quinta-feira, 1 de outubro de 2020

CGTP comemora hoje 50 anos com mais sócios e avanços legislativos

A CGTP comemora hoje 50 anos, numa altura em que conseguiu aumentar o número total de associados, tendo pugnado, durante a sua história, pela redução do horário de trabalho, valorização salarial e do emprego e os direitos sociais.

A intersindical aumentou o número de sócios para os 556.363 nos últimos quatro anos, o que representa mais 5.863, segundo fonte da central sindical.

No seu XIV congresso, que se realizou em fevereiro, a CGTP anunciou que tinham sido conseguidas 114.683 novas sindicalizações nos últimos quatro anos, mas não divulgou o número total de sindicalizados por não ter na altura o apuramento líquido total.

De acordo com dados facultados agora à agência Lusa, a central sindical tem atualmente 556.363 sindicalizados, quando no XIII congresso, há quatro anos, tinha 550.500 sócios.

A CGTP é composta por 22 uniões distritais, 10 federações e 125 sindicatos.

A redução do horário de trabalho, a valorização salarial e do emprego e os direitos sociais foram reivindicações transversais nos 50 anos da organização, originando inúmeras ações de luta, lembraram José Cartaxo e Carmo Tavares, antigos dirigentes da central, em declarações à Lusa, a 27 de setembro.

Os dois dirigentes históricos da Intersindical, que entraram para a sua direção em 1977, assumindo pelouros de relevância, consideraram que as reivindicações da central sindical continuam atuais.

José Ernesto Cartaxo salientou à agência Lusa que "a luta pela redução do horário de trabalho esteve sempre presente na vida da CGTP, foi uma das suas primeiras reivindicações e foi sempre uma constante ao longo de várias décadas".

Segundo o ex-sindicalista, esta era uma luta que já vinha de trás, desde 1918, altura em que se reivindicavam as 48 horas semanais e um dia de descanso. Mais tarde, ainda antes do 25 de Abril, e graças a uma "intensa luta dos caixeiros", foi conseguida a "semana inglesa", que permitia descansar ao sábado de tarde e ao domingo.

Só em 1996 foram consagradas na lei as 40 horas de trabalho semanal e dois dias de descanso, embora tivesse levado mais algum tempo, e mais algumas lutas, até que a regra fosse cumprida por todas as empresas.

Lusa

Tarifas de gás natural descem hoje 2,2% para clientes do mercado regulado

Os preços do gás natural descem, a partir de hoje, 2,2% para os 254 mil clientes em baixa pressão que se mantêm no mercado regulado, e que representam 2,4% do consumo total nacional.

Segundo os cálculos da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que anualmente define os preços para o mercado regulado, os consumidores em baixa pressão com consumo anual inferior ou igual a dez mil metros cúbicos vão beneficiar de um corte de cerca 50 cêntimos na fatura média mensal.

A fatura média mensal de um casal sem filhos, com um consumo de 138 metros cúbicos por ano, deverá descer 0,21 euros para 11,95 euros e a de um casal com dois filhos e um consumo tipo de 292 metros cúbicos por ano terá uma redução de 0,47 euros para 22,61 euros, segundo as contas do regulador.

Em julho deste ano, tendo em conta a redução do preço do gás natural nos mercados internacionais, a ERSE já tinha baixado em 3,3% a tarifa de energia no gás natural para clientes de baixa pressão com consumo igual ou inferior a 10 mil metros cúbicos por ano.

Também a partir de hoje, e e até setembro do próximo ano, os consumidores com tarifa social beneficiam de um desconto de 31,2%, com base nas tarifas transitórias de venda a clientes finais, que a ERSE calcula traduzir-se num desconto na fatura mensal de 7,34 euros para um casal sem filhos [consumo tipo 138m3/ano] e de 13,93 euros para um casal com dois filhos [consumo tipo 292m3/ano].

Os consumidores que, em julho, permaneciam no mercado regulado eram cerca de 254 mil, segundo a ERSE, que lembra os cerca de 1,26 milhões consumidores em mercado livre que os preços de venda são acordados com os comercializadores.

O regresso dos consumidores às tarifas reguladas passou a ser possível desde 1 de janeiro de 2018, mas apenas para famílias e pequenos negócios, consumidores em baixa tensão.

