terça-feira, 16 de março de 2021

Cinco mergulhadores procuram mulher desparecida no rio Lima em Viana do Castelo

Cinco mergulhadores dos Bombeiros Sapadores e Voluntários de Viana do Castelo estão hoje a participar nas operações de busca para encontrar uma mulher de cerca de 70 anos no rio Lima, em Viana do Castelo, desaparecida segunda-feira num naufrágio.

Em declarações hoje à agência Lusa, o capitão do Porto de Viana do Castelo, Sameiro Matias, adiantou que os "trabalhos incidem na zona onde foram encontrados, na segunda-feira, os corpos do pai, de 70 anos, e da filha, de 45".

Segundo Sameiro Matias, as operações abrangem uma área com uma extensão de cerca de dois a três quilómetros a jusante o embarcadouro do Pinheiro", em Santa Marta de Portuzelo.

"São águas pouco profundas. A vantagem é a luz do dia que ajuda nas operações, mas por outro lado existe um grau de maior incerteza porque já passaram algumas horas", referiu.

Na água encontram-se meios da Autoridade Marítima, sendo que as buscas decorrem também nas margens do rio.

As operações foram suspensas, na madrugada de terça-feira, pouco depois das 24:00 e retomadas às 07:00, mobilizando 18 operacionais, com o apoio de cinco veículos.

Na segunda-feira, o comandante da Polícia Marítima de Viana do Castelo, Sameiro Matias, disse que o corpo do marido foi encontrado cerca das 21:27 após o naufrágio do barco onde seguia uma filha do casal, a primeira vítima mortal a ser resgatada.

Segundo Sameiro Matias, o homem tinha cerca de 70 anos, e a filha, com cerca de 45 anos, foi a primeira a ser encontrada próximo da embarcação de pesca, cerca das 19:30.

O naufrágio da embarcação ocorreu às 19:23, na zona do embarcadouro do Pinheiro, em Santa Marta de Portuzelo, no rio Lima, na freguesia de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo.

O comandante referiu que o alerta foi dado "por familiares que estranharam que as três pessoas não tivessem regressado a casa".

Ainda são desconhecidas as causas do naufrágio.

"As três pessoas terão saído durante a tarde na embarcação para apanhar lenha numa ínsua do rio Lima", explicou Sameiro Matias.

Lusa

ALVAIÁZERE ADERE À HORA DO PLANETA 2021

O Município de Alvaiázere volta a associar-se, no próximo dia 27 de março, entre as 20h30 e as 21h30, à iniciativa global ambiental “Hora do Planeta”, promovida internacionalmente pela organização global de conservação da natureza World Wildlife Found (WWF) e que juntará centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, independentemente da sua raça, religião, cultura ou geografia, num momento que permite celebrar o compromisso de defesa do planeta Terra.

Nesse sentido, as luzes irão apagar-se, durante 60 minutos, na envolvente ao Edifício dos Paços do Concelho e no Complexo Desportivo de Alvaiázere, num ato simbólico de preocupação ambiental, que começa na Austrália e percorre todo o globo terrestre.

Em Portugal, esta ação simbólica conta com o apoio da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e visa potenciar a consciencialização dos cidadãos para o tema da Água e Alterações Climáticas, através da mudança de hábitos e comportamentos por forma a tornar o planeta mais sustentável.

Também os munícipes, Juntas de Freguesia, empresas e instituições locais devem associar-se a este movimento por forma a despertar o interesse para o combate às alterações climáticas e garantir um melhor ambiente para as gerações vindouras.

Junte-se a esta iniciativa. Contamos com o apoio de todos!

Para mais informações pode consultar o website www.wwf.pt .

