segunda-feira, 20 de julho de 2026

APMEDIO alerta que nova Portaria poderá excluir a maioria da comunicação social regional e local da publicidade institucional dos Fundos Europeu

A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online alertou hoje para os efeitos da Portaria n.º 263-B/2026/1, de 15 de junho, considerando que os critérios de elegibilidade nela previstos poderão excluir uma parte muito significativa dos órgãos de comunicação social regionais e locais portugueses do regime de publicidade institucional relativo aos projetos financiados pelos Fundos Europeus. 

Segundo a Associação, a Portaria remete, para efeitos de elegibilidade, para a alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 98/2007, que exige que a entidade proprietária ou editora disponha de: 
"...pelo menos, cinco profissionais com contrato de trabalho ao seu serviço, dos quais três jornalistas com carteira profissional, e uma tiragem média mínima por edição de 5000 exemplares nos seis meses anteriores à data de apresentação do requerimento de candidatura, caso a periodicidade com que se encontrem registadas seja igual ou inferior à trissemanal." 
Na perspetiva da APMEDIO, estes requisitos foram concebidos para uma realidade da comunicação social existente há quase vinte anos e não refletem a estrutura atual da comunicação social regional e local portuguesa, constituída maioritariamente por pequenas e microempresas. 
A Associação considera que a aplicação destes critérios poderá impedir que muitos órgãos de comunicação social de proximidade participem na divulgação institucional dos projetos financiados pela União Europeia, apesar do papel que desempenham diariamente na informação das comunidades locais. 
"A qualidade do jornalismo não depende da dimensão da empresa nem do número de trabalhadores ao seu serviço. Depende da responsabilidade editorial, do cumprimento da lei e da confiança conquistada junto das comunidades." 
A APMEDIO defende que os critérios de elegibilidade deveriam privilegiar fatores como: 
• o registo junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC); 
• a existência de Estatuto Editorial; 
• a designação de Diretor de Informação; 
• o cumprimento do Estatuto do Jornalista e das restantes normas legais aplicáveis; 
• a atividade editorial regular; 
• a efetiva implantação territorial do órgão de comunicação social.
 Na opinião da Associação, estes elementos constituem uma garantia muito mais adequada da qualidade editorial do que critérios baseados exclusivamente na dimensão empresarial. 
A APMEDIO lembra ainda que a comunicação social regional e local desempenha um papel essencial na divulgação dos investimentos públicos realizados nos territórios, assegurando informação de proximidade e contribuindo para a transparência na aplicação dos Fundos Europeus. 
A Associação considera, por isso, necessária uma revisão dos atuais critérios de elegibilidade, de forma a adaptá-los à realidade da comunicação social portuguesa em 2026 e a garantir que os mecanismos de publicidade institucional não excluem precisamente muitos dos órgãos de comunicação social que diariamente acompanham a execução dos projetos financiados pela União Europeia. 
No âmbito desta iniciativa, a APMEDIO remeteu posições institucionais ao Presidente da República, ao Governo, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e aos Deputados ao Parlamento Europeu, apelando à revisão dos critérios atualmente previstos. 
Sobre a APMEDIO A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online é uma associação representativa de órgãos de comunicação social digitais de âmbito regional e local, criada para promover o pluralismo da comunicação social, defender a sustentabilidade do setor e contribuir para a modernização do enquadramento legislativo aplicável aos media portugueses.

 Contactos para informação APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online. 

*Presidente da Direção: 
António Guedes Tavares 

 Lisboa, 17 de julho de 2026

Universidade de Coimbra e Critical FlyTech estabelecem parceria para reforçar formação e inovação no setor aeroespacial


Protocolo prevê colaboração no ensino, estágios e desenvolvimento de competências em Engenharia Aeroespacial.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e a Critical FlyTech assinam, no próximo dia 22 de julho, quarta-feira, um protocolo de colaboração científica e pedagógica que pretende aproximar a formação universitária da realidade empresarial e contribuir para o desenvolvimento do setor aeroespacial em Portugal.

