domingo, 30 de outubro de 2016

MARCELO EM CUBA COM… FIDEL CASTRO

A foto do momento em que Marcelo e Fidel se encontraram

Marcelo Rebelo de Sousa está de visita a Cuba

O Presidente da República está de visita oficial a Cuba e apesar de o momento mais relevante, em termos diplomáticos, ser o encontro com o líder cubano, Raúl Castro, fica também para a posteridade o encontro entre Marcelo e o histórico líder Fidel Castro.

O momento do encontro que decorreu ontem, quarta-feira, foi publicado pelo Granma, órgão oficial do comité central do Partido Comunista de Cuba.

Adianta o Granma que foram vários os temas de conversa entre Fidel e Marcelo, incluindo “a amizade entre ambas as nações” mas também destacando a posição de Portugal de não ser a favor dos bloqueios económicos a Cuba.

No artigo divulgado na edição online, o jornal refere que o Presidente português destacou a aprovação pelas Nações Unidas, na quarta-feira, de uma resolução reclamando o levantamento do embargo económico dos Estados Unidos a Cuba.

Fidel Castro agradeceu o apoio de Portugal e destacou a "firmeza do povo" cubano, disposto a "não esquecer os elevados danos humanos e económicos provocados pelo bloqueio".

O antigo chefe de Estado recordou o "caráter brutal e inumano" dessa política, que "o povo de Cuba jamais aceitará", acrescenta o órgão oficial do Partido Comunista Cubano.

O jornal ilustra o "amistoso encontro" com uma fotografia em que Fidel Castro aparece com o tradicional fato de treino azul escuro, sentado, sorridente, com Marcelo à sua frente com fato completo da mesma cor e gravata azul clara. Na foto surge ainda uma terceira pessoa, sentada entre os dois.

A conversa incidiu sobre "diversos temas da agenda internacional e sobre as relações de amizade entre os dois países", acrescenta o jornal.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou a aprovação, na quarta-feira, de uma resolução da Assembleia-geral das Nações Unidas, a 25.ª, a favor do levantamento do embargo norte-americano a Cuba imposto em 1962, que contou pela primeira vez com a abstenção dos Estados Unidos.

A resolução, que é anualmente apresentada por Cuba foi aprovada por 191 dos 193 países-membros das Nações Unidas, com as abstenções dos Estados Unidos e de Israel.

A abstenção de Washington na votação na ONU segue os apelos do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que o Congresso norte-americano, dominado pelos conservadores do Partido Republicano, aprove o levantamento do embargo, na sequência da normalização de relações entre os dois países, que restabeleceram relações diplomáticas em julho de 2015.

Recorde-se que de Portugal marcaram presença nesta visita a Cuba a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Teresa Ribeiro, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, e os deputados António Filipe, do PCP, Idália Serrão, do PS, Hélder Amaral, do CDS, e ainda José Luís Ferreira, d’Os Verdes. O Bloco de Esquerda não esteve representado.

Pedro Filipe Pina com Lusa, em Notícias ao Minuto

SHAUBLE? “NINGUÉM NOMEOU ESTA FIGURA COMO REGEDOR COLONIAL”

O ministro das Finanças de Merkel voltou a dizer o que pensa sobre a governação portuguesa e há quem não lhe poupe críticas.

O ministro das Finanças alemão estava em Bucareste, na Roménia, para um evento quando voltou a falar de Portugal e das políticas seguidas no país.

Para Wolfgang Schäuble, Portugal “estava a ter muito sucesso até entrar [em funções] o novo governo”. O alemão adiantou até que chegou a dizer ao seu congénere luso, o ministro Mário Centeno, que o Executivo estaria “a correr um grande risco” a não seguir com as políticas do anterior Governo.

As declarações citadas pela Bloomberg chegaram até Portugal e têm merecido críticas. No Facebook, o deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro escreveu mesmo, sobre Schäuble, que “ninguém nomeou esta figura como regedor colonial para ‘advertir’ ou deixar de ‘advertir’ o que quer que seja”.

O deputado do PS defende ainda que se prevê, para Portugal, “a saída do Procedimento por Défices Excessivos e o défice mais baixo da história da democracia, coisa que as suas políticas radicais nunca conseguiram...”, criticou.

