sexta-feira, 5 de abril de 2024

Celorico da Beira | Património Imaterial | Cultura e tradição | Lendas

 
Vai ter lugar no próximo dia 8 de abril, pelas 14H00, na Biblioteca Municipal de Celorico da Beira a apresentação e o arranque do projeto “Lenda a Lenda Construímos a História de Celorico”.
Trata-se de um projeto que procurou recuperar, selecionar e revitalizar com vista à divulgação de algumas lendas que povoam o imaginário das gentes de Celorico. Deste valiosíssimo património cultural e imaterial do nosso território foram selecionadas e trabalhadas 12 lendas, que resultaram numa narrativa com uma linguagem mais acessível e interpretadas em belíssimas ilustrações que revelam o olhar e o cunho da técnica e da arte da ilustração de Maria Rudiuk, artista ucraniana a residir no município.
As lendas ora refeitas irão ser partilhadas entre avós, utentes de IPSS do concelho e netos, alunos do 2º Ciclo do Ensino Básico do Agrupamento de Escolas de Celorico da Beira. Esta partilha intergeracional ocorrerá na Biblioteca Municipal, materializada em sessões de narração intercaladas com ilustrações que darão corpo às lendas, repartida em 4 tempos, com 3 lendas em cada momento, a saber: 8 de abril de 2024, 11 de junho de 2024; restantes sessões no 1º período do ano letivo 2024/2025.
Na sequência do projeto “Lenda a Lenda Construímos a História de Celorico”, terá lugar uma apresentação final do seu conjunto e um calendário ilustrado para o ano 2025, com as imagens mais representativas de cada lenda.



Celorico da Beira: Comemoração | Cinquentenário | 25 de abril

 

O município de Celorico da Beira celebra o Cinquentenário da Revolução dos Cravos, acontecimento de incomensurável importância na História Contemporânea de Portugal, que derrubou as amarras opressivas da ditadura e conquistou a liberdade e a democracia para o povo português.

As comemorações deste ano visam, acima de tudo, não deixar cair no esquecimento, avivar e revisitar memórias com vista a evitar a banalização, procurando enfatizar a relevância histórica do 25 de abril, na sua vertente política, social e económica, para a construção do regime democrático e na condução dos destinos da sociedade.

Para assinalar os 50 anos do 25 de abril de 1974 e dar testemunho da sua importância junto das gerações mais jovens, a Câmara Municipal desenhou um vasto e diversificado programa de atividades, a implementar entre 15 de abril a 21 de junho de 2024, com o propósito de envolver a comunidade escolar, futuros homens e mulheres do amanhã, e os celoricenses em geral.

Assim, as comemorações arrancam no dia 15 de abril com uma exposição na Biblioteca Municipal de “Livros Proibidos e Censurados no Estado Novo” e apresentações na Escola EB 2,3 Sacadura Cabral do filme de fotografias, do fotógrafo da Revolução, o celoricense Alfredo Cunha, “25 de Abril de 1974, Quinta-feira”, musicado por Rodrigo Leão. Da programação, destaque para o espetáculo de música de intervenção “Cantar Abril. Canções Heroicas de Fernando Lopes Graça / Canções de Intervenção de José Afonso”, pelo Grupo Coral de Maçainhas, que terá lugar no dia 24 de abril no Centro Cultural. No feriado (25 de abril), além do habitual hastear da bandeira e da romagem à estátua do Soldado de Abril, será levado a efeito na Biblioteca Municipal, a tertúlia “O Interior nos 50 anos da Revolução dos Cravos”. O Centro Cultural acolhe, dia 27 de abril, à noite,“Serões ao Luar”, da Academia de Música Diplix e, dia 30 de abril, um “Sarau Cultural “ com alunos do Conservatório e o Grupo Musical Feiticeiros de Horos, evento promovido pelo Agrupamento de Escolas de Celorico da Beira.



Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica lança licenciatura pioneira em Ciências e Sociedade. Inspirada em programas com provas dadas a nível internacional, Ciências e Sociedade é uma licenciatura inovadora e única em Portugal


A partir de uma base disciplinar centrada nas biociências e tecnologia, e complementada com disciplinas de vários ramos das humanidades e ciências sociais (direito, filosofia, psicologia e gestão), a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica acaba de lançar a Licenciatura em Ciências e Sociedade. Inspirada em programas das melhores universidades mundiais, este é um curso multidisciplinar onde os estudantes irão desenvolver competências já identificadas como essenciais para o sucesso no séc. XXI. Estão envolvidas seis faculdades da Universidade Católica e cada aluno tem a oportunidade de construir um percurso ajustado aos seus interesses específicos. O objetivo último é preparar os estudantes para abraçar os grandes desafios que a Sociedade enfrenta, incluindo aqueles que ainda nem se conhecem verdadeiramente.
Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, realça que “A exigência da sustentabilidade, a generalização da inteligência artificial, a nova (des)ordem política mundial, as falhas de inclusão e a necessidade de redução das desigualdades mundiais são desafios maciços para a nossa Sociedade. Neste sentido, são necessárias novas gerações de profissionais preparados com lógica interdisciplinar para conseguir abarcar problemas tão abrangentes como os que encaramos.”

Vocacionada para estudantes intelectualmente curiosos, que querem abraçar a incerteza e torná-la uma oportunidade para (re)imaginar e (re)inventar o futuro, esta é uma licenciatura para quem procura uma base científica para entender o vasto mundo à sua volta.

“O primeiro ano foca-se na preparação em disciplinas científicas e das humanidades – no segundo e terceiro ano o trabalho centra-se essencialmente em projetos autónomos e multidisciplinares em torno de problemas concretos” refere Tim Hogg, coordenador da nova licenciatura, acrescentando que “estão disponíveis muitos créditos em unidades curriculares opcionais para permitir uma personalização do percurso.” Os estudantes vão moldar o seu percurso de aprendizagem aos seus interesses enquanto treinam competências como a liderança, a autonomia e a capacidade de criar pontes inovadoras entre diferentes áreas de conhecimento.

Os licenciados em Ciências e Sociedade vão poder ingressar no mercado de trabalho ou prosseguir os estudos através de mestrados e outras formações complementares. “O percurso profissional dos formados em Ciências e Sociedade noutros países mostra que o potencial é extraordinário: desde a política à administração, passando pela criação de startups tecnológicas, consultadoria criativa e gestão de topo em múltiplas indústrias, são pessoas que sabem ler o contexto, mobilizar recursos e tirar partido da incerteza,” conclui Paula Castro.

Mais informações:

*Alexandra Magna


Proença-a-Nova explora potencial estratégico na Croácia


O Município de Proença-a-Nova, município integrante da Pinhal Maior, integrou uma ação de benchmarking na Croácia, no âmbito do projeto de cooperação interterritorial Tejo Vivo, apoiado pelo PDR 2020 e financiado pelo Portugal 2020 com contribuição do FEADER.
João Lobo, presidente do Município de Proença-a-Nova, ressaltou a relevância desta iniciativa, afirmando que "a visita à Croácia teve como propósito primordial o estudo de experiências bem-sucedidas na valorização dos recursos hídricos, com enfoque nos domínios turístico, patrimonial e ambiental. Ao conhecermos de perto experiências de sucesso, adquirimos insights que certamente contribuirão para aprimorar as nossas próprias ofertas turísticas. Estamos comprometidos em aplicar estes exemplos para atrair mais visitantes, valorizando os nossos recursos endógenos, a nossa cultura e a hospitalidade das nossas comunidades locais."

Esta visita teve como objetivo o conhecimento de experiências de valorização de recursos hídricos de sucesso, em termos turísticos, patrimoniais e ambientais, com o objetivo de conhecer exemplos inovadores nas suas ofertas e consigam atrair mais visitantes, valorizando os seus recursos endógenos, a cultura e a hospitalidade das comunidades aí residentes.