A cerimónia terá lugar às 10h00, na Sala do Conselho da FCTUC, no Polo II da Universidade de Coimbra, e contará com a presença do Diretor da FCTUC, Edmundo Monteiro, e por parte da Critical FlyTech, Ricardo Armas, CEO, e Gabriel Soumerou, CFO.

Com uma duração inicial de três anos, o protocolo estabelece um quadro de cooperação entre as duas instituições para promover a ligação entre a academia e a indústria, em particular nas áreas da engenharia aeroespacial e das tecnologias associadas.

Entre as principais iniciativas previstas está a participação de especialistas da Critical FlyTech em atividades letivas da nova Licenciatura em Engenharia Aeroespacial da FCTUC, através da realização de aulas, workshops e seminários, contribuindo para o enriquecimento curricular e para uma maior aproximação dos estudantes aos desafios do setor.

O protocolo contempla igualmente a criação de oportunidades de estágio para estudantes finalistas da FCTUC nas instalações da empresa, sediada no Parque Industrial de Taveiro, em Coimbra. Estes estágios poderão constituir uma porta de entrada para futuras oportunidades de emprego, de acordo com as necessidades da empresa e o perfil dos candidatos.

A Critical FlyTech é uma empresa portuguesa dedicada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a Airbus, nos setores da aviação, espaço e defesa, apostando na inovação e na criação de tecnologias avançadas para aplicações de elevada exigência.

*Catarina Martinho
Assessoria de Imprensa  
Universidade de Coimbra
Faculdade de Ciências e Tecnologia


Marinha Grande | 8.º FESTIVAL DO CARAPAU MANTÉM TRADIÇÕES DA PRAIA DA VIEIRA


O 8.º Festival do Carapau terminou este domingo, 19 de julho, com um balanço muito positivo, depois de quatro dias de animação, gastronomia e tradição que voltaram a atrair milhares de visitantes ao Largo dos Pescadores, na Praia da Vieira.
Organizado pelo Município da Marinha Grande, em parceria com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, o evento voltou a ser uma referência da programação de verão do concelho, promovendo a arte xávega e o carapau.
O festival arrancou no dia 16 de julho, com a atuação de Fábio Tacho, prosseguiu na sexta-feira com o Duo Acústico e a Orquestra Monte Olivett, e viveu o seu momento mais marcante na noite de sábado, quando encheu o Largo dos Pescadores para o espetáculo de Los Romeros, que proporcionou um ambiente de grande entusiasmo e celebração. O programa contou ainda com a atuação do grupo de sevilhanas “El Capote”, do Grupo de Cavaquinhos Musicordem e do DJ Mário Gomes. O encerramento, no domingo, ficou marcado pela animação itinerante da Arritmia Brass Band.
O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, faz um balanço muito positivo desta oitava edição, salientando que o Festival do Carapau voltou a afirmar a Praia da Vieira como um destino de excelência durante o verão. O autarca destaca a elevada adesão do público, a qualidade da programação e o impacto positivo na restauração, no comércio local e na promoção turística do concelho.
Paulo Vicente enaltece ainda o trabalho desenvolvido pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, parceira na organização do evento, sublinhando que esta iniciativa representa, também, um importante contributo para apoiar a missão daquela corporação ao serviço da comunidade.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - A República Portuguesa das hierarquias invertidas

