sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
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Carnaval de Buarcos espera “enchente” histórica
Com um recinto limitado a 10 mil lugares no domingo e na terça-feira, a organização do Carnaval de Buarcos espera que o evento esgote rapidamente.
O volume de solicitações e a atenção dos media locais e nacionais levam a ACBFF a antever uma enchente histórica, mas o Plano de Contingência e Segurança do evento, aprovado em plena emergência COVID 19, não prevê o aumento do recinto ou da capacidade do espaço.
A ACBFF adotou medidas adicionais para o evento, nomeadamente com um aumento do número de bilheteiras, que serão este ano distribuídas desta forma:
Ponte Galante (entrada Sul) - 3 bilheteiras (apenas Domingo e Terça-feira);
Rua dos Pescadores – 3 bilheteiras;
Buarcos (entrada Norte) – 8 bilheteiras;
Pontos de venda adicionais (em actualização):
FozPlaza (Domingo e Terça-feira);
Tabacaria Chouco (Domingo e Terça-feira);
Tabacaria Satélite (Domingo e Terça-feira);
Quiosque Praça 8 de Maio (Domingo e Terça-feira);
Horário de Venda de Bilhetes:
Sábado (bilheteiras Buarcos Rua dos Pescadores) 17h30:
Domingo e Terça-feira: das 10 às 17 horas;
Em directo a partir do recinto vão estar pelo menos dois canais nacionais de televisão, além de vários órgãos de comunicação social que transmitem via Facebook e dos próprios meios de comunicação do Carnaval de Buarcos 2022.
O Plano de Segurança e Contingência do Evento, aprovado em pleno período de emergência Covid 19, prevê uma lotação de 10 mil lugares para todo o espaço disponível. Registou-se ainda um aumento do número de lugares sentados em bancada, que passaram agora para 700, com acesso livre por ordem de chegada. O uso de máscara é fortemente recomendado.
O Carnaval de Buarcos/ Figueira da Foz recuperou este ano uma das suas mais antigas tradições e delega a sua mais elevada representação a cidadãos com reconhecida participação não apenas carnavalesca, mas também cívica e associativa.
Helena Ferreira, a conhecida carteira figueirense, foi a Rainha escolhida.
Já Carlos Simpatia é um nome menos habitual nestas andanças carnavalescas, mas aceitou com “grande entusiasmo” o convite da Câmara Municipal da Figueira da Foz para assumir o trono em 2022.
A ACBFF convidou para padrinhos deste Carnaval duas reconhecidas figuras do meio associativo e carnavalesco. A madrinha, Cristina Félix, é uma “ilustre buarqueira” com muitos anos de participação associativa, e o padrinho é outra figura absolutamente incontornável do meio folião e popular da cidade, Carlos Certo.
Com esta equipa de soberanos e de padrinhos, a edição de 2022 do Carnaval de Buarcos aposta num sólido regresso às origens e à forte vocação de envolvimento popular.
Este ano, o Carnaval sai à rua “em defesa das Artes”, um tema que pretende homenagear a resiliência do meio artístico, tão afectado pelo confinamento ditado pela crise pandémica.
Para dar mais cor aos dias cinzentos que se viveram nos últimos anos, a organização - partilhada entre a CMFF e a ACBFF - aposta num desfile de grande qualidade, num recinto ao ar livre onde deverão ser observadas todas as regras de segurança ainda em vigor.
No dia 26, sábado à noite, será a vez das três escolas de samba apresentarem pela primeira vez o trabalho e os enredos deste ano, a partir das 21h30.
No domingo, dia 27 e na terça feira dia 1 de Março realizam-se então os grandes corsos carnavalescos, que contam com a participação de cinco grupos, três escolas de samba e o tradicional carro da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, num total de cerca de um milhar de desfilantes.
Os ingressos custam 2€ para o desfile nocturno e 5€ para domingo e terça feira, e a lotação do recinto está limitada a 10 mil pessoas, sendo previsível que esgote rapidamente por se tratar do único desfile de Carnaval na região e um dos poucos a nível nacional.
