sábado, 10 de novembro de 2018

Portugal em aviso amarelo devido a chuva forte

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As previsões apontam para chuva forte e agitação marítima. A neve pode surgir nos pontos mais altos da Serra da Estrela.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu este sábado um aviso amarelo para 16 distritos de Portugal continental devido à previsão de chuva forte e agitação marítima no domingo.
De acordo com o IPMA, os distritos de Bragança, Viseu e Évora estão sob aviso amarelo entre as 9h00 e a meia-noite de domingo devido à previsão de períodos de chuva, persistente, por vezes forte.
Nos distritos da Guarda, Setúbal, Castelo Branco e Portalegre, o aviso vigora entre as 6h00 e as 21h00, no distrito de Santarém entre as 3h00 e as 21h00 e em Vila Real entre as 3h00 e as 9h00, adianta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera em comunicado.
Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga também estão sob aviso amarelo devido à previsão de forte agitação marítima, entre as 6h15 e as 12h00 de domingo, e de chuva persistente, por vezes forte, entre as 3h00 e 9h00 de domingo.
O aviso amarelo, o terceiro menos grave numa escala de cinco, prevê situações de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
As previsões do IPMA para domingo apontam para céu geralmente muito nublado, com períodos de chuva, sendo persistente e por vezes forte nas regiões norte e centro e alto Alentejo, com queda de neve a partir do fim da tarde nos pontos mais altos da Serra da Estrela e a possibilidade de trovoada na região Sul a partir da tarde.
rr.sapo.pt

