terça-feira, 5 de julho de 2016

O BREXIT REDEFINE A GEOPOLÍTICA MUNDIAL

Thierry Meyssan*

Enquanto a imprensa internacional procura meios para relançar a construção europeia sempre sem a Rússia, e agora sem o Reino Unido, Thierry Meyssan considera que nada mais poderá evitar o afundamento do sistema. Entretanto, sublinha ele, aquilo que está em jogo não é a União Europeia, em si mesma, mas o conjunto das instituições que permitem a dominação dos Estados Unidos no mundo e a própria integridade dos Estados Unidos.

nguém parece compreender as consequências da decisão britânica de sair da União Europeia. Os comentadores, que interpretam a política politiqueira e perderam desde há muito tempo a noção dos jogos políticos internacionais, focaram-se nos elementos de uma campanha absurda: de um lado os adversários da imigração sem contrôlo, e do outro, os pais do «homem do saco» assustando o Reino Unido com as piores desgraças.

Ora, as motivações desta decisão não tem nenhuma conexão com estes temas. A diferença entre a realidade e o discurso político-mediático ilustra a doença da qual sofrem as elites ocidentais: a sua incompetência.

Enquanto a cortina se abre diante dos nossos olhos, as nossas elites não conseguem compreender a situação em que o Partido comunista da União Soviética estava ao não encarar as consequências da queda do Muro de Berlim, em Novembro de 1989: a dissolução da URSS em Dezembro de 1991, depois a do Conselho de Assistência Económica Mútua (Comecon) e do Pacto de Varsóvia seis meses mais tarde, depois, ainda as tentativas de desmantelamento da Rússia, ela mesma, em que quase perdia a Tchechénia.
Num futuro muito próximo, assistiremos identicamente à dissolução da União Europeia, depois da OTAN, e, se eles não tiverem cuidado, ao desmantelamento dos Estados Unidos.

Quais os interesses por trás do Brexit?

Contrariamente às bravatas de Nigel Farage, o UKIP não está na origem do referendo que ele acaba de ganhar. Esta decisão foi imposta a David Cameron por membros do Partido Conservador.

Para eles, a política de Londres deve ser uma adaptação pragmática às evoluções do mundo. Esta «nação de merceeiros», assim a qualificava Napoleão, constata que os Estados Unidos não são mais nem a primeira economia mundial, nem a primeira potência militar. Não têm portanto, mais, razão nenhuma para serem os parceiros privilegiados.

Da mesma maneira que Margaret Thatcher não hesitara em destruir a indústria britânica para transformar o seu país num centro financeiro mundial; da mesma forma estes Conservadores não hesitaram em abrir a via para a independência da Escócia e da Irlanda do Norte e, portanto, à perda do petróleo do mar do Norte, para fazer da City o primeiro centro financeiro off-shore do yuan.

A campanha do Brexit foi largamente apoiada pela Gentry e pelo Palácio de Buckingham que mobilizaram a imprensa popular para apelar ao regresso à independência.

Contrariamente ao que a imprensa europeia propaga a saída dos Britânicos da UE não se fará lentamente, porque a UE vai afundar-se mais rápido que o tempo necessário para as negociações burocráticas da sua saída. Os Estados do Comecon não tiveram que negociar a sua saída, porque o Comecon parou de funcionar uma vez desencadeado o movimento centrífugo. Os Estados-membros da UE que se agarram aos destroços, e persistem em salvar o que resta da UE, vão perder o tempo de adaptação necessário aos novos dados, com o risco de experimentar as dolorosas convulsões dos primeiros anos da nova Rússia: queda vertiginosa do nível de vida e da esperança de vida.

Para as centenas de milhares de funcionários, de eleitos, e de colaboradores europeus que irão, inevitavelmente, perder os seus empregos, e para as elites nacionais que são igualmente dependentes deste sistema, convinha reformar com urgência as instituições para os salvar. Todos consideram, erradamente, que o Brexit abre uma brecha na qual os Eurocépticos se vão infiltrar. Ora, o Brexit não é mais que uma resposta ao declínio dos Estados Unidos.

O Pentágono, que prepara a Cimeira da OTAN em Varsóvia, também não compreendeu que já não estava em posição de impôr aos seus aliados o aumento do orçamento de Defesa, e o apoio às suas aventuras militares. O domínio de Washington sobre o resto do mundo está acabado.

Mudamos de era.

O que é que vai mudar?

