sábado, 28 de outubro de 2017

CONSCIÊNCIA, TEMPO E ESPAÇO

Três simples palavras, aparentemente tão distintas, mas em verdade, tão bem relacionadas. Quando estudamos a fundo a nossa própria consciência, aos poucos descobrimos as barreiras que a impedem de manifestar-se totalmente, através da mente e do corpo físico.
Consciência, tempo e espaço são elementos unificados, mas podemos dizer que há uma sutil interação entre eles. A noção de passagem do tempo, na dimensão tridimensional, não existe em níveis superiores de consciência. O tempo é sinônimo de resgate consciencial, ele não é orientado pelos ponteiros dos relógios, e irá deixar de existir em nosso planeta, à medida que a consciência resgatar os seus verdadeiros valores espirituais. O homem hoje está "correndo" atrás do tempo, ou seja, o tempo é o referencial que lhe guia e lhe impulsiona para prosseguir rumo aos seus objetivos. Se o tempo não passasse, o homem também não evoluiria, dentro das leis naturais do nosso sistema. O "tempo", em verdade, não existe. Existe sim, uma consciência a ser resgatada. O TEMPO UNIVERSAL, sempre foi caracterizado pelo progresso e evolução da consciência rumo à uma meta, um objetivo maior de união com o TODO.

As diferentes dimensões espaço-temporais, estão relacionadas à capacidade de onipresença do espírito. E a onipresença, por sua vez, está relacionada ao dom da ONISCIÊNCIA, a consciência de um todo, não porém, do TODO, pois esta consciência, somente ao Pai Criador é concedida. As dimensões mais sutis caracterizam-se pela maior fluidez dos movimentos dos corpos, bem como a velocidade do pensamento. Uma dimensão é mais sutil, tanto quanto mais houver a capacidade de um ser locomover-se mais rapidamente através do seu pensamento. A noção que temos sobre o espaço, atualmente, é absolutamente ilusória. Hoje conhecemos medidas métricas, percorremos quilômetros nas estradas e fazemos demoradas "viagens" a lugares distantes. Tudo isto faz parte do sistema tridimensional, que não possibilita aos seres deste plano, acelerarem vibratoriamente os seus corpos ao ponto de se teletransportarem para outros lugares, ao menos, com tanta facilidade. A dimensão densa em que vive o homem praticamente impede e inviabiliza a presença das altas freqüências, pois estas constituem-se de uma energia contrária às energias sintonizadas ao plano físico. A noção de espaço existe, mas não deve ser tida como real, em se tratando de dimensões superiores. Uma vez que conseguimos sintonizar os planos mais elevados, percebemos que o nosso próprio ser espiritual, e a nossa consciência, naturalmente englobam todos os espaços que conhecemos na dimensão física. Nós não somos isolados, os homens não são somente individualidades, eles fazem parte de um grande oceano. Neste oceano não existem distâncias, a "gota d' água" (espírito) mais longínqua de uma outra gota, pode unir-se à ela caso desejar, bastando que ela queira isso. Neste plano não existem limitações para o querer, querer é poder e realizar imediatamente. Querer é muito mais que um simples desejo, é a própria Vontade Divina agindo através de nós.

As diversas dimensões apresentam diferentes freqüências espaço-temporais, pois para cada dimensão existe um critério que se define de uma forma, que tentaremos mostrar aqui através do seguinte conceito:

"Uma dimensão é mais sutil, tanto quanto mais veloz for o tempo de progresso de um pensamento, para a trajetória de um certo espaço."

