terça-feira, 13 de abril de 2021

Uma centena de líderes europeus pedem a Biden aliança transatlântica sobre o clima


Uma centena de políticos e empresários europeus apelaram ao Presidente norte-americano, Joe Biden, para formar uma aliança com a União Europeia no combate às alterações climáticas, começando pela neutralidade das emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2030.

"A parceria EUA-UE é fundamental para enfrentar as alterações climáticas e permitir uma transição justa e sustentável. Juntos, somos responsáveis por cerca de 25% das emissões globais de CO2 e 40% do PIB global", dizem várias figuras proeminentes numa carta aberta iniciada pelo presidente do Comité do Ambiente do Parlamento Europeu, Pascal Canfin.

Os signatários exortaram Washington a "estar à altura das suas ambições, adotando uma meta climática de pelo menos 50% de redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030", em comparação com 2005.

A carta foi publicada em vésperas da cimeira virtual sobre o clima organizada pela Casa Branca nos dias 22 e 23 de abril, com líderes de países da UE, como a Alemanha, Itália, Espanha e Polónia, bem como México, Jamaica e Indonésia, entre outros.

"Atuando em conjunto, podemos fazer a diferença", escreveram os signatários, que incluem responsáveis de empresas como a Ikea, LEGO, Axa, H&M, Scania e Renault, além de eurodeputados do Partido Popular Europeu, a maior família política europeia, Socialistas e Democratas, Renovar Europa (Liberais) e Verdes.

A carta sublinha que a Europa decidiu empenhar-se fortemente no clima, na sequência da crise do coronavírus, e que espera que os Estados Unidos avancem na mesma direção, "para criar um movimento global (...) em direção a um novo modelo de prosperidade".

Segundo os signatários, a adoção deste objetivo comum lançaria as bases para "construir uma nova cooperação transatlântica", apelando a Biden para que "os EUA sejam tão ousados e ambiciosos" como a UE com o Pacto Verde Europeu.

Lusa

Apoio do Luxemburgo a Cabo Verde começou com emigrantes de Santo Antão e chega hoje aos 78 MEuro

O apoio luxemburguês a Cabo Verde vai aumentar nos próximos cinco anos para 78 milhões de euros em projetos a executar no arquipélago, relação que começou por Santo Antão, com o dinamismo dos emigrantes daquela ilha no Luxemburgo.


Em entrevista à agência Lusa, o encarregado de negócios da embaixada luxemburguesa na Praia, Thomas Barbancey, explicou que a relação entre os dois países - Cabo Verde tem no Luxemburgo um dos maiores financiadores de projetos estruturantes, com 58 milhões de euros investidos nos últimos cinco anos - começou ainda na década de 1980.

Uma "relação de cooperação" que está "profundamente enraizada nas ligações humanas e na amizade entre as respetivas populações", após a chegada dos primeiros emigrantes cabo-verdianos ao Luxemburgo.

"O respeito mútuo, tal como as semelhanças entre os nossos países, a dimensão relativamente modesta, levaram a que certos luxemburgueses visitassem o arquipélago, criando assim ligações naturais de solidariedade através de organizações não-governamentais luxemburguesas, nomeadamente em Santo Antão, de onde era originária a maioria dos cabo-verdianos residentes no Luxemburgo", recordou.

Essa "dinâmica" acabou por evoluir e em 1993 os dois países assinaram o primeiro acordo geral de cooperação, que rapidamente passou a outro nível. Desde 2002, ambos os governos acordaram cinco Programas Indicativos de Cooperação (PIC), com envelopes financeiros que vão crescendo.

"Creio que o historial fala por si e que o balanço apenas pode ser positivo. Desde a assinatura desse acordo, as nossas relações têm vindo a reforçar-se de forma contínua", assumiu o diplomata.

O quinto PIC, para o período 2021 a 2025, foi assinado em julho de 2020 pelos dois governos e terá uma componente de apoio financeiro do Luxemburgo de 78 milhões de euros. Um aumento de 20 milhões de euros face ao programa ainda em execução.

