terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

PROJECTO VIDA- CLDS 4G PROMOVE SEMINÁRIO RELACIONADO COM A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. No Dia da Mulher em Castelo de Paiva

 Na manhã do próximo dia 8 de Março, Dia da Mulher, a ADRIMAG, entidade coordenadora do Projecto VIDA - CLDS4G de Castelo de Paiva, em parceria com a Câmara Municipal de Castelo de Paiva e CPCJ de Castelo de Paiva, vai promover o VII Seminário sobre Violência Doméstica – Prevenir para Intervir, que terá lugar no espaço do Salão Nobre da edilidade paivense.

 O seminário tem início às 10 horas com uma sessão de abertura e a intervenção de Miguel Rodrigues, psicólogo da Casa Abrigo Rosa do Pisão, que abordará “ Respostas e intervenção para mulheres vítimas de violência doméstica “, seguindo-se a participação de Catarina Neves, psicóloga da Casa Abrigo para Homens Vítimas de Violência Doméstica.

Depois do “ coffebreak “, está prevista a intervenção do Cabo Sousa da GNR, pertencente ao NIAVE de Aveiro, que falará da intervenção do NIAVE na violência doméstica, seguindo-se as participações de Andreia Gomes e Fernanda Nunes, técnicas da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, que vão abordar o funcionamento da Estrutura de Atendimento de Vítimas de Violência Doméstica “ Cataventos “, abordando a “ Resposta do Município à problemática “, acontecendo de seguida, um tempo de debate e a sessão de encerramento.


A participação é gratuita e dirigida a toda comunidade, podendo fazer a sua inscrição por email para: projetovida@adrimag.com.pt, recordando-se que, este projecto é cofinanciado pelo POISE, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Social Europeu. 

Carlos Oliveira

Marinha Grande | INCUBADORA OPEN QUER ATRAIR MAIS JOVENS PARA A ENGENHARIA


O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Aurélio Ferreira, recebeu os novos elementos do Conselho de Administração (CA) da incubadora OPEN - Oportunidades Específicas de Negócio, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no passado dia 17 de fevereiro, para uma sessão de cumprimentos e definição da possibilidade de aprofundar futuras parcerias.
Do Conselho de Administração da OPEN estiveram o presidente Hugo Ferreira (em representação do CENTIMFE) e os vogais Agostinho Carvalho (em representação da empresa incubada Weadd) e Nuno Martinho (Politécnico de Leiria), para além do técnico da Câmara Municipal, Luís Barreiros.

O presidente da Câmara, Aurélio Ferreira, admitiu que “o Município deve ser um parceiro, enquanto facilitador, orientador e participante nas estratégias da incubadora. A OPEN tem uma história e um caminho para percorrer, num concelho que tem um enorme potencial de empreendedores que empreenderam novos empreendedores”. O presidente da Câmara acrescentou que “é importante formar os jovens para o empreendedorismo e seduzi-los para a indústria de moldes e da engenharia”.

O presidente do CA da OPEN, Hugo Ferreira, manifestou vontade de estreitar parcerias com a Câmara Municipal e de apostar no empreendedorismo nas escolas, já que “esta região é o berço do empreendedorismo. Por isso, é importante trabalharmos em parceria com várias instituições e com as escolas, para mudar a imagem da engenharia para cativarmos os estudantes para a indústria”.

A incubadora OPEN foi inaugurada em agosto de 2005, com o objetivo de ajudar no desenvolvimento de empresas inovadoras, que estão a iniciar a sua atividade.

Atualmente, tem uma taxa de ocupação de cerca de 92%, que tem crescido nos últimos anos, o que representa a incubação física de 14 empresas de serviços. Existem ainda 8 espaços para empresas industriais, estando ocupados 7, por três empresas.

Existem ainda 5 empresas no sistema de incubação virtual, que, embora não tenham espaço físico na OPEN, podem utilizar a morada da incubadora para efeitos de sede social, receção de correio, utilização de salas de reuniões, entre outras funcionalidades.

Todas as empresas incubadas, representam cerca de 50 postos de trabalho.

