segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Marinha Grande | EXPOSIÇÃO ALUSIVA AO 18 DE JANEIRO NA ESCOLA NERY CAPUCHO

A Escola Básica Prof. Alberto Nery Capucho, na Marinha Grandę, tem patente uma exposição alusiva à revolta operária vidreira do 18 de Janeiro de 1934, até ao dia 1 de fevereiro, elaborada com a colaboração do Museu do Vidro.
A exposição pretende valorizar o património industrial local, sobretudo o relacionado com a indústria vidreira. A mostra apresenta objetos e peças relacionadas com o ofício de vidreiro, cedidos por entidades externas, bem como trabalhos artísticos elaborados por alunos do 1º ao 9º ano, do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente.
Foi organizada por professores do Agrupamento, com a colaboração da Câmara Municipal / Museu do Vidro, Alfredo Poeiras (artesão), Amílcar Bento Ferreira (mecânico de manutenção e artesão) e Sonho da Moda (pronto-a-vestir).

Faz parte do projeto cultural da escola "Arte Nascente", no âmbito do Plano Nacional das Artes, e pretende assinalar o Ano Internacional do Vidro, instituído pela Organização das Nações Unidas.

A exposição poder ser vista até ao dia 1 de fevereiro, no horário de funcionamento da Escola.

Equipa luso-brasileira desenvolve produtos inovadores para controlo do mosquito que transmite doenças como Dengue e Febre Amarela


Uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), com a participação da Universidade Federal da Bahia e da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, desenvolveu um conjunto de produtos inovadores de origem natural, seguros e de baixo impacto ecológico, para controlar a proliferação das espécies de mosquito responsáveis pela transmissão de doenças como Dengue, Zika, Chikungunya, febre amarela e febre do Nilo Ocidental.

Os produtos desenvolvidos – distribuídos por duas gamas, uma para eliminar as larvas em água e outra para ser utilizada em armadilhas de captura de insetos – têm na sua base óleos naturais extraídos de plantas nativas do Brasil e da Ásia, combinados com polímeros biodegradáveis, e recorrem a técnicas e solventes “verdes” e de baixo impacto ambiental. Têm ainda a particularidade de permitirem a libertação controlada dos princípios ativos de forma eficiente.

As formulações desenvolvidas pelos cientistas da UC e do Brasil distinguem-se por serem «biodegradáveis, sem propriedades tóxicas ou perigosas para humanos, animais e meio ambiente, e foram pensadas para serem usadas, de uma forma generalizada, no controlo de mosquitos do género Aedes (Aedes aegypti, Aedes albopictus e Aedes japonicus), insetos vetores de doenças como a Dengue, Zika, febre Chikungunya, febre amarela e febre do Nilo Ocidental», destaca Hermínio Sousa, investigador do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF) da UC e coordenador do projeto.

Os testes já realizados em laboratório revelaram que estes produtos são uma alternativa eficaz aos larvicidas e inseticidas sintéticos. «De facto, as formulações já desenvolvidas demonstraram ser eficientes em termos das suas atividades larvicidas para o A. aegypti, seguras e de baixo impacto ecológico. Foram ainda desenvolvidas estratégias que permitiram obter produtos e formulações que podem manter a sua eficiência por períodos bastante longos de tempo», descreve o também docente do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC).

No entanto, apesar de os testes terem apresentado resultados francamente promissores, para estes produtos chegarem ao mercado ainda são necessários mais estudos. «No caso das larvas, é necessário, por exemplo, otimizar a dose, isto é, verificar se é possível obter a mesma eficácia com uma dose menor. Atualmente, estamos a desenvolver mais estudos para verificar a eficiência e a segurança das formulações em termos das atividades atrativas para os mosquitos da espécie A. aegypti, para a sua captura em armadilhas», explica Hermínio Sousa.

No contexto das alterações climáticas, estes mosquitos podem disseminar-se e estabelecer-se em todo o mundo, de forma muito rápida. «Inevitavelmente, a grande circulação de pessoas e de bens por todo o mundo, decorrentes dos processos de globalização, bem como as alterações climáticas esperadas para os próximos anos, terão grandes efeitos na disseminação e propagação destas espécies para regiões onde ainda não estão estabelecidas e, consequentemente, das doenças por elas transmitidas», previne o investigador e docente da FCTUC.

