O
Município de Silves está a acompanhar, em articulação com a
Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a situação provocada pelo
aparecimento de peixes mortos na Ribeira de Alcantarilha, junto a
Armação de Pêra. As medições realizadas no local revelaram um
nível de oxigénio na água muito abaixo dos valores normais. O
Município iniciou já a recolha dos peixes mortos e está preparado
para avançar com uma operação de renovação da água da ribeira,
logo que seja autorizada pela APA.
Porque
estão a morrer os peixes?
A
avaliação realizada no local pelos técnicos da APA e do Município
aponta para a falta de oxigénio na água como causa da mortalidade
dos peixes. O baixo caudal da Ribeira de Alcantarilha, associado às
temperaturas elevadas e à reduzida renovação da água, criou
condições para uma forte diminuição do oxigénio disponível. As
medições efetuadas registaram valores próximos dos 10%, quando os
níveis normais rondam os 90%. Com tão pouco oxigénio disponível,
a água deixa de reunir condições para a sobrevivência dos peixes,
podendo também ocorrer a morte e decomposição de algas e outra
matéria orgânica.
O
que está a ser feito?
O
Município de Silves colocou já no terreno uma equipa para proceder
à recolha dos peixes mortos,
minimizando os efeitos da situação e os incómodos que a sua
decomposição poderia provocar na ribeira e na zona envolvente.
Em
paralelo, disponibilizou
à APA os meios humanos e mecânicos necessários para abrir
temporariamente uma passagem entre a ribeira e o mar.
Esta intervenção permitirá a entrada de água e a sua renovação,
contribuindo para melhorar as condições existentes no curso de
água. A operação
apenas pode ser realizada durante a maré cheia e depende de
autorização da APA, entidade responsável pela Ribeira de
Alcantarilha.
Município
preparado para intervir
A
APA aguarda os resultados das análises microbiológicas realizadas à
água antes de autorizar a abertura da ribeira. Os resultados deverão
ser conhecidos amanhã, 20 de agosto. O
Município de Silves tem os meios
necessários
de prevenção e está preparado para avançar com a intervenção
assim que exista autorização para o fazer e se verifiquem as
condições de maré necessárias.
Até
lá, continuará a acompanhar a evolução da situação em
articulação com a APA e a proceder à recolha dos peixes mortos,
procurando minimizar os impactos ambientais e os incómodos para a
população e para quem frequenta a zona de Armação de Pêra.
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