sábado, 4 de fevereiro de 2017

“Estamos cercados por um muro de indiferença”

Anseiam pela liberdade mas por enquanto enfrentam a discriminação, a violência e a prisão. Lutam por um futuro diferente pautado pela dignidade e pelo respeito dos seus direitos. Sabem que o caminho tem muitos obstáculos mas isso não os faz desistir.

O povo saharaui não suporta mais sofrimento”

É muito duro viver num país ocupado, sofrendo diariamente violações dos direitos humanos, detenções, torturas e maus tratos . Este país está submetido a um bloqueio militar e informativo.

O Sahara Ocidental está sob colonização há 40 anos por causa dos interesses económicos dos países aliados de Marrocos, como a França e Espanha.

Na minha opinião, os meios de comunicação social podiam e deviam ter um papel fundamental para romper este bloqueio informativo e assim mostrar ao mundo o que está a acontecer nesta região do mundo mas esta é uma zona fechada aos jornalistas e aos observadores independentes e somos nós que desempenhamos esse papel e por essa razão somos vítimas da violência das autoridades marroquinas.

Gostaria de pedir às instâncias internacionais que se empenhem mais na resolução deste conflito porque o povo saharaui não suporta mais sofrimento”.  (Ahmed Ettanji, 28 anos, nasceu em El Aaiun, capital do Sahara Ocidental ocupado)

“Todas as famílias saharauis têm um membro que está preso ou desaparecido”

O que vou contar é tudo aquilo que se passou comigo desde os 7 anos quando andava na escola. Antes de entrar no estabelecimento de ensino obrigavam-nos a cantar o hino nacional marroquino e quando entravámos na sala de aulas o professor  tratava-nos de forma diferente em relação aos meninos marroquinos, porque tinha uma atitude racista em relação a nós. Por causa dessa situação começamos logo em crianças a pensar porque é que existe essa diferença  e aí nascem todas as dúvidas.

Na rua se uma marroquina discute com uma saharaui, a marroquina chama-lhe logo "saharaui, a suja da Polisário". As ruas estão sempre cheias de militares e policias à paisana. A partir daqui vamo-nos apercebendo que a nossa terra está ocupada. Percebes também que todas as famílias saharauis têm um membro da família que está preso ou desaparecido.

Quando passei para a escola secundária as coisas mudaram. Um dia o professor disse-me: "Se faltares à escola, não há problema, eu dou-te na mesma uma boa nota". Mas ele dizia isso para que eu não tivesse estudos e cultura, como fez Hassan II com os saharauis em 1988 e 1989 levando-os para o Norte de Marrocos. Se tivessem estudado, poderiam ter sido engenheiros ou jornalistas, mas Hassan II destruiu-lhes a vida hipotecando-lhes desde muito cedo o futuro.

Esta política é exercida por Marrocos com os saharauis desde que ocupou o Sahara em 1975. Desde essa altura percebemos que Marrocos não quer que os saharauis tenham cultura, nem estudos e nenhum cargo importante na sua terra.

Esta situação manteve-se até 2005, quando não podias dizer que eras saharaui nem mesmo perguntar por algum filho que estivesse preso. A partir desse ano, no entanto, as coisas mudaram e começaram as Intifadas, as manifestações e as concentrações e o regime marroquino teve de se habituar a viver com esta situação.

Eu fui preso conjuntamente com outros jovens seis dias depois da Intifada da Indepedência que ocorreu em maio de 2005. Fomos torturados de uma forma horrível. A mim, partiram-me o braço esquerdo. Nao me prestaram assistência médica. Continuaram a torturar-me de uma forma que não consigo explicar... Fui vendado e algemado, torturaram-me na esquadra. Pedi para me levarem ao médico porque precisava de uma operação, mas não deixaram.

Ainda na esquadra da polícia, continuaram a torturar-me e a interrogar-me. Fui julgado e condenado a quatro anos de prisão. Estive 25 dias na “Carcel Negra” e graças a muitas concentrações e apoios da minha família e do povo em geral, levaram-me para o hospital, onde fui operado para me colocarem uma peça de metal no braço. Passei dois meses no hospital com uma mão engessada e a outra alegamada à cama e por isso não me conseguia mexer.

Ao fim de nove meses de prisão e graças à pressão exercida por várias organizações internacionais que apoiam o povo saharaui, saímos em liberdade.

Desde esse momento vivo permanentemente vigiado e tentam intimidar-me, seja na rua ou no café. A casa da minha família também está vigiada bem como a de todos os meus compatriotas.