Ou seja, um espaço é percorrido tão somente pelo grau de limitação, pois o espaço não existe e ele representa, em outras palavras, o caminho que o ser espiritual precisa percorrer para atingir a sua meta. O espaço é a jornada evolutiva dos seres, é o caminho pelo qual o ser espiritual irá trilhar, para atingir os níveis mais elevados da consciência cósmica. Ninguém precisa andar ou caminhar fisicamente, uma vez que o seu pensamento é tão poderoso, que pode estar onde quiser, pois o pensamento é também o próprio espaço, ele possui o espaço dentro de si, e o espaço faz parte do pensamento. O único espaço percorrido que existe, que poderia ser chamado de trilha da ascensão, é o que nos separa das nossas condições originais como seres perfeitos e conectados às nossas próprias essências espirituais. Para caminharmos espiritualmente rumo à nossa evolução, gastamos sempre um certo tempo. Quando alcançamos a evolução desejada, o tempo já não existe mais. É exatamente neste instante, que você comprovará: "eu quero saber, e eu sei; eu quero Ser, e Eu Sou!" Quando tal se der em sua vida, você verá que o tempo que você caminhou, à medida que a sua meta se transformava em realidade, desaparecia gradativamente. Você perceberá, que no momento que você quer saber, você sabe; que no momento em que você quer estar em algum lugar, você está; que no momento que você deseja SER, você É. Há algum intervalo de tempo entre querer saber, e saber? Há algum intervalo de tempo entre querer estar, e estar? Há algum intervalo de tempo que querer SER, e SER? Como você constatará, o tempo não mais existirá para estes aspectos, e para nenhum outro. Esta regra é válida para todas as coisas. Quando você conseguir eliminar o intervalo de tempo que separa o QUERER do CONSEGUIR, você terá conquistado uma grande liberdade dimensional. Novos aspectos criativos seus surgirão, novos dons de sua essência se revelarão, e de forma mais evidente você se mostrará aos outros, tal como REALMENTE É!

A nossa consciência está relacionada ao tempo e espaço, exatamente pelos motivos aqui apresentados.

O homem é sempre o mesmo, ele apenas se esqueceu de quem realmente é.

Ninguém pode SER, se não sabe que É. Enquanto ele não sabe que É, ele BUSCA SER. Mas na verdade ele SEMPRE FOI. E quando descobre isso, descobre também o verdadeiro paraíso, e a vida eterna...



Trecho do Livro na Trilha da Ascensão de Leandro Pires

Em novembro no Teatro Stephens Festival de Jazz na Marinha Grande



A Câmara Municipal organiza a 3ª Edição do Festival de Jazz da Marinha Grande, que decorre de 11 a 25 de novembro, na Casa da Cultura Teatro Stephens.

Este Festival é exclusivamente dedicado à divulgação do jazz nacional e internacional que se faz na atualidade. Nesse sentido, é um evento que reúne diversos estilos, músicos de todas as gerações, desde os consagrados aos novos valores, apresenta discos recentes e aposta na divulgação do Jazz feito na região. A direção artística volta a estar a cargo do saxofonista César Cardoso.

A programação do 3º Festival de Jazz da Marinha Grande é a seguinte:

11 NOV. 21h30
APRESENTAÇÃO DA 3ª EDIÇÃO DO FESTIVAL E DOS COMBOS RESULTANTES DAS OFICINAS DE JAZZ
Entrada livre (sujeita a levantamento de bilhete e lotação da sala)

17 NOV. 21h30 
JOÃO BARRADAS TRIO | Espetáculo de arranque da 3ª Edição do FESTIVAL JAZZ DA MARINHA GRANDE
João Barradas é um dos mais conceituados e reconhecidos acordeonistas europeus, movendo-se, simultaneamente, entre a música Clássica, o Jazz e a música improvisada. 
Venceu alguns dos mais prestigiados concursos internacionais, dos quais se destacam, entre outros, o Troféu Mundial do Acordeão, que vence por duas vezes, o Coupe Mondale de Acordeão, o Concurso Internacional de Castelfidardo e o Okud Istra International Competition. Em 2016 gravou, com a Inner Circle Music, o seu primeiro álbum enquanto líder. “Directions” conta com a produção de Greg Osby e com as participações de Gil Goldstein e Sara Serpa. Apresenta-se em Trio com os músicos André Rosinha e Bruno Pedroso.

Ficha Artística |
João Barradas – Acordeão
André Rosinha – Contrabaixo
Bruno Pedroso - Bateria
Classificação Etária | M/6
Duração | Aprox. 60m


18 NOV. 21h30 
MÁRIO LAGINHA TRIO
Mário Laginha não é o homem dos sete instrumentos, porque o seu instrumento é o piano, mas o pianista gosta de navegar pelos muitos mundos sonoros que fazem o planeta música. Basta espreitar para os discos que gravou com a cantora Maria João, marcados pela linguagem do jazz, mas por onde perpassam influências que vão da música portuguesa e a clássica (sobretudo no disco a solo “Canções e Fugas”), até à pop anglo-saxónica ou às músicas brasileira e africana, para percebermos que estamos perante um músico que não gosta de ser catalogado em categorias estanques.
No trio que mantém com o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão, com quem gravou até agora 2 discos, Mário Laginha mantém esse gosto pela mistura, pela diversidade e pelo risco. 