A incubação não tem setor especializado, no entanto, todas as empresas instaladas têm como denominador comum a proximidade à indústria, que caracteriza a atividade económica da região de Leiria, destacando-se as seguintes atividades:  
- Consultoria especializada nas áreas de engenharia de produto, design industrial, estratégia e posicionamento de produto, marketing e inovação;
- Desenvolvimento de soluções CAD/CAM para programação NC;
Comércio de equipamentos e acessórios de proteção individual, de combate a incêndios, vestuário profissional e de proteção;
Comércio de equipamentos de impressão 3D, prestação de serviços impressão aditiva e de engenharia de produto e formação;
- Produtora de audiovisuais, que idealiza e produz videoclips, vídeos corporativos, vídeos promocionais, vídeos publicitários, documentários, curtas e longas-metragens;
- Metrologia e calibração;
- Empresa de injeção de plásticos, que oferece uma gama de serviços, desde a realização de ensaios e produções de pré-séries, a complexas soluções de engenharia no ramo da indústria de moldes e plásticos;
Elaboração de projetos de engenharia em parceria com a EDP.

Projeto de investigação recorre à inteligência artificial para tentar combater a escassez de órgãos para transplante renal

 

Cerca de 50% dos rins provenientes de dadores falecidos são rejeitados para transplante porque os métodos atuais de classificação de biópsias renais, um meio essencial para o médico decidir se o órgão doado pode ou não ser utilizado, são subjetivos e propensos a erros de avaliação.

Para tentar ultrapassar este problema, uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e médicos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), com a colaboração da Universidade de Buffalo, nos EUA, está a desenvolver um algoritmo inteligente que permita auxiliar os médicos especialistas na complexa tarefa de avaliar as biópsias renais de dadores falecidos no momento da colheita, o designado tempo-zero.

A biópsia fornece informação essencial para a avaliação da qualidade do órgão, se reúne ou não condições para ser implantado no recetor. Porém, os atuais métodos de classificação das biópsias renais são visuais, semiquantitativos e, por vezes, imprecisos, ou seja, «é um exame que resulta da observação humana e depende muito da experiência do especialista que interpreta os resultados, sendo difícil prever a evolução do órgão a longo prazo. É uma análise semiquantitativa porque está sujeita à forma como o clínico classifica uma imagem. O médico observa, avalia determinadas estruturas e toma uma decisão sobre a qualidade ou não do órgão. É um processo muito manual, laborioso e subjetivo, suscetível de gerar o desperdício de órgãos que poderiam ser utilizados», explica Luís Rodrigues, investigador principal do projeto, que foi recentemente distinguido pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia.

«A melhor opção terapêutica para tratar doentes com insuficiência renal muito grave, dependentes de hemodiálise, é o transplante, mas debatemo-nos com a escassez de órgãos, um grande problema. Em Portugal a taxa de incidência de doença renal terminal tratada é uma das maiores da Europa, e a lista de espera para transplante aumenta todos os anos, sendo por isso urgente desenvolver ferramentas que permitam aumentar o número de órgãos disponíveis para transplante e otimizar a sua alocação, melhorando assim a sobrevida e qualidade de vida dos recetores dos órgãos», frisa o também médico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

A equipa do projeto não tem dúvidas de que a inteligência artificial (IA) pode ser uma grande aliada para evitar o desperdício de órgãos. Mas não só. Luís Rodrigues esclarece que o grande objetivo da investigação, que faz parte do seu doutoramento, orientado pelo professor Rui Alves, é desenvolver um algoritmo inteligente de análise de imagem que «além de aumentar a eficácia e precisão da caracterização morfológica dos rins doados, também melhore a alocação dos órgãos, com correspondência de longevidade entre dador e recetor».

«Os dados obtidos através da análise computacional podem fortalecer significativamente a nossa capacidade de prever os resultados do transplante e otimizar o uso e a alocação de órgãos. Quanto mais durarem os órgãos que nós implantamos, menor é a possibilidade de um segundo transplante e menor é a possibilidade de precisarmos de mais um dador», nota o investigador da FMUC.

Se o desenvolvimento de um novo meio de diagnóstico, baseado em inteligência artificial, que permita uma abordagem robusta e sistemática de análise de biópsias renais for bem-sucedido, Luís Rodrigues estima que «entre 10 e 25% dos órgãos que atualmente são rejeitados poderão ser aproveitados». No entanto, acautela, até conseguir um algoritmo robusto para ser aplicado na patologia renal, a equipa ainda tem muito trabalho pela frente. Neste momento, os investigadores estão a recolher informação junto de doentes renais envolvidos no projeto. Os dados obtidos na amostragem clínica serão aplicados na aprendizagem e no treino do algoritmo.

