quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Formação 100% online | Inovação Pedagógica e Mudança Educativa: que importância?

As organizações educativas (escolas, universidades, entidades de formação profissional, instituições de solidariedade social) são desafiadas a desenvolverem ações e projetos de inovação fora da caixa que vão além das regras tradicionais da organização escolar. Uma das formas é através da constituição de equipas que potenciem experiências de aprendizagem significativas aos alunos, formandos ou aprendentes. É neste quadro geral que surge a Pós-graduação em Inovação Pedagógica e Mudança Educativa, da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, que permite capacitar todos os profissionais de educação, para adotarem novos modelos de organização e gestão pedagógica. Uma formação totalmente online que tem início a 23 de outubro.
“A inovação pedagógica é uma área premente que deve contribuir para que a mudança educativa seja célere, mas sustentável,” salienta Diana Mesquita, docente e coordenadora da Pós-graduação em Inovação Pedagógica e Mudança Educativa da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa. Lecionada por um corpo docente com sólidos conhecimentos científicos e reconhecido mérito no campo das Ciências da Educação, através do Serviço de Apoio à Melhoria da Educação (SAME).

Com um currículo amplo, flexível e facilmente adaptável às necessidades emergentes dos atores educativos, “a Pós-graduação em Inovação Pedagógica e Mudança Educativa parte dos contextos reais de trabalho dos profissionais que a frequentam e dá um conjunto sistematizado de conhecimentos e de ferramentas fundamentais para que os atores educativos concebam, organizem, implementem e monitorizem projetos de inovação pedagógica e mudança educativa,” conclui.

A Pós-graduação em Inovação Pedagógica e Mudança Educativa, da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, é 100 por cento online e tem início a 23 de outubro.

*Fernanda Teixeira

“Aveiro está a trabalhar no aprofundamento do processo de integração social que já tem de boa qualidade”; Programação de setembro do Teatro Aveirense

I – Ribau Esteves: “Aveiro está a trabalhar no aprofundamento do processo de integração social que já tem de boa qualidade”
Presidente da Câmara de Aveiro participou na sessão de abertura do Congresso da AIDELF, que se realiza até 30 de agosto na Universidade de Aveiro
O Presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), José Ribau Esteves participou, esta terça-feira, 27 de agosto, na abertura do XXII Congresso da AIDELF – Associação Internacional dos Demógrafos de Língua Francesa, que acontece na Universidade de Aveiro.
“É um grande prazer receber-vos em Aveiro, símbolo da Cultura, da Inovação e da Diversidade, no ano em que somos Capital Portuguesa da Cultura”, começou por dizer Ribau Esteves.
Num Congresso dedicado aos temas da “Demografia e Mobilidades”, o Presidente da CMA traçou o perfil demográfico de Aveiro, “marcado por um crescimento contínuo de população e por uma interessante mistura de culturas e nacionalidades. Esta diversidade cultural traz uma dinâmica única na nossa comunidade e favorece a partilha, a abertura ao mundo e à inovação, para qual a CMA está a trabalhar no aprofundamento de um processo de integração social que já tem de boa qualidade” disse.
Perante um auditório de especialistas de vários Países do Mundo, Ribau Esteves destacou também o papel importante da Universidade e classificou Aveiro como uma “cidade de estudantes” que “enriquecem o desenvolvimento da Cidade, do Município e da Região de Aveiro, nomeadamente ao nível económico e social”.
No que respeita à mobilidade, “Aveiro distingue-se pelo seu trabalho de requalificação urbana e viária, com prioridade à circulação suave e pedonal e pela estratégia de descarbonização e redução do consumo de energia”, recordando os atuais 14 autocarros elétricos em operação, que representam 45% da frota da Aveirobus, e que significam que 60% dos quilómetros efetuados pelos transportes públicos municipais, são percorridos com zero emissões de CO2 para atmosfera, assim como contributo de caráter inovador e único que constitui o Ferryboat elétrico Salicórnia.
O Congresso, que se realiza até 30 de agosto, (https://aidelf2024.sciencesconf.org<https://aidelf2024.sciencesconf.org/>), conta com a participação de especialistas e representantes de organismos oficiais e outras entidades, num total de 150 participantes.