"Com o tempo, a nossa cooperação foi-se diversificando e deixou de se cingir a um território, Santo Antão, onde tudo começou, passando a beneficiar todo o país. Ao mesmo tempo, ela soube evoluir de projetos de infraestruturas para, sobretudo, privilegiar o reforço de capacidades e a transferência de conhecimentos", enfatizou Thomas Barbancey, reconhecendo que essa ligação também se diversificou, ao nível económico e cultural.

"Mas também em questões de defesa e segurança marítima, onde começámos a colaborar em 2018", apontou.

Para a embaixada luxemburguesa, Cabo Verde tem sabido aplicar corretamente o financiamento recebido, o que se traduz num reforço dessas ligações a um nível único.

"Esses laços de confiança são, sem dúvida nenhuma, ilustrados pelo facto de Cabo Verde ser, até ao momento, o único país ao qual o Luxemburgo acorda uma Ajuda Orçamental Setorial. Ou seja, Cabo Verde é o único parceiro para o qual fazemos uma transferência de fundos diretamente do Tesouro luxemburguês para que o país o invista diretamente e de forma autónoma, em função das prioridades que definiu para um setor específico", explicou.

Neste momento, essa modalidade é apenas aplicada "para parte" da cooperação no setor de Emprego e a Empregabilidade, mas a ajuda orçamental será alargada "também para a Saúde", anunciou.

O próximo PIC versa projetos nas áreas do Desenvolvimento, do Clima e da Energia e terá cinco eixos de apoio, casos do emprego e empregabilidade; água e saneamento; desenvolvimento local; e a transição energética.

"E pela primeira vez um novo eixo climático, de modo a apoiar o novo desenvolvimento ainda mais sustentável do arquipélago. Este último eixo vem aliar os esforços de cooperação para o desenvolvimento, com aqueles de cooperação climática, por um verdadeiro desenvolvimento sustentável", referiu ainda.

O quarto PIC (2016 a 2020) tinha um valor indicativo inicial de 49 milhões de euros e ao longo da sua implementação, "face às necessidades constatadas, bem como do potencial constatado", foi aumentando até ao envelope orçamental atual de 58 milhões de euros.

"Apesar da pandemia, e as inevitáveis complicações e atrasos que provocou, as atividades nunca pararam ou foram revistas em baixa. Pelo contrário, decidiu-se conjuntamente prolongar o ciclo por mais um ano, por forma a que o conjunto dos objetivos iniciais possam ser atingidos", contou ainda.

Em mais de 30 anos de cooperação com Cabo Verde, admite que é difícil apontar um projeto de referência que se destaque, embora assuma o "progresso" entretanto alcançado em Santo Antão: "No final dos anos 80, tinha indicadores de desenvolvimento humano modestos. Desde então, conheceu um progresso notável, estando atualmente acima da média em quase todos os indicadores".

"Sem querer retirar o mérito dos santantonenses, que conseguiram fazer tanto com tão pouco, não deixo de notar com satisfação que se conseguem vislumbrar alguns dos apoios do Luxemburgo entre os sucessos da ilha, como o hospital regional, ou as escolas e liceus construídos, ou ainda a eletrificação rural que permitiu uma cobertura de quase todas as localidades", acrescentou.

Afirma que Cabo Verde "é um exemplo para muitos, não apenas para o Luxemburgo" e que "tão pouco o é somente em África", reconhecendo "um percurso notável desde a independência", ao conseguir "com parcos recursos naturais, edificar uma democracia sólida, com provas dadas de boa governança, tendo sabido, simultaneamente, assegurar um progresso social notável".

"O trabalho realizado em termos de acesso à educação, básica, secundária, técnica e ao ensino profissional conheceram uma evolução extraordinária", exemplificou.

No terreno, o apoio luxemburguês é visível no setor da água e saneamento, para "assegurar o acesso à água de qualidade" à população, ou no acesso à energia, contribuindo conjuntamente, desde 2015, para "estimular um aumento da oferta em energias renováveis", baixando dessa forma o preço da eletricidade e da água.