O projeto, com o título “Redes neurais convolucionais para avaliação de biópsias de dadores cadáver de rim em tempo-zero”, decorre na Unidade de Transplante Renal do CHUC, envolvendo a colaboração dos serviços de Nefrologia, de Urologia e Transplantação Renal e de Anatomia Patológica. Além de Luís Rodrigues e Rui Alves, a equipa portuguesa é constituída por Vitor Sousa, Rui Almeida, Ana Pimenta, Catarina Romãozinho, Lídia Santos, Edgar Silva e Arnaldo Figueiredo.

Cristina Pinto

Marinha Grande | EXPOSIÇÃO “UMA HISTÓRIA CARREGADA DE GENTE” NA ESCOLA NERY CAPUCHO

A Escola Básica Nery Capucho, do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente, tem patente a exposição “Uma História Carregada de Gente”, até ao dia 4 de março, que apresenta trabalhos realizados pelos alunos do 5º ano e que retratam a evolução da espécie humana, na Península Ibérica.
As turmas do 5º ano foram desafiadas pela docente de História e Geografia de Portugal, Rosa Neves, a dar uma forma diferente às aprendizagens adquiridas, relacionadas com as primeiras comunidades humanas da Península Ibérica.
Os trabalhos resultaram na exposição “Uma História Carregada de Gente”, composta por mais de 120 peças, feitas com materiais diversos, onde se encontram representados animais, figuras humanas de caçadores recolectores, comunidades pastoris, abrigos, atividades e castros, antas e meníres. Todos os cenários recreados espelham o imaginário de crianças de 10 anos, que, moldando o passado, o integraram no seu processo de aprendizagem.
A tridimensionalidade e expressividade das figuras expostas, a sua variedade e complementaridade, transportam-nos para um presépio, sempre em construção, da evolução da espécie humana.

NOSSA SENHORA DO BRASIL

 Imagem de Nossa Senhora do Brasil, venerada na Igreja do mesmo nome em São Paulo. Neste dia 22 de fevereiro celebra-se esta importante devoção mariana

Contam-se nos dedos as nações cujos nomes constituem título para Nossa Senhora: Nossa Senhora da Áustria, de Luxemburgo, do Líbano, do Brasil… 
É para nós uma razão a mais de esperança ter a Santíssima Virgem querido manifestar-se especialmente dadivosa, como veremos, mediante essa última invocação. Pois quis Ela conceder à nossa Pátria um acréscimo de bondade, em relação aos incontáveis favores espargidos sobre o Brasil, enquanto sua Padroeira, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. 
É digno de nota ter a denominação Nossa Senhora do Brasil surgido informalmente no seio de uma população longínqua, que sempre se distinguiu por singular devoção mariana Foi o povo napolitano o que começou a invocar Madonna del Brasile. E isso ocorreu na primeira metade do século XIX, quando não havia se estabelecido ainda relação popular mais estreita entre Brasil e Itália, pois a grande imigração proveniente da bela Península não tinha começado. 

A imagem que recebeu tal nome representa Nossa Senhora com o Menino Jesus, ambos ostentando o próprio Coração. O Divino Filho aponta com a mão direita o Coração materno. 
Talhada em madeira, a imagem foi esculpida, segundo a tradição, por algum dos nossos primeiros missionários jesuítas, sob a orientação de São José de Anchieta. Exercendo o Apóstolo do Brasil o cargo de Provincial da Companhia de Jesus, fundou ele no Estado do Espírito Santo a primeira capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Posteriormente, de visita ou Pernambuco, teria deixado a imagem de Nossa Senhora dos Divinos Corações, como era então chamada, numa das aldeias de indígenas catequizados. 
Por volta de 1630, foi ela escondida para escapar da sanha iconoclasta dos invasores calvinistas holandeses. E quase um século depois, em 1710, a imagem ficou aos cuidados dos padres capuchinhos vindos da Itália. 
Documentos históricos fidedignos comprovam que, em 1725, Nossa Senhora dos Divinos Corações foi escolhida como Padroeira da nova Prefeitura Apostólica dos missionários capuchinhos no Pernambuco, atribuindo-se a Ela um altar na igreja de Nossa Senhora da Penha, no Recife. 
Em 1828, eclodiram diversos movimentos revolucionários naquela região, durante os quais cometeram-se profanações de templos católicos. Frei Joaquim de Afrágola, fervoroso capuchinho, devoto da venerada imagem, constatando o perigo que ela corria, remeteu-a secretamente para o convento de sua Ordem, em Nápoles. Quatro anos mais tarde, foi profanada a igreja que teria abrigado a imagem, caso a previdente atitude de Frei Afrágola não tivesse sido tomada embarcando a imagem para a Itália. 