A queda do bloco soviético foi, antes de mais, a morte de uma visão do mundo. Os Soviéticos, e os seus aliados, queriam construir uma sociedade solidária onde se colocava o máximo possível de coisas em comum. Eles acabaram numa burocracia gigantesca e com dirigentes esclerosados.

O Muro de Berlim não foi derrubado pelos anti-comunistas, mas por uma coligação (coalizão-br) das Juventudes comunistas e das Igrejas luteranas. Eles pretendiam refundar o ideal comunista descartado da tutela soviética, da polícia política e da burocracia. Foram traídos pelas suas elites, as quais após terem servido os interesses dos Soviéticos se precipitaram, com o mesmo ardor, para servir os dos Norte-americanos. Os eleitores do Brexit, os mais empenhados, procuram antes de mais recuperar a sua soberania nacional, e fazer pagar aos dirigentes oeste-europeus a arrogância de que fizeram prova ao imporem o Tratado de Lisboa, após a rejeição popular da Constituição Europeia (2004-07). Mas, também eles poderão vir a ficar decepcionados por aquilo que se vai seguir.

O Brexit marca o fim da dominação ideológica dos Estados Unidos, a da democracia de desvalorização das «Quatro liberdades». No seu discurso sobre o estado da União de 1941, o Presidente Roosevelt tinha-as definido como (1) liberdade de palavra e de expressão, (2) a liberdade de cada um honrar a Deus como lhe aprouvesse, (3) a liberdade da necessidade, (4) a liberdade do medo [de uma agressão estrangeira]. Se os Ingleses vão regressar às suas tradições, os Europeus continentais irão reencontrar as questões postas pelas revoluções francesa e russa sobre a legitimidade do poder e subverter as suas instituições, correndo o risco de ver ressurgir o conflito franco-alemão.

O Brexit também marca o fim da dominação económica-militar dos EUA; não sendo a OTAN e a UE mais que as duas faces de uma única e mesma moeda, mesmo se a construção da Política externa e da Segurança comum levou mais tempo a implementar que a do livre comércio. Recentemente, eu escrevi uma nota sobre esta política face à Síria. Nela, eu examinava todos os documentos internos da UE, quer fossem públicos ou não publicados, para chegar à conclusão que foram redigidos sem nenhum conhecimento da realidade no terreno, mas, antes, a partir de notas do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, ele próprio reproduzindo as instruções do Departamento de Estado dos EUA. Há alguns anos atrás, tive que efectuar a mesma diligência por um outro Estado e eu chegara a uma conclusão semelhante (salvo que que nesse outro caso, o intermediário não fora o governo alemão, mas o francês).

Primeiras consequências no seio da U.E.

Actualmente, os sindicatos franceses rejeitam o projecto de lei sobre o Trabalho que foi redigido pelo governo Valls, com base num relatório da União Europeia, sendo este inspirado por instruções do Departamento de Estado dos EUA. Se a mobilização da CGT permitiu aos Franceses descobrir o papel da UE neste assunto, nem sempre eles se têm apercebido da articulação UE-EUA. Eles perceberam que invertendo as normas e colocando os acordos de empresa acima dos acordos de filial, o governo, na realidade, punha em causa a proeminência da Lei sobre o Contrato, mas, eles ignoram a estratégia de Joseph Korbel e dos seus dois filhos, a sua filha natural, a democrata Madeleine Albright, e a sua filha adoptiva, a republicana Condoleezza Rice. O professor Korbel assegurava que, para dominar o mundo, bastava que Washington impusesse uma reescrita das relações internacionais em termos jurídicos anglo-saxónicos. Com efeito, ao colocar o Contrato acima da Lei o Direito anglo-saxónico privilegia, no longo prazo, os ricos e os poderosos em relação aos pobres e aos miseráveis.

É provável que os Franceses, os Holandeses, os Dinamarqueses e outros, ainda tentarão separar-se da UE. Para isso, eles terão que enfrentar a sua classe dirigente. Mesmo que a duração deste combate seja imprevisível, o seu resultado não mais levanta qualquer dúvida. Seja como fôr, no período de turbulência que se anuncia, os trabalhadores franceses dificilmente serão manipuláveis, em contraste com os seus homólogos ingleses, actualmente desorganizados.

Primeiras consequências para o Reino Unido

O Primeiro-Ministro David Cameron, desculpou-se com as férias de verão para diferir a sua demissão para Outubro. O seu sucessor, em princípio, Boris Johnson, pode pois preparar a mudança de modo a aplicá-la instantaneamente após a sua chegada a Downing Street. O Reino Unido não esperará pela saída definitiva da UE para conduzir a sua própria política. Começando por se dissociar das sanções tomadas em relação à Rússia e à Síria.