Pombal: Casa Varela irá manter a matriz de centro de experimentação artística
O presidente da Câmara Municipal de Pombal garantiu a continuidade do projeto da Casa Varela mantendo a matriz de Centro de Experimentação Artística, de referência nacional e internacional. “Esta Casa irá manter-se de portas abertas para novos desafios, novos projetos, novas oportunidades, sendo mais um passo na afirmação de Pombal como cidade moderna e dinâmica”, disse.
Pedro Pimpão falava, na manhã desta quinta-feira, 24 de fevereiro, durante um encontro com a Comunicação Social para apresentar um balanço dos primeiros meses de funcionamento daquele espaço cultural da cidade. A iniciativa serviu também para dirigir um agradecimento público a Filipe Eusébio, que cessou funções, a seu pedido, de diretor artístico da Casa Varela, tendo o presidente da Câmara destacado a sua “dedicação, entusiasmo e profissionalismo” que empenhou na sua missão que se desenvolveu num “contexto muito exigente” devido à pandemia Covid-19.
Entre novembro de 2020 e janeiro de 2022, a Casa Varela acolheu 36 projetos, 23 presenciais e 13 virtuais (13 projetos externos e 22 a partir de propostas de pombalenses) envolvendo 80 criadores: quatro artistas internacionais, 26 artistas nacionais e 50 locais.
Pedro Pimpão fez um “balanço muito positivo” do trabalho desenvolvido, convicto que foi lançada uma “semente que se transformará numa árvore, que está já a dar os primeiros de muitos frutos”. “Vamos dar continuidade a este projeto, aprofundar, consolidar, fazer mais e melhor, com novas dinâmicas, mas mantendo a matriz de centro de experimentação artística”, sublinhou.
A Casa Varela está instalada num edificado que remonta aos anos 30 do século passado, projetado pelo arquiteto Ernesto Korrodi para servir de habitação familiar. No entanto, durante décadas teve múltiplas funções, tendo sido adquirido pelo Município de Pombal em 2011.
Após um processo de cuidada requalificação da Casa, este espaço cultural está apto para receber criadores nacionais e estrangeiros para desenvolver os seus trabalhos e desenvolver o seu caminho artístico. Uma estrutura flexível e modular, que presta apoio no caminho da profissionalização das artes no território concelhio.
Ucrânia: final da Liga dos Campeões muda da Rússia para França
A final da Liga dos Campeões 2021/22 já não será em São Petersburgo, na Rússia, mas sim em Paris, capital francesa.
A decisão é do Comité Executivo da UEFA, no entanto, apenas daqui a umas horas se prevê a oficialização do anúncio.
O jogo da final, marcado para dia 28 de maio, jogar-se-ia no Estádio da cidade de São Petersburgo, construído através de financiamento da Gazprom, empresa russa do setor da energia.
A partida realizar-se-á no Stade de France, em Saint-Denis, junto à capital francesa, Paris. A medida surge como uma das muitas reações internacionais à invasão da Ucrânia por parte das forças russas, comandadas pelo Presidente Vladimir Putin.
Esta quinta-feira, também o Parlamento Europeu pediu à UEFA retirasse a final da prova milionária de território russo e que rescindisse o contrato com a Gazprom.
No comunicado, surge ainda a informação de que “os clubes russos e ucranianos, e respetivas seleções nacionais, que participem nas competições da UEFA serão obrigados a jogar os encontros ‘em casa’ em estádios neutros, até novo aviso”, lê-se no comunicado.
Faturas para o IRS têm de ser confirmadas até hoje no e-Fatura
O prazo para os contribuintes consultarem, confirmarem e registarem as faturas das despesas realizadas em 2021 termina hoje, sendo este o momento para verificar se há faturas em falta, estão na categoria de despesa adequada ou ficaram pendentes.
