Lusa
terça-feira, 13 de abril de 2021
Uma centena de líderes europeus pedem a Biden aliança transatlântica sobre o clima
Apoio do Luxemburgo a Cabo Verde começou com emigrantes de Santo Antão e chega hoje aos 78 MEuro
O apoio luxemburguês a Cabo Verde vai aumentar nos próximos cinco anos para 78 milhões de euros em projetos a executar no arquipélago, relação que começou por Santo Antão, com o dinamismo dos emigrantes daquela ilha no Luxemburgo.
Em entrevista à agência Lusa, o encarregado de negócios da embaixada luxemburguesa na Praia, Thomas Barbancey, explicou que a relação entre os dois países - Cabo Verde tem no Luxemburgo um dos maiores financiadores de projetos estruturantes, com 58 milhões de euros investidos nos últimos cinco anos - começou ainda na década de 1980.
Uma "relação de cooperação" que está "profundamente enraizada nas ligações humanas e na amizade entre as respetivas populações", após a chegada dos primeiros emigrantes cabo-verdianos ao Luxemburgo.
"O respeito mútuo, tal como as semelhanças entre os nossos países, a dimensão relativamente modesta, levaram a que certos luxemburgueses visitassem o arquipélago, criando assim ligações naturais de solidariedade através de organizações não-governamentais luxemburguesas, nomeadamente em Santo Antão, de onde era originária a maioria dos cabo-verdianos residentes no Luxemburgo", recordou.
Essa "dinâmica" acabou por evoluir e em 1993 os dois países assinaram o primeiro acordo geral de cooperação, que rapidamente passou a outro nível. Desde 2002, ambos os governos acordaram cinco Programas Indicativos de Cooperação (PIC), com envelopes financeiros que vão crescendo.
"Creio que o historial fala por si e que o balanço apenas pode ser positivo. Desde a assinatura desse acordo, as nossas relações têm vindo a reforçar-se de forma contínua", assumiu o diplomata.
O quinto PIC, para o período 2021 a 2025, foi assinado em julho de 2020 pelos dois governos e terá uma componente de apoio financeiro do Luxemburgo de 78 milhões de euros. Um aumento de 20 milhões de euros face ao programa ainda em execução.
"Com o tempo, a nossa cooperação foi-se diversificando e deixou de se cingir a um território, Santo Antão, onde tudo começou, passando a beneficiar todo o país. Ao mesmo tempo, ela soube evoluir de projetos de infraestruturas para, sobretudo, privilegiar o reforço de capacidades e a transferência de conhecimentos", enfatizou Thomas Barbancey, reconhecendo que essa ligação também se diversificou, ao nível económico e cultural.
"Mas também em questões de defesa e segurança marítima, onde começámos a colaborar em 2018", apontou.
Para a embaixada luxemburguesa, Cabo Verde tem sabido aplicar corretamente o financiamento recebido, o que se traduz num reforço dessas ligações a um nível único.
"Esses laços de confiança são, sem dúvida nenhuma, ilustrados pelo facto de Cabo Verde ser, até ao momento, o único país ao qual o Luxemburgo acorda uma Ajuda Orçamental Setorial. Ou seja, Cabo Verde é o único parceiro para o qual fazemos uma transferência de fundos diretamente do Tesouro luxemburguês para que o país o invista diretamente e de forma autónoma, em função das prioridades que definiu para um setor específico", explicou.
Neste momento, essa modalidade é apenas aplicada "para parte" da cooperação no setor de Emprego e a Empregabilidade, mas a ajuda orçamental será alargada "também para a Saúde", anunciou.
O próximo PIC versa projetos nas áreas do Desenvolvimento, do Clima e da Energia e terá cinco eixos de apoio, casos do emprego e empregabilidade; água e saneamento; desenvolvimento local; e a transição energética.
"E pela primeira vez um novo eixo climático, de modo a apoiar o novo desenvolvimento ainda mais sustentável do arquipélago. Este último eixo vem aliar os esforços de cooperação para o desenvolvimento, com aqueles de cooperação climática, por um verdadeiro desenvolvimento sustentável", referiu ainda.
