sexta-feira, 16 de outubro de 2026

XXV FESCUT — Festival Nacional da Canção Escutista

Datas: 16, 17 e 18 de outubro de 2026.
Espetáculo: 17 de outubro, às 21h15.
Local: Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.
Participação: Cerca de 500 escuteiros, de dez regiões do país.
Título: Aveiro recebe a XXV edição do FESCUT: 500 escuteiros celebram a música sob o tema ‘Ser Farol’.
Cerca de 500 escuteiros do CNE – Corpo Nacional de Escutas de dez regiões do país, reúnem-se em Aveiro de 16 a 18 de outubro, para a 25.ª edição do Festival Nacional da Canção Escutista, este ano subordinado ao tema “Ser Farol”.
Aveiro recebe, entre os dias 16 e 18 de outubro, a XXV edição do FESCUT — Festival Nacional da Canção Escutista, uma iniciativa que reúne cerca de 500 escuteiros de várias regiões de Portugal, numa celebração da música, da criatividade, da partilha e dos valores do escutismo. O espetáculo principal terá lugar no dia 17 de outubro, pelas 21h15, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.
Sob o tema “Ser Farol”, a edição deste ano convida os participantes a refletir sobre a importância de serem, cada vez mais, guias e luz para os outros, numa sociedade que precisa de referências, esperança e pessoas disponíveis para fazer a diferença. Através da música, os Clãs participantes procuram transmitir mensagens que dão voz aos valores e às inquietações dos jovens escuteiros, mostrando como a criatividade e a expressão artística podem ser instrumentos de inspiração e transformação.
O festival contará com 13 canções a concurso, apresentadas por Clãs (grupos escutistas da IV Secção, constituídos por jovens dos 18 aos 22 anos) provenientes das regiões de Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Lisboa e Setúbal. A estas juntam-se escuteiros das regiões de Bragança, Viseu, Guarda e Algarve, reforçando a dimensão INTERNAL and PARTNERS
5acXjzUk nacional do encontro e a diversidade de experiências e percursos que caracterizam o movimento escutista.
Mais do que uma competição musical, o FESCUT é um espaço de encontro entre jovens de diferentes pontos do país, onde a música serve de linguagem comum para partilhar ideias, celebrar a amizade e afirmar valores. Ao longo de três dias, a iniciativa promove o convívio, a cooperação e o espírito de comunidade e serviço, num ambiente em que a participação e a mensagem transmitida pelas canções assumem um papel central.
Para além da vertente musical, o FESCUT assume também uma forte dimensão de serviço à comunidade. Durante o sábado, dia 17 de outubro, os participantes estarão envolvidos em diversas ações de serviço junto de instituições e entidades locais, nomeadamente nos Bombeiros Novos de Aveiro, nos Bombeiros Velhos de Aveiro, no Lar Social e Paroquial da Vera Cruz e no Lar das Florinhas do Vouga, bem como numa atividade desenvolvida em parceria com a Junta de Freguesia de Esgueira. Estas iniciativas refletem o compromisso dos escuteiros com a comunidade e concretizam, na prática, o espírito do tema desta edição: ser farol é também estar disponível para servir, cuidar e iluminar o caminho dos outros. A realização do XXV FESCUT conta com o apoio da Câmara Municipal de Aveiro.
Com esta XXV edição, o FESCUT assinala um marco importante na história de um festival que nasceu em 1999, em Aveiro, a partir da iniciativa de seis caminheiros dos agrupamentos de Esgueira e de Santa Joana. Desde então, o projeto cresceu e passou por diferentes regiões do país, consolidando-se como uma referência nacional na expressão musical do escutismo.
O regresso a Aveiro representa, assim, um reencontro com as origens e uma oportunidade para celebrar o caminho percorrido, projetando o futuro com a mesma vontade de continuar a inspirar através da música.
No dia 18 de outubro, Aveiro será palco de muitas vozes, diferentes histórias e uma mensagem comum: ser farol é ajudar os outros a encontrar caminho.

Contactos da organização:
*Joana Rodrigues (Coordenadora do Dpto. de Comunicação)
**Nuno Peixinho (Chefe de Clã)
***Catarina Cordeiro (Chefe de Agrupamento)

Marinha Grande | INÊS APENAS HOMENAGEIA ZECA AFONSO NO 12.º ANIVERSÁRIO DO TEATRO STEPHENS

 O Teatro Stephens, na Marinha Grande, recebe o espetáculo “Apenas Abril”, um projeto de Inês Apenas criado em homenagem à obra de José Afonso, integrado nas comemorações do 12.º aniversário deste espaço cultural.
Em palco, Inês Apenas será acompanhada por Carolina Viana e Joana Rodrigues. O espetáculo contará ainda com Sérgio Onze como convidado especial e com a participação do Coro Improvisado, numa apresentação que celebra o legado artístico e cultural de uma das figuras mais marcantes da música portuguesa.
“Apenas Abril” propõe um reencontro com a obra de José Afonso através da interpretação e da sensibilidade de diferentes vozes e gerações.
No final do espetáculo, realiza-se mais uma sessão “Passa a Pergunta”, conduzida por Ana Cordeiro, natural da Marinha Grande e com um percurso ligado à música, à educação, à cultura, à literatura infantil e à narração de histórias.
Ana Cordeiro integrou o grupo de música popular portuguesa Os Amigos, participou em projetos da Toca dos Esquilos e em iniciativas relacionadas com a literatura infantil. Atualmente, canta no Coro do Orfeão de Leiria e mantém a sua atividade no ensino de línguas, no ISDOM.
A conversa permitirá prolongar a experiência do espetáculo e aproximar o público dos artistas e do processo criativo associado a este projeto de homenagem.
Os bilhetes têm o valor de 5 euros.
Duração: 70 minutos
Classificação etária: M/6
Bilheteira: www.bol.pt 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO ASSINALADO COM SESSÕES NAS ESCOLAS