Ficha Artística 
Mário Laginha – Piano
Bernardo Moreira – Contrabaixo
Alexandre Frazão – Bateria
Classificação Etária | M/6
Duração | Aprox. 60m


24 NOV. 21h30
ANDRÉ FERNANDES “CENTAURI”
Qualquer alma que devote o mínimo de atenção às movimentações jazzísticas portuguesas da última década e meia sabe que, quando se fala de guitarristas, há um nome que se destaca acima de qualquer suspeita: André Fernandes.
Exímio instrumentista e dotadíssimo compositor, já tocou com uma miríade de enormes jazzmen nacionais e estrangeiros que lhe elogiam a originalidade (Lee Konitz, Mário Laginha, Maria João, Bernardo Sassetti, David Binney entre outros), a vitalidade e a versatilidade artística. “Centauri” junta Fernandes a dois dos mais talentosos e jovens saxofonistas portugueses, José Pedro Coelho e João Mortágua, e a uma das mais jovens e requisitadas secções rítmicas nacionais em Francisco Brito e João Pereira. 

Ficha Artística |
André Fernandes: Guitarra e Composição
José Pedro Coelho: Saxofone Tenor e Soprano 
João Mortágua: Saxofone Alto e Soprano 
Francisco Brito: Contrabaixo
João Pereira: Bateria
Classificação Etária | M/6
Duração | Aprox. 60m


25 NOV 21h30 
DEMIAN CABAUD QUINTETO 
O quarteto de Demian Cabaud segue uma premissa de Kandinsky: “Não devemos tender à limitação, mas à libertação, pois só a liberdade nos permite acolher o futuro”. É com esta perspetiva de reinvenção do jazz que o contrabaixista e compositor de origem argentina, mas residente em Portugal há 15 anos, convida os músicos Ariel Bringuez, Xan Campos e o lendário Jeff Williams a conceber e executar uma visão musical da liberdade em que a improvisação é predominante, percorrendo inesperados caminhos entre os espaços da ordem e do caos, do concreto e do abstrato, do sossego e do desassossego.
Trata-se de uma música “fresca, que vive cada momento e nunca se repete”.

Ficha Artística |
Demian Cabaud - Contrabaixo 
Ariel Bringuez - Saxofone tenor 
Xan Campos - Piano
Jeff Williams - Bateria 
Iago Fernandez - Bateria 
Classificação Etária | M/6
Duração | Aprox. 60m

Câmara Municipal de Marinha Grande | Distribuição de funções


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A Câmara Municipal informa que, na sequência da tomada de posse dos órgãos municipais, foi já efetuada a distribuição inicial das funções pela Presidente da Câmara e demais vereadores em regime de permanência. 

Esta distribuição de funções assenta na necessidade de assegurar de imediato o funcionamento dos serviços municipais, sem prejuízo de alterações ou ajustamentos a introduzir em momento posterior.

Presidente da Câmara, Cidália Ferreira

Área de Desenvolvimento Estratégico: 
- Desenvolvimento Económico e Empresarial; 
- Turismo; 
- Gestão Financeira; 
- Património Municipal; 
- Segurança e Proteção Civil; 
- Recursos Humanos; 
- Assessoria Jurídica e Contencioso; 
- Informática e Organização; 
- Modernização Administrativa.
 
Área de Relações Externas: 
- Relações Institucionais e Cooperação Externa; 
- Apoio à Assembleia Municipal; 
- Relações com as Freguesias; 
- Comunicação e Imagem; 
- Expediente Geral; 
- Gabinete de Atendimento ao Munícipe. 

Vereador Carlos Alexandre de Carvalho Caetano 

Área de Desenvolvimento Estratégico: 
- Urbanismo, Planeamento e Ordenamento do Território; 
- Sistemas de Informação Geográfica; 
- Fiscalização Municipal. 

Área de Recursos Municipais e Desenvolvimento de Infraestruturas: 
- Obras Públicas; 
- Edifícios e Equipamentos Municipais; 
- Infraestruturas e Redes Municipais; 
- Equipamento Rural e Urbano (inclui espaços verdes, ruas e arruamentos, cemitérios municipais, instalação de serviços públicos do município, mercados e feiras municipais); 
- Transportes e Comunicações; 
- Ambiente; 
- Serviços Médico-Veterinários; 
- Apoio Técnico e Logístico. 

