sábado, 25 de julho de 2020

Líder do IPST admite "surpresa" com quebra de 7% nas dádivas de sangue

Líder do IPST admite "surpresa" com quebra de 7% nas dádivas de sangue
A quebra de apenas 7% das dádivas de sangue no primeiro semestre de 2020, muito marcado pela pandemia de covid-19, surpreendeu o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), admitiu hoje a presidente do organismo, Maria Antónia Escoval.

"Foi também uma surpresa, porque no início da pandemia implementámos um conjunto de medidas que alteravam muito os nossos procedimentos e apelámos aos nossos dadores. Estamos sempre condicionados pela resposta que os dadores possam dar e não é que nos surpreenda, mas foi uma resposta espetacular. Os nossos dadores não tiveram receio e corresponderam às necessidades do país", afirmou à Lusa.


Os números apresentados pelo IPST no lançamento da nova campanha, intitulada "Dê Sangue -- Ajude a Vida a Vencer", foram alcançados ao abrigo de um plano de contingência implementado em março para garantir a segurança e a sustentabilidade da dádiva durante o surto do novo coronavírus. Com a permanência do SARS-CoV-2 na realidade portuguesa no médio prazo, Maria Antónia Escoval confirmou a manutenção dos cuidados especiais.

"Vamos manter os procedimentos que estamos a adotar, quer para a segurança da transfusão, quer para a segurança dos nossos profissionais e dadores. Iremo-nos adaptando ao evoluir da situação e vamos atualizando o plano de contingência. No que se refere à segurança de dadores e profissionais, neste momento não podemos alterar as normas que foram instituídas", explicou.

Todavia, a presidente do IPST anunciou também uma "nova atualização" ao plano de contingência em agosto e que vai consistir "na adequação de algumas normas de segurança para dadores e para profissionais, na atualização do critério de cura -- porque ainda se considerava a cura após duas análises por RT-PCR negativas -, e na atualização aos procedimentos de colheita de plasma convalescente".

Sobre a utilização do plasma de doentes recuperados da covid-19, a líder do organismo público realçou-a como "uma opção para o tratamento" e enfatizou o significado da constituição de um grupo de peritos para o acompanhamento desta investigação clínica e que reúne elementos do IPST, da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Ricardo Jorge.

"Seguimos todos os passos que tinham de ser seguidos. Disponibilizámos um procedimento, neste momento temos acesso às análises, nomeadamente à realização dos anticorpos neutralizantes, e vamos fazer uma [análise], dentro do âmbito da lei da investigação. Penso que todos os passos foram tomados para que venhamos a ter sucesso", referiu, considerando ser "muito prematuro" definir um horizonte temporal para a apresentação de resultados.

Portugal contabiliza pelo menos 1.712 mortos associados à covid-19 em 49.692 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Fonte:NAOM

NB: Espantoso, nem uma palavra dirigidas aos dirigentes associativos, principalmente àqueles que não cancelaram sessões de colheitas caso da ADASCA de Aveiro.
Já estamos habituados à ingratidão!

Alto “Risco de Incêndio”: Atenção!

De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê-se para os próximos dias a continuação do tempo quente e seco, destacando-se os seguintes aspectos:
Humidade relativa baixa no interior durante a tarde. Fraca recuperação noturna no interior e Algarve; Vento do quadrante norte por vezes forte no litoral oeste e terras altas, por vezes com rajadas até 65 km/h.
Zonas das serras do litoral oeste, com risco mais elevado: Sintra, Montejunto e Monchique.

EFEITOS EXPECTÁVEIS

As condições meteorológicas previstas são favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais em especial nas regiões do Centro e Sul do país.

MEDIDAS PREVENTIVAS

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que, de acordo com as disposições legais em vigor, é:
-PROIBIDO fazer Queimadas Extensivas. Informe-se na sua câmara municipal ou pelo 808 200 520; 
-PROIBIDO fazer Queima de Amontoados. Informe-se na sua câmara municipal ou pelo 808 200 520; 
-PROIBIDO utilizar fogareiros e grelhadores em todo o espaço rural salvo se, usados fora das zonas críticas e nos locais devidamente autorizados, para o efeito; 
-PROIBIDO fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais; 
-PROIBIDO lançar balões de mecha acesa e foguetes. O uso de fogo-de-artifício só é permitido com autorização da câmara municipal; 
-PROIBIDO fumigar ou desinfestar apiários exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas; 
-PROIBIDO usar motorroçadoras (exceto se possuírem fio de nylon), corta-matos e destroçadores nos dias, e nos municípios, com Risco Máximo. Evite o uso de grades de discos; 
-OBRIGATÓRIO usar dispositivos de retenção de faíscas e de tapa-chamas nos tubos de escape e chaminés das máquinas de combustão interna e externa nos veículos de transporte pesados e 1 ou 2 extintores de 6 Kg, consoante o peso máximo seja inferior ou superior a 10 toneladas.