A verificação e confirmação das faturas que vão servir de base ao cálculo das deduções no IRS é um dos passos para a preparação da entrega da declaração anual do imposto, que decorre entre 01 de abril e 30 de junho, uma vez que desde a reforma do IRS, em 2015, as deduções em sede daquele imposto estão relacionadas com as faturas das despesas realizadas pelos contribuintes e às quais associaram o seu NIF.
Este processo de validação pode também ser feito também através da aplicação efatura para telemóveis, cuja procura e número de acessos tem aumentado nos últimos dois meses. Segundo dados da Autoridade TRibutária e Aduaneira (AT), em dezembro registou-se uma média de 200 mil eventos em dezembro, que em janeiro subiram para 400 mil em janeiro. Mais recentemente têm sido observados “alguns picos de acesso a alcançar o 1 milhão de eventos/dia”, segundo a AT.
Ainda que a emissão de fatura seja obrigatória por parte de quem fornece o produto ou serviço e seja também esta entidade quem tem de comunicá-la ao portal e-fatura, é possível que se verifiquem falhas neste circuito ou que as faturas fiquem pendentes pelo facto de quem as emite ter mais do que um CAE (código de atividade económica).
Por este motivo é necessário que cada contribuinte verifique as faturas para que possa detetar se houve alguma omissão, o que pode resolver registando-a por sua iniciativa, ou se por algum motivo ela se encontra pendente, caso em que terá de complementar a informação em falta.
Há vários motivos para que uma fatura fique pendente, sendo um deles o facto de o contribuinte em causa ter atividade aberta na categoria B, já que, nesta situação, é necessário indicar se a despesa foi ou não feita no âmbito desta atividade.
A existência de mais do que um CAE por parte do emitente faz também com que a fatura fique pendente e a aguardar que o contribuinte especifique se em causa está uma despesa geral familiar ou se está relacionada com saúde, restauração ou educação, por exemplo.
Neste processo de confirmação o contribuinte pode ainda verificar se todas as faturas foram inseridas no setor (de dedução) correto, sendo-lhe permitido reafetá-las caso detete incorreções.
As faturas permitem reduzir o montante de imposto que cada contribuinte tem a pagar, ainda que no caso das despesas com educação, saúde e habitação seja possível eliminar o valor dedutível calculado e pré-preenchido pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) na declaração do IRS e indicar um diferente com base nas faturas que se guardaram e que têm o NIF.
Recorde-se que é possível deduzir ao IRS 35% das despesas gerais familiares até ao limite de 250 euros por contribuinte. Além disto são aceites 15% das despesas de saúde até um máximo dedutível de 1.000 euros por agregado; de 30% das despesas de educação até um máximo de 800 euros (ou até 1.000 euros havendo rendas de estudante deslocado); ou ainda de 15% das despesas com renda de casa até ao limite de 502 euros por agregado.
Quem habita numa casa comprada com recurso a empréstimo contraído até 31 de dezembro de 2011 pode deduzir 15% das despesas com juros do empréstimo, sendo que neste caso o limite está tabelado nos 296 euros.
Aceite é também uma parcela (25%) das despesas com lares de terceira idade (até ao limite de 403 euros) ou com pensões de alimentos (20%, sem limite).
Há ainda alguns setores de atividade em que a exigência de fatura com NIF permite reduzir o IRS através da dedução de uma parcela (15%) do IVA suportado, até ao limite de 250 euros. É o que sucede com o IVA pago nas faturas dos ginásios, restaurantes, salões de beleza, reparações de carros e motos ou veterinários. Na aquisição dos passes sociais o IVA é dedutível na totalidade.
Depois deste passo da confirmação das faturas, os contribuintes vão ainda poder, de 16 a 31 de março, consultar as despesas dedutíveis e reclamar das faturas/despesas gerais familiares.
Madremedia/Lusa
DGS está a equacionar fim do uso de máscaras no interior
Graça Freitas adianta que o país está na primeira fase de redução de medidas e ainda são necessárias cautelas.