Vereadora Célia Cristina Letra Faustino Guerra 

Área de Relações Externas: 
- Geminações. 

Área de Desenvolvimento Social: 
- Ação Social; 
- Educação;
 - Desporto; 
- Saúde; 
- Cultura; 
- Património Histórico e Cultural; 
- Juventude e Tempos Livre; 
- Terceira Idade.


Festas da Cidade de Torres Vedras vão acolher um conjunto de exposições






No âmbito das Festas da Cidade de Torres Vedras, a galeria municipal torriense vai acolher várias exposições que serão inauguradas no dia 10 de novembro, pelas 21h.

Uma delas será a exposição de pintura de Paula Rito “Linhas ao Vento do Norte”.

Segundo refere Isabel Ventura Tavares acerca do trabalho desta artista: “Partindo de cadernos de desenho, diários gráficos, cadernos de viagem, territórios mínimos que funcionam como localizações; tomando a metáfora paisagística como meio operativo; Paula Rito realiza um exercício permanente sobre as condições de procedimento da própria pintura, sobre a ligação da imagem pictórica com o mundo visível e a fenomenologia da visão, mas também uma reflexão, sobre o corpo que pinta e sobre o corpo que vê. (…) Na medida em que nos representamos no que está perante nós, cada paisagem transmutada pode ser um lugar de aprendizagem do olhar sobre o cosmos e sobre as condições de procedimento da própria prática da pintura. A vivência da perceção é habitada por um corpo e por um mundo de espessura recíproca”. Aquela crítica de arte acrescenta ainda: “Reaprender a ver, recomeçar escavando, regressar à paisagem e estar atento à espessura que nos separa da obra, são os princípios geradores da pintura de Paula Rito, uma forma de transformação que pode ser um lugar mítico, retornado, diário gráfico do lugar onde as coordenadas espaciais se fendem e se abrem diante de nós, acabando por se abrir em nós e assim, nos incorporam, por inteiro. É quando uma obra dá lugar a outras plurais que percebemos que as coisas visuais são sempre já lugares”.

“Linhas ao Vento do Norte” estará patente na Paços até 5 de janeiro.

Outra mostra que será inaugurada naquela ocasião na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras será a exposição/instalação de Dulce Nunes “O Jardim da Ana”.

Esta exposição acontece após a realização de uma residência artística no âmbito do evento Arte ao Centro, na qual se desenvolveram também oficinas com o público escolar, a partir do que Dulce Nunes apresenta um olhar sobre os espaços exteriores privados - os terraços - que povoam os bairros e que estão longe do olhar e da imaginação comum. Uma interpretação poética que não deixa de lado uma leitura sociológica de como nos apropriamos destes espaços, de como os tornamos nossos e de como os mostramos ou não mostramos.

Ainda no dia 10 de novembro, pelas 21h, vai ser inaugurada na Paços a exposição “Superfícies Sonoras e Máquinas de Sons”, organizada pelo Coro Infantil e Juvenil de Torres Vedras, o que contará com uma atuação deste agrupamento musical.

Nesta exposição é intentada “uma viagem pelo património arquitetónico do centro histórico da cidade através de um novo olhar sobre a descoberta da música em cada fragmento de fachadas antigas, gradeamentos, portas, janelas, património azulejar e outras superfícies em baixo relevo, onde os desafios da imaginação e criatividade não têm limites.
“Superfícies Sonoras” da cidade canta e toca objetos com tempo, sobre o olhar do presente, com destino à perseveração das memórias identitárias das pessoas e do património. Foram elaboradas partituras musicais não convencionais interpretadas vocalmente e por máquinas sonoras inusitadas. Cada máquina sonora é uma peça singular, pelos diferentes materiais utilizados, construídas com objetos abandonados e reinventados, na procura de novas expressões e sonoridades únicas que deles se obtêm.
“Superfícies Sonoras” vive de história, de narrativas, de encontros e desencontros, de experiências, de criatividade, onde cada fragmento arquitetónico canta a sua história.
São os lugares que inspiram as pessoas.
São as pessoas que fazem viver os lugares.
São os lugares que nos fazem existir.

Em “Superfícies Sonoras” desfruta-se da diversidade de máquinas sonoras, num cenário de história, música e artes plásticas”.
Estas duas últimas exposições estarão patentes na Paços até 8 de dezembro.