II – Programação de setembro do Teatro Aveirense com cinco estreias absolutas e uma estreia nacional
Música, dança, novo circo, cinema e projetos de comunidade marcam a rentrée com artistas nacionais e internacionais

O Teatro Aveirense dá início à sua rentrée em setembro com uma agenda de eventos preenchida, onde cabem a música, a dança, o novo circo, o cinema e projetos de comunidade, convocando artistas nacionais e internacionais, podendo contar-se com cinco estreias absolutas e uma estreia nacional.
Uma programação da Câmara Municipal de Aveiro integrada no projeto Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024.
Na música, as atividades arrancam logo no dia 6 de setembro com a ópera Madrugada: as razões de um movimento, com a qual o MPMP Património Musical Vivo e a Orquestra Filarmonia das Beiras celebram os 50 anos do 25 de abril. Outro dos destaques nesta área será o concerto dos Ganso, no dia 26 de setembro, em mais uma etapa da rubrica Novas Quintas, dedicada a músicos emergentes.
Também na música, assinala-se o concerto final do Monitor, no dia 20 de setembro, que traz ao palco Dinis Mota, Nayr Faquirá e Bela Noia, três projetos musicais que durante um ano participaram num processo de mentoria do Teatro Aveirense/Câmara Municipal de Aveiro, com o objetivo de os capacitar na otimização das suas carreiras. Este concerto acontece fora de portas, na Sala Aberta, programação em espaço público do Teatro Aveirense que integra ainda o espetáculo Sursum Corda, através de tudo, de Fernando Mota, marcado para o dia 15 de setembro nos Claustros da Misericórdia.
Na dança, as atenções irão focar-se na estreia nacional de C La Vie, no dia 19 de setembro, um espetáculo de Serge Aimé Coulibaly, um dos mais conceituados coreógrafos do momento, que aqui conta uma história atravessada por uma série de obstáculos e nenhum herói para superá-los, com nove intérpretes em palco.
A 13 de setembro estreia Edni, um projeto entre a performance e a instalação artística que junta Né Barros, João Martinho Moura, os Fahr 021.3 e Vivian Ingrams, numa criação que responde ao tema ‘Cultura e Sustentabilidade’, abordado neste trimestre por Aveiro 2024 – Capital Portuguesa da Cultura. Depois de apresentado o espetáculo, a instalação poderá ser visitada gratuitamente de 17 a 28 de setembro.
O novo circo terá também o seu lugar na programação do Teatro Aveirense, desta vez com o espetáculo Pa(i)ysage[n]s, de João Paulo Santos, uma variação do mastro chinês em três quadros por um dos mais notáveis artistas portugueses nesta área. Estreia no dia 27 de setembro.
O cinema terá duas datas especiais a assinalar. A primeira será no dia 17 de setembro, dia em que se poderá assistir ao filme Sobre Sonhos e Liberdade, dos realizadores brasileiros Márcia Paraíso e Francisco Colombo, sobre o significado da abolição da escravatura no Brasil. Uma sessão com a presença da realizadora e do produtor do filme. Outro momento a ter em conta acontecerá com a sessão temática de Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024, neste trimestre dedicada ao tema ‘Cultura e Sustentabilidade’, com a estreia do filme Para Lá da Porta, de Ana Carolina D’Antas, e a reposição dos filmes Aveiro, de Perdigão Queiroga, Num Mar de Moliço, de Alfredo Tropa, e Crónica do Esforço Perdido, de António Macedo, todos restaurados pela Cinemateca Portuguesa.
O Teatro Aveirense vai ainda apresentar dois espetáculos que resultam do trabalho desenvolvido no âmbito dos Programas de Participação de Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024. No dia 21 de setembro é apresentado Terra Amada, um espetáculo de dança que aborda as ameaças ambientais com os alunos dos Agrupamentos de Escola José Estêvão, Dr. Mário Sacramento, Aveiro e Esgueira e da Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Aveiro. No final do mês, dia 29 de setembro, é apresentado o resultado do projeto OLAS – Objetos e Laboratórios Artísticos e Sociais, uma iniciativa que procura transformar cidadãos e comunidades nos criadores do futuro através das práticas artísticas.
Mais informações: www.teatro aveirense.pt

*Simão Santana
Adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro

Universidade de Coimbra | Descoberto fóssil raro de planta primitiva extinta na região do Bussaco