 O Município da Marinha Grande assinala hoje, 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, através da realização de sessões de sensibilização sobre lanches saudáveis, sustentabilidade e combate ao desperdício alimentar, dirigidas aos alunos dos Agrupamentos de Escolas do concelho.
As atividades decorrem de 12 a 16 e de 19 a 23 de outubro, envolvendo alunos dos Agrupamentos de Escolas Marinha Grande Nascente, Marinha Grande Poente e Vieira de Leiria.
Promovidas pelo Município da Marinha Grande, através da Divisão da Educação, em colaboração com os Agrupamentos de Escolas, estas sessões pretendem incentivar a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e conscientes, sensibilizar para a utilização responsável dos recursos e alertar para a importância da redução do desperdício alimentar.
A iniciativa integra a programação distrital promovida pela EAPN Portugal – Núcleo Distrital de Leiria, que decorre entre 12 e 24 de outubro, no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, assinalado a 17 de outubro.
Ao associar-se a esta programação, o Município da Marinha Grande procura sensibilizar a comunidade para os fenómenos da pobreza e da exclusão social, promover comportamentos mais saudáveis e sustentáveis e reforçar a importância da solidariedade e da participação coletiva.

*Gabinete de Comunicação e Imagem


Marinha Grande | DISTRIBUIÇÃO DE FRUTA ASSINALA O DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

 O Município da Marinha Grande assinala hoje, 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, com iniciativas de sensibilização para a importância de uma alimentação saudável e equilibrada, dirigidas aos trabalhadores municipais e à comunidade escolar.
A iniciativa constitui uma medida de educação alimentar e pretende incentivar a adoção de hábitos mais saudáveis, alertando para o impacto das escolhas alimentares na saúde, na energia e no bem-estar.
Como gesto simbólico, o Município disponibilizou fruta aos trabalhadores municipais, na entrada dos Paços do Concelho e do Arquivo Municipal, convidando-os a privilegiar opções mais naturais e ricas em nutrientes. A ação procura demonstrar que pequenas escolhas diárias podem contribuir, a longo prazo, para uma melhor qualidade de vida.
Também no âmbito das comemorações, a vereadora da Educação, Carla Santana, visitou a Escola Básica Nery Capucho, a convite do estabelecimento de ensino, para conhecer as atividades preparadas para assinalar a data.
Durante o dia, é disponibilizada fruta aos alunos e ao pessoal docente e não docente, em vários espaços comuns da escola. A fruta foi fornecida pelo Município da Marinha Grande, em resposta a um pedido da Escola Básica Nery Capucho.
*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - O artista que trabalhou em Coimbra no séc. XVI, seria amigo de Leonardo Da Vinci?