Contrariamente aquilo que escreveu a imprensa europeia, a City de Londres não é directamente envolvida no Brexit. Tendo em conta o seu estatuto particular de Estado independente colocado sob a autoridade da Coroa, ela jamais fez parte da União Europeia. Claro, ela não poderá, mais, abrigar as sedes sociais de certas companhias que se irão transferir para a União, mas, por outro lado, ela poderá usar a soberania de Londres para desenvolver o mercado do yuan. Já em Abril, ela obteve os privilégios necessários, assinando para tal um acordo com o Banco Central da China. Além disso, deverá desenvolver as suas atividades como um paraíso fiscal para os Europeus.

Mesmo que o Brexit vá temporariamente desorganizar a economia britânica, à espera de novas regras, é provável que o Reino Unido –-ou, pelo menos, a Inglaterra--- se reorganize rapidamente, para seu total benefício. Resta saber se os mentores deste terramoto terão a sabedoria de fazer o seu povo beneficiar disso: o Brexit é um regresso à soberania nacional, mas não garante a soberania do povo.

O panorama internacional pode evoluir de formas muito diferentes, segundo as reações que se vão seguir. Mesmo que isso corra mal para alguns povos, é sempre preferível ligar-se à realidade, como o fazem os Britânicos, mais do que persistir num sonho, até que ele se desfaça.

Thierry Meyssan – Voltaire.net - Tradução Alva

*Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación (Monte Ávila Editores, 2008).

DRONES MATARAM CENTENAS DE CIVIS “POR ERRO” DURANTE MANDATO DE OBAMA

A administração de Barack Obama publicou na sexta-feira (1/7) pela primeira vez dados oficiais sobre as vítimas civis causadas pelos drones dos Estados Unidos. A Casa Branca revelou que desde 2009 foram mortas vítimas de ataques com drones entre 64 e 116 civis, número que não inclui os casos registrados no Afeganistão, no Iraque e na Síria.

As vítimas foram registradas em países que, oficialmente, não estão em guerra com os Estados Unidos, como Líbia, Paquistão, Somália e Iêmen, entre outras nações africanas. Os civis que morreram por ataques de drones no Afeganistão, no Iraque e na Síria não fazem parte dessa lista trágica.

O número de vítimas assumido pela administração Obama é muito menor que o denunciado por distintas Ong's, como a britânica Bureau of Investigative Journalism (Birô de Jornalismo Investigativo), que fala de até 1,1 mil civis mortos.

Portal Vermelho, com agências – em Pravda.ru

EUA. 66% DOS NORTE-AMERICANOS CONSIDERAM HILLARY CLINTON “DESONESTA”

Mais de 60% dos eleitores dos Estados Unidos consideram a candidata à presidência norte-americana pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, como desonesta e pouco confiável, de acordo com uma pesquisa realizada pela rede de televisão Fox.

Os entrevistados responderam à pergunta: "Será Hillary Clinton honesta e confiável?". 66% dos entrevistados disseram que não, enquanto apenas 30% foram favoráveis à ex-secretária de Estado.

A pesquisa contepmlou 1.017 eleitores registrados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

O candidato do Partido Republicano Donald Trump, falou através de sua conta no Twitter sobre os resultados do inquérito.

"A desonesta Hillary Clinton é mais culpada do que ninguém, mas o sistema é totalmente manipulado e é corrupto, onde estão os 33.000 e-mails perdidos?", escreveu Trump.

O FBI investiga Clinton por eliminar 33 mil email do seu servidor privado, referente ao período em que Clinton era secretária de Estado. 

Uma parte destas mensagens com informação confidencial chegava ao seu correio eletrônico particular, de modo que o FBI teme que o servidor pessoal Clinton era menos seguro do que o do governo.

Sputnik

WikiLeaks publica 1.250 emails de Hillary sobre invasão no Iraque

O portal WikiLeaks publicou mais de 1.250 emails privados da ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton sobre a Guerra do Iraque antes da apresentação de um relatório britânico sobre a invasão de 2003.

As mensagens, obtidas pelo site, foram divulgadas um dia antes da apresentação, na Grã-Bretanha, de um relatório independente sobre a Guerra do Iraque.

A investigação, presidida por John Chilcot, começou em 2009. A publicação de seu relatório foi adiada em várias ocasiões, dando origem a suspeitas sobre uma possível operação para encobrir as questões mais controversas e proteger políticos e militares.