 
Pedro Correia, especialista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) descobriu um fóssil de uma planta primitiva que existiu na região do Bussaco há cerca de 300 milhões de anos. O investigador do Centro de Geociências do Departamento de Ciências da Terra (DCT) encontrou um estróbilo fóssil de um novo género e nova espécie de planta articulada extinta - Bussacoconus zeliapereirae gen. et sp. nov. (Sphenophyllales, Polypodiopsida).
Este estudo, liderado por Pedro Correia e realizado em colaboração com Artur Sá, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), permite saber como estas plantas primitivas evoluíram e se adaptaram em ambientes tropicais em mudança durante o final de uma glaciação, no fim do Período Carbonífero, há 300 milhões de anos.
As Sphenophyllales são uma ordem extinta de plantas terrestres articuladas e um grupo irmão das atuais cavalinhas da ordem Equisetales. Estas plantas primitivas eram relativamente pequenas (inferiores a um metro de altura) e produtoras de esporos que existiram durante o Devónico até ao Triássico. A classificação das esfenofilídeas baseia-se principalmente nos seus órgãos vegetativos e reprodutivos (caules, folhas e estróbilos).
«É uma descoberta espetacular, porque este tipo de frutificações de Sphenophyllales são raras no registo fóssil, o qual é muito fragmentado e pouco se conhece sobre a sua verdadeira diversidade taxonómica», revela Pedro Correia, especialista em paleobotânica.
«Os seus esporangióforos secundários e esporângios estão notavelmente bem preservados na matriz rochosa em diferentes ângulos, o que nos permitiu descrever um conjunto de caracteres diagnósticos essenciais para uma comparação próxima com outros estróbilos do mesmo grupo», esclarece o investigador, acrescentando que esta é uma descoberta cientificamente muito relevante que se vem juntar à de uma nova espécie de barata primitiva e outra nova espécie de gimnospérmica, encontradas no mesmo afloramento e recentemente publicadas.
«Estas novas descobertas científicas revelam o quanto ainda há para conhecer acerca das dinâmicas da evolução da biodiversidade no Carbonífero terminal, período desafiante da história da vida na Terra. O afloramento onde estes fósseis foram recolhidos constitui um novo Sítio de Interesse Geológico em Portugal, sendo que a relevância dos achados paleontológicos recentes lhe confere um valor científico internacional», afirma Artur Sá, coautor do artigo.
As floras do Carbonífero do Bussaco viveram em condições ambientais e climáticas confinadas a uma região intramontanhosa, na qual sistemas fluviais funcionaram como mecanismos de transporte de muitos restos vegetais e de sedimentos erodidos de rochas circundantes. A combinação de um ambiente intramontanhoso e clima restritivos favoreceu um endemismo local, razão pela qual os cientistas têm descoberto fósseis de várias novas espécies de flora e fauna com características endémicas neste tipo de ambientes.
«Estes géneros de ocorrências demonstram por que o registo fóssil terreste necessita de verdadeira criatividade e compreensão da ecologia, bem como da geologia, para ser interpretado», conclui o investigador Pedro Correia.
A nova espécie é dedicada a Zélia Pereira, especialista em Palinologia, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Festival Dunas de São Jacinto em Aveiro foi “um sucesso” e já tem data para 2025


Viajaram no Ferrryboat Salicórnia cerca de 6.500 pessoas em três dias. O Festival regressa no próximo ano, entre 22 e 24 de agosto.

Aveiro, 27 de agosto de 2024 – Milhares de pessoas participaram na oitava edição do Festival Dunas de São Jacinto, que decorreu entre 23 e 25 de agosto em São Jacinto, Aveiro. O evento, organizado pela Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e que integrou a programação de Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024, já tem data para o próximo ano: 22, 23 e 24 de agosto de 2025.
“A edição de 2024 do Festival Dunas de São Jacinto foi um sucesso. O evento esteve enquadrado na Capital Portuguesa da Cultura e manteve a sua tradição: a relação entre os valores da Cultura, do Ambiente e da História”, considera o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves.
A iniciativa contou com uma programação gratuita para toda a família, com concertos, espetáculos aéreos e iniciativas ambientais, culturais, desportivas e náuticas. Delfins, HMB e Marisa Liz foram os cabeça de cartaz do Festival, que teve também atuações de Emmy Curl e de Silly.
O Aveiro Air Show foi um enorme êxito, com a frente-Ria de São Jacinto com milhares de pessoas para assistirem a uma demonstração de voos acrobáticos por parte de pilotos e aeronaves portugueses e estrangeiros.