Há um problema que se está a tornar cada vez mais visível na Administração Pública portuguesa e sobre o qual se fala pouco. Em demasiados setores, a experiência deixou de ser devidamente valorizada, a responsabilidade nem sempre é recompensada e as hierarquias, que deveriam garantir justiça e eficácia, acabam frequentemente por produzir o efeito contrário. Não se trata de defender privilégios nem de regressar a modelos autoritários. Trata-se de perceber que uma instituição começa a enfraquecer quando deixa de distinguir quem construiu um percurso de quem acabou de o iniciar.
A História demonstra-o de forma quase implacável. Nenhuma grande civilização se tornou forte porque ignorou a experiência dos seus melhores. O Império Romano não entregava legiões aos soldados mais jovens apenas porque tinham chegado primeiro a uma determinada circunstância. As universidades medievais construíram a sua autoridade sobre o reconhecimento do saber acumulado. As grandes administrações europeias consolidaram-se porque compreenderam que uma instituição sobrevive quando quem ocupa lugares de maior responsabilidade chegou até eles através do conhecimento, da competência e da experiência. A autoridade nunca foi um privilégio. Era, acima de tudo, uma responsabilidade conquistada ao longo do tempo.
Infelizmente, Portugal parece caminhar, em demasiados domínios, na direção oposta. A palavra "hierarquia" passou quase a ser encarada como um incómodo, como se reconhecer a experiência de alguém significasse diminuir os outros. Nada mais errado. As hierarquias não existem para criar castas. Existem para garantir que o conhecimento acumulado é respeitado e colocado ao serviço da comunidade.
Na educação, multiplicam-se situações que deixam um sentimento de profunda injustiça entre muitos docentes. Professores que durante anos percorreram o país, aceitaram colocações longe das suas famílias, acumularam milhares de dias de serviço e adquiriram uma experiência que nenhuma universidade consegue transmitir, assistem, em determinadas circunstâncias previstas pelos atuais mecanismos de recrutamento, à colocação de colegas menos experientes em condições que consideram mais favoráveis. Não está em causa o mérito desses professores, nem a sua dedicação. O problema reside no sinal que o Estado transmite. Quando a experiência deixa de ser um fator claramente reconhecido, instala-se inevitavelmente a ideia de que o esforço, a persistência e o tempo de serviço deixaram de ter valor.
No terceiro setor, onde durante vários anos exerci funções de administração, encontrei uma realidade semelhante. O aumento do salário mínimo nacional constituiu um importante avanço social e ninguém de boa-fé defenderá o contrário. Porém, em muitas instituições particulares de solidariedade social, esse aumento não foi acompanhado pela valorização proporcional das restantes categorias profissionais. O resultado foi uma compressão das carreiras. Trabalhadores admitidos há poucos anos passaram a receber praticamente o mesmo que colegas com décadas de serviço, com uma experiência insubstituível e um profundo conhecimento das pessoas que acompanham diariamente. O problema nunca foi aumentar quem menos ganhava. O problema foi esquecer aqueles que dedicaram uma vida inteira à instituição. Uma organização onde a experiência deixa de ser reconhecida acaba inevitavelmente por perder motivação, sentido de pertença e qualidade.
Também a Justiça merece uma reflexão serena. Em Portugal, um magistrado pode iniciar funções numa idade em que muitos cidadãos ainda estão a construir a sua própria experiência de vida. Não está em causa a qualidade da formação académica nem a inteligência de quem ingressa na magistratura. Está em causa algo mais profundo. Julgar pessoas não é apenas conhecer a lei. É compreender a complexidade da condição humana, perceber os dramas familiares, as fragilidades sociais, os conflitos que raramente cabem na letra fria de um código. A sabedoria jurídica aprende-se. A maturidade conquista-se.