Imagem e Texto: Lusa

Google distribui mais de 3.000 certificados de formação ‘online’ em parceria com APDC e IEFP


A Google Portugal anunciou hoje a distribuição de mais de 3.000 bolsas para certificados de formação 'online' em parceria com a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

"Dentro do nosso compromisso de apoiar a recuperação económica e fomentar a capacitação de todas as pessoas deste país de maneira inclusiva estamos a anunciar mais de 3.000 certificados de formação 'online' em colaboração com a APDC e o Instituto de Emprego e Formação Profissional", afirmou o diretor regional da Google Portugal, Bernardo Correia, num encontro por videoconferência com os jornalistas.

Estas formações fazem parte dos certificados profissionais da Google e estão disponíveis na plataforma Coursera e são quatro: apoio técnico de tecnologias de informação, gestão de projetos, análise de dados e 'design' de experiência de utilizador", acrescentou.

Bernardo Correia salientou que foram criados estes cursos nestas áreas porque são de "alto crescimento e de remuneração acima da média".

São áreas que "geralmente não exigem uma licenciatura de quatro anos e não exigem nenhum requisito de formação ou experiência prévia", disse, salientado que a APDC e o IEFP vão selecionar as pessoas "que estão mais necessitadas destes cursos".

São pessoas "desempregadas do lado da APDC e do IEFP e a Fundação da Juventude com o apoio da Google.org focar-se-á em pessoas em situação de exclusão e de vulnerabilidade", referiu o diretor regional da tecnológica.

"Não queremos deixar ninguém para trás nesta transição digital", afirmou.

A ideia destes cursos é serem à velocidade do formando, ou seja, não há aqui um tempo predefinido, o curso tem cerca de 125 horas e nós esperamos que as pessoas façam entre oito a 10 horas por semana", explicou o diretor regional da Google, adiantando esperar que cerca de oito meses "seja o prazo normal" para acabar um curso deste género.

Esta iniciativa conta com o apoio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

"Temos nas nossas mãos um dos instrumentos mais poderoso no combate às desigualdades, o digital é dos instrumentos mais determinantes neste momento para garantir que as pessoas não ficam de fora", afirmou a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho.

"E o grande desafio é como o aproveitamos da melhor forma e acho que este é um exemplo de como estamos a aproveitar da melhor forma", garantindo a igualdade de acesso de oportunidade às pessoas, ou seja, a inclusão, disse.

"As competências digitais são absolutamente fundamentais", salientou, por sua vez, o presidente da APDC, Rogério Carapuça, "não só para terem empregos mais qualificados, mas sobretudo para ter um emprego".

Hoje, "iniciativas como esta são fundamentais para a vida das pessoas, o nosso papel aqui é procurar as pessoas e montar a máquina que é necessária juntamente com o IEFP e a Google", explicou Carapuça.

Por sua vez, o presidente do IEFP, António Valadas da Silva, manifestou a sua "satisfação em poder participar" nesta iniciativa, em parceria com a Google e com a APDC, salientando que permitirá "reforçar a qualificação" dos ativos, nomeadamente dos desempregados, de competências digitais.

"É decisivo e crítico para fazer face aos múltiplos desafios com que a sociedade do conhecimento nos coloca e com a transformação digital da economia", ou seja, "a modificação das relações que isto envolve", salientou.

A seleção dos candidatos incluirá igualdade de género, ou seja, 50% homens e a outra metade mulheres, com "foco nos desempregados", disse Sandra Almeida, diretora executiva da APDC.

Operadoras devem informar clientes atempadamente antes da renovação automática do contrato


A lei das Comunicações Eletrónicas prevê que, antes da renovação automática de fidelização, as operadoras informem "de forma clara" e "atempada" os clientes sobre a data do seu fim e os meios disponíveis para denunciar o contrato.