CMA quer reativar aeródromo de uso civil em São Jacinto
O encontro de ultraleves no Regimento de Infantaria n.º 10 foi também um dos momentos-altos deste evento: “Queremos reativar este aeródromo com uso civil, como Aeródromo Municipal e em cuidada articulação com o Exército, para podermos continuar a dar força ao turismo militar, tirando proveito de uma localização fantástica e de características únicas”, afirma Ribau Esteves.
O evento contou ainda com estreia absoluta de Atlantid, um espetáculo noturno de música, lasers, água e luz, e com o Festival de Papagaios, que se realiza na praia de São Jacinto e que tem tido cada vez mais adesão por parte do público.
A promoção da área natural de São Jacinto foi também uma das apostas do Dunas de São Jacinto, com a apresentação de projetos que se enquadram nas características do território, como é o caso de “Visita guiada pelo Trilho Descoberta da Natureza” e “Caminhada pelo Molhe Norte da Barra de Aveiro”.
Ferryboat elétrico Salicórnia transportou cerca de 6.500 passageiros
Ao longo dos três dias do Festival, cerca 6.500 visitantes utilizaram o Salicórnia, o novo ferryboat 100% elétrico, que está em funcionamento desde fevereiro 2024, e que faz a ligação entre o Forte da Barra e São Jacinto – mais cerca de duas mil pessoas do que no ano passado (+30%).
O “shuttle” em autocarro 100% elétrico e gratuito, que fazia o percurso entre a Marginal Frente-Ria (paragem de autocarro de São Jacinto) e a Praia, foi outra das apostas ganhas pela CMA nesta edição de 2024. Durante os três dias do evento, o autocarro transportou 815 pessoas.
“Em 2025 vamos ter uma edição do Festival Dunas de São Jacinto com grande qualidade, com uma aposta aprofundada nesta relação entre o Homem, a Natureza e os valores da História e na divulgação de São Jacinto, esta fantástica parcela do território do Município de Aveiro”, conclui Ribau Esteves.

*Simão Santana
Adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro

Posição Consensual sobre os Projetos de Parques Fotovoltaicos no Concelho de Évora e na Freguesia da Graça do Divor


