segunda-feira, 3 de agosto de 2020

PEDRO DE TRÓIA ANIMA “VERÃO” DA COVILHÃ

O “Verão no Centro Histórico” já começou, devolvendo os eventos culturais às ruas da Covilhã. O arranque da terceira edição do evento aconteceu no passado sábado, dia 1 de agosto, no Largo da Infantaria 21, com o concerto de Luís Severo. 

No próximo sábado, 8 de agosto, no mesmo local, a noite começa às 21H30, com uma Visita Guiada e Encenada por Joana Poejo (ASTA), que de forma didática e divertida nos apresenta a(s) história(s) da Covilhã. O trajeto da visita será projetado numa tela e a atriz fará uma encenação no local. 

Segue-se o concerto de Pedro de Tróia. Apesar de ainda jovem, tem já uma longa história na música portuguesa. Foi o fundador dos Capitães da Areia e aventura-se agora a solo. "Depois Logo Se Vê" é o disco de estreia editado em março deste ano, mesmo antes da declaração do Estado de Emergência. Esse facto não impediu o disco de se tornar num dos melhores deste ano e de ser amplamente elogiado pela imprensa nacional. Na Covilhã, vamos testemunhar umas das primeiras apresentações ao vivo do refinado pop/rock de Pedro de Tróia. 

Devido à crise pandémica que ainda atravessamos, torna-se necessário adotar um conjunto de medidas para garantir a segurança de todos. 
Assim, para assistir ao evento, é obrigatório adquirir gratuitamente bilhetes em www.veraonocentrohistorico.pt. 

A lotação dos espetáculos é limitada, com lugares sentados, em cadeiras desinfetadas, assegurando a distância entre lugares. 

O recinto abre às 21h00. O espetáculo é composto por duas partes (visita virtual encenada + concerto) e inicia às 21h30, pelo que se apela à pontualidade dos espetadores e à permanência nos respetivos lugares até ao final. 

Está disponível no local sinalética com as regras e as recomendações da DGS, bem como dispensadores de álcool-gel. O uso de máscara é obrigatório para deslocações dentro do recinto. 

O melhor da nova música portuguesa alia-se ao melhor do património histórico e do teatro, nas noites mais divertidas do verão na Covilhã!

Na epidemia, consequências de ‘matrimônios que não são de Deus’

Ficar em casa era outrora fator de repouso e harmonia familiar. Hoje, com o ‘fique em casa’ imposto mundialmente, teme-se grande número de problemas psicológicos, além das agressões que estão se multiplicando, pois geralmente as pessoas já não formam uma autêntica família.
Segundo o jornal parisiense “Le Monde”, atualmente a Europa alberga ondas de imigrantes muçulmanos, e os especialistas temem, com toda razão, uma insurreição de rancores, racismos e frustrações.
Isso só se evitaria com elites católicas sendo modelos de moralidade. Mas, como revelou em 1919 Jacinta, a vidente de Fátima, “muitos matrimônios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”.

ABIM

A pandemia de Covid-19 aumentou o risco de burnout parental em Portugal?


Os primeiros resultados de um estudo realizado por uma equipa de investigadoras das Universidades de Coimbra (UC) e do Porto (UP), no âmbito de um projeto internacional integrado num consórcio de 40 países que investiga o burnout parental, indicam que a crise pandémica e o confinamento em Portugal não tiveram o mesmo impacto na qualidade da parentalidade e das relações com os filhos para todas as mães e pais.

Dos 488 pais e mães que participaram no estudo (a maioria mães, 81%), através de um questionário online aplicado durante o período de confinamento, entre 30 de abril e 20 de maio, 19% dos pais e 31% das mães afirmaram que o confinamento à habitação e o isolamento social causaram um aumento dos sintomas de burnout parental, com impacto negativo nos seus comportamentos em relação aos filhos, relatando mais práticas educativas negativas, como, por exemplo, dar palmadas e dizer coisas aos filhos que depois se arrependem, e de desligamento - por exemplo, não dar atenção e prestar cuidados quando acham que o deviam fazer.

No sentido oposto, 27% das mães e 19% dos pais encararam esta fase como uma oportunidade para aumentar a qualidade da sua parentalidade e da relação com os filhos, acompanhada de redução do burnout relacionado com o exercício da parentalidade.

