sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Oito meios aéreos e 161 operacionais combatem fogo no Fundão

O vento que se faz sentir na zona está a dificultar o combate ao incêndio, que tem duas frentes ativas.

Oito meios aéreos e 161 operacionais combatiam às 16h37 desta quinta-feira, um incêndio num povoamento florestal em Bogas de Baixo, Fundão, com duas frentes ativas, informou a Proteção Civil.
"Estamos a mobilizar meios para o local do distrito [Castelo Branco] e vêm a caminho grupos", explicou à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco.
O alerta foi dado às 13h58 e, segundo a fonte, o vento que se faz sentir na zona está a dificultar o combate ao incêndio, que tem duas frentes ativas.
No terreno estão 161 operacionais, apoiados por 47 viaturas e oito meios aéreos.
Lusa

Risco extremo de incêndios rurais: ANEPC avisou a população por SMS

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) acionou hoje o sistema de aviso preventivo por SMS para informar os cidadãos acerca da situação de risco extremo de incêndios rurais e dos cuidados a ter.

Esta medida decorre da ativação do estado de alerta especial de nível vermelho - do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro - para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais em 7 distritos (Bragança, Beja, Castelo Branco, Faro, Guarda, Vila Real e Viseu) e da Declaração da Situação de Alerta determinada pelos Ministros da Administração Interna, da Defesa Nacional, do Ambiente e Ação Climática e pela Ministra da Agricultura.
O SMS foi enviado pelas operadoras móveis com inicio às 09:00 horas. A mensagem da ANEPC, enviada em português e inglês, foi a seguinte:
-        Risco extremo de incendio rural. Nao use fogo nos espacos rurais/florestais. Siga as recomendacoes das autoridades. Info: 800 246 246 ou www.prociv.pt / ANEPC

-        High wildfire risk in Portugal. Dont use fire in rural areas // Risco alto de incendio. Nao use fogo em espaco rural. Info +351 214247247 / www.prociv.pt ANEPC

Félix da Costa vence outra vez em Berlim e reforça liderança da Fórmula E

O piloto português António Félix da Costa (DS Techeetah) venceu hoje a segunda das seis corridas finais do campeonato de Fórmula E, para carros elétricos, que se disputam em Berlim, reforçando a liderança da competição.

Félix da Costa cumpriu as 38 voltas previstas em 46.19,412 minutos, deixando o segundo classificado, o suíço Sébastien Buemi (Nissa), a 3,090 segundos e o terceiro, o brasileiro Lucas di Grassi (Mahindra), a 8,296.
Tal como na véspera, o piloto de Cascais garantiu a ‘pole position’ durante a qualificação e voltou a dominar todas as voltas da corrida no circuito desenhado no aeroporto de Tempelhof, nos arredores de Berlim, onde se disputam todas as provas ao longo de oito dias.
Lusa

Número de novos contágios em França continua a aumentar

O número de novos contágios com o novo coronavírus em França aumentou mais de 30% numa semana, de acordo com um relatório semanal do Ministério da Saúde hoje divulgado.

Durante a semana de 27 de julho a 02 de agosto, 7.565 pessoas testaram positivo com covid-19 nas regiões metropolitanas francesas, ou seja, mais 33% do que os valores da semana anterior, que já tinha verificado um aumento significativo.
Este aumento de casos positivos "continua a ser superior ao aumento do número de pacientes testados" no mesmo período (mais 14%, 505.945), revelou um relatório do Ministério da Saúde.
O documento hoje divulgado diz que nas últimas 24 horas registaram-se 1.604 casos, após terem sido contabilizados 1.695 no dia anterior, depois de os valores terem ultrapassado a barreira dos mil, desde final de julho.
A França tem agora 30.312 mortes com covid-19, mais sete nas últimas 24 horas.
Na terça-feira, o Conselho Científico, que assessora o Governo na luta contra a pandemia, alertou que a França não está imune a uma segunda vaga e pediu aos franceses para respeitarem todas as medidas sanitárias recomendadas.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 708 mil mortos e infetou mais de 18,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Bandeira do Líbano projetada no Cristo Redentor em homenagem às vítimas

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, iluminou-se na quinta-feira com as cores da bandeira do Líbano, numa homenagem às vítimas da explosão em Beirute que fez 137 mortos e mais de 5.000 feridos.

Viemos para enviar uma mensagem de solidariedade e apoio, e para dizer ao povo libanês que sempre fomos fortes e sempre conseguimos sair de todas as misérias”, disse o cônsul geral do Líbano no Rio de Janeiro, Alejandro Bitar, durante a cerimónia no monumento, citado pela agência de notícia Efe.
O maior símbolo turístico do Brasil, que tem sido utilizado nos últimos meses para exibir mensagens de sensibilização sobre o coronavírus, serviu desta vez para prestar homenagem ao povo libanês, após a explosão devastadora na terça-feira no porto de Beirute.
“Temos de proteger esse país, temos de nos reunir e unir para que este Líbano seja um país de progresso e prosperidade”, disse Bitar aos pés do Cristo Redentor, no cimo da colina do Corcovado, no Rio de Janeiro.
A iniciativa partiu do Consulado Geral libanês no Rio de Janeiro e contou com a participação da Igreja Católica e de outras confissões religiosas.
A comunidade libanesa que vive no Brasil, formada na sua maioria por descendentes, é maior do que a população do Líbano.
São quase 10 milhões de libaneses e descendentes em território brasileiro, segundo informações da agência Senado.
O país já foi governado por um descendente de libaneses, o ex-presidente Michel Temer.
O Presidente brasileiro usou as redes sociais na terça-feira, dia do incidente, para se solidarizar com os libaneses duramente atingidos pela explosão.
Profundamente triste com as cenas da explosão em Beirute. O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo e, deste modo, sentimos essa tragédia como se fosse em nosso território. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas mortais e aos feridos”, escreveu Jair Bolsonaro no Twitter, prometendo que o país fará “algo concreto” para ajudar a nação.
Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando pelo menos 137 mortos e mais de 5.000 feridos, segundo o último balanço feito pelas autoridades libanesas.
Até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.
As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.
O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.
Lusa