 Há mistérios que não precisam de sociedades secretas, manuscritos escondidos ou códigos indecifráveis para nos prenderem a atenção. Por vezes, basta entrar num museu em Coimbra e olhar demoradamente para um conjunto de esculturas com quase cinco séculos. Entre as figuras de uma Última Ceia, encontramos rostos que parecem pertencer a homens comuns, expressões que transmitem inquietação e uma humanidade que nos faz recordar uma das obras mais célebres da História da Arte, a Última Ceia de Leonardo da Vinci. Estaremos perante uma simples coincidência artística ou existirá uma história ainda por descobrir?
O nome a reter é Filipe Hodart, também referido como Philippe Hodart ou Hodarte, escultor de origem francesa que trabalhou em Portugal no século XVI e deixou no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, uma das mais extraordinárias representações escultóricas da última refeição de Cristo com os seus Apóstolos. Executado entre 1530 e 1534 para o refeitório do mosteiro, o conjunto encontra-se hoje no Museu Nacional de Machado de Castro, onde podemos compreender a dimensão de uma obra que merece muito mais atenção do que aquela que habitualmente lhe concedemos.
A pergunta impõe-se quase naturalmente: poderia Hodart ter conhecido Leonardo da Vinci? A hipótese é tentadora, sobretudo quando observamos as afinidades entre as duas representações, mas importa separar o fascínio da investigação histórica. Leonardo morreu em 1519, cerca de onze anos antes do início da execução da obra de Coimbra, e não existe documentação conhecida que demonstre que os dois artistas tenham sido amigos ou colegas. Contudo, a ausência de um documento que comprove esse encontro não nos dispensa de investigar os percursos dos artistas, os lugares onde viveram e trabalharam e os ambientes culturais em que poderão ter circulado.
Dois artistas, um Renascimento e uma hipótese por investigar
Leonardo da Vinci passou os últimos anos da sua vida em França, onde chegou em 1516, a convite do rei Francisco I, instalando-se no Château du Clos Lucé, em Amboise. Levou consigo a sua experiência artística, os seus conhecimentos científicos e uma reputação que ultrapassava largamente as fronteiras italianas. A sua presença na corte francesa constituiu um dos episódios mais fascinantes da circulação europeia de artistas e saberes durante o Renascimento.
Filipe Hodart, por seu lado, é uma figura cuja biografia continua a apresentar lacunas. A sua origem e formação têm sido objeto de discussão, e o seu percurso anterior à chegada a Portugal não está suficientemente esclarecido para reconstruirmos todos os lugares por onde passou. É precisamente nesta zona ainda pouco conhecida da sua vida que importa colocar novas perguntas, em vez de encerrar prematuramente as possibilidades de investigação.
Se Hodart circulou por ambientes artísticos franceses ou italianos antes de trabalhar em Coimbra, poderá ter contactado com artistas, oficinas e modelos culturais ligados à grande transformação artística do Renascimento. A hipótese de uma passagem por espaços frequentados por mestres de primeira linha merece ser estudada, embora não possamos afirmar, sem documentação, que esteve no mesmo local que Leonardo ou que privou pessoalmente com ele.
A cronologia exige prudência. Para que tivesse conhecido Leonardo em França, Hodart teria de ter estado nesse país antes da morte do mestre, em 1519. Uma eventual passagem posterior por França poderia, ainda assim, tê-lo colocado em contacto com a tradição artística e com os círculos que receberam a influência de Leonardo. São possibilidades distintas, e é precisamente essa distinção que permite transformar uma ideia sugestiva numa questão histórica séria.
Também a eventual ligação de Hodart a Florença merece atenção, uma vez que a cidade foi um dos grandes centros de criação artística do Renascimento, reunindo oficinas, mecenas, escultores, pintores e arquitetos. Mas a identificação dos lugares frequentados pelo escultor exige provas que ainda não podemos apresentar como conclusivas. O que podemos afirmar, sem qualquer necessidade de exagero, é que a sua obra revela um domínio técnico e uma capacidade expressiva que justificam a sua inclusão entre os artistas mais interessantes do Renascimento português.
Hodart, um escultor de primeira linha
A Última Ceia de Coimbra não é a obra de um artista menor que ganhou importância apenas por ter trabalhado num mosteiro português. É uma criação de grande ambição artística, na qual Filipe Hodart demonstrou um domínio extraordinário da modelação, da composição e da expressividade humana. O conjunto foi concebido para o refeitório do Mosteiro de Santa Cruz, numa época em que Coimbra ocupava um lugar de destaque na vida cultural, intelectual e religiosa do reino.
Executadas em terracota, as figuras possuem uma presença física que as distingue de muitas representações religiosas da época. Hodart não se limitou a criar personagens destinadas a ilustrar um episódio bíblico; construiu uma composição em que os corpos, os rostos e os gestos participam numa narrativa de intensa dimensão dramática. Cada figura contribui para o ambiente da cena, criando uma relação entre os Apóstolos que ultrapassa a simples disposição decorativa.
A escolha da terracota é, por si só, significativa. Este material permite trabalhar volumes, expressões e pormenores com grande liberdade, mas exige igualmente conhecimento técnico e capacidade de antecipar o comportamento da matéria durante a execução e a cozedura. Hodart soube tirar partido dessas possibilidades, criando figuras que parecem possuir uma individualidade própria, como se cada rosto tivesse sido observado atentamente na vida real.
É essa qualidade que nos obriga a olhar para o escultor com outros olhos. A sua obra não deve ser reduzida a uma curiosidade regional ou a um episódio isolado da história de um mosteiro. Pelo contrário, constitui um testemunho da circulação de linguagens artísticas na Europa renascentista e da capacidade de um artista de origem estrangeira produzir, em Portugal, uma criação de extraordinária originalidade.
A designação de escultor de primeira linha não deve depender de uma eventual amizade com Leonardo da Vinci. A qualidade da obra de Hodart basta para justificar a sua importância. Se vier a ser demonstrada alguma ligação pessoal ou profissional entre ambos, essa descoberta acrescentará uma dimensão biográfica fascinante à sua história, mas não será ela a criar o valor artístico que já reconhecemos nas esculturas de Coimbra.
São João e as semelhanças com Leonardo da Vinci
A comparação com a Última Ceia de Leonardo torna-se particularmente interessante quando observamos a figura de São João e a forma como os discípulos são representados. Na pintura de Milão, Leonardo transformou os Apóstolos em personagens com emoções, reações e personalidades distintas, criando uma composição em que cada gesto contribui para o significado da cena. A notícia da traição de Judas desencadeia uma sucessão de respostas humanas, desde a surpresa à inquietação, passando pela dúvida e pela indignação.
Em Coimbra, Hodart trabalha com uma linguagem diferente, porque a escultura acrescenta a tridimensionalidade, a presença material e a possibilidade de observar as figuras de vários ângulos. No entanto, encontramos uma preocupação comparável com a individualização das personagens e com a representação de uma humanidade reconhecível. A semelhança não reside apenas na identificação de uma figura ou de um gesto, mas na capacidade de transformar um episódio sagrado numa cena habitada por pessoas que parecem reagir de forma própria ao que está a acontecer.
São João merece uma atenção particular, precisamente porque a sua representação convida a estabelecer paralelos com a figura do discípulo amado na pintura de Leonardo. As afinidades visuais podem alimentar a hipótese de que Hodart conhecia modelos ou tradições artísticas relacionados com a obra italiana, mas não constituem, por si só, prova de contacto direto entre os dois artistas. Para avançar nesse sentido, seria necessário comparar os pormenores formais das duas composições e cruzar essa análise com documentação sobre a formação e as deslocações do escultor.