O Governo adiou o fim das tarifas reguladas para 31 de dezembro de 2025.

Lusa

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

África do Sul proíbe entrada de turistas de Portugal por ser de “alto risco”

Os turistas oriundos de Portugal não vão ser autorizados a entrar na África do Sul, quando o país africano reabrir as fronteiras internacionais na quinta-feira, anunciou hoje o ministro do Interior sul-africano.

Portugal consta de uma lista de 57 países identificados por Pretória como sendo de "alto risco" de covid-19, referiu o ministro Aeron Motsoaledi, em conferência de imprensa conjunta com outros membros do executivo sul-africano.

No entanto, o governante adiantou que o executivo irá permitir o acesso a visitantes em negócios, investidores e académicos, mediante certos requisitos.

Todos os visitantes oriundos do continente africano serão também autorizados a entrar no país, mediante apresentação de um teste válido de covid-19 negativo e cumprimento de certos requisitos, foi anunciado.

Motsoaledi sublinhou que os vistos que expiraram durante o confinamento da covid-19 serão considerados válidos até 31 de janeiro de 2021, salientando que "as medidas de restrição serão revistas a cada duas semanas".

Na lista de países "alto risco" enumerados pelo ministro sul-africano, contam-se também o Brasil, Rússia, Suíça, Reino Unido, Holanda, Qatar, Estados Unidos da América, França, Índia, Israel e Venezuela.

As autoridades sul-africanas consideraram a China como país de "baixo risco" devido ao "declínio do número de infeções" de covid-19.

Anteriormente, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Naledi Pandor, referiu aos jornalistas que os turistas de países de alto risco - definidos como sendo aqueles com taxas de infeção ou mortalidade mais altas do que a África do Sul - seriam proibidos de entrar no país.

A ministra indicou que "à chegada ao país, os visitantes devem apresentar um teste 'PCR' de covid-19, certificado por uma autoridade médica do país de embarque e válido por menos de 72 horas".

A chefe da diplomacia sul-africana avançou que será também obrigatório a apresentação de um seguro de viagem que "salvaguarde a realização do teste de covid-19 à chegada ao país assim como os custos de quarentena, caso necessário".

As autoridades sul-africanas vão requer ainda o preenchimento de um questionário de Saúde antes do embarque ou à chegada ao país e o uso de máscara "obrigatório".

Em caso de não apresentação de teste válido de covid-19 de até 72 horas, referiu a ministra Naledi Pandor, "será obrigatório o cumprimento de um período de quarentena de 10 dias pago pelo próprio", à chegada ao país.

Segundo as autoridades sul-africanas, será também da responsabilidade da companhia área o embarque de passageiros com teste válido de covid-19.

Apenas três dos aeroportos internacionais -- OR Tambo, em Joanesburgo, King Shaka International, em Durban, e Cape Town International, Cidade do Cabo --, foram identificados para a entrada de visitantes estrangeiros no país.

Relativamente à atividade portuária, a África do Sul anunciou a reabertura de todos os portos de mar comerciais, incluindo Mossel Bay e Saldanha Bay, sudeste do país, além de "18 fronteiras, que se encontravam parcialmente operacionais".

"Os 35 postos de fronteira que se encontravam encerrados vão permanecer encerrados", frisou Naledi Pandor.

Por seu lado, o ministro dos Transportes, Fikile Mbalula, disse que os veículos de serviços de transporte rodoviário transfronteiriço "devem ser higienizados" e os motoristas e operadores "devem usar máscaras e higienizar".

"Não será permitida a entrada [no país] se os operadores não usarem máscara", declarou Mbalula.

De acordo com as novas regras anunciadas hoje pelo Governo sul-africano, os camionistas de longo curso também devem apresentar resultados negativos da covid-19 na partida e à chegada à África do Sul sendo que "os resultados permanecerão válidos por um período de 14 dias após o primeiro movimento".

A África do Sul anunciou hoje 903 novos casos de infeção elevando para 672.572 o número de total de infeções de covid-19 no país.