«Esta polarização, com um polo marcado por bem-estar emocional e aumento da qualidade das relações com os filhos, e outro polo marcado por sofrimento psicológico e redução da qualidade da relação com os filhos, associada a maior risco de comportamentos de tipo violento e negligente, encontra-se a associada a um conjunto de fatores (não de causas) que se podem constituir, respetivamente, como protetores ou riscos», afirma Maria Filomena Gaspar, docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) e membro do Laboratório Colaborativo ProChild, que coordena o estudo em Portugal, juntamente com Anne Marie Fontaine, professora emérita da Universidade do Porto.

Ser mais jovem, ter mais anos de escolaridade e viver numa grande cidade, assim como viver numa casa ou apartamento sem espaço exterior onde se possa brincar ou jogar com os filhos ou ter problemas de saúde mental, no presente ou no passado, são fatores de risco para o agravamento do burnout parental, indica o estudo.

Pais com mais filhos a viver em casa; com mais filhos com menos de 4 anos de idade, que antes do confinamento estavam numa ama, creche ou jardim-de-infância; com mais filhos que requerem mais atenção; com mais filhos com mais problemas de saúde física, mental, emocional ou comportamental são igualmente fatores que contribuem para o aumento do burnout parental.

O burnout parental, explica Maria Filomena Gaspar, «é uma condição de saúde mental caracterizada por um estado de exaustão e um sentimento de saturação relacionados com o papel parental, com perda de prazer em estar com os filhos e distanciamento emocional destes, contrastando estes sentimentos e estados com os que existiam antes».

Surge quando há um «desequilíbrio entre as “exigências” que se colocam ao exercício do papel parental e os “recursos” que coexistem para lidar com elas. A crise da pandemia de Covid-19, com a circunscrição à habitação, o encerramento das creches, jardins-de-infância e escolas, o teletrabalho e isolamento social, veio colocar novos desafios a este equilíbrio», salienta.

O objetivo deste estudo, que na Universidade de Coimbra envolveu o Centro de Estudos Sociais, foi compreender se esta crise se constituiu apenas como um espaço de vulnerabilidade para a parentalidade, com aumento do risco de burnout parental, ou, pelo contrário, também como um espaço em que os desafios e as adversidades foram transformados numa oportunidade de relações de maior qualidade com os filhos e de uma parentalidade mais positiva, com redução do burnout parental.

Analisando os resultados do estudo, a especialista da UC considera que «há uma associação entre a mudança no burnout e o impacto que referem que a pandemia e o confinamento tiveram na qualidade da relação com os filhos: o agravamento do burnout está associado a uma perceção de menor impacto positivo e de maior impacto negativo da crise na qualidade da relação com a criança e na qualidade da parentalidade; enquanto a redução no burnout está associada a uma perceção de que a crise e o confinamento tiveram um maior impacto positivo e um menor negativo na qualidade da relação com os filhos e na qualidade da parentalidade».

«Não é por isso de surpreender um outro resultado: os pais com agravamento dos sintomas de burnout mencionam também uma perceção de aumento de comportamentos negativos na relação com a criança comparativamente aos que viveram a crise e o confinamento sem um agravamento ou até com uma melhoria no burnout parental», realça ainda Maria Filomena Gaspar.

Os participantes neste estudo têm uma idade média de 41 anos e, na sua maioria, possuem nível de escolaridade superior (apenas 11% tem até 12 anos de escolaridade).

Esta investigação faz parte de um estudo internacional coordenado por investigadores da Universidade de Tilburg, na Holanda, no âmbito de um consórcio de 40 países que investiga o burnout parental (IIBP: Internacional Investigation of Parental Burnout) e que é liderado pela Universidade de Louvain, na Bélgica. Em Portugal, além das Universidades de Coimbra e do Porto, participa também o Laboratório Colaborativo ProChild.

Cristina Pinto

André Ventura : “Portugal não é um país racista”, mas por vezes acontecem “episódios racistas”

Centenas de pessoas participaram hoje em Lisboa numa manifestação promovida pelo Chega para dizer que “Portugal não é racista” e tentar afastar “esse fantasma” que assola o país sempre que algo de trágico acontece.