Pedro Filipe Pina – Notícias ao Minuto

Como vencer a Depressão de maneira prática

Link to HypeScience
Posted: 29 Oct 2016 05:38 PM PDT
Com algum tempo e prática pode ser fácil vencer a depressão
 
Posted: 29 Oct 2016 06:00 AM PDT
A multinacional norte-americana revelou seus planos para o “Uber Elevate”, uma rede de aeronaves elétricas


______________________
 


RELÓGIOS ATRASAM UMA HORA ESTE DOMINGO


 


Na madrugada deste domingo a hora muda: os relógios atrasam uma hora, iniciando-se o horário de inverno.
Assim, quando forem 02h00 no continente e no arquipélago da Madeira, os ponteiros recuam uma hora e passa a ser 01h00.
Já no arquipélago dos Açores, quando for 01h00, os relógios atrasam os mesmos 60 minutos e passa a ser meia-noite.
A hora de inverno manter-se-á até ao fim do mês de março de 2017, altura em que os relógios voltam a ser adiantados 60 minutos, entrando-se na hora de verão.
As mudanças de hora, descritas no portal do Observatório Astronómico de Lisboa, entidade que regula a hora legal portuguesa, estão definidas por legislação nacional e comunitária e acontecem no último domingo de outubro (hora de inverno) e no último domingo de março (hora de verão).

A mesma hora o ano inteiro

A prática de mudança de hora não reúne consenso a nível mundial, havendo quem defenda que traz mais riscos para a saúde do que benefícios, e grande parte do Globo opta por não alterar os relógios em função das estações do ano.
Em África, apenas Namíbia, Marrocos e Egito alteram a hora. Na Oceania, à semelhança do que acontece no Continente Africano, apenas Austrália, Nova Zelândia, Fiji e Samoa adiantam o relógio no verão e atrasam no inverno.
Na América do Norte e Central, praticamente todos os países procedem à alteração da hora, o que não acontece na maioria dos países do sul do continente. O Chile decidiu adotar a política dos países vizinhos e não vai alterar a hora este ano.
No Médio Oriente, apenas Azerbaijão, Irão, Israel, Jordânia, Líbano e Síria adiantam os relógios. O território da faixa de Gaza também entra na hora de verão, segundo o site World Time Zone, que não cita a Cisjordânia.

Quem decide?

Na Europa, a prática de mudança de hora iniciou-se na I Guerra Mundial, com o objetivo de poupar combustível. Atualmente, prende-se essencialmente a preocupações ecológicas e sociais, de modo a fazer coincidir o horário de trabalho com as horas de luz solar.
Ainda assim, a União Europeia faz uma reavaliação desta prática de mudança de hora, de cinco em cinco anos. A próxima reavaliação deverá ser feita no próximo ano, para os cinco seguintes (2017-2021).
Em 1992, o Governo português adotou o horário da Europa Central (CET), mas a opção foi muito criticada, porque, no inverno, a noite prolongava-se pelas horas da manhã e, no verão, o dia estendia-se até depois das 22:00.
Em 1996, o Governo retomou o horário de referência do Tempo Universal Coordenado (UTC), à semelhança do Reino Unido e da Irlanda.
A mudança de hora é definida por legislação nacional e comunitária. Em Portugal é regulada pelo Observatório Astronómico de Lisboa.
ZAP
____________________________________