Já no próximo dia 31 de outubro, pelas 18h, é inaugurada no Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras a exposição coletiva “Oceano – Mar é Vida!”, da responsabilidade da associação David Melgueiro.

De referir que "Oceano - Mar é vida!" é um espaço imenso de liberdade, de desconhecido, de desejos, de esperanças, de movimento, de medos, de aventuras intemporais onde o imaginário de cada um se pode deixar transportar no vento das suas superfícies imensas e no movimento das suas vagas e correntes, até ao fundo dos abismos impenetráveis…
Os artistas da Tertúlia de Arte da Associação David Melgueiro, num movimento espontâneo de pintores, escultores e tecelões, embarcam neste imenso desafio e aventura.
As obras levam-nos da epopeia marítima onde naus e caravelas enfrentaram os monstros do desconhecido e o gigante Adamastor na descoberta do imenso, à poesia de Pessoa, ao Fado, mas também aos reflexos do mundo submarino e ao constante movimento das vagas e das espumas contra os rochedos, aos abismos onde regurgita a vida que se transforma e adapta deixando, ainda, o seu grito de alarme para o flagelo da agressão a que são submetidos os Oceanos, sem esquecer os fenómenos extremos que emergem como tsunamis, tempestades, o desaparecimento dos gelos das altas latitudes e a poluição dos mares.
Esta exposição surpreende nestas leituras e registos diferentes, reflexos das sensibilidades que a animam.
A sua visita é um sinal inequívoco de encorajamento à arte que singra a custo pelo meio das bolas de futebol e dos “reality Trumps”; é ainda uma forma de contribuir para levar Portugal ao Mundo através da Expedição MARBOREALIS”.
A exposição “Oceano – Mar é Vida!” vai estar patente no Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras até ao dia 19 de novembro.

Após a inauguração desta exposição terá lugar pelas 21h30, no Teatro-Cine de Torres Vedras, um concerto da Banda da Armada Portuguesa e da Camerata Vocal de Torres Vedras alusivo à mesma.

De referir ainda que durante as Festas da Cidade de Torres Vedras está patente uma exposição de máquinas agrícolas antigas no Parque Regional de Exposições e a exposição “Jardim de Castas” na Praça da República, na Praça do Município e na praça fronteira ao edifício da Câmara Municipal de Torres Vedras.

Recorde-se que as Festas da Cidade de Torres Vedras 2017 são organizadas pelo Município de Torres Vedras, patrocinadas pelo Arena Shopping, apoiadas pela Biotrab, Fepal e Sacel, e têm como água oficial as Águas do Vimeiro.

Câmara Municipal de Torres Vedras

Eu, Psicóloga | De notas baixas a depressão na vida adulta, as marcas do bullying em agredidos e agressores




De notas baixas a depressão na vida adulta, as marcas do bullying em agredidos e agressores

A tragédia mais recente a reacender o debate sobre bullying aconteceu em Goiânia na semana passada, quando um estudante de 14 anos disparou contra colegas, matando dois e ferindo outros quatro. Testemunhas disseram que o aluno sofria com gozações dos colegas, mas os pais e a direção da escola afirmaram não ter conhecimento disso. Ainda se investiga se foi isso o que detonou o episódio.
Nesta terça-feira, um boletim hospitalar informou que uma das adolescentes baleadas no caso teve uma lesão na medula e ficou paraplégica.

Casos de bullying no ambiente escolar são mais comuns do que se pensa. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 7,4% dos 2,6 milhões de estudantes que cursaram o 9º ano do ensino fundamental em 2015 - algo em torno de 195 mil alunos - afirmaram ter sofrido bullying por parte dos colegas.

Entre os que se sentiram humilhados, os principais motivos de chacota foram a aparência do corpo (15,6%) e do rosto (10,9%).
O índice de alunos que admitiram já ter chantageado o colega, espalhado boatos ou criado apelidos pejorativos consegue ser ainda maior: 19,8% - ou 520 mil estudantes. Desses, 24,2% são meninos e 15,6%, meninas.

"As consequências são as mais variadas e dependem muito de cada indivíduo. No entanto, todas as vítimas, em maior ou menor proporção, sofrem com os ataques", afirma a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas. "Muitas delas levarão marcas profundas para a vida adulta e precisarão de apoio para superar o problema."