Durante essa incursão estratégica, foram explorados destinos emblemáticos como a aldeia histórica de Krapje e o Parque Natural de Lonjsko polje, a maior zona húmida protegida em toda a bacia do Danúbio, entre outros. Participaram dessa jornada não apenas representantes de Proença-a-Nova, mas também os parceiros Tagus, Adraces - Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul, ADIRN - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte e APRODER.

*Andreia Gonçalves
Comunicação, Turismo e Eventos

Cantanhede | Programa inclui momentos didáticos dirigidos às crianças Ançã comemora Dia Nacional dos Moinhos com atividades durante três dias

 
O Moinho da Fonte, em Ançã, vai ser o centro das atividades que vão marcar o Dia Nacional dos Moinhos, celebrado a 07 de abril, com eventos durante este fim de semana, 06 e 07 de abril, e no dia 12.
O Município de Cantanhede, em parceria com a Junta de Freguesia de Ançã e a Patrimonium - secção cultural do Grupo de Teatro "Novo Rumo” que dinamiza este valioso património, organizaram uma série de atividades, designadamente visitas de crianças da escola de Ançã àquele local.
Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Pedro Cardoso, esta iniciativa é “um exemplo de como se pode manter vivo um processo artesanal secular que é um património de todos. É essencial não apenas preservar a sua história e tradição, mas também promover a valorização cultural e educativa da comunidade”.
O programa arranca este sábado, dia 06, pelas 10h00, com atividades de limpeza da vala e dos rodízios, seguida da abertura e moagem de cereais.
No dia seguinte, pelas 10h00, o dia começa com várias ações, nomeadamente com a moagem de cereais, a confeção de sopa na panela de ferro, café e arroz doce ao lume.
Neste dia, alguns quadros vão ser exibidos ao ar livre, com a inauguração da exposição “Moinhos e Lagares na Vila de Ançã”, marcada para as 15h00.
Posteriormente, haverá uma sessão de poesia apresentada pelo Grupo de Teatro Novo Rumo, seguida de uma performance musical pelos Gaiteiros Rainha Santa.
As celebrações terminam no dia 12 de abril com diversas iniciativas didáticas no moinho, para crianças da escola da vila de Ançã, no concelho de Cantanhede.
Estas comemorações têm como objetivo destacar a importância inegável dos moinhos tradicionais, pela sua relevância histórica, cultural, etnográfica, económica e identitária, incentivando a colaboração entre proprietários, associações, autoridades locais, museus, entusiastas, entre outros.
O Moinho situa-se a poucos metros da Fonte de Ançã, ainda em funcionamento, e cujas primeiras referências remontam ao ano de 937.
Trata-se de um imóvel secular, de traça popular e forma retangular e, como grande parte da vila histórica de Ançã, de elevado interesse patrimonial. Era neste antigo moinho, cuja força motriz provém da água da Nascente de Ançã, que se fazia a moagem do milho e de outros cereais, mas onde também se poderia descascar o arroz carolino produzido nesta região.
São estas memórias que se pretendem evocar com as celebrações, mas que são perpetuadas, regularmente, com a possibilidade de visita e observação do modo funcionamento o Moinho da Fonte de Ançã. 
 

*Paulo Cardantas 
Divisão de Comunicação, Imagem, Protocolo e Turismo



Proença-a-Nova | Aberta a concessão de exploração do Parque de Campismo e Bar/Restaurante da Praia Fluvial da Aldeia Ruiva