Considerando que a Dengue, Zika, Chikungunya, febre amarela e febre do Nilo Ocidental «constituem um problema muito grave de saúde pública em vários países do mundo, com especial ênfase na Ásia, Oceânia, África e América do Sul/Central, incluindo o Brasil», Hermínio Sousa sublinha que é urgente «desenvolver múltiplos meios para o controlo eficiente e seguro destes insetos nos meios rurais e urbanos, tanto nas regiões tropicais como nas regiões subtropicais e de clima temperado, e particularmente nos países ibero-americanos e mediterrânicos, como Portugal».

O passo seguinte da investigação, adianta o coordenador do projeto, será explorar novas abordagens e desenvolver novos estudos, de modo a «expandir o conhecimento já adquirido, quer no combate aos outros dois insetos vetores (A. albopictus e A. japonicus) associados a estas doenças, quer no uso de outros compostos naturais com atividade biológica para o seu controlo e de novas formulações e produtos que possam ser comercializados e utilizados pela população em geral».

Este projeto, designado “Formulações inovadoras de base natural para o controle do Aedes aegypti nas regiões ibero-americanas”, envolve ainda a participação de outros investigadores do CIEPQPF-UC (Mara Braga, Marisa Gaspar, Ana Dias e Carla Maleita) e foi realizado ao longo dos últimos quatro anos no âmbito de uma cooperação bilateral entre Portugal e o Brasil, tendo sido financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Ministério da Educação do Brasil).

Cristina Pinto

Candidato de Os Verdes nas listas da CDU participou em iniciativa pela Biodiversidade no Choupal

 No passado sábado, o candidato d'Os Verdes, Paulo Coelho, que integra as listas da CDU e demais candidatos da CDU pelo círculo eleitoral de Coimbra, às próximas eleições legislativas de 30 de janeiro de 2022, estiveram em Coimbra, no Choupal, a alertar para a perda de biodiversidade, numa iniciativa promovida pelo Partido Ecologista Os Verdes, no âmbito das legislativas 2022.

Nesta ação foram distribuídas sementes biológicas melíferas para sensibilizar a população para a importância de preservar a nossa flora autóctone, sementes que funcionam como atração e habitat para os polonizadores travando o seu declínio, como é o caso das abelhas.

Nesta legislatura por intermédio dos deputados de Os Verdes foi aprovada no Parlamento a Resolução da Assembleia da República n.º 336/2021, que recomenda ao Governo medidas para a preservação e conservação dos polinizadores e dos seus habitats em território nacional:

1- Desenvolva um conjunto de medidas promotoras da preservação e conservação dos polinizadores, e dos seus habitats, em território nacional.

2 — Estude a distribuição dos polinizadores, necessidades de conservação dos habitats e identificação de potenciais ameaças à sua sobrevivência, dando continuidade e promovendo a investigação científica sobre a distribuição dos polinizadores em Portugal e a avaliação do estado de conservação das espécies.

3 — Identifique as ameaças e causas prováveis de declínio ou vulnerabilidade dos polinizadores em Portugal, em particular das abelhas selvagens.

4 — Crie habitats favoráveis aos polinizadores, procedendo à identificação, em território nacional, de habitats com relevância para a sua conservação, com particular incidência sobre áreas classificadas Rede Natura 2000, áreas abrangidas pela Diretiva Habitats.

5 — Tome medidas de conservação dos polinizadores no âmbito da gestão de infraestruturas verdes em áreas rurais e urbanas, assim como em áreas alvo de restauro ecológico.

6 — Elabore uma listagem de espécies e variedades vegetais, ricas em pólen e néctar, privilegiando espécies autóctones na criação e promoção de habitats atrativos para os polinizadores.

7 — Desenvolva orientações dirigidas às autarquias para a criação de condições favoráveis aos habitats naturais e seminaturais para polinizadores em áreas urbanas e periurbanas (ilhas de biodiversidade, hotéis para insetos).

8 — Investigue e promova práticas agrícolas e apícolas sustentáveis e promotoras da conservação dos polinizadores, elaborando um manual de boas práticas para a promoção dos polinizadores selvagens e incentivando a investigação sobre práticas e métodos apícolas que melhor contribuam para a preservação e conservação destas espécies, de forma a travar a perda de diversidade genética.

9 — Fomente ações de formação e informação dirigidas aos produtores agrícolas, sensibilizando para os benefícios económicos e ecológicos da polinização, bem como de práticas agrícolas mais sustentáveis na defesa dos insetos polinizadores silvestres e domésticos.