O Relatório Chilcot será finalmente divulgado nesta quarta-feira, 6 de julho. A versão completa em papel custará quase mil euros e contém 2,6 milhões de palavras.

EUA e seus aliados invadiram o Iraque em Março de 2003, em busca de armas de destruição em massa que estariam em mãos de Saddam Hussein. Tais armas nunca foram encontradas, e os soldados foram retirados do Iraque oficialmente em 2011. Cerca de 200 mil soldados e civis morreram durante a guerra que terminou com a queda de Saddam Hussein. Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, 179 militares britânicos morreram na Guerra do Iraque.

Sputnik – Foto: AP

Operação Verão Seguro 2016 – Patrulhamento ciclo

O Comando Territorial de Aveiro intensifica, desde o dia 1 de Julho,  através do seu pelotão ciclo e no âmbito da operação “Verão Seguro 2016”, o patrulhamento em toda a orla marítima da sua área de responsabilidade, privilegiando a visibilidade, a prevenção dos ilícitos criminais e contraordenacionais e o policiamento de proximidade.

A localização geográfica do distrito de Aveiro caracteriza-se por uma grande afluência turística, destacando-se, na época estival, as zonas balneares da orla costeira. Em consequência do afluxo de milhares de veraneantes, especialmente, nos meses de Julho a setembro, a população residente e não residente nestas zonas sofre um aumento exponencial, o que obriga a um maior empenhamento das forças policiais no sentido de ser garantida a ordem e a segurança de pessoas e bens.


De realçar que a especificidade deste patrulhamento permite uma ação mais oportuna e eficaz nas zonas circundantes às praias, em zonas verdes de grande afluência pedestre, ciclovias e áreas onde o trânsito de veículos automóveis é proibido ou condicionado.

Miranda do Corvo – Ação de prevenção rodoviária

Militares da Secção de Programas Especiais de Lousã organizaram ontem, dia 4 de julho, uma atividade para um grupo de 28 crianças e jovens, acompanhadas dos seus monitores, sobre prevenção rodoviária.

O grupo visualizou um filme sobre Prevenção Rodoviária onde foram abordados diversos tipos de regras e medidas de prevenção da sinistralidade. De seguida foram realizadas pequenas operações STOP com crianças fardadas onde os condutores foram sensibilizados para adoptarem comportamentos de condução defensiva.

Os jovens visitaram também as instalações do Posto Territorial de Miranda do Corvo onde ficaram a conhecer várias valências e atividades desenvolvidas pela Guarda Nacional Republicana, sendo-lhes ainda explicado o funcionamento de um Posto Territorial e a realidade de uma Força de Segurança, ficando sensibilizados para as várias tarefas que são desenvolvidas e com uma visão mais abrangente do dia-a-dia dos militares.


As crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 8 e os 14 anos, encontram-se num campo de férias denominado Mentes Brilhantes promovido pela Fundação da Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional.

Hora de Fecho: Comissão adia decisão sobre eventuais sanções

Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
ORÇAMENTO 2016 
O comissário europeu para os assuntos económicos disse no final de uma conferência de imprensa que a decisão não está tomada e não vai ser conhecida hoje, mas promete novidades para "muito em breve".
UBER 
Filipe, Vítor e Fábio ganharam 16 mil euros por terem encontrado falhas de segurança nos sistemas da Uber. São hackers 'bonzinhos': o que fazem não é ilegal e ajuda a empresa a corrigir as aplicações.
CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS 
O Presidente da República afirmou que a administração da Caixa Geral de Depósitos deve estar em funções dentro de "10 a 12 dias" e que será ela a tratar a questão da reestruturação e dos trabalhadores.
SANÇÕES 
A bola cai para que lado? Se for para o lado das sanções ou das medidas extraordinárias, as eleições antecipadas são uma possibilidade. Eis as consequências desta crise em seis cenários diferentes.
ASTRONOMIA 
É oficial. A sonda Juno, enviada pela NASA há 5 anos, chegou a Júpiter e já está na órbita do gigante gasoso. Oiça aqui o som do maior planeta do Sistema Solar: "Uma música de perfeição".
JOGOS OLÍMPICOS 2016 
A um mês do início dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, recuámos ao verão de 1896 para reviver os primeiros Jogos dos tempos modernos. Saiba como foi, quem venceu e o que mudou em 120 anos.
EURO 2016 
Gareth Bale avisou antes do torneio começar que são como irmãos e que não iam para França fazer número. País de Gales é o próximo adversário de Portugal: quarta-feira, 20 horas.
EURO 2016 
Uns jornalistas gauleses perguntaram a Adrien se tinha algo a provar aos adeptos do país onde nasceu e saiu para crescer em Portugal. Disse que não: "Mostro a minha paixão a jogar pela seleção".
JOSÉ MOURINHO 
O treinador português José Mourinho foi apresentado como o novo treinador da equipa do Manchester United. Mourinho afirmou que o seu objetivo era ganhar com "o maior clube do Reino Unido".
ROUPA 
O biquíni foi apresentado há 70 anos em Paris. O tamanho reduzido das peças fez escândalo na altura e só quando atrizes famosas lhe deram corpo se tornou um sucesso mundial. Até hoje.
FOTOGALERIA 
Dolly era casada, mas amava um homem 16 anos mais novo. Na iminência de serem descobertos, Otto passou a viver no sótão da casa onde Dolly vivia com o marido. A história acabou com uma morte.
Opinião