Candidaturas a 51 mil vagas no ensino superior começam hoje

O concurso nacional de acesso a mais de 51 mil vagas ao ensino superior arranca hoje, mais tarde do que o habitual devido à pandemia de covid-19 que obrigou a adiar as datas de exames e alterar calendários.

Entre hoje e 23 de agosto estão abertas as candidaturas para a primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior, sendo os resultados conhecidos em 28 de setembro.
Para o próximo ano letivo, as instituições de ensino superior disponibilizaram mais de 51 mil vagas, o valor mais elevado dos últimos sete anos, com as universidades de Lisboa e do Porto a liderarem no aumento de lugares.
As instituições de ensino superior do Porto poderão ter mais alunos nas áreas das engenharias enquanto em Lisboa o aumento registou-se nas competências digitais, segundo dados disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).
Apenas três instituições reduziram o número de vagas: a Universidade dos Açores, o Instituto Politécnico de Lisboa e a Instituto Politécnico de Viseu.
Além das 51.408 vagas do concurso nacional há outras 721 destinadas aos concursos locais, o que representa um aumento de 1% face ao número de vagas disponibilizadas no ano anterior.
Os números mostram também um aumento de 2% nas regiões mais desertificadas e de 1,3% nos institutos politécnicos, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Ciência e Ensino Superior.
Tal como já vinha acontecendo nos anos anteriores, a candidatura é feita 'online', através do 'site' da Direção-Geral do Ensino Superior, onde também se pode pedir a senha necessária para realizar a candidatura ao ensino superior.
Nesta mesma página é possível ter acesso a toda a informação sobre cursos disponíveis, vagas e condições de acesso.
No entanto, é preciso ter em conta que as notas dos exames nacionais de quase todas as disciplinas subiram este ano -- a exceção foi Matemática Aplicada às Ciências Sociais - e por isso as médias de acesso à generalidade dos cursos serão mais altas.
A média dos exames realizados a Biologia e Geologia, por exemplo, subiu 3,3 valores numa escala de 0 a 20, sendo agora de 14 valores.
O ministro da Ciência e Ensino Superior voltou esta semana a lembrar que o objetivo para o próximo ano letivo é que o ensino seja presencial.
Durante duas semanas e meia do mês de julho, milhares de alunos do 11.º e 12.º anos realizaram exames nacionais nas disciplinas que elegeram como provas de ingresso, ou seja, os exames realizados foram para acesso ao ensino superior.
Segundo dados do Ministério da Educação, registaram-se 257.330 inscrições na primeira fase dos exames finais nacionais, tendo sido realizadas 227.962 provas, o que corresponde a cerca de 88,6% das inscrições.
Lusa

Incêndios: Interior Norte e Centro em risco máximo

O interior do Norte e Centro de Portugal continental está hoje em risco máximo de incêndio, segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera, no segundo e último dia da situação de alerta decretada pelo Governo.

A situação de alerta em todo o território continental vigora até ao final do dia de hoje e surgiu na sequência da ativação do estado de alerta especial de nível vermelho para os distritos de Bragança, Guarda, Vila Real, Beja, Castelo Branco, Faro e Viseu.
Em alerta especial de nível laranja estão os distritos Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto, Santarém e Viana do Castelo e em nível amarelo os de Lisboa e Setúbal.
A declaração de situação de alerta implica a elevação do grau de prontidão e resposta operacional da GNR e da PSP, das equipas de emergência médica, saúde pública e apoio psicossocial e a mobilização em permanência das equipas de sapadores florestais e do Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza.
Em situação de alerta é proibida a realização de queimadas e o uso de fogo de artifício ou de outros artefactos pirotécnicos e é proibido o acesso, circulação e permanência em espaços florestais “previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios”.
Também não são permitidos trabalhos florestais e rurais com equipamentos elétricos em espaços, como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.
Quanto ao risco de incêndio definido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), é hoje máximo em quase uma centena de concelhos dos distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Viseu, Coimbra, Santarém e Portalegre.
Em risco muito elevado estão cerca de 60 municípios dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Coimbra, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro.
Já em risco elevado de incêndio o IPMA colocou quase toda a região do Alentejo e parte do Algarve, assim como cerca de três dezenas de concelhos nos distritos de Lisboa, Santarém, Leiria, Aveiro, Viseu, Porto e Viana do Castelo.
O risco de incêndio definido pelo IPMA é calculado a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas. Tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo.
Lusa