Projeto “Évora Turismo para Todos” prossegue na melhoria das condições de circulação pedonal

As obras de nivelamento de passadeiras, regularização de pavimento e criação de corredores de peões, continuam a decorrer em várias artérias do coração do Centro Histórico de Évora.
No seguimento das intervenções já concluídas no âmbito do Projeto “Évora Turismo para Todos”, de que já foi dada notícia, decorrem agora os trabalhos de nivelamento de passadeiras de peões na Rua José Elias Garcia, Largo Luís de Camões e Rua Augusto Filipe Simões, que inclui também regularização de pavimento e construção de corredor para peões.
Estas são intervenções promovidas pela Câmara Municipal de Évora no âmbito do projeto “Évora Turismo para Todos”, que prevê a criação de um percurso turístico inclusivo, no qual estão englobadas a maioria das atrações e alojamentos turísticos do Centro Histórico. O referido projeto prevê a eliminação, na medida do possível tendo em conta as caraterísticas urbanísticas da cidade, de barreiras que dificultam a circulação de peões, particularmente os idosos e os que têm mobilidade condicionada.
Os trabalhos irão prosseguir em vários locais do Centro Histórico até à conclusão do projeto. No final, Évora será uma cidade com melhores condições para a circulação pedonal e, por isso, mais saudável e amiga do ambiente.


FCT financia projetos da UC sobre Portugal e o Holocausto

Dois projetos da Universidade de Coimbra (UC), centrados na disponibilização de recursos educativos e na produção e divulgação de mais conhecimento científico sobre o Holocausto, acabam de obter financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Os projetos “MemoMarranos” e “O Holocausto em português: um repositório dinâmico de recursos educativos”, com a duração de um ano, foram aprovados para receber financiamento no âmbito do apoio especial a projetos de investigação e desenvolvimento (I&D) sobre o tema “Portugal e o Holocausto: investigação e memória”, apoio inserido no “Nunca Esquecer” – Programa Nacional em torno da Memória do Holocausto.

O projeto “MemoMarranos” é liderado por João Paulo Avelãs Nunes, investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), e integra-se num processo de consolidação de uma rede internacional de investigadores e instituições que produzem e divulgam conhecimento sobre judeus, “marranos”, antissemitismo e Holocausto.

Genericamente, este projeto, que obteve 34 mil euros de financiamento, pretende «identificar a documentação relevante para a produção e a divulgação de mais conhecimento científico sobre a evolução, desde o início do século XX até aos nossos dias — com destaque para os anos 1930 e para o período do Holocausto —, dos portugueses classificáveis como “marranos”», refere João Paulo Avelãs Nunes.

Os “marranos”, explica o docente e investigador da UC, «seriam cidadãos portugueses, também descendentes dos “judeus” (até 1496) e dos “cristãos novos” (séculos XVI a XVIII) lusos, que teriam perdido o contacto com o essencial da cultura sefardita e com os outros segmentos da Diáspora Judaica. Viveriam, pelo menos até ao imediato pós-Segunda Guerra Mundial, sobretudo no interior centro e norte de Portugal continental».

Assim, nota João Paulo Avelãs Nunes, o “MemoMarranos” «resulta da importância de viabilizar, tanto um melhor conhecimento acerca deste segmento da realidade portuguesa, como a comparação da respetiva evolução com outros segmentos da Diáspora Judaica e com outros universos de pós-vítimas de violência de massas». Procura-se «identificar e caracterizar a documentação — oral (de memória e de pós-memória), escrita (manuscrita e impressa), gráfica, audiovisual e material — relevante», conclui.

Por sua vez, o projeto “O Holocausto em português: um repositório dinâmico de recursos educativos”, que obteve um financiamento de 32 mil euros, é conduzido por António Sousa Ribeiro, investigador do Centro de Estudo Sociais (CES) e professor catedrático aposentado da FLUC.

Tal como o título sugere, este projeto propõe criar um repositório, em formato online e em acesso aberto, «que possa funcionar como um arquivo dinâmico diretamente apto a ser apropriado como recurso educativo em português, preenchendo deste modo uma lacuna importante no que diz respeito aos recursos educativos disponíveis no campo do ensino do Holocausto em português, tendo em conta as recomendações e práticas internacionais e, em particular, as “Recomendações para o Ensino e a Aprendizagem do Holocausto” recentemente emitidas pelo Ministério da Educação de Portugal», realça António Sousa Ribeiro.

O investigador sublinha ainda que o repositório vai ser estruturado como um guia, «proporcionando acesso a ampla documentação e oferecendo orientação sistemática para a produção de conteúdos e de estratégias didáticas adequadas a cada contexto particular por parte de professores e agentes educativos».