O quarto PIC (2016 a 2020) tinha um valor indicativo inicial de 49 milhões de euros e ao longo da sua implementação, "face às necessidades constatadas, bem como do potencial constatado", foi aumentando até ao envelope orçamental atual de 58 milhões de euros.
"Apesar da pandemia, e as inevitáveis complicações e atrasos que provocou, as atividades nunca pararam ou foram revistas em baixa. Pelo contrário, decidiu-se conjuntamente prolongar o ciclo por mais um ano, por forma a que o conjunto dos objetivos iniciais possam ser atingidos", contou ainda.
Em mais de 30 anos de cooperação com Cabo Verde, admite que é difícil apontar um projeto de referência que se destaque, embora assuma o "progresso" entretanto alcançado em Santo Antão: "No final dos anos 80, tinha indicadores de desenvolvimento humano modestos. Desde então, conheceu um progresso notável, estando atualmente acima da média em quase todos os indicadores".
"Sem querer retirar o mérito dos santantonenses, que conseguiram fazer tanto com tão pouco, não deixo de notar com satisfação que se conseguem vislumbrar alguns dos apoios do Luxemburgo entre os sucessos da ilha, como o hospital regional, ou as escolas e liceus construídos, ou ainda a eletrificação rural que permitiu uma cobertura de quase todas as localidades", acrescentou.
Afirma que Cabo Verde "é um exemplo para muitos, não apenas para o Luxemburgo" e que "tão pouco o é somente em África", reconhecendo "um percurso notável desde a independência", ao conseguir "com parcos recursos naturais, edificar uma democracia sólida, com provas dadas de boa governança, tendo sabido, simultaneamente, assegurar um progresso social notável".
"O trabalho realizado em termos de acesso à educação, básica, secundária, técnica e ao ensino profissional conheceram uma evolução extraordinária", exemplificou.
No terreno, o apoio luxemburguês é visível no setor da água e saneamento, para "assegurar o acesso à água de qualidade" à população, ou no acesso à energia, contribuindo conjuntamente, desde 2015, para "estimular um aumento da oferta em energias renováveis", baixando dessa forma o preço da eletricidade e da água.
Imagem e Texto: Lusa
Google distribui mais de 3.000 certificados de formação ‘online’ em parceria com APDC e IEFP
Operadoras devem informar clientes atempadamente antes da renovação automática do contrato
Lusa
Imagem:Eco-Sapo
Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera!
- Pe. David Francisquini *
Logo que raiou o domingo da Ressurreição, surgiram as santas mulheres, em busca do Corpo de Cristo para embalsamá-lo com aromas e perfumes. Em seu afã, talvez elas se voltassem menos para considerações mais altas e sublimes, como a Sua divindade. É o que habitualmente acontece conosco: não costumamos descortinar os grandes horizontes da fé e dos princípios. Na verdade, como diz São Paulo, se Cristo não tivesse ressuscitado, a nossa fé seria vã. A Santa Igreja começa a difundir toda a verdade sobre a Ressurreição, escândalo para os judeus e escárnio para os gentios. Jesus Cristo veio para reinar nos corações dos homens através dos frutos de Sua Paixão e Morte, e assim conquistá-los para o seu reino, que não terá fim.
Contemplando Cristo ressuscitado, vemo-Lo vencedor da morte e do pecado. Ao ressuscitar, Ele eliminou a corruptibilidade de seu corpo e nos concedeu a integridade na fé, para que ressurjamos como Ele no dia da ressurreição final. Como a semente morre para fazer surgir nova vida, assim teremos na ressurreição final uma nova vida.
As santas mulheres estavam preocupadas com o obstáculo da pedra que fechava a entrada do sepulcro, não passando por suas mentes Cristo ressuscitado. Com efeito, para quem crê verdadeiramente n’Ele, não há obstáculo intransponível. Cristo ressuscitou com as suas chagas para nos certificar na fé, como afiançou São Tomé, que, ao vê-Lo ressuscitado, as tocou.