Há, contudo, uma dimensão ainda mais fascinante na Última Ceia de Coimbra: os Apóstolos parecem homens do povo. Os rostos não transmitem apenas uma beleza idealizada ou uma solenidade distante; parecem pertencer a pessoas comuns, com as marcas da idade, as expressões de quem viveu e as particularidades que tornam cada indivíduo diferente dos restantes. É possível imaginar entre estas figuras trabalhadores, artesãos e homens que poderíamos encontrar nas ruas de uma cidade do século XVI.
Esta humanização aproxima a obra de Hodart de uma das grandes conquistas artísticas do Renascimento, a valorização da individualidade humana. A representação religiosa não perde a sua dimensão espiritual, mas ganha uma proximidade que permite ao observador reconhecer nas personagens emoções e comportamentos que fazem parte da experiência quotidiana.
Tal como acontece perante a obra de Leonardo, somos convidados a olhar para os discípulos não como figuras abstratas, mas como homens confrontados com um acontecimento extraordinário. A comparação é, por isso, legítima e enriquecedora, desde que não confundamos afinidade artística com prova biográfica.
A última refeição de Cristo no quotidiano dos monges
Existe ainda um elemento que torna esta obra particularmente interessante e que facilmente passa despercebido a quem desconhece a sua localização original. A Última Ceia foi concebida para o refeitório do Mosteiro de Santa Cruz, onde os religiosos se reuniam diariamente para as suas refeições. A representação da última refeição de Cristo com os Apóstolos integrava-se, assim, no quotidiano da comunidade monástica, estabelecendo uma relação simbólica entre o alimento material e a dimensão espiritual da vida religiosa.
A obra não foi pensada originalmente como uma escultura isolada, colocada numa sala de museu para ser observada em silêncio. Fazia parte de um espaço com uma função concreta, no qual a refeição comunitária era acompanhada pela memória de um dos episódios fundamentais do Cristianismo. A sua compreensão exige, por isso, que a observemos tanto como criação artística como elemento de um contexto religioso e arquitetónico específico.
A passagem do tempo alterou profundamente esse contexto. A extinção das ordens religiosas, em 1834, provocou uma transformação radical na organização do património monástico português. Muitas obras perderam os espaços para os quais tinham sido concebidas, outras foram dispersas e algumas sofreram danos que comprometeram a sua integridade. A Última Ceia de Hodart também atravessou um período difícil, durante o qual a preservação do conjunto se tornou uma questão fundamental.
É precisamente essa história de sobrevivência que torna ainda mais importante o trabalho realizado pelo Museu Nacional de Machado de Castro.
O extraordinário trabalho de recuperação do Museu Machado de Castro
A história da Última Ceia de Hodart não se resume à sua criação no século XVI. É também a história de uma obra que sofreu danos, perdeu partes e necessitou de cuidados especializados para continuar a ser compreendida pelas gerações seguintes. Neste percurso, merece destaque António Augusto Gonçalves, primeiro diretor do Museu Machado de Castro, que desempenhou um papel importante no resgate e na valorização de património artístico ameaçado.
O trabalho de conservação e restauro desenvolvido em torno do conjunto merece o nosso reconhecimento. Recuperar esculturas desta natureza não significa simplesmente reparar aquilo que está partido ou preencher as partes em falta, como se a passagem dos séculos fosse um defeito que pudesse ser apagado. Exige investigação histórica, estudo dos materiais, conhecimento das técnicas de execução e decisões rigorosas sobre aquilo que pode ser intervencionado sem comprometer a autenticidade da obra.
No caso da terracota, a tarefa é particularmente delicada. As fraturas, as lacunas e a fragilidade do material obrigam a uma análise cuidada de cada elemento, porque uma intervenção inadequada pode eliminar informação importante ou criar uma aparência que não corresponde à realidade histórica. O objetivo da conservação não é fabricar uma obra nova, mas preservar a matéria original, estabilizar os danos e tornar a criação artística novamente legível.
É neste ponto que o Museu Nacional de Machado de Castro merece ser enaltecido. O trabalho dos seus profissionais permite que uma obra de enorme complexidade continue a ser estudada e apreciada, dando ao público a oportunidade de reconhecer a qualidade artística de Hodart e de compreender as dificuldades associadas à preservação do património. A conservação e o restauro são tarefas frequentemente discretas, demoradas e exigentes, mas sem elas muitas das grandes obras da nossa História teriam desaparecido ou ficado reduzidas a fragmentos impossíveis de interpretar.
Um museu não cumpre a sua missão apenas por receber visitantes ou organizar exposições. Cumpre-a também quando investiga, conserva, documenta e transmite o património que lhe foi confiado. No caso da Última Ceia, esse trabalho permite-nos continuar a observar uma das criações escultóricas mais invulgares do Renascimento português e compreender a dimensão de uma obra que esteve em risco de perder parte significativa da sua presença histórica.
Importa, por isso, reconhecer publicamente o mérito de todos aqueles que contribuíram para a salvaguarda deste conjunto. A preservação do património exige recursos, especialização e continuidade, e o resultado demonstra como o trabalho rigoroso das instituições culturais pode devolver visibilidade a obras que merecem um lugar central na memória coletiva.
O passado ainda tem perguntas para nos fazer
Poderá Filipe Hodart ter conhecido Leonardo da Vinci? A pergunta permanece em aberto, e é precisamente essa abertura que justifica continuar a investigar. Os percursos dos artistas renascentistas não respeitavam as fronteiras nacionais que hoje conhecemos, e as oficinas, as cortes e os grandes centros urbanos constituíam espaços de circulação de pessoas, técnicas e ideias. Para compreender a formação de Hodart, será necessário aprofundar o estudo da sua biografia, identificar os lugares por onde passou e procurar eventuais ligações documentais aos ambientes artísticos italianos e franceses.
Não devemos transformar uma possibilidade numa certeza, mas também não devemos confundir prudência com falta de curiosidade. A História avança quando as perguntas são formuladas com rigor, quando as hipóteses são confrontadas com as fontes e quando as interpretações podem ser revistas à luz de novas descobertas. Uma eventual relação entre Hodart e Leonardo seria uma notícia extraordinária, mas a investigação terá de determinar se existem elementos suficientes para a sustentar.
Entretanto, a obra que o escultor deixou em Coimbra continua a oferecer-nos razões de sobra para a admirar. A Última Ceia de Hodart demonstra uma capacidade invulgar de representar a humanidade das figuras religiosas e de transformar a terracota num meio de expressão artística de grande intensidade. A semelhança que podemos reconhecer com a obra de Leonardo não diminui a originalidade do escultor português; pelo contrário, convida-nos a integrar a sua criação num diálogo mais amplo sobre a arte do Renascimento europeu.
E talvez seja esse o maior interesse desta história. Não precisamos de inventar uma amizade com Leonardo para reconhecer a importância de Hodart, nem de transformar uma hipótese em facto para despertar a curiosidade do leitor. Basta olhar para os rostos dos Apóstolos, reparar na figura de São João e perceber que, quase cinco séculos depois, aquelas esculturas continuam a transmitir emoções que reconhecemos imediatamente.
Graças ao trabalho de conservação e restauro do Museu Nacional de Machado de Castro, esta extraordinária Última Ceia continua a falar connosco. O passado não sobrevive apenas nos livros ou nos arquivos; sobrevive também nas obras que conseguimos preservar e nas perguntas que temos a coragem de lhes fazer.
Quanto a Filipe Hodart, fica a pergunta que o tempo ainda não respondeu. Terá conhecido Leonardo da Vinci? Talvez a documentação futura permita esclarecer esse mistério. Até lá, Coimbra guarda uma obra que, por mérito próprio, coloca o seu autor entre os nomes que merecem ser redescobertos na História da Arte.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