A situação mudou e El Aaiun passou a estar cercada, como se fosse uma zona militar. Por este, oeste, sul e norte...enfim em todo o lado. Até em frente às escolas há militares, os meninos de sete anos entram e saem da escola vigiados por militares. (Husein Endour, 37 anos, nasceu na cidade de El Aaiun)

“A colonização serve os interesses de alguns países”

Os meus sentimentos asfixiam-me e a esmagadora maioria das pessoas no meu país está como eu e sente o mesmo. E isso explica bem o domínio que o regime marroquino exerce sobre nós não nos deixando sequer crescer em termos demográficos. Pessoalmente, não sinto ódio nem vontade de vingança contra os marroquinos, mas estou naturalmente contra a ocupação Sahara Ocidental.

Penso que a descolonização ainda não se fez por falta de vontade política da comunidade internacional que não obriga as autoridades marroquinas a ter respeito pela liberdade do nosso povo por causa dos interesses estratégicos e económicos que alguns países membros do Conselho de Segurança da ONU têm com Marrocos.

O papel dos meios de comunicação social é muito importante para dar visibilidade à nossa causa. Se a nível internacional a opinião pública estiver bem informada sobre aquilo se passa terá capacidade para influenciar o curso dos acontecimentos levando a que os Governos dos seus países deixem de apoiar Marrocos. Neste momento, estamos ainda cercados por um muro feito de indiferença.

Sou ativista da causa saharaui e acredito que o futuro será bom se Marrocos cumprir os seus compromissos e deixar o povo decidir livremente através de um referendo justo e transparente.

Em relação à comunidade internacional lamento que ao fim de 26 anos de presença da MINURSO no Sahara Ocidental não se vejam ainda resultados positivos e também por isso os saharauis continuam em sofrimento seja porque muitos são obrigados a viver separados dos seus familiares ou porque se sentem indignados com o roubo dos bens da sua terra. Precisamos de ser respeitados e por isso peço que ajudem este povo que age com princípios. (Amina, 43 anos, nasceu e Ouarzazate e vive em El Aaiun)

“É preciso mostrar o rosto ensanguentado da monarquia totalitária marroquina”

A maioria dos marroquinos são utensílios da ocupação marroquina com os civis forçados a estar na linha da frente. Marrocos criou um estado de ódio mútuo entre marroquinos e saharauis

E isto acontece porque a França não tem garantidos os seus objetivos económicos e estratégicos, e também porque o status-quo existente até ao momento define o nosso futuro. Por outro lado, há ainda que ter em conta a falta de seriedade dos membros não-permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mais concretamente o grupo de amigos dos responsáveis máximos da ONU para o Sahara Ocidental.

É bom que se saiba também que a maioria dos órgãos de informação têm medo de mostrar a realidade; daí a proibição de entrada de jornalistas e observadores que não estão comprometidos com a colonização.

A imprensa que não está prisioneira tem ajudado a mostrar o rosto ensanguentado da monarquia totalitário marroquina. Assim, precisamos de meios que consigam chegar ao interior dos centros de tortura e às prisões para que as práticas desumanas dos torturadores marroquinos contra os presos políticos saharauis não continuem a ser escondidas.

Em relação ao futuro, penso na paz e liberdade do povo saharaui e ao mesmo tempo na guerra que vai deixar tantos órfãos, viúvas e tragédias para os saharauis e para os marroquinos porque os únicos que tiram proveito desta tragédia são o rei e aqueles que gravitam à sua volta.

Perante a realidade que vivemos, espero que a comunidade internacional e as Nações Unidas façam uma autocrítica sobre a forma como têm tratado a questão do Sahara Ocidental, e não continuem reféns da enganosa publicidade e atitude de Marrocos - falsidades tais como a CORCAS e comités regionais dos " direitos humanos " - e, finalmente, a mentira do investimento e desenvolvimento no Sahara Ocidental. É preciso dizer que estas iniciativas são uma farsa destinada a prolongar a ocupação e a pilhagem dos recursos naturais do povo. (Sidi Mohamed Fadel Bakka, 42 anos, vive em El Aaiun)

Esquerda.net

Cuidado: Vem aí chuva, vento forte, neve e mar agitado

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Céu geralmente muito nublado.
Períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e persistentes, em especial a partir do meio da manhã.
Queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, sendo a cota de 1200/1400 metros até ao meio da manhã e para o final do dia na região Norte.

