca Pública de Évora a esgotar durante vários momentos da
programação.
A autarquia considera que esta edição reforçou a afirmação cultural de Évora e lançou bases para o futuro
Festival Literário previsto para 2027, enquadrado na estratégia da cidade enquanto Capital Europeia da Cultura
e “Capital Europeia ao Sul”.



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