“Em Portugal não há racismo estrutural”, disse o presidente demissionário do Chega, em declarações aos jornalistas antes do arranque da marcha que, durante mais de uma hora, percorreu a Rua da Prata e do Ouro, terminando ao final a tarde com um intervenção de André Ventura na Praça do Município.
Defendendo que “o fantasma da hipocrisia sobre o racismo não continuará a vingar”, André Ventura reiterou que, tal como já tinha prometido, o Chega promoverá uma marcha “sempre que a esquerda e a extrema-esquerda” insistirem em colocar o tema do racismo na agenda política
“Nós somos um país muito peculiar em que sempre que acontece qualquer coisa mais trágica, como foi o caso do ator Bruno Candé, nós temos sempre o fantasma do racismo a assolar-nos”, salientou, insistindo que o Chega não aceita que o “racismo seja desculpa para tudo” e que quer “minorias com direitos, mas também com deveres”.
“Nós queremos, sobretudo, dizer que Portugal não é um país racista”, acrescentou, admitindo, contudo, que por vezes acontecem “episódios racistas”.
À saída dos manifestantes da Praça do Município um homem contra a manifestação - encabeçada por André Ventura, entre outros que seguravam uma faixa que dizia “Portugal não é um país racista” - criou alguma confusão, que foi, contudo, resolvida em poucos minutos com a intervenção da polícia e de alguns elementos da organização que lhe pediram para se afastar.
Entre bandeiras de Portugal e do Chega, além de uma bandeira do PSD e de outra do CDS-PP, os manifestantes percorreram a Rua da Prata e do Ouro gritando “Portugal não é racista”, “André vai em frente tens aqui a tua gente”, “minorias com direitos, mas também com deveres”, interrompendo os 'canticos' mais do que uma vez para cantar o hino nacional.
Já na Praça do Município, em cima de uma carrinha transformada em pequeno palco, André Ventura quis ainda deixar o que disse ser um “recado” para o líder do PSD, Rui Rio, que, na quinta-feira admitiu conversações com o Chega com vista a entendimentos eleitorais apenas se o partido evoluir “para uma posição mais moderada”.
“Não acreditem naqueles que andam aí a dizer que nos vamos juntar com o A ou com o B. Quero dizer ao doutor Rui Rio palavras que nunca deixarão de ser as minhas palavras: o Chega aceitará governar com o PSD numa condição, quando for o Chega a mandar no Governo de Portugal, aí nós aceitaremos”, afirmou André Ventura, já depois de garantir que nunca deixará que menosprezem ou humilhem o seu partido.
A manifestação do Chega, que André Ventura chegou a chamar de “contramanifestação” de direita, aconteceu depois de na sexta-feira e no sábado se terem realizado concentrações antirracistas e antifascistas em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Beja, homenageando o ator Bruno Candé, de origem guineense, assassinado na rua com quatro tiros na semana passada, em Moscavide, Loures.
Lusa

Belmonte vai avançar com consolidação e centro interpretativo da Torre de Centum Cellas

A Câmara de Belmonte anunciou que vai avançar "tão depressa quanto possível" com trabalhos de consolidação e a criação de um centro interpretativo da Torre de Centum Cellas, monumento arqueológico sobre cuja origem há várias teses.

A obra está orçada em cerca de 600 mil euros e já foi candidatada aos apoios do + Centro 2020, aguardando apenas pela autorização da Direção Regional de Cultura do Centro para arrancar.
Os trabalhos vão avançar rapidamente e será uma obra magnífica. A recuperação da torre de Centum Cellas virá trazer um valor acrescentado àquilo que queremos, que é promover, desenvolver e acreditar nas potencialidades deste concelho do interior", afirmou o presidente da Câmara de Belmonte, António Dias Rocha (PS).
O autarca deste distrito de Castelo Branco falava no final de uma visita que a ministra da Cultura, Graça Fonseca, realizou àquele local para conhecer o projeto, que visa preservar e conservar a torre, acautelando o risco iminente de deslizamento de alguma pedra, que já se começa a verificar, tal como foi hoje apontado.
O projeto também integra a criação de um centro de interpretação, que fica num terreno a cerca de 10 metros da torre e onde será possível ficar a conhecer as diferentes versões sobre a origem deste monumento.
O objetivo é que a obra possa estar concluída dentro de um ano, sendo que, ao nível da torre propriamente dita, os trabalhos arquitetónicos serão "discretos" e terão o "mínimo impacto visual possível" para não ferir o monumento, apontaram hoje os autores do projeto.
Já a ministra da Cultura, Graça Fonseca, sublinhou a relevância da visita a este património e mostrou-se confiante de que "nos próximos dois três meses" o processo de avaliação esteja concluído e que a obra possa começar.
A governante também marcou presença na cerimónia inauguração de uma estátua em tamanho real do músico Zeca Afonso, que hoje faria 91 anos.
Segundo a informação publicada na página oficial da autarquia de Belmonte na internet, a Torre Centum Cellas antigamente também era chamada de Torre de São Cornélio e é um curioso e singular monumento lítico situado na freguesia do Colmeal da Torre, concelho de Belmonte.
"As ruínas têm despertado as atenções de todos, suscitando as mais diversas teorias e gerando-se à sua volta as mais variadas lendas. Umas dessas tradições refere que teria sido uma prisão com cem celas, daí derivando o nome Centum Cellas, onde teria estado cativo São Cornélio, razão porque também é conhecida pelo nome de Torre de São Cornélio", lê-se na informação municipal.
Lusa