CM de Ansião aprovou apoio aos Bombeiros Voluntários de Ansião


No passado dia 8 de outubro, a Câmara Municipal (CM) de Ansião aprovou, por unanimidade, a atribuição de um apoio no valor de 64.575 euros à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ansião (AHBVA), para a aquisição de uma viatura com plataforma elevatória, usualmente conhecida como “barquinha”. Esta aprovação foi uma das deliberações saídas da Reunião Ordinária da CM de Ansião, que teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Relativamente à aprovação unânime deste apoio, o Presidente da CM de Ansião, Jorge Cancelinha, sublinha que este investimento foi identificado como uma necessidade pela Proteção Civil Municipal, em estreita articulação com a AHBVA, nomeadamente na sequência da passagem da Tempestade Kristin. “A aquisição desta viatura, equipada com uma plataforma elevatória, vem reforçar os meios de resposta a situações de emergência, permitindo, designadamente, o acesso a edifícios em altura e a outras infraestruturas onde este tipo de equipamento se revela essencial”, destaca o autarca.

Jorge Cancelinha acrescenta ainda que a utilização partilhada da viatura entre o Município e os Bombeiros Voluntários de Ansião permitirá reforçar a capacidade de intervenção da Proteção Civil Municipal, consolidando a parceria de proximidade entre as duas entidades e contribuindo para uma resposta mais eficaz às necessidades da população em matéria de proteção e socorro.

Recorde-se que, na base deste apoio agora aprovado, estão quer as competências da autarquia no âmbito da Proteção Civil, quer o relevante papel da AHBVA na prossecução de missões de proteção e socorro, de pessoas e bens, e também o facto de ser uma entidade essencial na resposta operacional no âmbito da proteção civil municipal. Em suma, o objetivo da concessão deste apoio é o reforço dos meios operacionais da AHBVA e o fortalecimento da sua capacidade de intervenção em operações de socorro, nos vários contextos emergenciais que possam ocorrer.

*RITA PIRES
Gabinete de Comunicação e Imprensa

De acrescentar que as regras de utilização desta viatura estão definidas num protocolo, sendo que o Município de Ansião também poderá utilizá-la, para o exercício das suas competências legalmente estabelecidas, designadamente no âmbito do Serviço Municipal de Proteção Civil e para a realização de atividades ou ações de interesse municipal. Isto nunca comprometendo a capacidade operacional da AHBVA, nem prejudicando a resposta a ocorrências, situações de emergência, proteção e socorro ou outras missões legalmente cometidas.

 

APCOI lança site e convoca autarquias do distrito de Aveiro a aderirem ao projeto Heróis da Fruta e a tornarem-se parceiras oficiais

 

Fotografias captadas com autorização dos encarregados de educação

Com uma em cada três crianças em Portugal a viver com excesso de peso, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) abre uma nova área dedicada às autarquias e convida câmaras municipais e juntas de freguesia do distrito de Aveiro a tornarem-se parceiras oficiais do Desafio Escolar Heróis da Fruta.

Os dados mais recentes revelam uma realidade alarmante: uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso ou obesidade, e cerca de 70% não consome fruta ou vegetais em quantidade suficiente todos os dias.

Para inverter este cenário, a APCOI inicia uma nova fase do programa “Heróis da Fruta”, a maior iniciativa em Portugal de literacia alimentar em ambiente escolar, que já alcançou 1 milhão de alunos da educação pré-escolar (jardim de infância) e do 1.º ciclo do ensino básico.

A APCOI lança hoje um site dedicado às autarquias, em desafio.heroisdafruta.com/autarquias, e convida as câmaras municipais e as juntas de freguesia de todo o país a tornarem-se parceiras oficiais do projeto. Ser autarquia parceira é gratuito e assenta em três passos simples:

  1. Convidar as escolas do território, com convites prontos a enviar.

  2. Divulgar o desafio à comunidade, com materiais de divulgação preparados pela APCOI.

  3. Acompanhar os resultados, com dados em tempo real sobre as turmas inscritas em cada freguesia.

O registo dá acesso a uma área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação. Na mesma página, qualquer pessoa pode consultar, em tempo real, as escolas de cada concelho e freguesia do distrito já inscritas neste ano letivo. Os agrupamentos e as escolas podem inscrever as suas turmas, também gratuitamente, até 31 de outubro.