A ANEPC apela à tolerância zero para o uso do fogo nos espaços florestais.


“Olá, sou o Tiago Mayan Gonçalves e sou candidato à Presidência da República”

O advogado Tiago Mayan Gonçalves anuncia hoje que é o “primeiro candidato genuinamente liberal” à Presidência da República, uma corrida às eleições do próximo ano que tem o apoio da Iniciativa Liberal, partido do qual é membro fundador.
À agência Lusa, fonte oficial da Iniciativa Liberal refere que “foi com grande entusiasmo que recebeu a disponibilidade e motivação do Tiago Mayan Gonçalves para assumir uma candidatura à Presidência da República”, considerando o partido liderado pelo deputado João Cotrim Figueiredo que assim fica garantido que “na eleição para a mais alta função da nação os portugueses terão um candidato verdadeiramente liberal no qual votar”.
É através de um vídeo a divulgar nas redes sociais, e ao qual a agência Lusa teve acesso, que o advogado de 43 anos, nascido e criado no Porto, anuncia que é candidato “para que um grande espaço político tenha em quem votar, um espaço político que congrega liberais mas também pessoas que não se reveem num Presidente [Marcelo Rebelo de Sousa] que abdicou de o ser”.
“Olá, sou o Tiago Mayan Gonçalves e sou candidato à Presidência da República. Sou o primeiro candidato genuinamente liberal à Presidência”, afirma, no arranque do vídeo, gravado na Pérgola da Foz, na Avenida Brasil, um dos locais icónicos da cidade portuense.
O membro fundador da Iniciativa Liberal – que atualmente preside ao Conselho de Jurisdição – manifesta “muito orgulho em ter o apoio do partido que trouxe uma forma diferente de pensar e de fazer política a Portugal”.
“Sou um cidadão como vocês, farto da bolha em que o sistema político vive, alheado da vida dos portugueses. Sou descomprometido. Não estou envolvido em teias de interesses, de cumplicidades e de conveniências, dos séquitos e das elites do Terreiro do Paço”, garante.
Tiago Mayan Gonçalves assume desde já o compromisso de dizer a verdade aos portugueses, sendo o seu objetivo recentrar “a ação política no soberano que é o cidadão” e criar “um país mais justo, mais próspero, mais livre”.
“Portugal tem a oportunidade de mudar de vida já em Janeiro. Do Porto para o país sou o candidato liberal à Presidência da República”, enfatiza.
Depois deste anúncio, segue-se a recolha de assinaturas necessárias para poder formalizar a candidatura à corrida eleitoral para o Palácio de Belém, sendo para isso necessário um mínimo de 7500 proponentes.
De acordo com a nota biográfica disponibilizada, o advogado tem um “longo percurso de serviço associativo e voluntário, do qual se destaca o trabalho na ELSA (The European Law Students Association) e na Refood.
Tiago Mayan Gonçalves esteve envolvido nas campanhas e movimento “Porto, o Nosso Partido”, que elegeram Rui Moreira para a Câmara do Porto, sendo membro suplente da Assembleia da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde por este movimento.
Lusa / Madremedia