Condições favoráveis à ocorrência de trovoada e queda de granizo.
Vento moderado (20 a 35 km/h) do quadrante oeste, soprando moderado a forte (30 a 45 km/h) no litoral, com rajadas até 80 km/h no início do dia e a partir do final da manhã.
Nas terras altas o vento soprará forte a muito forte (45 a 60 km/h) do quadrante oeste, por vezes com rajadas até 110 km/h no início do dia e a partir do meio da manhã.

Pequena subida de temperatura nas regiões do interior.

COIMBRA - 13/16ºC
MIRA - 11/17ºC
CANTANHEDE - 12/16ºC
MEALHADA - 11/16ºC
VAGOS - 11/17ºC
ANADIA - 11/16ºC
Fonte: IPMA

Autoridades vigiam praia da Foz do Arelho por suspeita de casal desaparecido

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A Autoridade Marítima está hoje a fazer uma "vigilância apertada" na Foz do Arelho, Caldas da Rainha, após o alerta do possível desaparecimento de um casal.
O Capitão do Porto de Peniche, Marco Augusto, adiantou à TSF que, desde as 19h, a Polícia Marítima está a efetuar passagens pela praia no sentido de encontrar algum indício que possa levar as autoridades a confirmarem ou não o desaparecimento do casal, como foi relatado por populares, num dia de mau tempo, com mar muito alteroso.
"Um casal na casa dos 20 anos, que trajava com vestuário de cores escuras, foi avistado junto ao mar entre as 18:00 e as 18:30 e, de repente, deixou de ser visto", o que levou os populares a alertar as autoridades, explicou o comandante da Capitania de Peniche.
O mesmo responsável adiantou que, segundo os relatos dos populares, o casal chegou a ser visto com a roupa molhada, depois de ter sido surpreendido pelo mar.
A vigilância está a ser assegurada pelas patrulhas da Polícia Marítima e no local estiveram também mergulhadores, uma mota de água e homens dos bombeiros das Caldas da Rainha, além de elementos da GNR.
A zona da Foz do Arelho, como outras do país, encontra-se sob agitação marítima forte, motivo pelo qual a região esteve durante o dia sob 'Aviso Laranja'.
TSF
Imagem: Público

Baleia com comportamento estranho tinha 30 sacos plásticos no estômago


Posted: 03 Feb 2017 11:28 AM PST
Especialistas encontraram várias peças de plástico no sistema digestivo de baleia que teve que ser sacrificada na Noruega
 
Posted: 03 Feb 2017 08:47 AM PST
Ele pode ser reimpresso 80 vezes e precisa ser aquecido por apenas 10 minutos para limpar as impressões antigas
 
Posted: 03 Feb 2017 07:19 AM PST
A sonda Cassini, da NASA, entrou em sua fase mais próxima dos anéis gelados de Saturno. Confira fotos com a maior resolução e detalhe do planeta até agora
 

Ladrões não levaram grandes valores da Zona Industrial de Mira

Desde o ocorrido, as investigações referentes aos recentes furtos na Zona Industrial de Mira prosseguem.
Fonte da GNR informou à reportagem do Mira Online que por conta dos trabalhos estarem em curso, as informações são
escassas, sendo disponibilizadas a conta gotas. Desta forma foi só foi possível à fonte, afirmar que "os furtos não tiveram grande dimensão. Bem pelo contrário! Em alguns casos os danos às empresas foram mesmo superiores aos valores que ali foram furtados!" 
Mira Online

Macroscópio – Ecos de Amsterdão, sobressaltos em Paris. Os dias do populismo depois de Trump

Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!

Não, não vou voltar de novo a Donald Trump e ao debate em torno do que ele anda a fazer (mesmo havendo cinco textos controversos q.b. aqui no Observador: Espanto e choque. O que fazer face a Trump, que eu mesmo escrevi; A revolta dos deserdados da globalização, da Helena Garrido; Qual o maior perigo: Trump ou os inimigos de Trump?, uma crítica de Luís Aguiar-Conraria a Rui Ramos e Alexandre Homem Cristo; Resposta a Luís Aguiar-Conraria, a réplica de Alexandre Homem Cristo, e por fim Os inimigos dos nossos inimigos, de Rui Ramos). Hoje vou antes andar aqui pela Europa para vos chamar a atenção para o que se está a passar em dois países – a França e a Holanda – que terão eleições em breve.
 