Banda UHF celebra 40 anos com dois concertos e a edição de três álbuns em CD

A banda rock UHF, liderada por António Ribeiro, está a celebrar 40 anos, com dois espetáculos, em Lisboa e no Porto, em Dezembro, e a edição, em CD, este mês, de três álbuns até agora apenas disponíveis em vinil.
A 22 de Dezembro, os UHF atuam na Aula Magna da Universidade de Lisboa, e, a 29 de Dezembro, na Casa da Música, no Porto. Nestes dois concertos são convidados Ana Bacalhau, Frankie Chavez e The Legendary Tiger Man.
Antes destes dois espetáculos, no próximo dia 16, os UHF sobem ao palco do Teatro Avenida, em Castelo Branco, sem convidados especiais.
Além de António Manuel Ribeiro (voz e guitarra), constituem atualmente os UHF, António Côrte-Real (guitarra), Ivan Cristiano (bateria), Luís Simões (baixo), Fernando Rodrigues (teclas), "a formação mais consistente e duradoura da banda", disse à agência Lusa António Manuel Ribeiro.
Um dos três CD a editar é "Persona Non Grata", álbum de 1982, com os temas "Voo para a Venezuela", "Um Mau Rapaz" e "Fim da Vida", entre outros, e a faixa bónus "Amigos Até Logo", inicialmente editada no lado B do 'single' "Um Mau Rapaz".
A este junta-se o álbum "Ares e Bares de Fronteira" (1989), cujo CD inclui como faixas bónus "Chris", que saiu originalmente no lado B do 'single' da etiqueta Orfeu (SINP 5), datado de 1983, e ainda "Puseste o Diabo em Mim" e "De Um Homem", temas editados num 'single' Orfeu (SINP 19), de 1984.
O conjunto de três álbuns fica completo com "Ao Vivo em Almada. No Jogo da Noite" (1985), "o primeiro álbum ao vivo do rock português", disse António Manuel Ribeiro. O CD inclui como faixa bónus "Rapaz Caleidoscópio".
Este álbum, que o músico qualificou como "carismático" e "pioneiro", foi gravado no Centro Cultural do Alfeite, base naval em Almada, onde a banda ensaiava.
Sobre a edição dos três CD, António Manuel Ribeiro afirmou à Lusa que foi a sua primeira celebração do 40.º aniversário da banda, e que se sentiu "mais emocionado do que se tivesse colocado cá fora um álbum de originais".
Estes três álbuns em vinil foram editados pela discográfica Rádio Triunfo/Orfeu que, "entretanto, desapareceu". "Ninguém sabe onde está a editora, não há comunicação, não saem discos novos, e não há nada".
Os Long Play (LP), agora editados em CD, têm mais de 30 anos, tendo António Manuel Ribeiro decidido avançar para uma edição em CD, depois de ter feito uma leitura do contrato que assinou com a discográfica Rádio Triunfo, que mais tarde adquiriu a Orfeu.
"Decidi fazer uma edição, salvaguardando os direitos [autorais e conexos] de quem os apresentar, porque no fundo fiz um contrato com a Rádio Triunfo, que hoje não sei quem é o seu detentor, e se é que hoje existe alguém, legalmente, seu detentor", disse o músico que realçou o "prejuízo enorme" que representou esta "ausência" dos álbuns no mercado.
A discográfica Rádio Triunfo e a etiqueta Orfeu, cujo espólio inclui nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Sérgio Godinho, entre outros, foram adquiridas em 1979, pela Movieplay Portuguesa.
Os UHF começaram a editar na Rádio Triunfo/Orfeu a partir de 1982, altura em que deixaram a Valentim de Carvalho, e que Ribeiro qualificou como "o verão do 'PREC' dos UHF".
Referindo-se à edição dos três CD, a partir de discos originalmente editados pela Rádio Triunfo/Orfeu, António Manuel Ribeiro afirmou: "Neste momento estamos a fazer história".
"Este é um caso de lesa património cultural e lesa capacidade do artista e do autor, em poder realizar a sua obra e vendê-la. Não tem justificação, e tentei tudo. Tentei tudo, licenciar, comprar a obra, até que, em 2011, mandei uma carta registada e ninguém me respondeu, portanto acabou".
"Eu assumo tudo, não são os UHF, sou eu, salvaguardando os direitos de autor, dos artistas. E quem aparecer como legal detentor do contrato [assinado entre os UHF e a discográfica] vai ter de negociar comigo, pois neste momento deve-me dinheiro", desafiou.
Referindo-se à efeméride, e a projetar o novo álbum de originais dos UHF, António Manuel Ribeiro, em entrevista à agência Lusa qualificou o percurso artístico como "uma vida de entrega, uma causa uma forma de vida".
"Quando começámos não havia nenhuma ideia, nem um sonho. Qual sonho?... É evidente que nós queríamos comprar uma guitarra, dar uns espetáculos, gravar um disco, mas eram sonhos muito próximos. Nem nunca pensei que pudesse durar dez anos, quanto mais quarenta", disse.
Para o músico, a carreira foi fazendo-se, "vivendo, entendendo-se o país, a viver dentro deste país e com convicções".
Sobre a longevidade da banda e os sucessos que teve, como "Rua do Carmo", "Cavalos de Corrida" ou "Matas-me com o teu Olhar", o músico afirmou que se deve ao facto de "ter tido os melhores professores da escrita mundial, nomeadamente os autores da canção de intervenção".
"Nós temos grandes, grandes 'cantautores' em Portugal, seja o José Afonso, seja o José Mário Branco, o Adriano [Correia de Oliveira] ou a poesia do Manuel Alegre e do [José Carlos] Ary dos Santos. E, depois, tenho o 'punk', que é a devolução à rua, a quem não tem dinheiro, a demonstração de que a música se faz assim, sem meios, numa altura em que, após o 25 de Abril estava em moda o rock sinfónico e o rock jazz e, quanto ao resto, a rebeldia, é olhar à volta", disse.
"Nós passámos a falar para a nossa geração com liberdade", disse António Manuel Ribeiro, referindo que essa liberdade contrastava com o que se compôs nos tempos da Censura política, antes do 25 de Abril, que motivou "soluções de escrita fantásticas", recorrendo os autores, então, à metáfora e ao uso da comparação.
Os UHF, originários da Costa de Caparica, no concelho de Almada, surgiram em 1978 na cena musical portuguesa. A formação inicial era composta por António Manuel Ribeiro (voz e guitarra), Renato Gomes (guitarra), Carlos Peres (baixo) e Américo Manuel (bateria).
O 'single' "Cavalos de Corrida", o segundo da banda, saído em outubro de 1980, vendeu mais de 100.000 exemplares, tendo sido o primeiro da banda editado pela Valentim de Carvalho.
Em julho de 2017, a banda contabilizou 1.700 concertos em Portugal e no mundo, somava a venda de mais de 1,5 milhão de discos -- entre álbuns, 'extended plays','singles' e cassetes -- e a edição de quinze álbuns de estúdio.
Lusa