Aquele que morreu pleno de virtudes e com reputação das boas obras já aparecia bem cedo no primeiro dia da semana, depois do alvorecer, refulgindo o esplendor de sua divindade ante os olhos de todos e os confirmando na fé. A pedra estava posta de lado e o sepulcro aberto, o corpo de Cristo já não estava lá. Para as piedosas mulheres, o corpo d’Ele havia sido roubado.
Mas Cristo havia ressurgido como um sol, iluminando o mundo inteiro. As trevas tinham ficado para trás, o mundo novo havia nascido com o triunfo de Cristo sobre o demônio, onde passava a brilhar a cruz de Cristo. São Marcos, ao dizer “de manhã cedo”, e São Lucas de “muito cedo”, mostram que a ida das mulheres ao sepulcro se deu nos albores do domingo.
Com isso quiseram mostrar a salvação do gênero humano por meio de uma analogia com o sol, pois assim como ele faz surgir a aurora e iluminará toda a Terra, assim também a ação da graça nas almas ilumina os espíritos para que os homens possam não apenas crer, mas professar a sua Fé. É um convite para que todos sigam o exemplo das santas mulheres, e usufruam das alegrias pascais.
Os homens, reanimados pelo exemplo delas, comemoram a Ressurreição e participam de suas graças, que lhes infundiram uma vida nova sob a luz da fé. Junto da Mãe Dolorosa, a cujo lado os verdadeiros seguidores da Santa Igreja se reagruparão sempre, eles participam das alegrias da Páscoa. Nossa Senhora sempre afastará de nós os obstáculos que nos impedem de estar junto de seu Filho.

O que na maior parte das vezes impede a nossa verdadeira união com Nosso Senhor é o fato de não vislumbramos os inúmeros sinais do que é espiritual. Tendemos a considerar todas as coisas do ponto de vista terreno, uma vez que nossas cogitações não são as cogitações divinas, como afirma a Escritura. O espírito apegado à matéria não se dá conta das coisas mais altas. Cristo ressuscitou.
Os anjos da venturosa Ressurreição aparecem com vestes resplandecentes, para anunciar júbilo e felicidade. Neles transparecem humildade e doçura que convêm ao reino e à alegria do Senhor. O desenrolar da Ressurreição nos leva a desapegar do espírito carnal para saborearmos as alegrias pascais. Temos de removê-lo como a pedra que fechava o santo sepulcro de Nosso Senhor.
O tamanho de uma pedra é imagem daquela que bloqueia nossos corações para as graças. Cabe-nos de livre vontade removê-la para atrair as graças suficientes que nos vêm da Ressurreição. Seremos homens novos quando nos despojarmos das vestes velhas do mundo corrompido pelo pecado e das doutrinas geradas por aqueles que sempre procuraram enganar e perder os bons.
O sol, eclipsado durante a Paixão, indicava a tristeza e a angústia que jaziam nos corações dos homens que haviam crucificado o Filho de Deus. Os anjos, que agora aparecem, anunciam a vida e a ressurreição, convidando-nos ao desapego e à doação, despojando-nos do velho fermento da malícia e da corrupção. Lavado no Sangue do Cordeiro, o novo homem deve amar a Deus e o próximo.
Força nenhuma o demoverá dos seus sagrados desejos de santificação e salvação, a despeito de falsos benefícios terrenos, medidas protetivas enganosas, engendradas pelos grandes inimigos: o demônio, o mundo e a carne. Esta tríade perdeu força naqueles que têm fé em Cristo, vencedor da morte. Ele ressuscitou ao terceiro dia, imortal, impassível e triunfante, para nunca mais morrer.
As santas mulheres, instruídas pelos anjos, anunciaram a boa-nova aos apóstolos. Cristo havia ressuscitado dos mortos e a ressurreição foi celebrada entre os seus discípulos. Sob essa luz misteriosa do entardecer de nossa era e no amanhecer da outra que virá, confiamos que Cristo vencerá de novo pela ação da Santíssima Virgem, cumulando-nos de novas alegrias com a vitória do Imaculado de Maria.
ABIM
____________
* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).
Águeda | “ExplorAPPateira” cria ferramentas para dinamizar Pateira de Fermentelos
Águeda | Centro Interpretativo das Magnólias inaugurado em Vale Domingos