Lusa

Imagem: O Jornal económico Sapo

Dádiva de sangue em Montargil


No concelho de Ponte de Sor, mesmo perto da beira da sua conhecida albufeira, realizou a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – mais uma colheita. 
A ação contou com o apoio do banco de sangue da ULSNA e decorreu no centro de saúde de Montargil. Apareceram 18 dadores dos quais uma porção significativa de mulheres: 14, ou seja 77,8 % do total. 
Um voluntário não pode concretizar, por razões clínicas, a sua vontade, pelo que foram 17 as unidades de sangue recolhidas em Montargil. 

Todos pela Iara!!! 

De um ano de idade, a Iara precisa de ser submetida a transplante de medula e a ADBSP está empenhada para que tal aconteça. Colabore numa brigada ou num qualquer banco de sangue. 

Vamos estar proximamente em colheita a efetuar na sede do Grupo Desportivo Cultural e Social Vale de Cavalos (Alegrete / Portalegre) a 17 de outubro – sábado (de manhã). 


JR

Clubes querem fim da “discriminação” e regresso imediato do público aos estádios

Os clubes profissionais de futebol, reunidos hoje em assembleia geral, subscreveram uma declaração conjunta em que reclamam pelo "fim da discriminação em relação às demais atividades económicas" e em que solicitam "o regresso imediato do público aos estádios".

O futebol profissional pretende que as autoridades de saúde aceitem o regresso imediato do público aos estádios de futebol, pois cada um deles foi vistoriado e aprovado pelas autoridades e cumprirá escrupulosamente as regras que a saúde pública impõe", referem os clubes na declaração conjunta.

Os clubes da I e II Liga reiteram ainda "total e absoluta disponibilidade para continuar a promover as campanhas que levam aos cidadãos de todo o país a informação necessária para o combate à covid-19" e defendem que "o futebol não existe sem público" e não abdicam desse direito".

Na declaração conjunta, os clubes/sociedades desportivas recordam ainda que "o futebol tem sido um exemplo na prevenção dos comportamentos de risco e na promoção dos bons comportamentos no combate à pandemia de covid-19".

"Isso ficou bem demonstrado pelos clubes da II Liga que aceitaram não completar a competição suspensa em virtude da pandemia e pelos clubes da I Liga que assumiram os graves custos impostos pelo plano de testagem", refere a nota.

A estas situações os clubes somam "as campanhas de sensibilização dentro e fora de campo" e, sem pretender "reclamar o prémio correspondente", exigem apenas "um tratamento paritário com as demais atividades, designadamente da área dos espetáculos não desportivos".

"Desde logo porque o futebol espetáculo depende da presença do público e a própria sustentabilidade das sociedades desportivas profissionais -- empresas dispersas por todo o país e empregadores de referência nas suas comunidades -- depende do regresso progressivo e cauteloso do público aos estádios", referem.

A declaração conjunta foi divulgada no final da assembleia geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), em que foi aprovado por unanimidade o Relatório e Contas do exercício de 2019/20, que apresenta um resultado líquido de 1,260 milhões de euros, e ratificado o novo edifício sede.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.971 pessoas dos 75.542 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Lusa

Madrid alerta que mais de 250 casos por 100 mil habitantes pode levar a descontrolo

O Ministério da Saúde espanhol alerta, numa proposta apresentada às comunidades autónomas para conter a pandemia, que existe alto risco de transmissão descontrolada da covid-19 nos territórios que registam taxas de incidência acima de 250 casos por 100.000 habitantes.

Na minuta do documento, o ministério liderado por Salvador Illa adianta, segundo a agência de notícias espanhola Efe, que essa incidência acumulada de casos é um indicador de alto risco de transmissão descontrolada no território afetado, mas não especifica se se refere a municípios ou comunidades autónomas.

Se o ministério se estiver a referir às comunidades, há atualmente nove com esta taxa de incidência do coronavírus, além da cidade autónoma de Melilla.

De acordo com dados disponibilizados na terça-feira pelo Centro de Alertas de Saúde e Emergências, a região de Madrid lidera a lista com 784,71 casos por cada 100.000 habitantes nos últimos 14 dias.

Seguem-se Navarra com 685,71 casos por cada 100.000 habitantes, La Rioja (463,70), Castela-Mancha (427,48), Castela-Leão (398,49), Murcia (385,37), Aragão (370,50), a Extremadura (282,29) e o País Vasco (269,68).