O exemplo da Freguesia da Ajuda: Como o poder local pode transformar as escolas

O modelo gratuito gera resultados; o modelo 2,0 cofinanciado multiplica o impacto. A versão nacional do desafio, gratuita, já muda hábitos nas escolas de todo o país. Com o cofinanciamento de parceiros locais, os resultados podem ser ainda maiores.

Foi o que mostrou o projeto-piloto “Heróis da Fruta 2.0”, testado em Lisboa, no passado ano letivo, em parceria com a Junta de Freguesia da Ajuda e no âmbito do programa Cities for Better Health da Novo Nordisk, com avaliação de resultados realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL). Comparado com a edição nacional:

  • Escolas que aderiram: 90% na Ajuda, contra 7% a nível nacional. 

  • Turmas que concluíram o desafio: 100% na Ajuda, contra 28% a nível nacional.

  • Crianças que provaram durante o projeto novas frutas ou vegetais: 87% na Ajuda, contra 54% a nível nacional.

“Alimentação saudável nas escolas não é um gasto, é um dos melhores investimentos que uma autarquia pode fazer. Na Freguesia da Ajuda demonstrámos que, quando a autarquia e as escolas dão as mãos, conseguimos mudar efetivamente as lancheiras dos nossos alunos.”

— Jorge Marques, Presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta

Sobre os ingredientes secretos do projeto-piloto da Ajuda, o presidente da APCOI explica:

“Talvez o mais simples de todos: cada criança sabia que, no final das 5 semanas, as mascotes do Heróis da Fruta iam visitar a sua escola para entregar os diplomas e os prémios de participação. Quem não se esforçaria por isso? É esta motivação que queremos levar a cada vez mais escolas do país.”

— Mário Silva, Presidente da APCOI

Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação

Justiça social e apoio às famílias da região

A avaliação científica independente realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa provou que o programa “Heróis da Fruta” funciona como um promotor de equidade social. As crianças de famílias com menores rendimentos (escalões A e B da Ação Social Escolar) foram as que demonstraram os maiores ganhos comportamentais, atingindo 64% de consumo regular de frutas e vegetais no final da intervenção.

Para os professores, o método de gamificação (jogos, canções e missões diárias) representa uma ferramenta simples e sem sobrecarga burocrática:

“Inscrever os meus alunos nos ‘Heróis da Fruta’ já faz parte da preparação do meu ano letivo. São apenas 5 a 10 minutos diários de incentivo positivo. Se uma criança se esquece de levar fruta, os colegas partilham para que todos possam pintar a sua estrela no passaporte. Cria um espírito de entreajuda lindo na sala de aula.”

— Carla Teodoro, professora do 1.º ciclo, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta

Apelo aos autarcas e diretores escolares do distrito de Aveiro

A APCOI convoca os decisores políticos e escolares e as associações de pais do distrito de Aveiro a unirem-se e a aderirem a esta iniciativa.

“Não conseguimos chegar a todas as crianças sozinhos. Precisamos das autarquias e dos parceiros locais para escalar este modelo e garantir que nenhuma criança da região fica para trás na prevenção da obesidade.”

— Mário Silva, Presidente da APCOI

As autarquias interessadas podem registar-se, sem custos, em desafio.heroisdafruta.com/autarquias. O registo dá acesso à área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação.

Tuk Tuk, Yoga e Sushi são as três personagens principais do projeto educativo e infantil “Heróis da Fruta”, promovido pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) em Portugal.

Sobre a APCOI

Fundada em 2010, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) é uma ONG sem fins lucrativos dedicada a apoiar crianças e famílias no combate à obesidade infantil, a doença crónica mais prevalente em idade pediátrica. A atuação da APCOI foca-se na prevenção, no reforço da literacia em saúde e no combate ao estigma.

Contactos para mais informações ou entrevistas

Email: geral@heroisdafruta.com


www.apcoi.pt / www.heroisdafruta.com

Aveiro | Conversa sobre o Mundo dos Odores: uma viagem pela perceção, memória e linguagem

 Como reconhecemos os odores e porque razão alguns cheiros nos fazem recordar lugares, pessoas ou experiências? Para o dia 22 de outubro, entre as 18h00 e as 19h30, está agendada uma conversa na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, em que o público será convidado a explorar o fascinante mundo dos odores, numa conversa dedicada à forma como percecionamos, reconhecemos e interpretamos os cheiros.

Ao longo da sessão, os participantes vão descobrir como o nariz e o cérebro trabalham em conjunto na perceção olfativa e compreender de que forma os cheiros podem despertar memórias, imagens e emoções, evocando lugares, pessoas ou experiências marcantes.

A conversa dará também a conhecer a Linguagem dos Odores (Langage des Nez®), uma metodologia desenvolvida pela ATMO Normandie, em França, que permite aprender a reconhecer, descrever e comunicar diferentes perceções olfativas.

Para terminar, haverá uma experiência olfativa com o público, desafiado a identificar diferentes odores e a partilhar as memórias e experiências pessoais que estes despertam. Uma oportunidade para descobrir como um mesmo cheiro pode suscitar diferentes perceções e associações.