Esta informação consta da proposta de lei das Comunicações Eletrónicas e que transpõe a diretiva europeia que estabelece o Código europeu das Comunicações Eletrónicas (CECE), aprovada em Conselho de Ministros em 01 de abril e que deu entrada no parlamento em 09 de abril.

A fidelização corresponde ao período durante o qual o utilizador final se compromete a não denunciar um contrato ou a não alterar as condições acordadas.

De acordo com a proposta de lei, que mantém o teto máximo de 24 meses a fidelização nas telecomunicações, "antes da prorrogação automática do contrato, as empresas informam os utilizadores finais, de forma clara, atempada e num suporte duradouro sobre a data de fim do período (...) e sobre os meios disponíveis para denunciar o contrato sobre os melhores preços aplicáveis aos seus serviços".

Nos casos em que um contrato com período de fidelização para a prestação de serviços de comunicações eletrónicas, "com exceção dos serviços de comunicações interpessoais independentes de números e dos serviços de transmissão utilizados para a prestação de serviços máquina a máquina, preveja a respetiva prorrogação automática, após essa prorrogação, os utilizadores finais têm o direito de denunciar o contrato em qualquer momento, com um pré-aviso máximo de um mês, sem incorrer em quaisquer custos, exceto os relativos à utilização do serviço durante o período de pré-aviso", lê-se no diploma.

Em caso de alteração do local de residência do consumidor, a operadora "não lhe pode exigir o pagamento de quaisquer encargos relacionados com o incumprimento do período de fidelização caso não possa assegurar a prestação do serviço contratado ou de serviço equivalente, nomeadamente em termos de características e de preço, na nova morada".

O cliente tem de comunicar à operadora a alteração da respetiva morada com uma antecedência mínima de um mês, "apresentando documentação que a comprove", sendo que a empresa cobra os serviços prestados durante o período de pré-aviso.

Tal é igualmente aplicável aos utilizadores finais que sejam microempresas, pequenas empresas ou organizações sem fins lucrativos, salvo se as referidas empresas e organizações renunciarem expressamente à proteção conferida por essas disposições".

No que respeita a resolução de contratos por iniciativa do utilizador final, sempre que o cliente "tenha o direito de resolver um contrato de prestação de serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público, com exceção dos serviços de comunicações interpessoais independentes de números, antes do termo do período de fidelização, não lhe pode ser exigido o pagamento de quaisquer encargos relacionados com a cessação antecipada do contrato, exceto no casos em que pretenda conservar um equipamento terminal subsidiado".

Lusa

Imagem:Eco-Sapo

Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera!

 

  • Pe. David Francisquini *

Logo que raiou o domingo da Ressurreição, surgiram as santas mulheres, em busca do Corpo de Cristo para embalsamá-lo com aromas e perfumes. Em seu afã, talvez elas se voltassem menos para considerações mais altas e sublimes, como a Sua divindade. É o que habitualmente acontece conosco: não costumamos descortinar os grandes horizontes da fé e dos princípios. Na verdade, como diz São Paulo, se Cristo não tivesse ressuscitado, a nossa fé seria vã. A Santa Igreja começa a difundir toda a verdade sobre a Ressurreição, escândalo para os judeus e escárnio para os gentios. Jesus Cristo veio para reinar nos corações dos homens através dos frutos de Sua Paixão e Morte, e assim conquistá-los para o seu reino, que não terá fim.

Contemplando Cristo ressuscitado, vemo-Lo vencedor da morte e do pecado. Ao ressuscitar, Ele eliminou a corruptibilidade de seu corpo e nos concedeu a integridade na fé, para que ressurjamos como Ele no dia da ressurreição final. Como a semente morre para fazer surgir nova vida, assim teremos na ressurreição final uma nova vida.

As santas mulheres estavam preocupadas com o obstáculo da pedra que fechava a entrada do sepulcro, não passando por suas mentes Cristo ressuscitado. Com efeito, para quem crê verdadeiramente n’Ele, não há obstáculo intransponível. Cristo ressuscitou com as suas chagas para nos certificar na fé, como afiançou São Tomé, que, ao vê-Lo ressuscitado, as tocou.