Nas Forças Armadas, onde a hierarquia constitui um dos pilares da instituição, existem igualmente realidades que merecem reflexão. Em algumas forças altamente especializadas, é natural que um instrutor, ainda que de patente inferior, exerça autoridade funcional durante a formação de militares de patente superior. Essa autoridade justifica-se pelo conhecimento técnico e pela exigência operacional. O problema surge quando essa relação ultrapassa o contexto da instrução e, por vezes, alimenta lógicas de afirmação pessoal, rivalidades ou demonstrações de poder que colocam oficiais superiores em situações de desnecessária exposição. Nenhuma instituição militar sai reforçada quando o prestígio da hierarquia formal é substituído pelo culto do ego ou pela convicção de que a competência técnica dispensa o respeito pela cadeia de comando. As Forças Armadas sempre viveram da conjugação entre disciplina, competência e respeito mútuo. Quando um destes pilares enfraquece, enfraquece toda a instituição.
Na saúde, a inversão assume uma forma diferente, mas não menos preocupante. Médicos e enfermeiros com décadas de experiência clínica veem frequentemente a sua autonomia condicionada por sucessivas camadas de burocracia, por indicadores administrativos e por decisões gestionárias tomadas longe da realidade dos hospitais e dos centros de saúde. Multiplicam-se plataformas, relatórios, procedimentos e metas que consomem tempo precioso e retiram espaço ao contacto com o doente. Em muitos casos, quem conhece profundamente a realidade clínica sente que dispõe de menos capacidade para decidir do que estruturas administrativas que nunca acompanharam uma urgência, nunca confortaram uma família e nunca assumiram a responsabilidade direta por uma decisão médica. A gestão é indispensável. Mas quando começa a sobrepor-se ao conhecimento clínico, a hierarquia deixa de servir o doente para passar a servir o sistema.
Todos estes exemplos pertencem a setores diferentes, mas revelam exatamente o mesmo fenómeno. Confundimos igualdade com indiferenciação. Julgamos que tratar todos por igual significa ignorar percursos diferentes, responsabilidades diferentes e experiências diferentes. Não significa.
A verdadeira igualdade consiste em garantir oportunidades e dignidade a todos. Nunca consistiu em apagar o valor da experiência. Uma sociedade madura protege quem dedicou décadas ao aperfeiçoamento da sua profissão, porque sabe que são essas pessoas que formam, inspiram e orientam as gerações seguintes. Quando esse reconhecimento desaparece, desaparece também a vontade de construir uma carreira longa, exigente e dedicada ao serviço público.
Talvez seja este um dos maiores desafios da Administração Pública portuguesa. Não lhe faltam profissionais competentes. Não lhe faltam pessoas dedicadas. O que começa a faltar, em demasiados casos, é um sistema capaz de distinguir quem acumulou anos de responsabilidade, conhecimento e serviço de quem apenas iniciou agora o seu percurso. Sem essa distinção, as carreiras deixam de ser um caminho de crescimento para se transformarem numa sucessão de mecanismos administrativos onde o mérito nem sempre encontra o reconhecimento que merece.
As grandes civilizações não começaram a declinar quando lhes faltou dinheiro ou território. Começaram a perder força quando deixaram de reconhecer a autoridade legítima, quando confundiram mérito com privilégio e igualdade com indiferenciação. A República portuguesa não precisa de menos hierarquias. Precisa de hierarquias mais justas, mais exigentes e mais respeitadoras da experiência. Porque uma instituição onde o tempo, o conhecimento e a dedicação deixam de ser valorizados pode continuar a funcionar durante muitos anos. Mas dificilmente continuará a merecer o respeito daqueles que todos os dias a constroem.