Em Nápoles, entretanto, por questões de alfândega, os frades capuchinhos retardaram a retirada da encomenda. A imagem tinha chegado sem aviso específico, em meio a outros objetos que tomavam a caixa muito pesada. Os religiosos não dispunham de recursos para pagar o imposto. Transcorrido considerável tempo nesse impasse, os guardas aduaneiros, curiosos, romperam a cinta que envolvia a caixa… Ficaram eles admirados ao descobrir uma bela efígie de Nossa Senhora, que enviaram prontamente para seu destino, o Convento de Santo Efrém, o Novo. 
Impressionados com a notável perfeição dá escultura, aqueles religiosos resolveram expô-la à veneração dos fiéis, na própria igreja de Santo Efrém. O povo napolitano, depois das grandes honras com que foi exposta à veneração pública, espontaneamente começou a denominá-la Madonna del Brasile. 
A nova devoção difundiu-se em pouco tempo, tornando-se patentes numerosas graças obtidas através da artística imagem. Por exemplo, a cessação da então terrível epidemia de cólera e numerosas curas. 
A 22 de fevereiro de 1840, verificou-se impressionante milagre: um devorador incêndio consumiu a igreja de Santo Efrém, reduzindo-a a cinzas. Contudo, a velha madeira da imagem e as vestes que a ornavam ficaram intactas! Muitos que tinham acorrido, devido a noticia do incêndio, constataram com agradável surpresa a preservação da Madonna del Brasile. Fato que, naturalmente, concorreu para aumentar ainda mais o recurso confiante da população de Nápoles a Ela. 

Paróquia Nossa Senhora do Brasil (na capital paulista)

Tudo o que acima foi narrado era quase desconhecido entre nós. Em 1924, porém, o Bispo brasileiro Dom Frederico Benício de Souza Costa, passando por Nápoles, inteirou-se da história da Madonna del Brasile. E; voltando a nossa Pátria, divulgou-a quanto pôde. 
O culto a Nossa Senhora do Brasil ainda não se tomou muito conhecido no território nacional. Apesar disso, Ela é venerada nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Na capital paulista, importante paróquia foi a Ela dedicada, no bairro do Jardim América [foto ao lado]. A imagem original, entretanto — apesar de diversas tentativas feitas para obter seu retomo ao Brasil —, continua em Nápoles.

ABIM

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FONTES DE REFERÊNCIA 

• Niha Botelba Megale, 112 invocações do Virgem Maria no Brasil, Editora Vozes, Petrópolis, 1986, 2ª edição, pp. 77-79. 

• Folhetos da Paróquia Nossa Senhora do Brasil, São Paulo.


Ansião | Instalado Conselho Municipal de Cultura  

Os novos membros do Conselho Municipal de Cultura de Ansião tomaram posse na passada sexta-feira, 18 de fevereiro, numa cerimónia que teve lugar no Auditório da Câmara Municipal.
Com um mandato de quatro anos, os novos conselheiros têm como responsabilidade, juntamente com a autarquia, garantir o acesso à cultura a todos/as, através da análise, do debate, da reflexão e da cooperação das estratégias e programações culturais do município, numa postura dialógica e que vise sempre a democratização da cultura.

O órgão tem natureza consultiva e reúne contributos para a programação cultural do concelho de Ansião, materializando os propósitos da autarquia no âmbito da cultura: que esteja ao alcance de todos e todas e que seja realizada de modo colaborativo, concorrendo para a construção conjunta da identidade coletiva.