 
Até ao próximo dia 19 de abril de 2024 está aberto o procedimento de Concessão de Exploração (Por Lotes) do Parque de Campismo e do Bar/Restaurante da Praia Fluvial da Aldeia Ruiva.
O valor base da prestação mensal é para o Lote 1- Parque de Campismo – Aldeia Ruiva de €600,00 e vigora por cinco anos, e para o Lote 2- Bar/Restaurante – Aldeia Ruiva de €300,00, vigorando a concessão por três anos. Em ambos os casos, as propostas devem indicar um valor superior.
O programa do procedimento e o caderno de encargos encontram-se disponíveis no site do Município, podendo também ser consultadas presencialmente, na Unidade Jurídica da Câmara Municipal, nos dias úteis, das 09h00h às 12h30 e das 13h30 às 17h00.
As propostas podem ser entregues pessoalmente, na Unidade Jurídica da Câmara Municipal, ou pelo correio, sob registo e com aviso de receção, para Avenida do Colégio, 6150-401 Proença-a-Nova até às 17h00 do dia 19 de abril de 2024
O ato público de abertura das propostas decorrerá no dia 22 de abril de 2024, pelas 9h00, no edifício dos Paços do Concelho.
O espaço pode ser visitado por qualquer interessado durante o prazo de apresentação das propostas, mediante prévio agendamento, requerido por correio eletrónico, para o endereço concursos@cmproencanova.pt

*Andreia Gonçalves
Comunicação, Turismo e Eventos



quinta-feira, 4 de abril de 2024

Cantanhede | Até ao próximo dia 30 de abril Exposição Mulheres do 25 de Abril patente na Biblioteca Municipal

 
A Biblioteca Municipal de Cantanhede tem patente, até ao próximo dia 30 de abril, a exposição Mulheres do 25 de Abril, composta por pinturas de Mário Marques, acompanhadas por poemas de António Canteiro. Mulheres do 25 de Abril é uma exposição que realça o papel de algumas mulheres que se opuseram à política e ao regime do Estado Novo (1933-1974), e que por esse motivo foram perseguidas, presas, torturadas e levadas ao exílio.
As 25 mulheres retratadas na exposição foram figuras de amplo destaque na contestação ao regime vigente, e com a sua resistência e tenacidade, contribuíram de forma determinante para o fim da ditadura salazarista e a instauração da Democracia em Portugal, com Revolução dos Cravos a 25 de Abril de 1974.
As figuras retratadas na mostra são Catarina Eufémia, Diana Andringa, Glória Marreiros, Helena Cabeçadas, Helena Pato, Irene Flunser Pimentel, Isabel do Carmo, Luísa Tito de Morais, Margarida Tengarrinha, Maria de Jesus Barroso, Maria de Lourdes Pintasilgo, Maria Helena Gorjão, Maria Helena Vieira da Silva, Maria Isabel Barreno, Maria Lamas, Maria Luísa Cabral, Maria Luiza Sarsfield Cabral, Maria Manuela Macário, Maria Stella Piteira Santos, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa, Natália Correia, Odete Santos, Sophia de Mello Breyner Andresen e Vera Lagoa.
Mário Marques utilizou telas em acrílico para realizar as pinturas, como forma de homenagem a estas grandes mulheres, obras complementadas com textos poéticos e biográficos, de António Canteiro.

Sobre os autores, António Canteiro | Mário Marques
António Canteiro, pseudónimo de João Carlos Costa da Cruz, nasceu em S. Caetano, Cantanhede. Vive atualmente em Febres, Cantanhede. É Técnico Superior de Reinserção, em Aveiro. Estreou-se na escrita com Parede de Adobo, romance que recebeu Menção Honrosa do Prémio Carlos de Oliveira 2005, promovido pelo Município de Cantanhede. Na poesia e no romance, conta com 11 obras publicadas, uma inédita e uma tradução. Com uma obra galardoada com inúmeros prémios literários, António Canteiro escreveu Nocturno (2021), romance vencedor do Prémio Ferreira de Castro de Ficção Narrativa de 2020, promovido pela Câmara Municipal de Sintra.
Mário Marques nasceu em Vila Nova, Cantanhede. Vive atualmente em Cantanhede. É reformado. Desde jovem que se interessa por arte, mas foi em 2016 que se começou a dedicar ao desenho e à pintura, de forma regular e autodidata. Nos seus trabalhos sente predileção pelo desenho e pela pintura com recurso ao carvão, a aguarela e a acrílico e, igualmente, a técnicas mistas. As temáticas preferidas são, em geral, figurativas - paisagens, flores, figuras humanas, caricaturas, mas, também, pinta motivos abstratos. Mário Marques conta com participações em exposições, de forma individual e coletiva.