Antes contudo de mergulhar brevemente nessas duas realidades, deixem-me chamar a atenção para dois debates sobre populismo que tiveram lugar nos últimos dias. Começo pelo que decorreu de uma parceria da RTP3 com a Fundação Francisco Manuel dos Santos e teve como tema “O Populismo Tem Ideologia?”. O programa foi transmitido na noite da passada quarta-feira, tendo participado no debate o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e dois académicos, cronista e professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica João Pereira Coutinho e a investigadora da Universidade de York Mónica Brito Vieira. Quem quiser ver (ou rever) o programa na íntegra pode encontrá-lo site da RTP em Fronteiras XXI (I), sendo que extratos das passagens mais significativas podem ser vistos aqui. Também é possível ver o debate (e prossegui-lo) no site da Fundação, aqui.
 
Destinado a uma audiência muito menor, decorreu também recentemente um “Brown Bag Lunch” organizado pela Plataforma para o Crescimento Sustentável (o think tank dinamizado por Jorge Moreira da Silva) que, em torno de um almoço informal, debateu As causas e as consequências dos novos fenómenos de populismo. A intervenção de abertura coube a Francisco Pinto Balsemão, tendo depois falado a politóloga Marina Costa Lobo, eu mesmo e o economista Manuel Carlos, ligado à indústria do calçado. Este debate pode também ser visto no YouTube, onde estão disponíveis as suas Parte 1 e Parte 2.
 
Portugal, apesar de se costumar dizer que não tem fenómenos de populismo (tema que mereceria só por si uma outra discussão) vai ao menos discutindo o populismo dos outros, sendo que na Europa todos têm agora os olhos postos em França e na Holanda, onde os eleitores irão às urnas nos próximos meses e se espera que partidos classificados como populistas obtenham bons resultados.
 
Começo por França, até porque Maria João Avillez acaba de regressar de Paris e de escrever que “Vertigem define bem a campanha presidencial francesa, a que pude assistir por estes dias em Paris, confrontando-me incredulamente com os seus inimagináveis episódios.” O texto acaba de ser publicado no Observador – Paris brûle-t-il? – e nele é clara a inquietação da cronista: “Julgo que Marine Le Pen ganhará com este deplorável estado de coisas. Ou haverá algo mais gravemente deplorável do que o PS a agonizar; a direita sem chão nem bússola; um candidato cujo brilho provém essencialmente da sua oportuna ambiguidade; e os populismos a crescer inquietantemente?”
 
De facto foi uma semana intensa em França, já no domingo o PS gaulês consagrou como seu candidato presidencial uma figura da sua ala mais esquerdista, Benoit Hamon, e nos últimos dias o favorito da direita, e também candidato antes melhor colocado para vencer as eleições, François Fillon, foi submerso por um escândalo em torno de pagamentos alegadamente fictícios à sua família. O Financial Times dedicou uma longa reportagem à crise instalada – France’s search for a providential leader, “The scandal engulfing François Fillon, the former presidential favourite, has thrown the race into chaos” – e, apesar de um dos seus colunistas Philip Stephens, considerar que France could turn the populist tide (“A critical mass of voters has decided that the country needs reform”), a verdade é que hoje o tom de um reputado politólogo francês, Dominique Moïsi, era bastante mais sombrio: The François Fillon scandal leaves everything up for grabs. Mesmo assim, tal como muitos analistas da imprensa internacional, toda a esperança acaba por ser dirigida para o candidato “nem de esquerda nem de direita”, o antigo ministro de Economia, deixando no ar a pergunta: “Could Mr Macron turn out to be France’s — and Europe’s — answer to Brexit and Mr Trump, a demonstration that populism is not inevitable? In spite of legitimate doubts about his lack of experience, he is increasingly perceived as a kind of French version of John F Kennedy, benefiting from his status as an outsider.”
 
Mas se em França a situação é esta, na vizinha Holanda é Geer Wilders e o seu partido extremista que lidera as sondagens. Para compreender melhor o significado e impacto da sua candidatura, recomendo dois textos contrastantes da Spectator:
  • Why Geert Wilders is taking over Dutch politics, de Ian Buruma, sendo uma denúncia de muitas das propostas políticas do líder da extrema-direita holandesa, propõe também uma excelente interpretação para o que se está a passar num país que é conhecido pelo seu liberalismo. É difícil resumir em poucas linhas este artigo, mas deixo-vos uma passagem significativa: “As the traditional forms of identity faded, more and more people began to feel cast adrift, especially in such conservative rural areas as Limburg. The monarchy and the national soccer team offered some solace, but except during World Cup matches with Germany, this was not really enough. Urban liberals, still inspired by European idealism and haunted by bad memories of Nazi occupation, were hyper-conscious of the dangers of racial prejudice. This made them less than receptive to the need among less privileged fellow citizens for a renewed sense of belonging.”
  • Geert Wilders doesn’t threaten Dutch liberalism: he’s defending it, Douglas Murray, argumenta que o político que surge frequentemente ao lado de Marine Le Pen é alguém cujo eurocepticismo explora evidentes falhas do sistema político holandês: “Last year, the Dutch public voted on whether to approve the EU association agreement with Ukraine. The referendum only happened because of a public petition large enough to bring it about (another quirk of Dutch democracy). The turnout was above the threshold for such referendums to be valid and the public voted overwhelmingly against the agreement, which their government had already ratified. The public were ignored, just as in 2005 when they rejected the new EU constitution at the polls. Once again, the Dutch government effectively told the people: ‘You spoke? So what?’ Yet this time, there was a response to the rebuff. A new party — Forum for Democracy — arose out of the plebiscite.”
 