Aquele que morreu pleno de virtudes e com reputação das boas obras já aparecia bem cedo no primeiro dia da semana, depois do alvorecer, refulgindo o esplendor de sua divindade ante os olhos de todos e os confirmando na fé. A pedra estava posta de lado e o sepulcro aberto, o corpo de Cristo já não estava lá. Para as piedosas mulheres, o corpo d’Ele havia sido roubado.

Mas Cristo havia ressurgido como um sol, iluminando o mundo inteiro. As trevas tinham ficado para trás, o mundo novo havia nascido com o triunfo de Cristo sobre o demônio, onde passava a brilhar a cruz de Cristo. São Marcos, ao dizer “de manhã cedo”, e São Lucas de “muito cedo”, mostram que a ida das mulheres ao sepulcro se deu nos albores do domingo.

Com isso quiseram mostrar a salvação do gênero humano por meio de uma analogia com o sol, pois assim como ele faz surgir a aurora e iluminará toda a Terra, assim também a ação da graça nas almas ilumina os espíritos para que os homens possam não apenas crer, mas professar a sua Fé. É um convite para que todos sigam o exemplo das santas mulheres, e usufruam das alegrias pascais.

Os homens, reanimados pelo exemplo delas, comemoram a Ressurreição e participam de suas graças, que lhes infundiram uma vida nova sob a luz da fé. Junto da Mãe Dolorosa, a cujo lado os verdadeiros seguidores da Santa Igreja se reagruparão sempre, eles participam das alegrias da Páscoa. Nossa Senhora sempre afastará de nós os obstáculos que nos impedem de estar junto de seu Filho.

O que na maior parte das vezes impede a nossa verdadeira união com Nosso Senhor é o fato de não vislumbramos os inúmeros sinais do que é espiritual. Tendemos a considerar todas as coisas do ponto de vista terreno, uma vez que nossas cogitações não são as cogitações divinas, como afirma a Escritura. O espírito apegado à matéria não se dá conta das coisas mais altas. Cristo ressuscitou.

Os anjos da venturosa Ressurreição aparecem com vestes resplandecentes, para anunciar júbilo e felicidade. Neles transparecem humildade e doçura que convêm ao reino e à alegria do Senhor. O desenrolar da Ressurreição nos leva a desapegar do espírito carnal para saborearmos as alegrias pascais. Temos de removê-lo como a pedra que fechava o santo sepulcro de Nosso Senhor.

O tamanho de uma pedra é imagem daquela que bloqueia nossos corações para as graças. Cabe-nos de livre vontade removê-la para atrair as graças suficientes que nos vêm da Ressurreição. Seremos homens novos quando nos despojarmos das vestes velhas do mundo corrompido pelo pecado e das doutrinas geradas por aqueles que sempre procuraram enganar e perder os bons.

O sol, eclipsado durante a Paixão, indicava a tristeza e a angústia que jaziam nos corações dos homens que haviam crucificado o Filho de Deus. Os anjos, que agora aparecem, anunciam a vida e a ressurreição, convidando-nos ao desapego e à doação, despojando-nos do velho fermento da malícia e da corrupção. Lavado no Sangue do Cordeiro, o novo homem deve amar a Deus e o próximo.

Força nenhuma o demoverá dos seus sagrados desejos de santificação e salvação, a despeito de falsos benefícios terrenos, medidas protetivas enganosas, engendradas pelos grandes inimigos: o demônio, o mundo e a carne. Esta tríade perdeu força naqueles que têm fé em Cristo, vencedor da morte. Ele ressuscitou ao terceiro dia, imortal, impassível e triunfante, para nunca mais morrer.