Fazem parte deste novo conselho representantes da autarquia, das coletividades culturais e recreativas, das juntas de freguesia, do Agrupamento de Escolas de Ansião, da Escola Tecnológica e Profissional de Sicó, da Direção Regional de Cultura do Centro, da Diocese de Coimbra, de escolas de dança e, ainda, personalidades ansianenses com reconhecido mérito cultural.

Para este quadriénio, entraram representantes de três novas associações para contribuir para a política cultural do município: a JAVE - Associação de Jovens de Avelar, a Inquietaresta - Associação e a Associação Memória Avelarense.

Águeda | Reunião de Câmara de dia 17 de fevereiro

As principais deliberações da Reunião de Executivo da Câmara Municipal de Águeda de dia 17 de fevereiro de 2022 foram as seguintes:

  1. Apoios e transferências para as Juntas e Uniões de Freguesia

A Câmara Municipal de Águeda aprovou, na última reunião do executivo, um conjunto de apoios e contratos interadministrativos com as Juntas (JF) e Uniões de Freguesia (UF) do Concelho. Segundo Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, as verbas aprovadas respeitam a apenas parte dos valores que vão ser transferidos para diferentes autarquias locais do concelho, isto porque nem todas têm todos os dados disponíveis e fundamentados para efetivar o processo.

Entre os apoios aprovados, estão os que respeitam à aquisição de máquinas, viaturas e equipamentos durante o corrente ano de 2022, que irá comportar um investimento total de 300 mil euros, a ser distribuído pelas autarquias que se candidatarem.

O Município apoiará, assim, a aquisição dos bens pretendidos por cada uma das JF até 70% do valor do orçamento apresentado, sendo que as JF têm de formalizar a sua candidatura a este apoio submetendo os pedidos, devidamente fundamentados e justificados. As candidaturas, que devem ser enviadas para o Gabinete de Apoio à Presidência (gap@cm-agueda.pt) serão apreciadas até 30 de abril.

No que se refere aos apoios financeiros e apoios extraordinários, que se reportam aos incentivos camarários para as intervenções cuja competência não é municipal e que as Juntas pretendem realizar, foi aprovado a atribuição de um total de 508.751,06 euros. Esta verba vai ser repartida do seguinte modo: JF de Aguada de Cima (30 mil euros), para substituição das janelas e portas exteriores do edifício sede da junta; JF de Macinhata do Vouga (65 mil euros), para a reabilitação do edifício do Núcleo Ferroviário; JF de Valongo do Vouga (85 mil euros) para o reforço do muro de suporte do cemitério; UF de Águeda e Borralha (15 mil euros) para construção do ossário e columbário no cemitério do Ameal; UF de Barrô e Aguada de Baixo (25 mil euros) para o arranjo do largo na Alameda Furriel Pratas e Sousa; UF de Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão (30 mil euros) para a construção de balneários e wc’s do pavilhão multiusos e para arranjos na Estrada da Fonte do Castilho e acesso à Fonte do Castilho; UF de Recardães e Espinhel (48 mil euros) para a requalificação de infraestruturas desportivas, alargamento da Rua da Carvalha, requalificação da área junto ao cruzamento da Rua Principal com a rua do Lugar, na Piedade, e requalificação da área junto ao entroncamento da Rua do Meio com a Rua das Cavadas em Casal d’Álvaro; e UF de Travassô e Óis da Ribeira (210.751,06 euros), para a conclusão da requalificação do edifício da Junta de Freguesia e Unidade de Saúde de Travassô, aquisição de serviços de fiscalização da mesma empreitada e ainda para a requalificação do cemitério paroquial.

Quanto a contratos interadministrativos, para a concretização de obras de competência municipal, mas que a Câmara delega nas Juntas de Freguesia, foi aprovado um incentivo total de 53 mil euros, sendo 18 mil euros para UF de Águeda e Borralha, para construção de muros, passeios e valetas; e 35 mil euros para que a UF de Trofa, Segadães e Lamas do Vouga faça o alargamento de estrada, construção de passeios, muros e lugares de estacionamento, na Mourisca do Vouga.