O estrago mais evidente é no próprio rendimento escolar dos alunos que sofrem ou praticam esse tipo de agressão física ou psicológica.

Essa é uma das conclusões a que chegou a mais recente edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês), de 2015. De acordo com o estudo, que avaliou o desempenho escolar de 540 mil estudantes de 72 países, escolas com alta incidência de bullying tendem a apresentar notas mais baixas do que aquelas que procuram combater essa prática dentro e fora de sala de aula.

"O bullying traz sérias consequências tanto para o agressor quanto para a vítima", alerta Andreas Schleicher, diretor de Educação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pela aplicação do PISA.

"Tanto aqueles que praticam bullying quanto os que sofrem estão mais sujeitos a tirar notas baixas, faltar às aulas e a largar os estudos que aqueles que não têm relação conflituosa com os colegas."

Do bullying à depressão

A longo prazo, o impacto pode ser notado não apenas no desempenho escolar do aluno, mas também em sua saúde física e mental. É o que dizem dois estudos - um americano e outro britânico.

O primeiro deles, do Hospital Infantil de Boston, nos EUA, revela que quanto mais longo o período em que uma criança ou adolescente sofre ameaça, xingamento ou intimidação, mais grave e duradouro será o impacto sobre a saúde da vítima.

Para chegar a essa conclusão, a pediatra Laura Bogart e sua equipe monitoraram a saúde de 4,2 mil estudantes do quinto ao 10º ano. E descobriram que, não importa a idade, sofrer bullying pode causar desde baixa autoestima até quadros de estresse, ansiedade e depressão.

O outro estudo é da universidade King's College London, na Inglaterra. A psicóloga Louise Arseneault investigou o histórico médico de mais de 7 mil britânicos desde a época em que tinham entre sete e 11 anos e ainda frequentavam o colégio até a quinta década de vida. E o resultado foi preocupante: indivíduos que sofreram maus-tratos na infância tinham mais propensão que os demais a desenvolver doenças psicossomáticas na vida adulta.

"Há uma máxima na medicina que diz: quanto mais cedo você diagnosticar um problema e começar a tratá-lo, melhor será o prognóstico. Esse raciocínio se aplica também ao bullying", alerta o psiquiatra Ricardo Krause, vice-presidente da Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (ABENEPI).

"Quanto mais cedo você identificar um caso de bullying e começar a combatê-lo, menor será o estrago que ele vai causar na vida tanto da vítima quanto do agressor."

O que é bullying - e o que não é

Mas, será assim tão fácil identificar um caso de bullying? Especialistas garantem que sim. Para tanto, a agressão deve reunir quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. Em outras palavras: discussões ou brigas pontuais entre alunos não são bullying. Conflitos entre aluno e professor também não.

E mais: o bullying físico, aquele que engloba violência como socos, chutes e empurrões, é o de mais fácil identificação. Mas existem outros sete tipos: psicológico, moral, verbal, sexual, social, material e virtual. Meninos praticam (e sofrem) mais bullying físico. Meninas, moral.

Quem sofre bullying, não importa o tipo, tende a apresentar um comportamento típico: no recreio, permanece isolado do resto do grupo ou próximo a adultos que podem protegê-lo das investidas do agressor. Em sala de aula, fala pouco, falta muito e tira notas baixas. Nas atividades em grupo, é sempre o último a ser escolhido. Em casa, quando está perto da hora de ir para a escola, costuma se queixar de dor de cabeça, enjoo ou tontura.

Por que será?

"Em geral, as crianças não relatam seu sofrimento por medo ou vergonha. Por essa razão, a identificação precoce por pais ou professores é de suma importância", avalia Barbosa Silva.

Como responder

Vigora no país desde o dia 9 de fevereiro de 2016 uma lei que obriga as escolas a combater o bullying.

O Programa de Combate à Intimidação Sistemática determina que equipes pedagógicas sejam capacitadas para desenvolver ações de prevenção e solução do problema, e que pais e familiares sejam orientados para identificar vítimas e agressores. Estabelece também que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assistência psicológica, social e jurídica a todos os envolvidos.

"Na prática, o combate ao bullying não melhorou em nada. O que as escolas fazem é dar palestras para os alunos, passar redação sobre o tema e ponto final. A capacitação dos educadores continua muito fraca e, sem ela, nada vai mudar", avalia a psicóloga Valéria Rezende da Silva, autora do livro Bullying Não É Brincadeira.