*Paulo Freitas do Amaral
Professor e Autor

De setembro a dezembro. Nova programação das Tardes Comunitárias vai promover o envelhecimento ativo


Literacia mediática e digital, visita à mata Nacional do Bussaco e atividade de zumba são algumas das propostas que constam da programação das Tardes Comunitárias para o terceiro quadrimestre de 2026.

Este programa municipal, que está a assinalar o seu 12.º aniversário, regressa no dia 23 de setembro, com uma sessão de aeróbica e zumba ao ar livre, no Parque de São Mateus.
Seguem-se momentos de reflexão e aprendizagem, com uma conferência dedicada aos desafios das alterações climáticas e da crise ambiental, bem como uma sessão sobre literacia mediática e digital, abordando o impacto dos ecrãs e da inteligência artificial nas diferentes gerações.

No âmbito da programação está prevista a apresentação do livro “Diário fica em casa ou talvez não”, de Fátima Lopes, assim como a visualização do documentário e a audição de um programa de rádio dedicados a Augusto Abelaira.

O programa integra ainda várias saídas, incluindo uma viagem a Penacova, com visita ao Mosteiro de Lorvão e ao Museu do Moinho Vitorino Nemésio, um percurso pela Mata Nacional do Bussaco para assinalar o Dia da Floresta Autóctone e uma visita ao Atelier "Matéria".

Em novembro será feito um magusto no jardim do Museu da Pedra com os participantes nas Tardes Comunitárias.

A sessão de encerramento é dedicada aos afetos e aos sonhos de Natal, que dará a conhecer a experiência de uma instituição de acolhimento de crianças e jovens, na Biblioteca Municipal.
Os interessados podem efetuar a sua inscrição na Casa Francisco Pinto, na Rua António José de Almeida n.º 3, em Cantanhede, através do número 231 410 123 ou do e-mail tardescomunitarias@cm-cantanhede.pt.

“Tardes Comunitárias” é um projeto de intervenção social promovido pelo Município para motivar a população sénior a desenvolver a sua interação psicossocial em atividades sociais, culturais, desportivas e lúdicas.

Na prática, o que se pretende é “Dar Mais Vida aos Anos”, proporcionando oportunidades de valorização e realização pessoal para um público com mais de 55 anos e percursos de vida diversificados, através de encontros em que é dada também a possibilidade de partilharem a sua experiência e saber com outras pessoas.

Programa:
23 setembro
Atividade de Aeróbica / Zumba no parque verde
Parque Verde S. Mateus

30 setembro
“Impacto global no planeta Terra: crise climática e crise ambiental” por João Lin Yun (professor universitário, físico e astrónomo)
Atividade inserida no projeto Educ@rteNatureza
Biblioteca Municipal

7 outubro
Viagem à descoberta de Penacova - Visita ao Mosteiro de Lorvão e Museu do Moinho Vitorino Nemésio - Almoço Piquenique partilhado
Custo total: 4€ € (pago no dia da viagem)

Nota: Os antigos combatentes e os membros do ICOMOS têm desconto no Mosteiro de Lorvão, mediante a apresentação do respetivo cartão.
Horário: Partida às 09h15 e regresso às 17h

Inscrições: de 23 de setembro (a partir das 13h30 presencial e das 17h telefone) até 2 de outubro

14 outubro
Apresentação de “Diário fica em casa ou talvez não” por Fátima Lopes
Biblioteca Municipal

1 outubro
Visita guiada à Exposição “Augusto Abelaira”
Saída: 14h / Chegada prevista: 17h
Inscrições de 23 de setembro (a partir das 13h30 presencial e das 17h telefone) até 2 de outubro
GTL, Fonte de Ançã

28 outubro
Visita guiada à Exposição “Olhar Portugal a partir das Coleções do Museu Nacional de Arte Antiga”
Museu de Arte e Colecionismo

4 novembro
Ecrãs que nos Unem, Ecrãs que nos Inquietam: Literacias Mediática e Digital e os desafios da era da Inteligência Artificial - uma realidade intergeracional
Luís Miguel Pato - Docente e investigador universitário na área da Comunicação
Biblioteca Municipal

11 novembro
Magusto partilhado
Nota: cada participante deve levar 200 gr de castanhas e boa disposição!
Jardim do Museu da Pedra

18 novembro
Visualização de documentário da RTP e audição de programa de rádio da RDP sobre Augusto Abelaira
Centro Paroquial S. Pedro

25 novembro
Património Vivo: Visita à Mata Nacional do Bussaco
Dia da Floresta Autóctone
Custo total: 5,50€
(transportes + visita)

Inscrições: de 11 de novembro (a partir das 13h30 presencial e das 17h telefone) até 20 de novembro
Bussaco *