As santas mulheres, instruídas pelos anjos, anunciaram a boa-nova aos apóstolos. Cristo havia ressuscitado dos mortos e a ressurreição foi celebrada entre os seus discípulos. Sob essa luz misteriosa do entardecer de nossa era e no amanhecer da outra que virá, confiamos que Cristo vencerá de novo pela ação da Santíssima Virgem, cumulando-nos de novas alegrias com a vitória do Imaculado de Maria.

ABIM

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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

Águeda | “ExplorAPPateira” cria ferramentas para dinamizar Pateira de Fermentelos


Projeto venceu Orçamento Participativo Portugal e prevê, entre outras medidas, a criação de uma aplicação móvel que disponibiliza diversa informação útil sobre a Pateira de Fermentelos.

Foi assinado, na sexta-feira, ao final do dia, o protocolo de colaboração técnica e financeira entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Câmara Municipal de Águeda, tendo por objetivo o desenvolvimento do projeto “ExplorAPPateira”.

Este projeto nasceu da iniciativa de um grupo de cidadãos da região abrangida pela Pateira de Fermentelos (Mónica Oliveira, Armindo Ferreira, Rui Moreto, Luísa Dias, Cláudia Rosa) que apresentou uma proposta para o Orçamento Participativo de Portugal (OPP) 2018, tendo conseguido um investimento total de 200 mil euros.

O “ExplorAPPateira” pretende ser uma ferramenta de dinamização e divulgação da Pateira e tem como principal objetivo a criação de uma plataforma informática e respetiva aplicação móvel (App), que permitirá ao utilizador selecionar uma vasta lista de conteúdos e informações úteis, conhecer os valores naturais existentes na Pateira e optar pela forma mais adequada e orientada para a sua visitação, que combine o máximo de usufruto para o público com o mínimo de impacte no território.

“A Pateira é inspiradora, temos aqui um manancial muito interessante, natural, lúdico e desportivo que precisamos proteger, cuidar e promover. Acho que esta App vai ajudar-nos a fazer isso”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, salientando o papel que a Autarquia tem tido, ao longo dos anos, na preservação desta lagoa natural.

O Edil reconhece que existem e persistem alguns problemas que afetam a Pateira, nomeadamente as dragagens que são necessárias realizar ou ainda a infestação dos jacintos-de-água, uma praga que tem sido, sistematicamente, combatida pela Câmara Municipal de Águeda, recorrendo a uma ceifeira aquática.

Jorge Almeida lembra que, no concelho de Águeda, a Pateira de Fermentelos abrange três Freguesias/Uniões de Freguesias e que “com todas trabalhamos para que as suas margens sejam um sítio acolhedor e façam com que as pessoas cá venham visitar, conhecer e desfrutar”.

Projeto será executado em parceria com o ICNF
Aumentar o grau de conhecimento sobre a Pateira de Fermentelos, bem como a consciência ambiental e promover o turismo da natureza é justamente o propósito do projeto “ExplorAPPateira” que vai ser agora executado pela Câmara de Águeda, em parceria com o ICNF.

“Acreditamos que estamos rodeados dos parceiros certos, que esta é uma equipa vencedora que vai levar a bom porto este projeto e concretizar este sonho”, disse um dos proponentes, na sexta-feira, no momento da assinatura do protocolo entre a Câmara de Águeda e o ICNF.

Na ocasião, Jorge Almeida reiterou a disponibilidade e o compromisso do Município em executar esta ideia vencedora do OPP.

Fátima Araújo Reis, diretora regional do centro do ICNF, acredita que este será “um projeto de sucesso”, até porque, argumentou, “a Câmara Municipal está envolvida”. A dirigente elogia o Município de Águeda por se envolver “de uma forma ativa nestes projetos de colaboração”.

De referir que o projeto implica a criação de um guia de campo, onde estarão descritas as características da Pateira, bem como a sua história, cultura e tradições, sem esquecer a descrição da fauna, flora e habitats existentes. Neste guia, serão ainda descritos os espaços de utilização pública, bem como diversa informação útil para visitantes e turistas (restauração, alojamento, animação turística e mapas).