Rui Ramos
O encontro do Presidente da República com o arguido da "Operação Marquês" não deveria ter acontecido. O Presidente não se protegeu, ou ninguém protegeu o Presidente.

Laurinda Alves
Quem conhece o sistema prisional sabe que do lado de lá das grades as pessoas são números. Se reduzidos a tal expressão mínima, todos ficaríamos reduzidos à expressão mínima da nossa condição humana.

José Conde Rodrigues
Já não bastavam as inquietações com o retorno dos nacionalismos e a sua potencial ameaça à liberdade, agora ainda corremos o risco de ver as nossas vidas destruídas, contaminadas, por bancos zombie.

Paulo Ferreira
Se houver sanções, a responsabilidade é do governo PSD/CDS. Não tivéssemos violado o défice em 2015 e este cenário não se colocaria, independentemente de como está a decorrer a execução orçamental.

Esther Mucznik
Da noite dos seus quinze anos, Wiesel tirou uma força pouco comum. A de testemunhar não só pelos mortos do seu próprio povo mas por todas as vítimas da opressão, do sofrimento e da injustiça.
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CIENTISTAS CALCULARAM QUANTO TEMPO RESTA À HUMANIDADE


 
Michael Osadciw / University of Rochester
Conceito artístico deuma estrela anã vermelha e da sua companheira anã castanha (em primeiro plano) na sua passagem pelo Sistema Solar, há 70.000 anos. O Sol aparece como a estrela brilhante ao fundo. As estrelas estão agora a 20 anos-luz de distância.
Conceito artístico de uma estrela anã vermelha e da sua companheira anã castanha (em primeiro plano) na sua passagem pelo Sistema Solar, há 70.000 anos. O Sol aparece como a estrela brilhante ao fundo. As estrelas estão agora a 20 anos-luz de distância.
Uma equipa de investigadores norte-americanos e britânicos tentou calcular qual o prazo médio da vida em termos do tempo cósmico. Para isso, avaliaram quantos anos pode existir a vida em torno das estrelas que a podem acolher.
Estes académicos das Universidades de Harvard, nos Estados Unidos, e de Oxford, no Reino Unido, concluíram que a vida da estrela está directamente ligada à vida que pode desenvolver-se em torno de si.
A única excepção a esta ideia será se a estrela “morrer” por colidir com um corpo celeste ou devido a alguma força destruidora, por exemplo.
“O peso de uma estrela é inversamente proporcional à duração da existência da vida em torno dela: quanto mais leve for uma estrela, mais tempo podem viver os organismos vivos“, consideram os investigadores no estudo pré-publicado pelo sitearXiv.
A estimativa destes académicos é feita em função de uma fórmula mais elaborada do que a chamada Equação Drake, inventada pelo astrónomo Frank Drake em 1961 e que visa calcular o número de civilizações extraterrestres que poderá haver na Via Láctea.
As previsões destes investigadores apontam que há probabilidades de a vida se desenvolver em torno de uma estrela que seja 0,08 a 3,7 mais pesada do que o Sol.
“A não ser que a habitabilidade em torno de estrelas de massa baixa seja suprimida, é mais provável que exista vida próximo de estrelas de 0.1 massas solares 10 mil milhões de anos a contar de agora”, notam no estudo.
As estrelas mais comuns são as chamadas anãs vermelhas que são bastante leves e que, segundo a fórmula dos académicos de Harvard e de Oxford, podem manter a vida em torno delas durante cerca de 10 mil milhões de anos.
ZAP