Para perceber melhor como Wilders, mesmo liderando um partido tratado como pária pelas principais forças políticas holandesas, pode chegar ao poder é bom ler Anti-EU boy wonder breezes in as Dutch election kingmaker, uma reportagem do The Times de Londres sobre Thierry Baudet, um jovem e brilhante intelectual que fundou uma nova força política na sequência do referendo sobre o acordo EU-Ucrânia e que, mesmo distanciando-se das ideias da extrema-direita, é profundamente eurocéptico. E carismático num tempo em que o eleitorado procura figuras que nada tenham a ver com o establishment: “Pieter Westerbeek, a retired maths teacher of 74, was among the first to sign Baudet’s book. “When I was young I voted left, but it’s over for the main parties,” he said. “We need ­something different, another type of society.”
 
A terminar deixo-vos uma referência mais abrangente, a transcrição de uma entrevista que reuniu Jeffrey D. Sachs, o professor da Universidade de Columbia que dirige o UN Sustainable Development Solutions Network, e Sławomir Sierakowski, um polaco que fundou o movimento Krytyka Polityczna e é director de um instituto de investigação política em Varsóvia. Trata-se de Navigating the New Abnormal, do Project Syndicate, sendo que dessa conversa resultaram algumas reflexões pertinentes, como esta de Jeffrey D. Sachs: “Mainstream politicians like German Chancellor Angela Merkel say: We’re rich, let’s be generous. But it doesn’t resonate politically, because it doesn’t answer people’s fundamental questions: What do you mean by “generous”? How many millions of people will be allowed to enter? Is there any limit or is the generosity open ended? Are we to eliminate national borders altogether to allow in whoever wants to come? In my view, a borderless world is plainly unrealistic. If people were told that they could move, no questions asked, probably a billion would shift around the planet within five years, with many coming to Europe or the US. No society would tolerate even a fraction of that flow.”
 
E por aqui me fico por hoje, desejando-vos bom fim-de-semana, bom descanso e poucos passeios à beira-mar, que há mais ondas alterosas para além das do populismo de que temos vindo a falar. Até segunda-feira. 

 
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Pescadores de Caxinas que naufragaram regressam hoje a casa

Resultado de imagem para Pescadores de Caxinas que naufragaram regressam hoje a casaOs cinco pescadores naturais de Caxinas, Vila do Conde, que ontem foram resgatados com vida após um naufrágio ao largo da região das Astúrias, em Espanha, vão regressar a Portugal, hoje.
A informação foi dada à Lusa por José Festas, presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, que está acompanhar o processo em Vila do Conde, acrescentando que já se reuniram com os familiares dos pescadores.
"Os pescadores estão bem, já falaram com as famílias e tudo indica terão alta sábado de manhã para regressarem a Portugal de imediato. Da parte da tarde já estarão em casa", afirmou José Festas.
O dirigente garantiu que a "associação, em articulação com as autoridades portugueses e espanholas, esteve a acompanhar todo o processo desde a primeira hora" e que "não houve problemas até ao momento".
Os cinco pescadores, que estão distribuídos em unidades de saúde distintas da região das Astúrias, no norte de Espanha,
regressarão a Portugal num transporte fornecido pelo armador da embarcação.
Os cinco homens de Caxinas foram resgatados com vida após o naufrágio, ontem à tarde, do atuneiro espanhol Gure Uxuna, onde seguiam também sete tripulantes espanhóis.
O barco naufragou a cerca de 50 milhas a norte da costa de Navía, nas Astúrias, e após o pedido de socorro, as autoridades enviaram para a zona três helicópteros e três embarcações de salvamento, que encontraram os tripulantes em botes salva-vidas
Por apresentarem alguns sinais de hipotermia, os pescadores foram encaminhados, por precaução, para unidades hospitalares da região.
Lusa
Imagem: Sic Noticias