2 dezembro
Visita ao Atelier “Matéria” com experimentação e expressão guiada de artes têxteis e cerâmica
Inscrições: de 18 de novembro (a partir das 13h30 presencial e das 17h telefone) até 27 de novembro
Outil *

9 dezembro
Atividade Surpresa
Biblioteca Municipal

16 dezembro
Semear afetos e “Sonhos” de Natal
A experiência de uma Instituição que acolhe crianças / jovens
Biblioteca Municipal

*GABINETE DE COMUNICAÇÃO
Divisão de Comunicação, Imagem, Protocolo e Turismo


Crónica | O ensino do Português esqueceu-se dos livros eternos


Há uma pergunta que me acompanha há algum tempo sempre que se discute o ensino do Português nas escolas: que livros devem acompanhar um jovem durante a sua formação?
A resposta parece simples, mas talvez não seja tão consensual como deveria. Os melhores. Os livros que sobreviveram ao tempo. Aqueles que continuam a ser lidos por diferentes gerações porque conseguem falar de algo que permanece no ser humano.
O ensino do Português tem, antes de mais, uma responsabilidade fundamental: preservar a nossa própria literatura. Uma escola portuguesa não pode deixar de ensinar Gil Vicente, Luís de Camões, Padre António Vieira, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner ou Miguel Torga.
Estes autores não são apenas nomes inscritos nos manuais escolares. São a memória viva da nossa língua. Neles encontramos a evolução do pensamento português, os grandes debates da nossa sociedade, as nossas dúvidas, as nossas ambições e também as nossas fragilidades. Retirar estes autores do centro da formação literária seria perder uma parte essencial daquilo que somos.
Mas preservar a literatura portuguesa não significa fechar os alunos dentro das nossas fronteiras.
Pelo contrário.
A língua portuguesa sempre viveu em diálogo com o mundo. Camões dialogou com a tradição clássica. Eça de Queirós conhecia profundamente a literatura europeia. Fernando Pessoa construiu uma obra que pertence simultaneamente a Portugal e à Humanidade.
Por isso, o ensino do Português deveria abrir mais espaço às grandes obras intemporais da literatura universal.
Não porque sejam antigas. Mas precisamente porque não envelheceram.
Uma obra torna-se eterna quando consegue ultrapassar o seu próprio tempo e continuar a responder às perguntas fundamentais do Homem.
É por isso que Tolkien merece estar entre os grandes autores que os nossos alunos deveriam conhecer. Muitos jovens conhecem o universo de O Senhor dos Anéis através do cinema, mas poucos percebem que estão perante uma das grandes narrativas morais do século XX.
Tolkien não escreveu apenas uma história de fantasia. Escreveu sobre a amizade que permanece quando tudo parece perdido, sobre a coragem dos pequenos perante forças gigantescas, sobre a humildade daqueles que não procuram o poder e sobre o perigo de uma ambição que pode corromper a alma humana.
O anel de Tolkien é uma das grandes metáforas universais da humanidade: a tentação do poder absoluto.
O mesmo acontece com C. S. Lewis em As Crónicas de Nárnia. Por detrás de uma aventura destinada aos mais jovens encontramos uma profunda reflexão sobre a escolha entre o bem e o mal, sobre o sacrifício, a responsabilidade e a possibilidade de redenção. São temas que não pertencem ao século XX. Pertencem a todos os séculos.
Também O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, continua atual porque fala de uma das maiores fragilidades humanas: a vingança. A história de Edmond Dantès não é apenas uma narrativa de aventura. É uma reflexão sobre justiça, sofrimento, transformação e sobre a difícil fronteira entre reparar uma injustiça e deixar-se consumir pelo ressentimento.
Em Os Miseráveis, Victor Hugo colocou no centro da literatura uma das perguntas mais profundas da humanidade: pode um homem mudar? A história de Jean Valjean continua a emocionar porque fala da dignidade humana, da compaixão e da possibilidade de redenção.