Considerando que:
1. A mudança climática em curso, com efeitos nefastos visíveis por todo o mundo, está a colocar em causa a sociedade humana como a conhecemos e em risco milhões de seres humanos. Está a colocar em causa a biodiversidade, os equilíbrios naturais que o Planeta gerou e a adaptação ancestral do Homem àqueles equilíbrios.
Por isso, se reafirma o nosso empenho na adaptação às mudanças climáticas patente na implementação da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, em que o Município de Évora foi e é pioneiro. Assinale-se também o Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Alentejo Central,
promovido pela CIMAC, o qual o Município de Évora também subscreveu e é parte ativa;
2. As Diretivas da União Europeia na área da energia, designadamente a Diretiva (UE) 2023/2413 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de outubro de 2023, propõem que 42,5% do consumo final bruto da União Europeia, em 2030, provenha de energias renováveis, substituindo a anterior meta de 32%;
3. A energia fotovoltaica, a par de outras energias renováveis, se bem empregue, pode contribuir para a redução do aquecimento global e para alcançar os objetivos definidos pela União Europeia e por Portugal, para os quais é necessário um esforço coletivo;
4. A corrida para a transição energética, sem se avaliar questões práticas de suficiência e equidade e sem medidas que assegurem um ordenamento equilibrado do território, conduz à análise casuística de grandes projetos que podem levar a significativos impactos negativos no território e nas populações.
5. É já visível, em várias zonas do país e no Alentejo, que a proliferação de parques fotovoltaicos implantados sem uma visão global do impacto espacial e no ordenamento do território, sem uma real avaliação dos impactos ambientais e sociais, sem uma real audição e consideração da opinião coletiva das populações e dos seus órgãos representativos, tem impactos e consequências muito mais negativas que os benefícios obtidos;
6. Esta problemática já foi abordada, em diversos momentos, pelo Município de Évora, nomeadamente, com chamadas de atenção e pareceres;
7. Não se menospreza o impacto positivo global que estes parques podem ter, incluindo para a economia local, particularmente, no desenvolvimento tecnológico e na atribuição de uma compensação para os Municípios por MW de potência de ligação atribuída, entre outros benefícios indiretos;
8. Contudo, o desenvolvimento de quaisquer projetos desta natureza, como outros, devem estar alinhados com lógicas de sustentabilidade ambiental, social, cultural e económica, garantido que valores essenciais das comunidades não são colocados
em causa;
9. Acresce particular responsabilidade ao Município de Évora pelo facto de o mesmo vir a ser Capital Europeia da Cultura em 2027, sustentado na valorização do conceito VAGAR, enquanto modo cultural de ser e de estar alentejano, “entendido como a consciência plena de que nós enquanto humanos estamos sempre em relação com
tudo o que nos rodeia”, designadamente a paisagem natural;
10. Recentemente, surgiram 2 projetos de implantação de parques fotovoltaicos abrangendo uma área significativa na freguesia da Graça do Divor, ainda que face a diversos pareceres, tivesse sido reduzida. Não obstante, e face à existência ali de uma subestação da REN (com capacidade para 500 MW) capaz de recolher aquela produção, é previsível o surgimento de mais intenções de expandir parques fotovoltaicos.
Consideramos, acompanhando a APA e o Turismo de Portugal, que aquela zona é particularmente sensível, entre outras razões pela existência de uma notável paisagem, de um importante plano de água – a barragem do Divor –, de uma ecopista municipal tirando partido daquela paisagem e do ecossistema ecológico e ambiental em presença, pelas unidades económicas, nomeadamente de turismo adaptado à natureza;
11. No caso do projeto já aprovado, foi introduzido um conjunto de medidas de minimização, de potenciação e de compensação dos impactes negativos identificados nos diferentes Pareceres, como seja preservar os afloramentos rochosos evidentes e importantes, alargamento dos corredores ecológicos existentes e assim diminuir o impacte da continuidade da central solar, o afastamento de todas as linhas de água, das unidades de turismo, da ecopista e das vias rodoviárias, colocação de cortinas arbóreo-arbustivas, distanciamento e dispersão de sectores, enterramento dos cabos de interligação, mapeamento do património arqueológico identificável e obrigatoriedade de acompanhamento arqueológico nas escavações, valorização de antas, criação de ZEPS, replantação de árvores, entre
outras.
Assim sendo, e correspondendo também a preocupações de moradores, instituições e empresas da zona, sublinhando as preocupações e posições atrás referidas, sublinhando o parecer desfavorável inicial da Câmara Municipal quanto ao enquadramento no PDM, sublinhando o parecer desfavorável do Turismo de Portugal que fala em danos para o turismo local, a Câmara Municipal de Évora, reunida a 24/7/2024, delibera:
a) Reafirmar que não é contra a implementação de parques fotovoltaicos ou de outras energias renováveis no concelho, mas que aqueles devem ser compatibilizados e respeitar outros valores naturais e culturais que integram a identidade do Alentejo e de Évora;
b) Diligenciar para que possam ser incluídas, em sede de revisão do PDM e do PUE, regras claras que, aceitando a implementação de energias renováveis, garantam a salvaguarda e coexistência equilibrada com a identidade paisagística, outros bens naturais, patrimoniais e outros existentes no território;
c) Avançar, desde já e no respeito pela legislação aplicável, com a elaboração de Normas Provisórias para Instalação de Parques Fotovoltaicos no Concelho, conforme artigo 135.º do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, que venham regular este uso do espaço, estabelecendo critérios gerais para todo o território municipal, podendo assumir a forma de Regulamento Administrativo e funcionando como medidas preventivas até à revisão do PDM e do PUE;
d) Elaborar uma proposta sobre as receitas a recolher destes empreendimentos, com particular atenção às compensações previstas na lei, à Derrama e ao IMI, e a sua aplicação tendo em conta, também, a freguesia onde são implementados;
e) Exigir que as autorizações nacionais para a implementação concreta e no terreno de parques fotovoltaicos sejam precedidas de audições, concertações e acordos com o Município de Évora, o qual deve concertar posições com a respetiva Junta de Freguesia, sendo que os Municípios devem ter assento nos Conselhos de Avaliação;
f) Assumir que o Município deve procurar divulgar e promover o conhecimento e o debate publico prévio em futuras propostas de implementação destes e doutro tipo de parques de energia renovável;
g) Exigir que estes processos de licenciamento sejam enquadrados na Lei do Restauro da Natureza e na revisão da REDII (Revisão da Diretiva das Energias Renováveis) que direciona para que "a prioridade para a instalação das unidades de produção de energia de fontes renováveis são as áreas já artificializadas;
h) Exigir que os processos em curso para a implementação concreta e no terreno de parques fotovoltaicos no concelho, e no caso na freguesia da Graça do Divor, sejam objeto de prévia negociação e acordo com o Município de Évora;
i) Solicitar reunião com a CCDRA de modo a procurar garantir que todas as condicionantes legais sejam acompanhadas, verificadas e monitorizadas bem como outras medidas de mitigação dos impactos (melhor especificação do TUA; reposição de rede rodoviária afetada pelas obras, salvaguarda de eventuais vestígios patrimoniais;
j) Apoiar as diligências de moradores e organizações da freguesia da Graça do Divor para contestar a implementação daqueles parques se não se verificar prévia negociação e acordo com o Município de Évora, o qual promoverá as formas que entender adequadas para proceder à audição das forças vivas e instituições daquela Freguesia;
k) Havendo acordo, conforme alínea g) para a eventual implementação de parques fotovoltaicos, que sejam negociadas e garantidas as contrapartidas legais, que devem ser empregues no Concelho e na Freguesia.

