terça-feira, 20 de junho de 2023

Marinha Grande | APRESENTAÇÃO DE LIVRO DE ANA SANTOS NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

 Tem lugar a 24 de junho (sábado), pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal da Marinha Grande, a apresentação do livro "Histórias de uma gaivota e outras", da autoria de Ana Santos, com o apoio do Município.
O livro editado pela Cordel d’Prata, aborda a gaivota e a envolvente natural (ar, mar e terra), em todas as suas histórias. Nelas, há despertares ornamentados pelas palavras escritas. “Com a gaivota coabitam os elementos naturais que ganham expressividade na exaltação das emoções e dos sentimentos de uma gaivota embarcada em deambulações introspetivas”. Na obra podem ler-se “histórias com apontamentos poéticos, nascidas de viagens, ora vividas ora sonhadas, alimentadas de um puro sentido de rendição à beleza do mundo natural e das relações humanas, passando pelo inevitável autoconhecimento”.
Ana Santos, nasceu a 26 de julho de 1967, em Lourenço Marques, Moçambique. Viveu parte da infância e adolescência em Figueiró dos Vinhos. Licenciou-se em Física e Química (via ensino) pela Universidade de Aveiro.  

Na Marinha Grande, viveu e exerceu a sua prática docente durante cerca de 20 anos. Em março de 2015, publicou o livro de contos “Arbore". Mantém, desde junho de 2019, uma página ativa no Facebook e no Instagram – “Ana Santos-Autora” – na qual publica textos da sua autoria. Atualmente, trabalha no concelho de Vila Nova de Gaia.

Crónica Postal: A DUPLA MISSÃO DOS PROFESSORES


Claro que os professores são uma classe respeitada e que faz por o merecer. É compreensível que lutem por melhores condições. É aceitável que exerçam o direito à greve. Mesmo com o reconhecido prejuízo das nossas crianças e jovens.
Não acredito que os professores se revejam em formas de luta de aceitação duvidosa. Tenho sérias reservas que os professores concordem que vale tudo. Tenho a firme convicção que os professores desejam manifestar-se de forma correta e urbana. Sem violência verbal de duvidosa aceitação, que não respeite e que retire a autoridade e a simpatia pelas suas causas.
Aceitamos que os professores se manifestem, que façam greve, mas também exigimos que o façam sem perderem a responsabilidade de terem que ser um exemplo para as crianças e jovens.
A reivindicação de melhores condições de trabalho e vida é um direito democrático que os nossos jovens devem aprender a saber exercer. Mas, devem aprender a fazê-lo com respeito por formas de luta que não ultrapassem o limite do razoável. Os professores tem esta dupla e exigente missão.
Naturalmente que estou a falar da reprovável manifestação de (supostos…) professores nas celebrações do Dia de Portugal.
Não vão ser um pequeno grupo de ‘desviados’ que nos retirarão a excelente opinião que temos dos profissionais que ensinam as nossas crianças e jovens. Um punhado de radicais que não querem respeitar os valores democráticos, onde o direto a exigir melhores condições não se pode confundir com ataques pessoais ou incitamentos a violência, verbal ou outra.

EDUARDO COSTA, jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional

Destaque:

[os professores devem ensinar as nossas crianças e jovens] a respeitar formas de luta que não ultrapassem o limite do razoável.”

Alunos do secundário criam nova relação com o mar através de trabalhos artísticos distinguidos em concurso


Já são conhecidos os vencedores do concurso que desafiou professores e alunos do ensino secundário de todo o país a explorar de forma artística o lixo que o Oceano deixa na praia. Uma iniciativa da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica que ganhou forma nas mãos de 17 grupos de alunos de todo o país. Os premiados são três grupos de diferentes instituições de ensino: Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira (Ilha do Corvo), Colégio Valsassina (Lisboa), e Externato de Santa Clara (Porto).
“Como Escola Superior de Biotecnologia que produz conhecimento nas áreas da sustentabilidade e da economia circular, temos uma preocupação acrescida quando vemos que ainda há muito a fazer para preservar os Oceanos,” refere Ana Maria Gomes, docente e diretora adjunta da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. “No Dia Nacional do Mar lançamos o desafio aos estudantes do secundário para recolheram e trabalharem com o lixo que chega às praias e os resultados foram extraordinários,” acrescenta.