Cervantes, em Dom Quixote, oferece-nos uma das personagens mais extraordinárias da literatura universal. Um homem que luta por ideais que muitos consideram impossíveis e que nos obriga a perguntar se uma vida sem sonhos será realmente uma vida plena.
Mark Twain, através de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, mostra-nos a descoberta da liberdade, da amizade e da consciência moral. Júlio Verne desperta a curiosidade científica, o espírito de aventura e a confiança no conhecimento. Robert Louis Stevenson, em A Ilha do Tesouro, recorda-nos que crescer significa também aprender a distinguir entre a lealdade e a ambição.
Até obras aparentemente destinadas apenas aos mais novos, como O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, escondem grandes lições sobre a amizade, a responsabilidade e a importância de olhar para além das aparências.
Estas obras permanecem porque falam das grandes virtudes humanas, mas também dos grandes defeitos humanos.
A literatura não serve apenas para mostrar heróis perfeitos. Serve para revelar o Homem.
A mitologia grega continua a fascinar precisamente porque os próprios deuses carregam as fragilidades humanas. Zeus, Hera ou outros deuses não são figuras distantes e perfeitas. Sentem inveja, ciúme, orgulho, desejo de vingança e vontade de poder. Ao olhar para eles, os antigos gregos estavam, na realidade, a olhar para si próprios.
É essa uma das maiores forças da literatura: mostrar-nos quem somos.
A escola não existe apenas para ensinar técnicas de leitura ou preparar exames. Existe para formar pessoas. Um aluno que conhece estas grandes obras compreende melhor a História, a Filosofia, a Arte e até a própria literatura portuguesa.
Não se compreende totalmente Camões sem perceber a tradição épica que o antecedeu. Não se compreende totalmente a literatura europeia sem conhecer as grandes narrativas que atravessaram séculos. Não se forma um leitor completo se lhe for negado o contacto com os livros que moldaram gerações.
O critério para escolher uma obra escolar não deveria ser apenas a sua proximidade com o presente. As escolas não devem ensinar apenas aquilo que é atual. Devem ensinar aquilo que continua a ser importante quando o presente já passou.
Os programas podem e devem evoluir. A literatura continua viva e novos autores podem, naturalmente, conquistar o seu lugar. Mas uma escola que abandona os livros eternos corre o risco de formar alunos informados sobre o seu tempo, mas desligados da longa história da humanidade.
Os livros que resistiram ao tempo não resistiram por acaso. Resistiram porque encontraram algo permanente na alma humana.
Os programas escolares mudam ao ritmo das gerações. Camões, Cervantes, Tolkien, Victor Hugo ou Eça permanecem.
Uma nação revela a confiança que tem no seu futuro pelos livros que entrega às suas crianças.

*Paulo Freitas do Amaral
Professor e Autor

Portalegre | Gavião tem 10 novos dadores

Pela segunda vez na história da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – levámos a efeito uma brigada no Gavião. E em 2027 vamos ter oportunidade de voltar a esta acolhedora vila, em conjunto com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.
Esta colheita contou com a dinamização de um grupo de jovens e efetivou-se nas instalações do polidesportivo do Gavião. Para o local dirigiram-se 26 voluntários, entre eles uma dezena de mulheres.
Um dos pontos altos desta jornada centrou-se no facto de se terem estreado na doação 10 pessoas, o que indicia mais dádivas solidárias no futuro.
Como é do conhecimento geral, os voluntários são testados antes de avançarem. No Gavião foram armazenadas 25 unidades de sangue total, o que registamos.
A Câmara Municipal do Gavião apoiou a realização do almoço, servido depois das 13h00 e que reuniu os participantes.


Fronteira a 25 de julho
Podem-nos encontrar a 25 de julho no centro de saúde de Fronteira. Depois, a 22 de agosto, estaremos no centro cultural de Alpalhão, Nisa. Das 09h00 às 13h00, aproximadamente, são quando se concretizam as brigadas da ADBSP.


*José Rui Marmelo Rabaça