Baixar, proteger e aguardar foram os gestos praticados em Vagos

O Serviço Municipal de Proteção Civil acompanhou, no dia 5 de novembro de 2018, o desenrolar do exercício A TERRA TREME, que ocorreu, pelas 11h05, no Agrupamento de Escolas de Vagos.
A TERRA TREME foi um exercício que pretendeu alertar e sensibilizar a população escolar sobre como agir antes, durante e depois da ocorrência de um sismo. O exercício ajudou a conhecer e praticar os 3 gestos que podem salvar vidas em caso de sismo.
Como devemos proceder em caso de sismo:
BAIXAR: baixe-se sobre os joelhos, esta posição evita que possa cair durante o sismo, mas permite mover-se;
PROTEGER: proteja a cabeça e o pescoço com os braços e as mãos e procure abrigar-se, coloque-se se possível debaixo da secretária ou uma mesa resistente, e segure-se a ela firmemente;
AGUARDAR: aguarde até a terra parar de tremer.

Cozinheiros de mão cheia, camarinhas e castanhas: haverá sabores melhores?

Fugas
 P
 
  Sandra Silva Costa  


Ainda este Verão tive a sorte de parar o carro junto à praia de São Pedro, Maceda, concelho de Ovar, e deitar a mão a um arbusto de camarinhas. É um sabor que me é muito familiar, cresci a apanhá-las no pinhal, mas só agora percebi, com este texto do José Augusto Moreira, que estas pérolas do Atlântico são desconhecidas de muita gente. As camarinheiras estão em vias de extinção e é por isso que se torna ainda mais importante o projecto de uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra, que está apostada em recuperá-las. Estas bagas brancas, pequeninas, têm um sabor adocicado e simultaneamente ácido e várias qualidades nutritivas. Agora está em estudo o seu uso culinário. Eu aplaudo.

O sabor das camarinhas é apenas um dos muitos que temos para servir nesta semana em que nos dedicamos em exclusivo à gastronomia com uma edição especial. Amanhã é São Martinho e o Luís Octávio Costa foi apanhar castanhas a Sernancelhe – trouxe algumas e são bem boas! Ainda passou pela Frusantos, a empresa onde são seleccionadas, calibradas e embaladas as castanhas e depois foi provar os pratos em que elas são transformadas à escola de hotelaria. Verdadeiros pitéus!

Por falar em pitéus, estes seis cozinheiros não fazem a coisa por menos. São cozinheiros de mão cheia, daqueles que põem alma e coração numa simples sopa ou num cabrito assado no forno. Luísa, Miguel, Palmira, António, Serafim e José não empratam, servem no tacho; não têm estrelas Michelin, e não querem ter; mas falam de comida caseira, tradicional, com poesia. Vocês são uns sortudos, Alexandra Prado Coelho, José Augusto Moreira, Luís Octávio Costa e Mara Gonçalves: provaram estas delícias.

Deliciosas são também as trufas – mas muito caras. A Alexandra Prado Coelho deixa-nos mais uma vez com inveja: foi a Itália apanhar estes diamantes da floresta. A nós só nos resta ler e viajar com ela. E é também à boleia da Alexandra que vamos ficar a saber quais são os melhores peixes para comer no Inverno.

Já a Mara Gonçalves foi à Bélgica conhecer a única biblioteca de massas-mãe do mundo e descobriu lá coisas verdadeiramente fascinantes. Não vou contar mais para não estragar a surpresa: serve-se tudo aqui.


No próximo dia 21, Portugal vai receber pela primeira vez a gala do Guia Michelin. O José Augusto Moreira conta como estão a decorrer os preparativos e antecipa alguns dos cenários para a cena gastronómica nacional. Já o Aurélio Moreira e o Marco Vaza estrearam-se à mesa de restaurantes com estrelas e, em duas crónicas muito bem-humoradas, relatam a experiência. A do Porto, no Antiqvvum de Vítor Matos, está aqui; e a de Lisboa, no Alma, de Henrique Sá Pessoa, aqui.

Não há nenhuma razão para não ter ficado com água na boca. Eu volto no próximo sábado, com mais sugestões de coisas boas para fazer e comer. Até lá, bom fim-de-semana e boas viagens!