Esta iniciativa realiza-se no âmbito do ATMODOR – Atmospheric pollution and integration of odor management in European cities: where are we?, um projeto europeu dedicado à poluição atmosférica e à gestão dos odores nas cidades europeias. A Universidade de Aveiro, através do CESAM - Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, integra o consórcio deste projeto financiado pelo ECIU – European Consortium of Innovative Universities.

A participação é gratuita e aberta a todos os interessados em descobrir como os odores influenciam a nossa perceção do mundo e a forma como nos relacionamos com as nossas memórias e experiências.


*Teresa Pereira

Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro

Rua dos Santos Mártires, 3810-171 Aveiro

Tel. +351 234 427 053 (chamada para a rede fixa nacional)

www.ua.pt/fabrica

Porto de Mós | Estão abertas as inscrições para o 36º Concurso de Presépios

 O Município de Porto de Mós informa que já se encontram abertas as inscrições para a 36.ª edição do Concurso de Presépios, uma iniciativa que valoriza a criatividade, a tradição e o espírito natalício, convidando a comunidade a dar asas à imaginação através da arte de elaboração de presépios.
A receção dos trabalhos decorrerá entre 14 e 18 de novembro de 2026, na Central das Artes, situada na Rua da Calçada, em Porto de Mós, em frente às Piscinas Municipais. A entrega poderá ser efetuada durante o horário de funcionamento do espaço, entre as 09h00 e as 18h00.
De acordo com as normas de participação, cada trabalho deverá ser identificado com um pseudónimo, ou seja, um nome fictício, que deverá também constar no exterior do envelope fechado que contém a ficha de inscrição. Esta deverá ser entregue de acordo com as regras definidas no regulamento do concurso.
Os trabalhos selecionados integrarão a exposição de presépios, que estará patente ao público entre 5 de dezembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027. 
Será permitida a venda dos trabalhos expostos, com exceção do trabalho distinguido com o Prémio Francisco Furriel e dos trabalhos classificados em 1.º lugar nas categorias Juvenil e Infantil. Nos restantes casos, os autores poderão definir o preço de venda e serão responsáveis pelos procedimentos necessários à concretização da aquisição.
O Concurso de Presépios constitui uma oportunidade para valorizar a expressão artística, preservar uma tradição associada à quadra natalícia e dar a conhecer o talento dos participantes, contribuindo para dinamizar a programação cultural do concelho.
O Município de Porto de Mós convida todos os interessados a participar nesta edição e a contribuir para mais uma exposição marcada pela criatividade e pela diversidade de interpretações da tradição do presépio.
Surpreenda-nos com o seu talento. Participe!

Informações úteis

Inscrições e entrega dos trabalhos: de 14 a 18 de novembro de 2026
Local: Central das Artes, Rua da Calçada, Porto de Mós
Horário de entrega: das 09h00 às 18h00
Exposição: de 5 de dezembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027
 
*Patrícia Alves
Técnica Superior de Comunicação Organizacional
Gabinete de Comunicação

CÂMARA MUNICIPAL DO TARRAFAL DE SANTIAGO DE CABO VERDE RECEBE O 33º CONTENTOR SOLIDÁRIO ENVIADO PELA SOCIEDADE COLUMBÓFILA DE CANTANHEDE


A Câmara Municipal do Tarrafal, da Ilha de Santiago, em Cabo Verde vai receber o 33º contentor de 20 pés que a Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, concretizou no dia 14 de outubro, com destino aos projetos das Vereadoras Teresa Correia e Emilia Coimbra, responsáveis pelos pelouros da Juventude, cultura e Desporto Educação, Saúde e Coesão Social, contribuindo dessa forma, para combater a pobreza e exclusão social e promover melhores condições de vida às crianças e jovens e famílias mais carenciadas, daquele Municipio da Ilha de Santiago.

Associaram-se a esta iniciativa e a exemplo do que tem vindo a efectuar ao longo destes anos, que o projecto de Cooperação . de Partida !, tem colaborado com várias entidades de Cabo Verde, a ADAV- Associação de Defesa e Apoio à Vítima, sediada na cidade de Coimbra, alguns membros do BNI equipa, a Offsetarte – Artes Gráficas.

O Grupo Os Mosqueteiros, principal mecenas deste projecto solidário, sediado na cidade de Cantanhede, voltou a disponibilizar, muitos bens para este contentor, nomeadamente, portas interiores e exteriores, em madeira e em pvc, janelas, equipamentos para casas de banho, artigos para o lar, mobiliário de jardim, artigos domésticos, e muitos outros e variados bens do seu ramo de negócio, sem qualquer utilização anterior.
Com destino ao Pelouro da Juventude, seguiu um conjunto muito significativo de material escolar, oferecidos pela empresa Mr Pharma, no âmbito da parceria estabelecida com a Sociedade Columbófila, nomeadamente a campanha solidária “Juntos Por Uma Causa”.

A Sociedade Columbófila, contou mais uma vez com a colaboração da Haste Mobiliário e Decoração, permitindo com os bens recebidos, continuar a apetrechar o Gabinete da Juventude.

Associaram-se ainda a esta iniciativa da Sociedade Columbófila, um conjunto muito significativo de famílias que doaram vestuário, calçado, brinquedos, livros, manuais escolares, louças, entre outros, contando mais uma vez com o apoio logístico do Município de Cantanhede, que sem essa colaboração, traria grandes dificuldades à concretização deste projecto de cooperação solidária.