PARA O BLOCO, FALSEAR LICENCIATURAS É “CONDENÁVEL” MAS O CASO ESTÁ ENCERRADO


 
Tiago Petinga / Lusa
-
O Bloco de Esquerda (BE) vincou, este sábado, que falsear licenciaturas é “condenável”, mas o caso desta semana envolvendo dois quadros do Governo, que entretanto se demitiram, é um assunto encerrado.
“Para nós o assunto está encerrado na medida em que as pessoas que tiveram um comportamento condenável foram afastadas e parece-nos que isso é o normal”, disse o dirigente bloquista Jorge Costa, falando aos jornalistas em Vila Real à margem do encerramento de dois dias de jornadas parlamentares do partido.
“As pessoas que falsearam dados sobre as suas habilitações foram identificadas, afastaram-se”, continuou Jorge Costa, que aproveitou para criticar a direita, nomeadamente o CDS-PP, por ter vindo exigir a demissão do ministro da Educação.
“A direita não tem propriamente grandes créditos para vir fazer esse tipo de exigências. Não há ninguém que não se recorde do tempo em que ficou no seu lugar o ministro Miguel Relvas”, disse, referindo-se ao antigo ministro do último Governo PSD/CDS-PP.
O CDS-PP afirmou sexta-feira que o ministro da Educação não tem condições para continuar no cargo, depois de ter alegadamente ocultado a situação de falsas declarações do chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e Desporto.
O chefe de gabinete do referido secretário de Estado, Nuno Félix, demitiu-se na sexta-feira, depois de ter sido tornado público que não concluiu as duas licenciaturas que declarou ter, segundo o jornal Observador.
De acordo com o Observador, Nuno Félix declarou, “para efeitos de despacho de nomeação”, que tinha uma licenciatura em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e outra em Direito, pela Universidade Autónoma, tendo ambas as instituições desmentido que o chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e Desporto as tenha concluído.
Já esta semana, o primeiro-ministro António Costa aceitou o pedido de demissão de Rui Roque, o seu adjunto para os Assuntos Regionais, também por declarar, para efeitos de despacho de nomeação, uma licenciatura que não detinha, um caso também avançado pelo jornal Observador.
No primeiro Governo de Pedro Passos Coelho, o ministro Miguel Relvas demitiu-se na sequência de ter sido tornado público que a sua licenciatura em Ciência Política na Universidade Lusófona de Lisboa tinha sido concedida com base em equivalências ilegais.
ZAP / Lusa
____________________________________________

UTENTES “ABANDONADOS” NA URGÊNCIA DO HOSPITAL DE BRAGANÇA


 
O Serviço de Urgência do Hospital de Bragança, a unidade de saúde de referência do Nordeste Transmontano, tem sido alvo nos últimos dias de queixas, com utentes a denunciarem situações de abandono e falhas no atendimento.
À Lusa chegaram relatos de um doente de 88 anos transportado pela Emergência Médica que esteve cinco horas abandonado numa maca e de uma bebé de 15 meses que foi levada três vezes à urgência com esperas de sete horas, até acabar por ficar internada.
Contactada pela Lusa, a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste referiu o reduzido número de reclamações “formais”, ou seja por escrito, e nas estatísticas apontando que “80% dos doentes permanecem na Urgência por um período inferior a quatro horas”.
Mas Eduardo Bruno foge a este padrão, depois de ter esperado “sete horas” com a filha de 15 meses na noite de terça-feira e ter regressado duas vezes no dia seguinte, até que acabou por fazer queixa no Livro de Reclamações.
Segundo contou à Lusa, a bebé estava com vómitos e diarreias e, depois de ter esperado “três horas”, foi observada por “um médico geral” na Urgência.
Esperaram mais “quatro horas encostados a um canto” até serem mandados para caso com o diagnóstico: “não tem nada”.
Bruno e a mulher Ana Patrícia regressaram na manhã seguinte com a filha à urgência e forammandados para casa com um antibiótico para uma otite, segundo contaram.
A bebé continuava com vómitos, diarreia e febre e à noite recorreram à urgência, onde foi vista por uma pediatra, depois de o pai reclamar a presença da especialista e fazer queixa no Livro de Reclamações.
A criança ficou internada, tendo alta na manhã seguinte medicada afinal para uma gastrenteriteviral.
Já em maio, alegam ter passado por uma situação semelhante, em que “só à quarta ida à urgência” lhe foi diagnosticada também uma gastrenterite.
“Já estava desidratada“, relatou o pai.
O pai de Maria Bárbara Martins e Manuel Rodrigo, antigo presidente da Câmara de Miranda do Douro, foi transportado pelo INEM para Bragança na mesma data, terça-feira, tendo entrado na urgência às 17:59.
Os filhos do doente com 88 anos e várias complicações de saúde contaram à Lusa que a maca e a ambulância do INEM só foram libertadas às 21:00 por falta de disponibilidade do hospital.
“O meu pai ficou no corredor e nada de olharem para ele. Só começaram a fazer análises perto das onze da noite e só depois das duas da manhã é que avisaram a família que podia ir embora”, relatou Maria Bárbara.
Os dois irmãos chegaram a Miranda do Douro por volta das três da manhã.
Ambos têm a experiência de várias deslocações com o pai à urgência de Bragança e garantem que “o movimento existente não justificava impedimento de um atendimento normal”.
“Nós sabemos que não é possível ser atendido de imediato, mas o que eu reparei é que não havia interesse na situação desta vez, ninguém olhava para ninguém”, afirmou a filha, realçando que “nem para os doentes, nem prestavam qualquer informação aos familiares”.
Enquanto esperava, Maria Bárbara apercebeu-se de outras situações e desabafos idênticos e presenciou “o desespero de uma mãe a implorar a alguém que lhe vissem a filha” (uma criança).
“Estava toda a gente a dizer que ultimamente é um descalabro“, contou.
O pai é diabético e “ninguém fez caso, esteve sem comer todo o tempo” e “alagado” em urina até os filhos irem embora e ter ficado internado.
“Ficaram com o contacto, mas no dia seguinte ninguém não disse nada. Tentei ligar para o hospital e ninguém atendeu, decidimos ir a Bragança e deram-lhe alta, mas ninguém nos avisava”, continuou, concretizando que chegaram às quatro da tarde ao hospital e já passava das nove quando puderam regressar a casa.
Maria Bárbara pergunta se o pai estivesse ali sozinho como é que era?
“Não foi só com o meu pai, achei que este abandono aconteceu no geral. É desumano“, desabafou.
Esta mulher sugere aos decisores que “devem de volta e meia sentar-se ali, sem se saber quem são, e verem o que se está a passar”.
A Lusa pediu para falar com a administração da ULS do Nordeste e dados comparativos sobre o número de queixas no Livro de Reclamações, o que não foi facultado.
Os administradores decidiram responder por escrito, indicando que desde o início de 2016 “até à data foram efetuados no Serviço de Urgência da Unidade Hospitalar de Bragança 37.189 atendimentos, com um valor de exposições formais de utentes na ordem dos 0,1%”.
Enfatizaram também que “o tempo médio de permanência neste serviço se situa nas três horas e meia” e que a taxa de doentes que regressam nas 24 horas seguintes corresponde a “0,6%”.
A ULS do Nordeste invoca ainda “o valor mais elevado (87%) de cumprimento” na área da Administração Regional de Saúde do Norte” dos tempos de espera protocolados.
/Lusa
Comentário: estamos perante uma desumanização da saúde. Afinal, o que tem sido feito nesta área que se vislumbre melhor qualidade nos serviços prestados? O que está em causa?
J. Carlos
_____________________________________