Lisboa: Obras na A1 provocam condicionamentos no trânsito

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As obras de reparação no pavimento da autoestrada do norte (A1), à chegada a Lisboa, a decorrer até à madrugada de domingo, estão hoje a provocar condicionamento de trânsito.
A Brisa alertou hoje para a existência de alternativas para evitar congestionamentos, indicando que às 10:00 existiam já cerca de cinco quilómetros de fila junto ao troço do Trancão, no sentido Norte-Sul, onde decorre a obra.
Como alternativa a concessionária da autoestrada aconselha que no sentido Norte-Sul, seja utilizada a A9- CREL ou para quem vem mais de norte a utilização da A10 e A9.
JN

Exposição de fantoches “Persona”, autorretratos de utentes da APCC

“Persona” pode ser visitada de 9 a 23 de novembro
“Persona” é o nome da exposição que a Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) inaugurou ontem, (9 de novembro), pelas 10H30, na Quinta da Conraria. É uma coleção de mais de duas dezenas de fantoches, que são também autorretratos dos utentes da Sala O2 da instituição.
Cada uma destas criações reflete a identidade individual e pessoal do seu autor, visto pelos seus próprios olhos. São representações deles próprios e, de alguma forma, também uma apresentação, pelo que são acompanhadas de cartões de visita, com o nome atribuído ao fantoche, a imagem do mesmo, o nome e a imagem vetorizada do utente, assim como os contactos institucionais.
“Persona” ficará disponível ao público e poderá ser visitada nos dias úteis até 23 de novembro, no horário das 10H30 às 12H00, sempre com a presença dos criadores. Desta forma, e na sequência das anteriores exposições “Figuras Assustadoras” (abril e maio de 2018) e “Bright – Formas com Mensagens” (junho), será mais uma oportunidade para conhecer também o ambiente quotidiano de trabalho da Sala O2.
Esta ação foi dinamizada pela professora Maria Rebelo, no contexto da vertente da área de artes daquela resposta do Centro de Atividades Ocupacionais da APCC e do projeto SOCRIN – SOCIALMENTE, CRIATIVO e INCLUSIVO, que pretende trabalhar a transformação das mentes dos utentes e contribuir para a sociabilização, também através de um convite à sociedade.
Este projeto é desenvolvido no âmbito da Sala O2, coordenada pelo professor António Valente e dirigida a pessoas com deficiência e incapacidade com significativas limitações da atividade e restrições na participação. É frequentada por pessoas empenhadas em trabalhar, com ou sem adaptações, e mostrar as suas atividades sociais, criativas ou lúdicas, numa perspetiva ordenada do saber fazer.
No contexto da atividade da APCC, a apresentação de trabalhos artísticos ou produtos manufaturados surge como uma forma de apoiar e fomentar o processo inclusivo, em linha com a sua missão de promover a inclusão social de pessoas em situação de desvantagem, com especial incidência nos que têm deficiência ou incapacidade.

CDS questiona Governo sobre a implementação de medidas para combate à invasão da vespa asiática