Pandemia obrigou ao cancelamento da programação de verão em Santarém

A programação de verão em Santarém, que chegou a ser pensada num formato diferente devido à pandemia da covid-19, não se vai realizar este ano, uma vez que o concelho continua a registar casos de infeção pelo novo coronavírus.
A vice-presidente da Câmara de Santarém e responsável pelo pelouro da Cultura, Inês Barroso, disse hoje à Lusa que o In.Santarém, festival de arte e cultura, que visa a dinamização do centro histórico da cidade com a realização de dezenas de eventos envolvendo agentes do concelho, ainda foi pensado “num conceito diferente”, com várias ações a decorrer em seis sextas-feiras, em horários diferentes e de forma a dispersar o público.
Contudo, o facto de ser raro o dia em que não se registam novos casos da covid-19 no concelho levou a que se optasse por não promover eventos que proporcionem a aglomeração de pessoas, mesmo assegurando o cumprimento das regras da Direção-Geral da Saúde, disse.
Afirmando que a decisão “não foi fácil”, Inês Barroso confessou que esta paragem “entristece” pela atratividade turística que a programação, iniciada em 2015, representa já para o concelho e pela importância que assume para os agentes culturais locais.
“Primeiro que tudo está a segurança. É preciso que as pessoas percebam que mais vale uma vida que uma festa”, disse.
O programador João Aidos, responsável pelo programa Santarém Cultura, que, em 2019, passou a integrar o In.Santarém, disse compreender os motivos que levaram ao cancelamento, frisando a “adaptação muito grande” imposta pela pandemia.
Parada desde março, a programação cultural do concelho tem de ser reprogramada, tendo sido positivo o teste realizado em junho no Teatro Sá da Bandeira, no âmbito da iniciativa nacional “Regresso ao Futuro”, disse.
Por outro lado, tudo está a ser feito para que os dois grandes eventos programados para este ano, a celebração do centenário do nascimento do dramaturgo escalabitano Bernardo Santareno e dos 500 anos de Pedro Álvares Cabral, possam acontecer, estando o primeiro agendado para o período entre 19 de setembro e 19 de novembro e o segundo para o início de setembro, disse a vereadora.
Contudo, Inês Barroso avisou que só mais perto das datas haverá segurança para o seu anúncio formal.
João Aidos afirmou que a programação futura poderá passar por espetáculos mais pequenos, com percursos pela cidade, levando à descoberta do centro histórico.
“Em vez de um espetáculo com 500 pessoas, a tendência será para 10 espetáculos com 50 pessoas”, disse.
Lamentando o fim do programa “Cultura para Todos”, cujos fundos foram redirecionados pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e do Centro para cobrir custos assumidos pelos municípios com a pandemia, o gestor e programador, que estava igualmente a trabalhar a programação para o Médio Tejo, tem alguma esperança nos programas em rede.
“Vamos trabalhar muito a ideia de ‘marketing’ territorial”, disse, dando o exemplo dos espetáculos de dança e música no património, na sua maioria ao ar livre.
Frisando que o “tecido cultural está devastado”, João Aidos sublinhou a importância de se olhar para áreas como as artes performativas, que, pela qualidade do seu trabalho, sobreviviam sem recorrer a apoios da Direção-Geral das Artes e que, “de repente, ficaram sem nada”.
Por outro lado, salientou a importância de não se perder o trabalho de fidelização de públicos, que, no caso de Santarém, envolvia “imensos projetos” nos vários ciclos de ensino e em lares e que terão agora de ser adaptados às novas regras.
Lusa

ATERRADORA PROFECIA JÁ EM DESENVOLVIMENTO!

«Ainda não vimos nada!»
Uma profecia feita com a lucidez e o realismo de António Barreto.
A LER com atenção e a PARTILHAR, pois é deveras preocupante e já se encontra em desenvolvimento na Europa e no Mundo.
António Barreto no jornal Público sobre a revisão da História.

Enviado por Alves Ribeiro

Por António Barreto 

Republicanos, corporativistas, fascistas, comunistas e até democratas mostraram, nos últimos séculos, que se dedicaram com interesse à revisão selectiva da História, assim como à censura e à manipulação.