O concurso envolveu a recolha de lixo transportado pelas águas e a transformação desses recursos em manifesto artístico lato sensu (os estudantes optaram sobretudo pela montagem escultural). Entre os grupos vencedores estão o Grupo Corvimar, da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira (Ilha do Corvo), com o trabalho “Caravela-Portuguesa; o grupo Os Pegadas”, do Colégio Valsassina (Lisboa), com o trabalho “Stop Now!” e o Grupo AquaArt, do Externato (Santa Clara do Porto), com o trabalho “Arte e Alma”. As menções honrosas foram atribuídas ao Grupo Lix(a)rte, da Escola Secundária Dr. Serafim Leite (S. João da Madeira) com o trabalho “O gémeo de WALL-E”; ao grupo BrigadaECO, do Externato de Santa Clara (Porto), com o trabalho “Um ‘Bonfim’ para o Lixo” e ao grupo O Outro Lado do Plástico, do Externato de São José (Lisboa), com o trabalho “Save the Sea”.

Este concurso permitiu aliar a criatividade artística ao conhecimento científico e fomentar a cooperação e ligação ao mundo real. Contribui ainda para elevar a literacia sobre os oceanos e, ao mesmo tempo, empoderar a juventude face a problemas que tendem a ser vistos como esmagadores. O concuro “Em Defesa dos Oceanos” foi lançado no dia em que se comemora o Dia Nacional do Mar, a 16 de novembro e no total foram 17 os grupos que participaram no concurso optando sobretudo pela montagem escultural. No final foram escolhidos 3 grupos vencedores que irão receber 150€ a distribuir pelos vários membros do grupo e atribuidas 3 menções honrosas no valor de 50€ cada. A iniciativa foi realizada no âmbito do projeto BLUE DESIGN ALLIANCE, financiado pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para 2021-2026.


PATRÍCIA GOMES
Senior Communication Consultant

Pelo 10.º ano consecutivo. Escola Básica de Cantanhede Sul realizou Eco-Desfile

 
A Escola Básica de Cantanhede Sul foi novamente palco de um Eco-Desfile, iniciativa que decorreu pelo 10.º ano consecutivo e que deu asas à criatividade, com pincelada ecológica, traduzida em magníficos trabalhos que exigiram muita dedicação e trabalho de variadíssimos pais, encarregados de educação, alunos, familiares e amigos.
O Eco-Desfile é uma iniciativa integrada no projeto Eco-Escolas e tem como principal propósito a sensibilização para a adoção de comportamentos ecologicamente responsáveis, apelando à mobilização de todos. Assim, o desfile envolveu alunos, professores, assistentes operacionais, pais, encarregados de educação e autarquias, que numa concertação de esforços elaboraram os fatos com materiais reciclados e muita imaginação e cujo resultado final permitiu um espetáculo de alta qualidade.
Estes magníficos trabalhos e este exemplo de envolvimento da comunidade escolar e das famílias merece destaque e ser partilhado com a comunidade em geral, pelo que vem o Município de Cantanhede congratular-se com o sucesso do Eco-Desfile da EB Cantanhede-Sul.
"Foi um desfile sustentável de grande beleza, mas sobretudo de grande criatividade e de participação dos pais e encarregados de educação no projeto que está inserido no programa Eco-escolas”, elogiou o vice-presidente do Município, Pedro Cardoso, realçando “a importância deste programa como aposta na educação ambiental, uma dimensão fundamental da educação para a cidadania”.
Numa breve intervenção, o autarca destacou ainda o papel dos professores e do pessoal auxiliar, destacando “os professores coordenadores Manuela Ramos e Carla Marques e o incentivo do professor António Carvalho”, para quem foi pedido uma enorme salva de palmas “pelo percurso pedagógico que tem tido à frente da Escola básica de Cantanhede-Sul”.
O Programa Eco-Escolas, é um programa-chapéu, já que para além da sua dimensão internacional, é paralelamente agregador das sinergias locais das comunidades educativas.

Marinha Grande | WORKSHOP DEBATEU AUTISMO

 A Casa da Cultura Teatro Stephens, na Marinha Grande, acolheu, no passado dia 14 de junho de 2023, o Workshop “Compreender Autismo”, destinado a professores, assistentes operacionais, comunidade, técnicos, pais, cuidadores, família e colaboradores do município, num evento com entrada livre.
A iniciativa organizada pelo Município da Marinha Grande e pela Associação Vencer o Autismo teve como objetivo contribuir para a literacia da população neste domínio. Esta atividade enquadrou-se na Estratégia Municipal de Saúde, procurando responder, quer à desmistificação associada a esta problemática de saúde, quer à oferta de informação à população sobre os recursos existentes na comunidade, para dar uma resposta cabal às crianças e suas famílias.
Na sessão de abertura, a vereadora Ana Laura Baridó afirmou que o município irá continuar a desenvolver mais iniciativas no âmbito da saúde e destacou o facto da Marinha Grande ser das poucas câmaras municipais do país que tem uma divisão inteiramente dedicada à saúde e bem-estar dos munícipes.