Três linhas de apoio social na Cultura estão abertas

Três linhas de apoio social estão acessíveis a partir de hoje a trabalhadores independentes da cultura, a entidades artísticas e a espaços culturais que viram a atividade prejudicada pela pandemia da covid-19.
Estas três linhas financeiras fazem parte do Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), aprovado em junho.
A linha de apoio social destina-se a técnicos, artistas, autores e outros profissionais, que tenham solicitado ou recebido apoio extraordinário da Segurança Social enquanto trabalhadores independentes, e que se candidatam a um máximo de 1.316,43 euros.
Os requerentes que forem aceites nesta linha de apoio terão de descontar o apoio extraordinário de 219 euros que receberam da Segurança Social em abril e em maio. O que significa que, em vez de um máximo de 1.316,43 euros, receberão 877 euros.
Este apoio será pago em duas prestações em agosto e em setembro.
Embora o documento do PEES indique que esta linha de apoio social tem uma dotação de 34,3 milhões de euros, a informação disponibilizada pelo Ministério da Cultura indica a existência de 30 milhões de euros, porque aquele outro montante é o teto máximo de apoio.
Este apoio social está disponível para 18.000 beneficiários, mas a ministra da Cultura, Graça Fonseca, admitiu que o universo de abrangidos poderá vir a ser maior.
Há ainda uma linha de financiamento, de três milhões de euros, para entidades artísticas profissionais retomarem atividade e para fazer face a prejuízos causados pela paralisação do setor, com a pandemia da covid-19.
A estes junta-se ainda uma linha de financiamento, de 750 mil euros, para que teatros, cineteatros e auditórios culturais se adaptem às recomendações impostas em contexto de pandemia. Cada requerente terá acesso a um máximo de dois mil euros.
De acordo com o Ministério da Cultura, todos os requerentes podem aceder a estes apoios a partir de hoje na página oficial do PEES (pees.gov.pt) ou no portal da Cultura (culturaportugal.gov.pt).
Esta semana serão ainda divulgadas as condições de acesso aos 8,5 milhões de euros de reforço orçamental do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), retirados do saldo de gerência, também para responder às necessidades dos trabalhadores desta área.
Quanto à linha de financiamento à programação em rede, no valor de 30 milhões de euros, que se destina a parcerias entre entidades artísticas e municípios, está aberta desde julho.
Na semana passada, depois de detalhar algumas das condições de acesso a todos estes apoios - que totalizam 70 milhões de euros - e questionada pela agência Lusa, Graça Fonseca não se comprometeu em prolongar este apoio extraordinário depois de setembro e durante o inverno, tendo em conta uma possível nova paralisação da atividade cultural, caso haja um aumento de casos de infeção da covid-19.
O que virá no inverno não sabemos, não posso antecipar cenários", disse.
Lusa

Mais de 60 concelhos do interior Norte, Centro e Algarve em risco máximo de incêndio

Mais de 60 concelhos do interior Norte e Centro e do Algarve estão hoje em risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que prevê vento forte nas terras altas.
Por causa do "significativo agravamento do risco de incêndio rural", o Governo decretou no domingo a situação de alerta em Portugal continental, que se mantém até às 23:59 de terça-feira e prevê a proibição de queimadas e o uso de fogo-de-artifício ou de qualquer outra pirotecnia, assim como o acesso e a circulação em espaços florestais "previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios".
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) colocou também no domingo os distritos de Santarém e Faro em alerta de prontidão de nível vermelho e em alerta laranja quase todo o restante território, à exceção dos distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo, que estão em alerta amarelo.
Estes estados de alerta especiais determinam o grau de prontidão de resposta dos meios de combate à incêndios.
Quanto ao risco de incêndio definido pelo IPMA, que é calculado a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas, será hoje máximo em mais de 60 concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Portalegre, Castelo Branco, Leiria, Santarém e Faro.
Em risco elevado estarão mais de uma centena de outros municípios no interior Norte, Centro e Algarve e em risco elevado outros cerca de 80 concelhos dos distritos de Braga, Porto, Aveio, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro.
Lusa