Cristina Pinto

Conselho de Pais de Pombal debate importância do brincar no desenvolvimento psicossocial

“A Importância do brincar no desenvolvimento psicossocial” é o tema do Conselho de Pais e Professores de Pombal que irá decorrer no dia 25 de março.

A sessão está agendada para as 21h00 em transmissão direta na página do Município no Facebook, ficando disponíveis a sua gravação também no canal Youtube para visualização futura.

O Conselho de Pais e Professores será dinamizado pela psicóloga Mariana Meia-Via e pela socióloga Ana Lúcia Ferreira, e contará com a participação de um professor do 1o Ciclo do Ensino Básico e de um representante da Associação de Pais de Pombal, que irão abordar a importância da valorização do brincar enquanto promotor da criação do sujeito social/ emocional e como nivelador social.

Pretende-se, assim, fomentar a reflexão e o debate sobre o brincar, enquanto direito inalienável da criança, com os vários intervenientes no processo educativo.

A iniciativa é promovida pela equipa multidisciplinar do Programa Municipal de Potenciação do Sucesso Escolar do Município de Pombal em parceria com a EPIS – Empresários pela Inclusão Social.

Bombeiros procuram duas pessoas em habitação que ardeu no concelho de Penacova

O incêndio numa habitação na localidade de Sazes de Lorvão, no concelho de Penacova, estava às 07:15 extinto, encontrando-se os bombeiros a fazer buscas para encontrar as duas pessoas que ali residem, segundo a proteção civil.

"O fogo foi extinto, estando agora os operacionais a fazer o reconhecimento e a tentar localizar as duas pessoas que habitam a casa e que até ao momento ainda não foram encontradas. Desconhece-se se estavam dentro da habitação quando o fogo começou", disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra.

O alerta para o incêndio nesta localidade do distrito de Coimbra foi dado às 05:29, adiantou a mesma fonte.

Às 07:20 estavam no local 31 operacionais, com o apoio de 12 veículos.

Lusa

Um comunista no centro histórico

 

  • Paulo Henrique Américo de Araújo

No último mês de janeiro, a caravana de jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira percorreu a Região Nordeste [vide artigo anterior]. Em meio ao apoio caloroso da maioria da população, no Centro Histórico de Salvador (BA) os caravanistas foram surpreendidos por uma explosão de ódio. Vinda de um personagem isolado, é bem verdade, mas muito barulhento [foto acima]. Era um comunista, como se verá, apesar de ele mesmo se insurgir contra esse qualificativo. Tive ocasião de acompanhar os jovens voluntários naqueles dias, e compartilho com o leitor o ocorrido, bastante revelador das tendências e ‘chiliques’ dos movimentos esquerdistas no Brasil de hoje.

Antes de descrever o fato, gostaria de ressaltar algo um tanto evidente: a esquerda vem tomando atitudes cada vez mais disparatadas diante da chamada ‘onda conservadora’. Numa primeira fase ela demonstrou perplexidade, desorientação. Basta recordar as declarações aflitas do governo Dilma logo após as multitudinárias manifestações anti-PT, de 2015 e além. Diziam então os porta-vozes do Palácio do Planalto: “Nada há com que se preocupar. Dois milhões de pessoas na Avenida Paulista não têm muita importância, afinal tivemos 50 milhões de votos nas eleições!”.

Numa segunda fase, quando aquelas ‘insignificantes’ multidões já haviam provocado, ao menos indiretamente, o impeachment da presidente petista, a atitude da esquerda se converteu em fúria. Passou a demonizar de todos os modos os ‘direitistas’; e após 2018, os que passaram a ser classificados de ‘bolsonaristas’. Tal demonização, arquitetada pela esquerda, vai desde mentiras e calúnias até ataques que beiram a histeria. Qualificar de genocida o presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, tornou-se um truque válido para os agentes dessa paranoia.1

Essa esquerda furiosa estava representada no Centro Histórico de Salvador. Os voluntários do Instituto tinham iniciado a campanha no conhecido Largo do Pelourinho, divulgando ao simpático público baiano a obra Psicose Ambientalista, de autoria do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança. Os caravanistas se encaminharam então para as proximidades do Convento de Nossa Senhora do Carmo, e ali um embirrado manifestante deu as caras. Já de longe veio gritando, descarregando seu ódio com xingatórios, palavras vulgares e calúnias: “Radicais, extremistas de direita! Conservadores de (*palavrão). É por causa de gente como vocês que o País está (*palavrão)!”.