O orador da palestra, Joe Santos, apresentou, ao longo de várias horas, estratégias, conhecimentos e exercícios à audiência, no sentido de que se possa lidar de forma mais benéfica com o autismo. Joe Santos é co-fundador da Vencer Autismo, uma fundação portuguesa que tem ajudado centenas de crianças e famílias, bem como tem também inspirado milhares de pessoas neste âmbito.

ESAC vê aprovado projeto para a transição energética na agricultura

AgriFLEX - Flexibilidade do consumo de energia na agricultura para a transição energética, assim se denomina o projeto liderado pela Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), recentemente aprovado no âmbito do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).
O projeto AGRIFLEX foi um dos cinco projetos aprovados ao abrigo do aviso n.º 19/C05-i03/2022 (Projetos I&D+I – Transição Agroenergética), tendo ficado classificado em 2.º lugar. A contratualização deste projeto, a par dos restantes selecionados no PRR – "Agenda de investigação e inovação para a sustentabilidade da agricultura, alimentação e agroindústria" (Agenda de inovação para a Agricultura 20 | 30 – Terra Futura), realizou-se numa cerimónia presidida pela Ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, que teve lugar no dia 14 de junho, no Salão do Marquês do Ministério da Agricultura e Alimentação, e contou com a participação de Marta Henriques, Diretora do i2A – Instituto de Investigação Aplicada do IPC, que assinou o contrato, e de Rui Amaro, Presidente da ESAC. A gestão administrativo-financeira integral do projeto estará centralizada no i2A.
Contribuir para a transição energética na agricultura promovendo uma atividade agrícola mais competitiva, resiliente e sustentável, através da promoção de energias renováveis, do incremento da eficiência energética, da redução dos custos com energia e, ainda, da oferta de serviços de flexibilidade à rede elétrica, são os principais objetivos do AgriFLEX.
Para alcançar este objetivo, o projeto prevê: o desenvolvimento e instalação de soluções agrovoltaicas para produção de hortícolas em estufa e pomares de pequenos frutos; a instalação de soluções de gestão e controlo de equipamentos elétricos que minimizam a fatura energética das explorações agrícolas; a avaliação do potencial de serviços de flexibilidade prestados pela atividade agrícola ao setor elétrico; e a execução de ações de capacitação técnica e sensibilização dos agentes do setor agrícola nesta temática.
O projeto conta com um investimento total de cerca de 694 k€ e a parceria de outras instituições de ensino superior, unidades de investigação e desenvolvimento tecnológico, uma entidade governamental e cinco pequenas e médias empresas do setor agrícola, dedicadas à produção de pequenos frutos e de hortícolas. Em concreto, colaboram com a ESAC-IPC neste projeto: a AGIM - Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial; Alendão - Floricultura e Apicultura, Lda.; Boca do Lobo, Lda.; CleanWatts Digital, S.A.; COTHN - Centro Operacional e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (Centro de Competências); DRAPC - Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro; Detalhe Campestre, Unipessoal, Lda.; Ecoseiva - Agricultura Biológica, Lda.; INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária; Nutrix, Lda.; Prilux, Lda.; Quinta do Celão, Unipessoal, Lda.; e Universidade de Coimbra.
Marta Lopes, investigadora da ESAC-IPC responsável pelo projeto, explica que “em Portugal, a oferta de serviços de flexibilidade foi testada apenas em consumidores intensivos de energia, como a indústria, estando em curso um projeto piloto no setor residencial. No entanto, a nível internacional, há situações em que os agricultores já são remunerados por serviços de flexibilidade que oferecem à rede elétrica, ao deslocarem operações como a rega ou a ventilação de estufas para períodos mais convenientes à rede elétrica”. “É expectável que também no nosso país venha a ocorrer a regulação do mercado de flexibilidade, à semelhança do que já ocorre em vários países europeus. Para além de se criarem oportunidades de rendimento adicional à atividade agrícola, as explorações que ajustem o seu consumo de energia elétrica para períodos mais baratos do tarifário e/ou para períodos de produção renovável conseguirão reduzir a sua fatura energética”. Contudo, alerta, “há que ultrapassar várias barreiras como sejam a falta de informação, a formação dos vários agentes do setor sobre eficiência energética e mercados de flexibilidade, a identificação de oportunidades nas atividades e processos produtivos agrícolas, o desenvolvimento de tecnologias que respondam às especificidades da atividade, as questões regulatórias, etc.”.
A pensar na forte dependência da atividade agrícola das condições edafoclimáticas, este projeto pretende precisamente contribuir para o desenvolvimento de tecnologias adaptadas ao setor, nomeadamente de dispositivos de controlo automatizados que otimizem a utilização dos equipamentos elétricos, considerando a produção fotovoltaica, os preços variáveis da eletricidade e as restrições dos processos produtivos.
Concretizando, as explorações agrícolas parceiras, que incluem também jovens agricultores de territórios desfavorecidos e com modos de produção sustentáveis, serão alvo de uma caracterização dos seus processos produtivos. Simultaneamente serão realizados, de forma contínua, ensaios de controlo de equipamentos, associando-os ao potencial de flexibilidade aferido, em particular aproveitando as sinergias criadas por investimentos em autoconsumo e armazenamento cofinanciados por outros programas de financiamento.
Já no que toca às soluções agrovoltaicas, cujos estudos de aplicabilidade em Portugal são escassos, estas serão testadas através da implementação de instalações piloto na ESAC-IPC (duas estufas de hortícolas) e no Polo de Inovação da DRAPC, em Viseu. Refira-se que este tipo de soluções foi criado para resolver o problema do aumento da competição pelo uso do solo entre a atividade agrícola e a produção fotovoltaica, originado pelo crescimento da produção de energia renovável descentralizada, e implica a conjugação dos dois usos na mesma área/parcela agrícola, integrando painéis fotovoltaicos em estruturas que não impeçam a utilização do solo, ou a mecanização de todas as operações. Tem ainda o benefício adicional de promover o sombreamento, aspeto crucial para reduzir eventuais perdas de rendimento motivadas pelos picos de calor, situação cada vez mais comum face às alterações climáticas a que os produtores agrícolas são vulneráveis.
A liderança deste projeto é mais um exemplo da concretização, neste caso de uma ação associada à investigação e desenvolvimento, da conetividade entre as diferentes áreas tecnológicas presentes nas formações da ESAC, que vão desde a produção agropecuária e a enfermagem veterinária à transformação de alimentos e à biotecnologia, passando pela aplicação de tecnologias ambientais, a floresta e o turismo em espaços rurais e naturais. A viabilização desta interligação é assegurada pela diversidade de atividades que se desenvolvem no campus da ESAC que constitui, de facto, um verdadeiro laboratório vivo que dá aos seus estudantes o privilégio de Estudar n(a) Natureza.