14 de Junho de 2020 - É triste confessar, mas ainda estamos para ver até onde vão os revisores da História. Uma coisa é certa: com a ajuda dos movimentos anti-racistas, a colaboração de esquerdistas, a covardia de tanta gente de bem e o metabolismo habitual dos reaccionários, o movimento de correcção da História veio para ficar.
Serão anos de destruição de símbolos, de substituição de heróis, de censura de livros e de demolição de esculturas. Até de rectificação de monumentos. Além da revisão de programas escolares e da reescrita de manuais.
Tudo, com a consequente censura de livros considerados impróprios, seguida da substituição por novos livros estimados científicos, objectivos, democráticos e igualitários. A pujança deste movimento através do mundo é tal que nada conseguirá temperar os ânimos triunfadores dos novos censores, transformados em juízes da moral e árbitros da História.
Serão criadas comissões de correcção, com a missão de rever os manuais de História (e outras disciplinas sensíveis como o Português, a Literatura, a Geografia, o Meio Ambiente, as Relações Internacionais…), a fim de expurgar a visão bondosa do colonialismo, as interpretações glorificadoras dos descobrimentos e os símbolos de domínio branco, cristão, europeu e capitalista.
Comissões purificadoras procederão ao inventário das ruas e locais que devem mudar de nome, porque glorificam o papel dos colonialistas e dos traficantes de escravos. Farão ainda o levantamento das obras de arte públicas que prestam homenagem à política imperialista, assim como aos seus agentes. Já começou, aliás, com a substituição do Museu dos Descobrimentos pelo Memorial da Escravatura.
Teremos autoridades que tudo farão para retirar os objectos antes que as hordas cheguem e será o máximo de coragem de que serão capazes. Alguns concordarão com o seu depósito em pavilhões de sucata. Outros ainda deixarão destruir, gesto que incluirão na pasta de problemas resolvidos.
Entretanto, os Centros Comerciais Colombo e Vasco da Gama esperam pela hora fatal da mudança de nome.
Praças, ruas e avenidas das Descobertas, dos Descobrimentos e dos Navegantes, que abundam em Portugal, serão brevemente mudadas.
Preparemo-nos, pois, para remover monumentos com Albuquerque, Gama, Dias, Cão, Cabral, Magalhães e outros, além de, evidentemente, o Infante D. Henrique, o primeiro a passar no cadafalso. Luís de Camões e Fernando Pessoa terão o devido óbito. Os que cantaram os feitos dos exploradores e dos negreiros são tão perniciosos quanto os próprios. Talvez até mais, pois forjaram a identidade e deram sentido aos mitos da nação valente e imortal.
Esperemos para liquidar a toponímia que aluda a Serpa Pinto, Ivens, Capelo e Mouzinho, heróis entre os mais recentes facínoras. Sem esquecer, seguramente, uns notáveis heróis do colonialismo, Kaúlza de Arriaga, Costa Gomes, António de Spínola, Rosa Coutinho, Otelo Saraiva de Carvalho, Mário Tomé e Vasco Lourenço.
Não serão esquecidos os cineastas, compositores, pintores, escultores, escritores e arquitectos que, nas suas obras, elogiaram os colonialistas, cúmplices da escravatura, do genocídio e do racismo. Filmes e livros serão retirados do mercado.
Pinturas murais, azulejos, esculturas, baixos-relevos, frescos e painéis de todas as espécies serão destruídos ou cobertos de cal e ácido. Outras comissões terão o encargo de proceder ao levantamento das obras de arte e do património com origem na África, na Ásia e na América Latina e que se encontram em Portugal, em mãos privadas ou em instituições públicas, a fim de as remeter prontamente aos países donde são provenientes.
Os principais monumentos erectos em homenagem à expansão, a começar pelos Jerónimos e pela Torre de Belém, serão restaurados com o cuidado de lhes retirar os elementos de identidade colonialista. Os memoriais de homenagem aos mortos em guerras do Ultramar serão reconstruídos a fim de serem transformados em edifícios de denúncia do racismo. Não há liberdade nem igualdade enquanto estes símbolos sobreviverem.
Muitos pensam que a História é feita de progresso e desenvolvimento. De crescimento e melhoramento. Esperam que se caminhe do preconceito para o rigor. Do mito para o facto. Da submissão para a liberdade.
Infelizmente, tal não é verdade. Não é sempre verdade. Republicanos, corporativistas, fascistas, comunistas e até democratas mostraram, nos últimos séculos, que se dedicaram com interesse à revisão selectiva da História, assim como à censura e à manipulação.
E, se quisermos ir mais longe no tempo, não faltam exemplos. Quando os revolucionários franceses rebaptizaram a Catedral de Estrasburgo, passando a designá-la por Templo da Razão, não estavam a aumentar o grau de racionalidade das sociedades. Quando o altar-mor de Notre Dame foi chamado de Altar da Liberdade caminharam alegremente da superstição para o preconceito.
E quando os bolchevistas ocuparam a Catedral de Kazab, em São Petersburgo e apelidaram o edifício de Museu das Religiões e do Ateísmo, não procuravam certamente a liberdade e o pluralismo. E também podemos convocar os Iconoclastas de Istambul, os Daesh de Palmira ou os Taliban de Bamiyan que destruíram símbolos, combateram a religião e tentaram apropriar-se tanto do presente como do passado.
Os senhores do seu tempo, monarcas, generais, bispos, políticos, capitalistas, deputados e sindicalistas gostam de marcar a sociedade, romper com o passado e afastar fantasmas. Deuses e comendadores, santos e revolucionários, habitam os seus pesadelos. Quem quer exercer o poder sobre o presente tem de destruir o passado.
Muitos de nós pensávamos, há cinquenta anos, que era necessário rever os manuais, repensar os mitos, submeter as crenças à prova do estudo, lutar contra a proclamação autoritária e defender com todas as forças o debate livre.
É possível que, a muitos, tenha ocorrido que faltava substituir uma ortodoxia dogmática por outra. Mas, para outros, o espírito era o de confronto de ideias, de debate permanente e de submissão à crítica pública.
O que hoje se receia é a nova dogmática feita de novos preconceitos. Não tenhamos ilusões.
Se as democracias não souberem resistir a esta espécie de vaga que se denomina libertadora e igualitária, mergulharão rapidamente em novas eras obscurantistas.» 