Marinha Grande | PALESTRA “A GEOLOGIA DE S. PEDRO DE MOEL: HISTÓRIAS DE MARES E MARISCOS”

 O Município da Marinha Grande promove a Palestra “A Geologia de São Pedro de Moel: Histórias e Mariscos”, que tem como orador Luís Vítor Duarte, no Edifício Cosmos Azul e Mar, em São Pedro de Moel, no dia 7 de setembro, pelas 19h00, cuja entrada é gratuita.
Trata-se de uma iniciativa no âmbito do programa de sensibilização ambiental da Bandeira Azul. Conta com a intervenção do Professor Luís Vítor Duarte, do Departamento de Ciências da Terra da UC. Tem como objetivo divulgar e valorizar o património geológica e paleontológico, de excecionalidade, que caracterizam as arribas entre a Praia Velha e São Pedro de Moel (até à Praia de Água de Madeiros).
Professor associado do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra, o investigador tem liderado diversos estudos sobre São Pedro de Moel e dedicado parte da sua vida à publicação de dezenas de artigos científicos sobre o património geológico e paleontológico da Marinha Grande.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Prova decorre nos próximos dias 9 e 10 de novembro. Cantanhede volta a ser palco do Rally Marquês de Marialva

 

Depois de uma primeira edição, no ano passado, coroada de sucesso e com elevada adesão do público, Cantanhede recebe nos próximos dias 9 e 10 de novembro, o 2.º Rally Marquês de Marialva – Cantanhede 2024.

A prova, que resulta de uma parceria com o Clube Automóvel do Centro, integra o Campeonato Start Centro de Ralis, o Campeonato Start 2RM Centro de Ralis e a Taça de Portugal de Ralis Regionais - Claudino Romeiro.
A primeira edição do Rally Marquês de Marialva mostrou o elevado interesse da população por este tipo de eventos. Tivemos milhares de pessoas nas ruas, sobretudo na super especial noturna, que decorreu no perímetro da cidade”, refere Adérito Machado, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Cantanhede.

Ainda de acordo com o autarca, “é com eventos diferenciadores que Cantanhede pretende afirmar-se no plano desportivo”. “O retorno do ponto de vista económico e turístico também é visível, daí a opção de renovar a parceria com o Clube Automóvel do Centro, entidade com provas dadas neste tipo de organizações”, conclui.
Recorde-se que na primeira edição da prova, a vitória foi para a dupla Jorge Santos e Cátia Dias, em Skoda Fabia S2000, que no final elogiou a prova, “muito rápida e muito técnica”.