10 — Favoreça a produção apícola ecológica, orgânica ou biológica, sensibilizando para a sua relevância na salvaguarda dos polinizadores silvestres.

11 — Desenvolva campanhas dirigidas aos produtores apícolas para promoção do uso da abelha autóctone, Apis mellifera iberiensis, suas variedades e ecótipos locais, divulgando as vantagens em termos de resiliência e adaptação, na produção apícola e na conservação da sua diversidade genética.

12 — Promova ações de investigação, prevenção, controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras, bem como de combate às doenças que ameaçam a sobrevivência das espécies.

13 — Reduza a exposição e a diminuição da mortalidade dos polinizadores devido à utilização de produtos fitofarmacêuticos (PFF), promovendo junto de agricultores e silvicultores a adoção de práticas que permitam reduzir e limitar consideravelmente o seu uso e sensibilizando para os riscos da aplicação de PFF em períodos de floração, sobretudo na proximidade de habitats sensíveis para a conservação ou na proximidade de colmeias.

14 — Crie orientações dirigidas às autarquias no sentido de restringir a utilização de PFF em áreas urbanas que alberguem habitats naturais e seminaturais de polinizadores, esclarecendo sobre alternativas e envolvendo os cidadãos na conservação dos polinizadores através de campanhas e programas de informação e sensibilização.

Imagem: Notícias UC

Mulher descobre prémio de lotaria de 2,6 milhões de euros na caixa de spam

Uma mulher comprou um bilhete de lotaria no dia 31 de dezembro, mas só descobriu a mensagem da casa de lotarias a informá-la do prémio semanas depois e por acaso.

Segundo noticia a CNN, a vencedora de aproximadamente 2,6 milhões de euros chama-se Laura Spears e vive no Michigan, nos Estado Unidos. Comprou um bilhete de lotaria no dia 31 de dezembro, mas acabou por só descobrir que lhe tinha saído o prémio de cerca de 2,6 milhões de euros semanas depois, ao abrir a caixa de spam da sua conta de e-mail.

“Vi um anúncio no Facebook de que o jackpot da Mega Millions estava a ficar bastante elevado, por isso entrei na minha conta e comprei um bilhete”, disse Laura Spears aos funcionários da Michigan Lottery.

“Alguns dias depois, estava a procurar um e-mail de alguém que estava perdido e fui verificar a caixa de ‘spam’ da minha conta”, acrescentou.

Foi quando vi um e-mail da Michigan Lottery a dizer que tinha ganho um prémio. Não podia acreditar no que estava a ler, por isso entrei na minha conta da Lotaria para confirmar a mensagem. Ainda é chocante para mim ter recebido tanto dinheiro.”

Laura reclamou o prémio na semana passada, na sede da Lotaria do Michigan, e a sua intenção é partilhar o prémio com familiares e reformar-se mais cedo.

"Adicionei definitivamente a Lotaria do Michigan à minha lista de remetentes seguros, para o caso de alguma vez ter a sorte de receber outro e-mail sobre um prémio enorme", concluiu Spears.

Madremedia

Maiores de 30 anos podem agendar dose de reforço da vacina Covid-19

O autoagendamento da toma da dose de reforço da vacina contra a covid-19 está disponível, desde hoje, para pessoas com 30 ou mais anos no portal das marcações online da Direção-Geral da Saúde.

As pessoas com 30 ou mais anos já podem, desde domingo, agendar dose de reforço da vacina contra a Covid-19.

Para marcar a vacinação, os utentes nesta faixa etária devem inscrever-se no Portal do Agendamento do Ministério da Saúde.

O autoagendamento está ainda disponível para quem tem 50 ou mais anos para dose de reforço contra a Covid-19 e/ou Gripe e maiores de 18 anos vacinados com vacina Janssen há 90 ou mais dias.

Este sábado, mais de 95 mil pessoas receberam a dose de reforço da vacina contra a covid-19, segundo dados oficiais que revelam também que em conjunto com vacinação primária e vacinação contra a gripe foram administradas mais de 100 mil vacinas.

Madremedia


Tabelas do IRS vão ser corrigidas para salvaguardar aumento líquido das pensões

As tabelas de retenção na fonte do IRS vão ser retificadas para salvaguardar que a atualização das pensões, que começou a ser processada em janeiro, não é absorvida pelo imposto, garantindo um aumento líquido do rendimento mensal.