A média nacional, segundo as estatísticas, também ultrapassa uma incidência cumulativa de 250 casos, chegando aos 294,04 casos por 100.000 habitantes a 14 dias.

Perante esta situação, o Ministério da Saúde aconselha que se invista na capacidade de deteção, controlo da transmissão e reforço da assistência para evitar um grande impacto na população e, em particular, nos grupos mais vulneráveis.

O ministério avisa ainda que se a taxa de incidência for superior a 500 casos por 100.000 habitantes, "a situação pode ser classificada como extrema" e "de enorme gravidade na propagação da doença".

A partir deste limiar, é fundamental que as autoridades adotem "com urgência" medidas de choque para tentar controlar a "situação extrema" no menor tempo possível.

No documento, o Ministério da Saúde reconhece o esforço feito pelas comunidades, mas lembra que, desde o início de agosto, começou a ser detetado um aumento da incidência da doença "em todas as comunidades autónomas, que incluía uma componente de transmissão comunitária".

Além disso, nas últimas semanas, tem-se observado uma situação de transmissão comunitária em vários territórios e um aumento significativo nas taxas de internamento nos cuidados intensivos.

Por isso, além das medidas de prevenção e proteção individuais e coletivas já estabelecidas, o ministro Salvador Illa considera necessário estabelecer medidas mais rigorosas para facilitar o controlo da epidemia nos territórios mais afetados.

O ministro da Saúde de Espanha e os responsáveis sanitários das comunidades autónomas estudam esta tarde novas restrições que seja necessário adotar para travar a epidemia.

As autoridades sanitárias de Espanha notificaram, até terça-feira, um total de 758.172 pessoas infetadas desde o início da pandemia, com uma forte aceleração nas ultimas semanas, e as mortes por covid-19 já somam 31.614 pessoas.

Lusa

Morreu Quino, o criador de Mafalda

 

Joaquín Salvador Lavado, nome próprio de Quino, morreu aos 88 anos na Argentina. Foi o criador de Mafalda, entre outras personagens.


A morte do cartunista argentino foi confirmada pelo seu editor, Daniel Divinsky, no Twitter. A carta da morte não foi anunciada.

Filho de espanhóis, nascido em 1932, Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino, desenhou e publicou vários livros de desenho gráfico para um público mais adulto, nos quais predomina um humor corrosivo e negro sobre a realidade social e política.

Quino foi o criador de histórias em banda desenhada mais traduzido da língua espanhola. O seu nome ficará para sempre ligado à mais famosa das suas personagens: Mafalda, contestatária, refilona, pessimista, sempre com as suas metáforas sobre problemas políticos e sociais.

Face a graves problemas de saúde — foi sujeito a seis operações cirúrgicas em apenas 10 anos — deixou de desenhar, com regularidade, em 2006.

Em 2014, venceu o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.

Mafalda, 'a' personagem

Apesar de ter sido criada em 1962, para a promoção de uma gama de eletrodomésticos, a famosa personagem de banda desenhada só apareceu pela primeira vez - carrancuda, com farta cabeleira negra - a 29 de setembro de 1964, no semanário argentino Primera Plana.

Filha de uma família da classe média argentina, Mafalda questiona a Humanidade e a existência da sopa, de dedo em riste e quase sempre com um ar preocupado. Uma "heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é", descreveu Umberto Eco em 1969.

Quino foi publicando as tiras de BD da Mafalda - e de uma galeria de personagens que inclui Manelito, Filipe, Susanita, Miguelito, Liberdade e uma tartaruga chamada Burocracia - ao longo de nove anos e em vários jornais, ao mesmo tempo que mantinha o trabalho no desenho gráfico de humor.

Contra a maré de sucesso, o autor decidiu não mais publicar as tiras semanais a 25 de junho de 1973, abrindo exceções para pedidos especiais, como quando desenhou Mafalda, em 1977, para uma campanha da UNICEF para os direitos das crianças.

Em Portugal, Mafalda foi publicada pela primeira vez em 1970 e desde então sairam vários álbuns e edições especiais.

Madremedia

Foto interior: Clarín

Foto capa: otempo.com.br