Será ainda desenvolvida uma aplicação informática (App) e um site (onde estará alojada a App) que disponibiliza, em formato digital, toda a informação existente no guia de campo, para além de permitir, por exemplo, receber mensagens sobre eventos ou realizar jogos interativos.

A instalação de um observatório de fauna selvagem na margem de Fermentelos da Pateira ou um concurso de fotografia internacional são exemplos das intervenções e dinâmicas previstas realizar no âmbito do projeto.

Águeda | Centro Interpretativo das Magnólias inaugurado em Vale Domingos


Espaço resulta de um projeto apresentado ao Orçamento Participativo de Portugal (OPP) e que cria, em Vale Domingos, um parque botânico e um espaço de integração social.

O Centro Interpretativo das Magnólias, em Vale Domingos, foi inaugurado, na sexta-feira, numa cerimónia que contou com a presença do Executivo Municipal, nomeadamente Jorge Almeida, Edson Santos e João Clemente; do presidente da Associação Cultural e Recreativa de Vale Domingos, Ricardo Pereira; e da Diretora Regional do Centro da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Fátima Araújo Reis.

Este é um projeto do OPP, designado de “Parque Botânico de Vale Domingos”, que teve um investimento de 200 mil euros, e que tinha como objetivo a criação de um centro pedagógico, aberto a todas as pessoas, de qualquer idade e condição, transformando Vale Domingos numa aldeia turística “Capital mundial das Magnólias”.
Este projeto, por indicação do OPP, foi implementado pelo ICNF, em parceria com a Câmara Municipal de Águeda, com a colaboração da Associação de Vale Domingos, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, a Fundação da Mata do Buçaco e com o apoio das entidades locais e comunidade de Vale Domingos.

Para além da cerimónia de inauguração, este foi o momento para o ICNF entregar o projeto concluído à Câmara Municipal que, agora, o passou à Associação para que o possa utilizar e preservar. “Hoje é um dia de festa, amanhã é outro dia e vamos continuar a trabalhar, porque isto aqui é o princípio”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, reforçando que este projeto e tudo o que ele implica, com o envolvimento de toda a comunidade de Vale Domingos e o seu propósito de integração social, atrai a atenção de vários quadrantes.

“Esta comunidade deve manter-se unida e focada, porque todo este conjunto de projetos que se têm vindo a fazer aqui, toda a notoriedade, faz cair os olhos de muita gente e entidades sobre nós”, sublinhou o Edil, frisando que esta “é uma responsabilidade muito grande” e que deve ser assumida por todos: Junta de Freguesia, Câmara Municipal, Associação e comunidade.

Jorge Almeida lembra que a Câmara de Águeda apoia e está presente desde a primeira hora neste projeto, que está a mudar a imagem associada à comunidade de Vale Domingos.

“Este projeto, desde o início que é integrador e esta integração social que aqui se projeta é o grande desafio para as gerações futuras”, declarou o Edil.

Um projeto diferenciador

“Este projeto é um exemplo”, declarou Fátima Araújo Reis, diretora regional do Centro do ICNF, lembrando que, por norma, o papel do ICNF no OPP é de interlocutor, mas este caso em concreto obrigou o organismo a um envolvimento mais ativo.

Para a dirigente, “os projetos são as pessoas” e este em Vale Domingos “é um exemplo pelo resultado, pelo envolvimento do ICNF e pela colaboração entre a Câmara Municipal, o ICNF e a comunidade”, esperando que este espaço criado seja “um local muito aprazível para todos aqueles que o vierem a frequentar”.

Ricardo Pereira, presidente da Associação Cultural e Recreativa de Vale Domingos, agradeceu a todos os que contribuíram para a concretização deste projeto, nomeadamente o ICNF, a Câmara Municipal, os voluntários e a comunidade. “Sou uma pessoa diferente desde que começou este projeto e ganhei alguns amigos que são para a vida”, disse, frisando que, embora seja dia de inauguração, “temos muito trabalho pela frente para fazer”.