Isabel Cristina Batista da Silva

Delariva Viseu conquista ouro, prata e bronze no “Portugal Grand Slam 2023”

 6 medalhas de ouro, 4 de prata e 2 de bronze é o balanço final da participação da Delariva Viseu na competição promovida pela Federação Portuguesa de Jiu-Jitsu Brasileiro.
No passado sábado, dia 17 de junho, a equipa Delariva Viseu marcou presença, com uma delegação de doze atletas, no Pavilhão Municipal de Pedrouços (Porto) para o “Portugal Grand Slam 2023”, uma das mais importantes provas do calendário nacional de Jiu-Jitsu.
 
Nesta prova, realizada sob égide da Federação Portuguesa de Jiu-Jistu Brasileiro (FPJJB), a mais antiga equipa de Jiu-Jitsu de Viseu (fundada em 2011) viu os seus atletas subirem ao pódio por doze vezes, ao conquistarem seis medalhas de ouroquatro de prata e duas de bronzenuma demonstração da qualidade do trabalho desenvolvido no Pavilhão Municipal do Fontelo (Viseu).
 
No que concerne à classificação por equipas, a Delariva Portugal classificou-se no quinto lugar da geral e no terceiro lugar do quadro de Masters.
 
Nas palavras de um dos responsáveis da Delavira Viseu, Rui Martins, "Não podemos esconder a satisfação que temos com estes resultados, na medida em que eles são o mais claro indicador de que o Jiu-Jitsu praticado na nossa academia está cada vez mais forte”.
 
“Para uma equipa de Viseu, participar nos principais torneios e competir olhos nos olhos com equipas de todo País, conquistando de forma regular medalhas e classificações de destaque, é algo que muito nos orgulha”, concluiu o responsável.
 
Sem colocar em causa a participação noutros torneios, a próxima grande competição no horizonte da equipa é o “Nacional Open” promovido pela FPJJB, em dezembro.
 
Delariva Viseu, é a referência entre as escolas de artes marciais de Viseu, no que concerne ao Jiu-Jitsu Brasileiro e está de portas abertas no Pavilhão Desportivo do Fontelo, contando com equipas de adultos e kids, num total de mais de 35 atletas de ambos os sexos, com treinos de segunda a sexta-feira.