Magda Silva, Presidente Adjunta da Direcção Geral, Sociedade Columbófila Cantanhedense, após cumpridas as formalidades exigidas pelo transitário, na presença de Joaquim Costa, Evaristo Grilo, José Laurindo e António Rocha, voluntários neste projecto, no fecho do contentor, agradeceu a colaboração prestada por todos, bem como o contributo de todas as entidades e pessoas, que deram ao projecto, referindo-se por último, à generosidade do Município de Cantanhede, que desde o envio do primeiro contentor, tem garantido o enquadramento logístico da respectiva carga, permitindo dessa forma continuar a acalentar o “sonho” solidário, que a sua Associação está a desenvolver em Cabo Verde, continuando, dessa forma, a permitir implementar esta cooperação de uma forma diferenciadora daquilo que se conhece em projectos idênticos.

 

Câmara de Águeda associa-se a programa nacional de combate à Diabetes


“Diabetes em Movimento” já arrancou, numa parceria entre o Município e a ULS da Região de Aveiro, para promover a atividade física e a qualidade de vida das pessoas com Diabetes tipo 2

O Município de Águeda está a implementar, em parceria com a Unidade de Saúde de Águeda, um projeto dirigido a pessoas com Diabetes tipo 2, que tem por objetivo combater o sedentarismo e melhorar a saúde. Ação vai decorrer três vezes por semana, no Pavilhão do GICA.

Integrado na estratégia municipal de promoção da saúde e da atividade física para todos, o programa traduz-se numa nova resposta de promoção da saúde e do bem-estar, que assenta numa abordagem multidisciplinar, reúne profissionais do exercício físico e profissionais de saúde, proporcionando aos participantes um acompanhamento adequado e adaptado às necessidades de pessoas com este tipo de Diabetes.
A iniciativa integra uma rede nacional coordenada pela Direção-Geral da Saúde e é implementada no âmbito de um conjunto alargado de iniciativas que o Município tem vindo a promover para incentivar hábitos de vida saudáveis.

Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, que acompanhou a primeira sessão da iniciativa, onde ouviu e deu uma palavra de incentivo aos participantes, destaca o papel do Município na criação de respostas que incentivam ao exercício físico e contribuem para melhorar a saúde dos cidadãos.
“Temos vindo a desenvolver vários projetos que incentivam a população a saírem de casa, a movimentarem-se e a integrar, mesmo de uma forma simples, a atividade física no seu dia a dia”, declarou Edson Santos, apontando como exemplo a atividade que é desenvolvida de forma sistemática e regular pelo Centro Municipal de Marcha e Corrida(CMMCA) e que coloca a população “a mexer”.
“Queremos que cada vez mais pessoas encontrem uma modalidade ou uma atividade física adequada às suas condições e necessidades. O importante é criar oportunidades para que todos possam ser mais ativos, com benefícios para a saúde, o bem-estar e a sua qualidade de vida”, referiu, sublinhando que o “Diabetes em Movimento” é mais um passo que o Município dá nesse caminho, “porque permite dar uma resposta específica a pessoas que, devido à Diabetes tipo 2, podem beneficiar particularmente da prática regular de algum tipo de exercício físico”.

No caso das pessoas com Diabetes tipo 2, a prática regular de exercício físico, aliada ao acompanhamento de profissionais de saúde, pode contribuir para melhorar o controlo da doença, preservar a capacidade funcional e reduzir o risco de complicações, promovendo uma vida mais ativa e autónoma.

É com este pressuposto que está a ser dinamizado o programa, com sessões às segundas, quartas e sextas-feiras, das 9h30 às 11horas, no Pavilhão do GICA. A participação é gratuita, mediante referenciação por profissionais de saúde.

“Se quiserem participar, é gratuito, falem com o vosso médico de família e juntem-se a este movimento saudável”, desafiou Edson Santos.

Com esta iniciativa, o Município de Águeda reforça o seu compromisso com a promoção de estilos de vida saudáveis, valorizando o desporto como instrumento de prevenção, inclusão e melhoria da qualidade de vida, em articulação com os serviços de saúde e em benefício da comunidade.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem


MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE DISTINGUIDO COM SELO DE «QUALIDADE EXEMPLAR DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO»

 O Município da Marinha Grande foi distinguido pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) com o selo de «Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano», que reconhece as entidades gestoras que asseguram elevados padrões de qualidade no abastecimento de água às populações.
A distinção foi entregue ontem, 14 de outubro, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, durante uma cerimónia integrada no SENAG 2026 – Seminário Nacional de Águas Residuais, organizado pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA). 
O certificado foi recebido pelo vice-presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Armando Constâncio, para quem esta distinção constitui “um reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente pelos serviços municipais para garantir à população um abastecimento de água seguro, fiável e de elevada qualidade”.

O autarca salienta que “a atribuição deste selo pela ERSAR demonstra o compromisso do Município com a excelência do serviço público prestado aos munícipes, refletindo o rigor técnico, a competência das equipas e o investimento contínuo na gestão e monitorização do sistema de abastecimento”.
Criado pela ERSAR em 2009, este selo distingue as entidades gestoras que demonstram excelência na qualidade da água fornecida aos consumidores, através do cumprimento rigoroso dos critérios de controlo e monitorização definidos pela entidade reguladora.
Entre os requisitos exigidos encontram-se o cumprimento do prazo legal para a submissão do Programa de Controlo da Qualidade da Água (PCQA), a realização de 100% das análises previstas, o cumprimento de, pelo menos, 99% dos valores paramétricos e a verificação de níveis igualmente elevados nos parâmetros microbiológicos do controlo de rotina 1, relativos às bactérias coliformes e à Escherichia coli.
Em 2026, a ERSAR atribuiu o selo de “Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano” a 56 entidades gestoras, reconhecendo a qualidade da água fornecida e o serviço prestado aos utilizadores.

*Gabinete de Comunicação e Imagem