Fontes:

Covid-19: Aumento de casos na Alemanha leva governos estaduais a temerem segunda vaga

O aumento do número de novos casos de covid-19 na Alemanha está a levar os governos estaduais a falar numa segunda vaga da pandemia no país, numa altura em que se registam 200 mil infetados e nove mil mortes.
Em entrevista hoje ao jornal regional Rhenischer Post, o chefe de Governo de Sachsen (na zona oriental da Alemanha), Michael Kretschmer, defendeu que “a segunda [vaga] já está aí”.
“Todos os dias temos novo focos de infeção que podem originar um elevado número de casos”, alertou o responsável.
A Alemanha identificou 781 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o Instituto Robert Koch, um número ainda assim abaixo das 815 novas infeções identificadas na sexta-feira.
Ao todo, desde o início da pandemia, foram registados 204.964 casos de covid-19 e 9.118 mortes.
De acordo com este instituto, os números dos últimos dias representam uma mudança na tendência, dado que até agora o número médio de novas infeções era de cerca de 500.
O aumento tem sido registado em várias regiões do país, embora cerca de 60% dos novos casos tenham sido registados nos Estados do oeste (Nordrhein-Westfalen) e do sudoeste (Baden-Württemberg)
Depois de as autoridades de saúde alemãs terem admitido que estes são dados preocupantes, Michael Kretschmer disse na entrevista àquela publicação regional ser necessário “quebrar” esta nova tendência.
Lusa / Madremedia

Madrid renova licença de exploração para central de Almaraz

Madrid renovou a licença de exploração para os Grupos I e II da central de Almaraz em Cáceres, a última antes do início do encerramento da central nuclear espanhola situada a cerca de 100 quilómetros da fronteira portuguesa.
Fontes do Governo espanhol, citadas pela agência noticiosa Efe, afirmaram que o ministério da Transição Ecológica espanhol formalizou as ordens de renovação das autorizações para estas instalações.
No caso do Grupo I de Almaraz, a licença de exploração é prorrogada até 01 de novembro de 2027, e no caso do Grupo II até 31 de outubro de 2028.
A renovação das licenças de Almaraz foi pedida pela entidade que atualmente explora a instalação, designadamente Iberdrola, Endesa e Naturgy.
O ministério da Transição Ecológica espanhol também renovou a licença de exploração para a central de Vandellós, II, em Tarragona.
A autorização para a central de Vandellós II é prorrogada por um período de 10 anos a partir de 26 de julho de 2020, em resultado do qual a autorização expirará a 26 de julho de 2030, embora possa ser solicitada uma nova autorização de duração mais curta, uma vez que de acordo com o calendário acordado entre a Empresa Nacional de Gestão de Resíduos Radioativos (Enresa) e as empresas proprietárias da central poderá continuar a funcionar até 2035.
Esta renovação da licença para Vandellós foi solicitada pela Endesa e pela Iberdrola, entidades que atualmente exploram a instalação.
O ministério da Transição Ecológica espanhol autorizou a concessão das novas licenças, que serão as últimas para os dois grupos em Almaraz, na sequência de um relatório favorável do Conselho de Segurança Nuclear (CSN).
Os períodos de renovação autorizados correspondem ao que foi acordado no protocolo de intenções assinado pela Enresa em 2019 com os proprietários das centrais nucleares que operam em Espanha, para realizar o encerramento ordenado e gradual do parque nuclear espanhol entre 2027 e 2035.
Este protocolo tem em conta as previsões do Plano Nacional Integrado de Energia e Clima 2021-2030, que o Governo espanhol apresentou às autoridades da União Europeia e segundo o qual, até 2030, 74% do sistema elétrico espanhol será abastecido por energias renováveis.
As autorizações aprovadas pelo ministério da Transição Ecológica são também coerentes com o projeto do 7.º Plano Geral de Resíduos Radioativos, apresentado pela Enresa ao ministério em março e atualmente em estudo e processamento, a fim de permitir o encerramento escalonado das instalações para permitir a realização de trabalhos de desmantelamento e gestão de resíduos de acordo com os recursos humanos e técnicos disponíveis.
Lusa