O fim do uso de máscara nos espaços interiores está a ser equacionada, mas isso só acontecerá quando diminuir a mortalidade por covid-19 em Portugal e atividade epidémica estiver mais baixa, disse hoje a diretora-geral da Saúde.
Temos um marco importante a cruzar que é diminuir a mortalidade para os níveis que o ECDC [Centro Europeu de Controlo de Prevenção de Doença] preconiza”, 20 mortos por milhão de habitantes, disse Graça Freiras aos jornalistas, à margem das 13.ª Jornadas de Atualização das Doença Infecciosas do Hospital Curry Cabral, que decorrem hoje e sexta-feira, em Lisboa.
Graça Freitas adiantou que o país está na primeira fase de redução de medidas e ainda são necessárias cautelas, até avançar para a segunda etapa.
“Vamos esperar que o vírus atinja os mínimos possíveis para nos darem alguma liberdade também no que diz respeito à utilização de máscaras”, mas as medidas dependerão sempre da “dinâmica do vírus”, adiantou.
Sobre as questões que os pais têm levantado por causa dos processos de aprendizagem, Graça Freitas disse que também há quem defenda e diga que os processos de aprendizagem não são alterados pela utilização das máscaras.
“As crianças estão habituadas e, portanto, vamos com calma vendo de facto os riscos”, disse, referindo que o Governo decidirá em que altura fará o abrandamento de medidas.
Sobre as novas orientações para os contactos de alto risco, que são os coabitantes que não têm dose de reforço, nem estão na fase de recuperação da doença, Graça Freitas explicou que têm a recomendação de fazer dois testes rápidos de antigénio para compensar o facto de não estarem isolados.
Segundo a diretora-geral da Saúde, o primeiro teste deve ser realizado “o mais precocemente possível” e o segundo entre o terceiro e o quinto dia para a eventualidade de estarem positivo e terem de retirar-se do meio social para evitar transmitir a outras pessoas.
Questionada sobre uma possível redução do período de isolamento dos sintomáticos e assintomáticos, Graça Freitas adiantou que “há um plano gradual de redução do número de dias em que as pessoas ficarão isoladas” que prevê que possa ser de cinco dias numa outra etapa de alívio de medidas.
Graça Freitas apelou para que depois do isolamento continuem a ser adotadas medidas de precaução em relação ao distanciamento físico das outras pessoas, à utilização de máscaras e à permanência em espaços arejados.
NOVA FASE DE PANDEMIA: 3 DE ABRIL
Nas jornadas, o especialista em Saúde Pública da DGS apontou o dia 3 de abril como uma data possível de uma nova fase da pandemia. Questionada sobre esta meta, Graça Freitas disse que é apenas uma projeção.
“As projeções são afinadas todos os dias (…) com os dados que colhemos todos os dias e, portanto, pode ser uma um bocadinho antes, um bocadinho depois é apenas uma projeção para nos orientarmos”, justificou.
Graça Freitas falou ainda sobre a preocupação manifestada nas jornadas com o crescimento da linhagem da variante Ómicron (BA.2) que está a tornar-se dominante, havendo alguns sinais de outros países, nomeadamente da Dinamarca, que pode ter um padrão diferente da outra linhagem inicial (BA.1).
“Temos que estar atentos, monitorizar muito bem todos estes fenómenos, ter uma boa vigilância epidemiológica de forma a que se detetem precocemente sinais e que esses sinais sirvam de bússola” para depois os decisores tomarem as medidas adequadas e proporcionais ao risco, defendeu.
“Temos sempre tido estratégias adaptativas e flexíveis em função do desenvolvimento da epidemia e isso tem sido uma característica do nosso país”, disse, considerando as medidas tomadas ao longo destes dois anos de pandemia “adequadas ao risco e adequadas à situação epidémica”.
SIC Notícias/Lusa