O diploma com as novas tabelas de retenção na fonte, a que a Lusa teve acesso, é hoje publicado em Diário da República, e produz efeitos a 1 de janeiro de 2022, devendo as entidades que processam o pagamento de pensões proceder à devolução do valor retido a mais em janeiro.

“A nova tabela aplica-se desde 1 de janeiro de 2022, pelo que qualquer processamento que seja feito com base noutra tabela será objeto de correção em processamentos futuros e devolução do que foi retido a mais”, referiu à Lusa fonte oficial do Ministério das Finanças.

Esta retificação das tabelas de retenção na fonte tornou-se necessária depois de ser ter verificado que as inicialmente publicadas para vigorarem no continente e na Região Autónoma dos Açores em 2022 não acautelavam as situações em que o aumento decorrente da atualização das pensões pudesse levar a uma subida na taxa de retenção do IRS e fazer com que, no final do mês, o pensionista recebesse menos dinheiro.

Na declaração de retificação que anuncia a republicação das novas tabelas é referido que nas iniciais não tinham “sido salvaguardados os aumentos dos rendimentos líquidos de todos os pensionistas, concretamente, nas tabelas VII – pensões, VIII – rendimentos de pensões, titulares deficientes e IX – rendimentos de pensões, titulares deficientes das forças armadas”.

Tal como a Lusa noticiou em 13 de janeiro, às associações de reformados estavam a chegar relatos de pensionistas que se queixavam de estarem a receber menos de pensão por terem subido de escalão nas tabelas de retenção na fonte do IRS devido ao aumento processado em janeiro.

Num dos casos relatados à Lusa estava o de Manuel Estêvão, que em janeiro passou a receber menos 36 euros por mês do que recebia em 2021, apesar de a sua pensão ter sido aumentada, no âmbito da atualização regular que decorre da lei.

As novas tabelas retificadas que hoje serão publicadas salvaguardam estas situações, que afetariam cerca de 1% das pensões, segundo avançou, entretanto, o JN.

Na resposta conjunta dos ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e das Finanças assinalava-se que, apesar de o universo ser “residual”, o Governo não deixaria “de estar atento a esta situação que, como referido, atinge cerca de 1% das pensões atribuídas”.

As diferenças entre as tabelas iniciais e as que agora são republicadas, depois de retificadas, surgem logo nos primeiros escalões de taxas de retenção.

Assim, nas tabelas inicialmente publicadas para vigorarem em 2022, um casal de pensionistas em que ambos são titulares deste tipo de rendimento ou um pensionista sozinho estavam isentos de retenção na fonte de IRS caso a sua pensão fosse até 710 euros brutos, passando a descontar 4% se o seu valor estivesse entre os 710 euros e até aos 740 euros.

Nas novas tabelas, agora retificadas, mantém-se a isenção até aos 710 euros, mas alarga-se o escalão seguinte até aos 773 euros, com a taxa aplicável a ser de 4%.

O ajustamento dos intervalos de rendimento e respetivas taxas verifica-se ao longo de toda a tabela de retenção. Por exemplo, inicialmente previa-se a aplicação de uma taxa de 28,6% para as pensões entre 2.870 e 3.062 euros, enquanto nas novas tabelas aquela taxa de retenção passa a abranger as pensões entre 2.884 e 3.076 euros.

Madremedia/Lusa

Atividade semanal do destacamento da GNR de Coimbra

Entre os dias 14 e 20 de janeiro.

  1. Detenções: 330 detidos em flagrante delito, destacando-se:
  • 100 por condução sem habilitação legal;
  • 83 por condução sob o efeito do álcool;
  • 33 por tráfico de estupefacientes;
  • Nove por furto e roubo;
  • Nove por posse ilegal de armas e arma proibida.

  1. Apreensões:
  • 3 246,6 doses de haxixe;
  • 940,1 doses de cocaína;
  • 166,6 doses de heroína;
  • 108,05 doses de liamba;
  • 13 armas brancas ou proibidas;
  • Sete viaturas.

  1. Trânsito:

Fiscalização: 9 097 infrações detetadas, destacando-se:

  • 3 043 excessos de velocidade;
  • 612  por falta de inspeção periódica obrigatória;
  • 387 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças;
  • 370 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização;
  • 333 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei;
  • 324 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
  • 275 por falta de seguro de responsabilidade civil;
  • 221 relacionadas com tacógrafos.