Mas não basta capacitar os professores. A maioria deles já sabe distinguir entre brincadeira e perseguição, zoeira e ameaça, trolagem e intimidação. É preciso também engajar os pais e responsáveis na vida escolar de seus filhos, na opinião da psicopedagoga Maria Irene Maluf, diretora da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
"Precisamos desfazer a ideia de que o bullying é um problema para os professores resolverem. Na maioria das vezes, ele começa fora dos muros escolares", ressalta Maluf.

Soluções para o problema existem, afirma a pedagoga Cléo Fante, autora de Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz. O mais famoso programa antibullying do mundo talvez seja o finlandês KiVa - acrônimo de "Kiusaamista Vastaan", que significa "Contra o Bullying", em livre tradução.

Diferentemente de outras metodologias, que focam o combate e a prevenção na figura da vítima e do agressor, o KiVa parte da premissa que, quando não faz nada, o espectador endossa a ação do agressor. "Em vez de apoiarem os praticantes de bullying ou de se omitirem de ajudar as vítimas, as testemunhas são orientadas a intervir, melhorando o convívio escolar", explica Fante.

O KiVa foi criado em 2009 depois que um estudante de 18 anos invadiu sua escola na cidade de Jokela, em Tuusula, e matou oito pessoas.

Segundo levantamento com 30 mil alunos de 7 a 15 anos, o modelo pedagógico, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Turku, chegou a erradicar o bullying em até 80% das escolas e a reduzir sua prática em outras 20%. Não por acaso, já foi exportado para mais de 20 países da Europa e América do Sul.


Eu, Psicóloga | Distimia - Entenda quando o mau humor pode ser doença




A distimia, também chamada de doença do mau humor, é um tipo de depressão crônica onde o indivíduo apresenta sintomas de depressão leve na maior parte dos dias por pelo menos 2 anos, sendo que dificilmente o indivíduo sabe dizer o que o levou a este estado depressivo.

Esta doença pode ser diagnosticada por um psiquiatra, psicólogo ou psicanalista, porém existem alguns indícios que ajudam no seu diagnóstico. 

A doença do mau humor tem cura?

A distimia tem cura e esta pode ser alcançada com o uso de medicamentos antidepressivos receitados pelo psiquiatra e com o acompanhamento de um psicólogo ou psicanalista. O tempo de tratamento da distimia pode variar de 1 a 4 anos, mas é possível que o indivíduo apresente novos quadros de distimia durante a vida, necessitando novamente de tratamento clínico e psicológico.

Tratamento para melhorar o humor

O tratamento para distimia pode ser feito através das sessões de psicoterapia ou psicanálise e com o uso de remédios antidepressivos, como a fluoxetina (Prozac), sertralina (Zoloft), venlafaxina (Effexor) ou imipramina (Tofranil), sob orientação do médico psiquiatra.

As sessões de psicanálise podem ser de grande ajuda em caso de distimia, especialmente a terapia cognitiva comportamental, pois o psicanalista poderá ajudar o indivíduo a encontrar as circunstancias que levam à depressão e assim estruturar uma resposta emocional adequada para cada situação.

Sintomas de distimia

São sinais e sintomas de distimia:

Mau humor frequente;
Excesso de críticas;
Angústia;
Ansiedade;
Inquietação;
Insatisfação;
Irritabilidade;
Falta de apetite ou apetite em excesso;
Falta de energia ou fadiga;
Sentimento de falta de esperança;
Isolamento social.
Pode haver ainda má digestão, dor muscular, dor de cabeça e má circulação, e o indivíduo muitas vezes queixa-se de não estar feliz, mas também não está triste. A frase " oh dia, oh céu, oh vida, oh azar" parece expressar exatamente como o indivíduo com distimia se sente na maior parte dos dias.

O diagnóstico da distimia pode ser feito pelo médico psiquiatra, psicólogo ou psicanalista através de uma simples conversa com o indivíduo, não sendo necessário realizar nenhum tipo de exame específico.

O que causa a doença do mau humor

As causas da distimia não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que ela pode estar relacionada a situações emocionais mal resolvidas que ocorreram na infância ou na adolescência. Além disso, o temperamento do indivíduo e as situações estressantes do dia a dia podem influenciar e agravar o quadro da distimia levando o indivíduo à depressão.


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