A cantilena era pobre, muito pobre, mas não parava: “Fascistas, racistas, imbecis, conservadorzinhos de (*palavrão)!”. Argumentos? Nenhum. Provas? Nada. Pode-se medir pelo palavreado o nível intelectual do raivoso manifestante. Apenas destampatórios indignados, desrespeitosos e vazios.

Um dos caravanistas, tentando elevar um pouco o nível, perguntou: “Você não sabe dizer nada além de palavrões? Mostre algum respeito para consigo mesmo!”. Resposta: mais e mais xingatórios, e em dado momento ele vociferou, gesticulando um sinal obsceno: “Tradição, família e propriedade é o (*palavrão)”. Dizendo isso, demonstrava conhecer a nossa atuação e escancarava sua ideologia.

Um dos nossos jovens aproveitou a ‘deixa’: “Ah! Então, você é comunista!”. A conclusão era lógica, a partir das próprias palavras do furioso agitador, mas isso atiçou ainda mais sua cólera: “Comunista é (*Palavrão)! Quem falou em comunismo? De onde você tirou que eu sou comunista?”.

 Estranha essa alegação: ou o ruidoso provocador não conhece a ideologia que professa, ou quer evitar o rótulo por causa do desprestígio a que ele chegou nos nossos dias. Quem usa um palavrão para se referir à famosa trilogia ‘Tradição, Família e Propriedade’, cunhada pelo Prof. Plinio, coloca-se imediatamente, querendo ou não, no espectro ideológico comunista. A classificação, portanto, tinha fundamento.

Para abafar os xingatórios imundos do agitador, um dos caravanistas bradou o lema de campanha, três vezes repetido por todos eles a uma só voz: “O Brasil é Terra de Santa Cruz”. Ao comunista desconcertado, só restou tomar atitude de deboche e confusão. Logo depois, numa atitude ‘corajosa’, resolveu dar as costas e fugir.

Um soteropolitano autêntico, de raça negra [foto], passava por ali na hora do confronto e tomou posição ao lado dos caravanistas, procurando afastar e silenciar o agressor. Com largo sorriso, recebeu depois uma bela estampa de Nossa Senhora de Fátima, que lhe foi presenteada por um jovem do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Outra manifestação de repúdio ao agitador veio de uma senhora, moradora de uma das casas próximas. Disse ela a um dos integrantes da caravana: “Eu acho um absurdo tantos palavrões ditos assim publicamente. Pode ter crianças ouvindo. Isso é uma falta de respeito”.

Aí estão atitudes típicas de nosso povo, nitidamente contrárias aos desatinos esquerdistas. Tudo indica que a esquerda não quer enxergar ou não consegue perceber tal realidade. Prosseguindo na sua arenga eivada de luta de classes, os esquerdistas irão aumentando cada vez mais o abismo entre eles e o Brasil autêntico.

Vale lembrar o que Plinio Corrêa de Oliveira escreveu em artigo para a “Folha de S. Paulo”: “Se a esquerda for açodada na efetivação das reivindicações ‘populares’ […], se for persecutória através do mesquinho casuísmo legislativo, da picuinha administrativa ou da devastação policialesca dos adversários, o Brasil se sentirá frustrado na sua apetência de um regime bon enfant, de uma vida distendida e despreocupada. Num primeiro momento, se distanciará então da esquerda. Depois ficará ressentido. E, por fim, furioso. A esquerda terá perdido a partida da popularidade”.2

O fato ocorrido em Salvador é mais um exemplo da confusão e disparate da esquerda derrotada pelo bom-senso brasileiro.

ABIM

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Notas

  1. https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/02/nos-encontramos-em-22-diz-bolsonaro-ao-ser-chamado-de-genocida-e-fascista-no-congresso.shtml
  2. Cuidado com os Pacatos, Plinio Corrêa de Oliveira, “Folha de S. Paulo”, 14 de dezembro de 1982.