GOVERNO QUER QUE AUTARCAS DEIXEM DE SER CASTIGADOS POR DINHEIRO MAL GASTO


 
António Cotrim / Lusa
-
O governo quer equiparar os presidentes de Câmara e vereadores aos governantes para que fiquem isentos de responsabilidades, em casos de má gestão de dinheiros públicos.
O dado é avançado pelo jornal Expresso que salienta que a proposta de Orçamento de Estado para 2017 inclui uma norma que visa desresponsabilizar os autarcas nos casos de dinheiro mal gasto, quando haja pareceres favoráveis dos serviços da autarquia.
A ideia é equiparar os autarcas e vereadores aos governantes, de modo que não possam vir a ser castigados pela má gestão de fundos públicos.
A situação está a suscitar a preocupação do Tribunal de Contas, diz o Expresso, já que se a norma for para a frente, este órgão de supervisão ficará “de mãos atadas” quando se verifiquem situações de gestão financeira desadequada e ilegítima.
O Bloco de Esquerda manifesta no semanário que a proposta do governo é “lamentável” e “inadmissível” e avança que vai lutar pela sua remoção na discussão do Orçamento na especialidade.
O Expresso lembra que, em 2011, o governo de José Sócrates já tinha tentado aplicar uma norma semelhante e que o então presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d’Oliveira Martins, demonstrou a preocupação e oposição à mesma.
ZAP
Comentário: ainda mais desresponsabilização pelos dinheiros públicos sacados aos bolsos dos contribuintes? Quem vai suportar a bagunça camarária? Vamos entrar num período novo de vacas gordas como aconteceu há uns anos atrás, para se traduzir num esganamento dos cidadãos. Espero que tal proposta não entre em vigor, porque vai-nos secar o sangue nas veias.
J. Carlos

__________________________________