Têm sido recorrentes, nas últimas semanas, as notícias de que os ninhos de vespa asiática (Vespa velutina) têm aumentado de norte a sul do país, com uma situação mais preocupante no centro do país devido à devastação da tempestade Leslie.
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Numa pergunta enviada ao Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, os deputados do CDS-PP Patrícia Fonseca, Ilda Araújo Novo, Hélder Amaral, Ana Rita Bessa e Filipe Anacoreta Correia questionam a tutela sobre as medidas implementadas para combater esta espécie invasora.
Os deputados do CDS-PP querem que a tutela confirme se é verdade que há autarquias a cobrar entre 40 a 80 euros para destruição de ninhos de vespa asiática em terrenos privados, e se, sendo verdade, esta cobrança é legal.
Depois, pedem ao ministro que confirme o aumento significativo desta espécie invasora em território nacional, e questionam que acompanhamento é feito da implementação do Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal, com que periodicidade se tem reunido a Comissão de Acompanhamento para a Vigilância, Prevenção e Controlo da Vespa velutina, se a revisão do Plano prevista no Despacho n.º 8813/2017, de 6 de outubro, foi realizada, e quando estará disponível a nova versão, e se é verdade que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas não está a ceder informações atualizadas sobre a expansão da vespa asiática no território.
Finalmente, os deputados do CDS-PP querem saber, tendo em conta o agravamento da situação, nomeadamente nas zonas mais afetadas pela tempestade Leslie – como Montemor-o-Velho –, que medidas estão a ser tomadas para procurar resolver o alastramento da espécie, no imediato e que tipo de apoios estão a ser disponibilizados aos apicultores para fazer face aos prejuízos causados.
No Jornal de Notícias, a 4 de novembro, dá-se conta de que «volvido mais um verão, a praga que chegou a Portugal pelo Alto Minho, em 2011, e se propagou com força pelo litoral Norte, está a ganhar, também, dimensão nas zonas mais rurais».
A 19 de outubro, o jornal Sol dava conta de que «depois da tempestade, ninhos de vespas asiáticas aumentam», e que esse aumento «levou, consequentemente, ao aumento das picadas em pessoas», acrescentando-se que «a zona de Montemor-o-Velho foi uma das mais afetadas pela passagem da tempestade Leslie, no passado sábado à noite, e levou ao aumento do número de ninhos de vespas asiáticas neste concelho».
O autarca de Montemor-o-Velho afirmou, em outubro p.p., em declarações à comunicação social, já ter perdido conta dos ninhos destruídos e queimados após a tempestade Leslie, e que, mesmo assim, estes estão «a proliferar de forma muito agressiva». Devido à queda de ninhos, estão a ser gerados outros ninhos primários, «às vezes há mais dez ou 15 novos na mesma área» - «é uma situação grave», salientou.
O Grupo Parlamentar do CDS-PP já por várias vezes questionou o Senhor Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural sobre este problema, sendo que na última resposta recebida, em março de 2018, o Governo assegurava estar a tomar todas as medidas constantes no Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal, datado de janeiro de 2015, que posteriormente, em março de 2018, passou a incluir um Plano de Formação.
O Plano de Ação em questão refere que «a destruição dos ninhos é da responsabilidade da câmara municipal da área onde se registe a sua ocorrência ou de outra entidade que seja por si autorizada, devendo ser, sempre que possível, acompanhada pelo proprietário/arrendatário do prédio em causa», e que «a destruição dos ninhos deverá ser efetuada, preferencialmente, por entidades habilitadas ou agentes previamente habilitados para o efeito (e.g. empresas especializadas em desinfestações, técnicos apícolas, sapadores florestais)».
Efetivamente, o aumento dos ninhos, de norte a sul do país, tem sido comprovado pelo número de pedidos de auxílio nas regiões afetadas, sendo que as entidades responsáveis pela destruição dos ninhos não estão a conseguir fazê-lo atempadamente.
Por outro lado, chegaram ao GP CDS-PP denúncias de que há autarquias que estão a cobrar 40 a 80 euros pela destruição de um ninho, em terreno privado, sendo que a destruição em áreas públicas é gratuita.
A eventual cobrança para destruição de ninhos, incentiva a que se recorra a pessoal sem formação e qualificação para o fazer ou mesmo que haja um desincentivo à sinalização dos referidos ninhos.
As abelhas, devido à enorme predação da vespa asiática, estão enclausuradas nas colmeias, o que leva a que, nesta altura, muitas abelhas já estejam a morrer à fome. Cada vez mais se perdem enxames, tendo a produção, este ano, caído para menos 65% na maioria dos apicultores.
Os apicultores e agricultores queixam-se também de que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas não cedeu informações atualizadas sobre a expansão da vespa asiática no território, apesar do aumento significativo de registos de avistamentos da invasora e respetivos ninhos, nos últimos meses.
O Despacho n.º 8813/2017, de 6 de outubro, que cria a Comissão de Acompanhamento para a Vigilância, Prevenção e Controlo da Vespa velutina (CVV), constituída por várias entidades, estipula que uma proposta de estratégia e respetivo programa de ação deveria ser apresentado no prazo máximo de três meses a contar da data da publicação.
Referindo-se que a Vespa velutina se instala sobretudo nas áreas urbanas e periurbanas, podendo constituir um risco para essas populações pela sua agressividade e concentração de indivíduos e ninhos», o Despacho estipula que se torna «fundamental reequacionar a estratégia a nível nacional, missão que se confia à CVV».
Efetivamente, lê-se no Despacho que a «esta comissão terá como objetivo a avaliação e eventual proposta de revisão do plano de ação em curso, e que, funcionando em articulação com este, proponha medidas de natureza operacional bem como de natureza legislativa, para melhorar as perspetivas para o seu controlo e contenção», e que «assim, configurando a Vespa velutina uma ameaça à sustentabilidade da apicultura em território nacional, com eventuais consequências diretas na produção de mel e produtos relacionados, assim como na produção agrícola, por via da diminuição da polinização vegetal, atenta a importância das abelhas melíferas nesta relevante função biológica, não devendo ainda ser esquecida a proteção da saúde dos cidadãos perante esta ameaça.