Foi ainda aprovada a adenda a contratos interadministrativos celebrados em 2019 e 2021 com as Juntas de Freguesia de Aguada de Cima e Fermentelos, que resultam num investimento de 57.377,56 euros.

Deste modo, foi aprovada a atribuição de quase um milhão de euros (954.128,62 euros) para a realização de investimentos nas JF e UF do Concelho.

Considerando, como referido, que nem todas as JF formalizaram os apoios de que necessitam, prevê-se a continuação deste processo na Assembleia Municipal de abril. 

  1. Edifício da estação da CP concessionado ao Município

O edifício da Estação da CP de Águeda foi concessionado ao Município. O contrato, cujo teor foi aprovado na última reunião de Câmara e que agora ser assinado pela autarquia e o IP – Património – Administração e Gestão Imobiliária, S.A., segue-se à autorização anterior do IP para a requalificação do espaço envolvente à estação que está a ser elaborado pela Câmara de Águeda, e que permite a utilização de terrenos que são do domínio público ferroviário.

“Precisamos de cuidar do património existente no nosso concelho e é justamente isso que iremos fazer tanto no edifício como na zona envolvente à estação da CP de Águeda, conferindo àquela área uma nova centralidade, com uma renovação e modernização do aspeto, tornando-a uma zona de atração turística”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, esclarecendo que parte do edifício da estação vai ser ocupada com serviços camarários.

Esta concessão interliga-se com o projeto que a Câmara de Águeda está a desenvolver para aquela zona. A empreitada de requalificação do Largo da Estação, que para além da envolvente da própria estação abrange um troço da Avenida Dr. Joaquim de Mello, a Rua 12 e a Rua 8 de Setembro, num total de cerca de 6.424 metros quadrados e visa colmatar alguns constrangimentos que se verificam naquela zona central da cidade. Com a intervenção, a Câmara Municipal de Águeda pretende transformar toda a aquela área, melhorando a circulação de peões e veículos, bem como tornando a área mais segura e mais atrativa.

Na reunião de Câmara de quinta-feira, a Câmara de Águeda aprovou, igualmente com o IP, a subconcessão do espaço canal do troço ferroviário do ramal de Viseu da Linha do Vouga desativado no Carvoeiro. Este contrato, que vigorará também por 25 anos, faz parte do projeto de construção da Ecopista do Vouga (que vai ligar os lugares de Foz, no limite do concelho de Albergaria-a-Velha com o de Sever do Vouga, e Sernada do Vouga), numa extensão de 1,577 quilómetros, que já está em curso.

  1. Reconhecimento de interesse público do projeto Centro de Tecnologia e Inovação

A Câmara Municipal de Águeda aprovou o reconhecimento de interesse público ao projeto ABIMOTA – Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), que vai ser criado no Parque Empresarial do Casarão. Esta é uma infraestrutura que, para além da criação do centro propriamente dito, irá criar as condições para apoiar a inovação e o desenvolvimento de novos materiais, produtos e modelos, cativando para Águeda competências nesta área.

“Reconhecemos o óbvio e manifesto interesse público deste projeto, que vai beneficiar empresas de Águeda e não só, e apoiamo-lo com um montante efetivo muito significativo”, sublinhou Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, acrescentando que este projeto soma aos investimentos que o Município está a realizar para a qualificação do PEC enquanto pólo de uma dinâmica empresarial forte. No âmbito de uma candidatura já aprovada pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), a Câmara de Águeda vai investir mais de 20 milhões de euros para implementar a Área de Acolhimento Empresarial de Nova Geração, permitindo dotar o Parque Empresarial do Casarão (PEC) de condições e infraestruturas que o vão tornar “verdadeiramente competitivo”.

Este processo de reconhecimento de interesse público faz parte do processo de candidatura do CTI a fundos comunitários, também no âmbito do PRR, que exige que o consórcio candidato (liderado pela Polisport, Plásticos, S.A.) seja proprietário do terreno onde o centro venha a ser instalado.

Reconhecendo o mérito e interesse para o concelho deste projeto, que prevê um investimento de 20 milhões de euros e a criação de emprego qualificado direto, que se estima em 20 colaboradores a três anos, a Câmara de Águeda “realiza um efetivo e inequívoco apoio à ABIMOTA, vendendo o terreno necessário a dez cêntimos o metro quadrado”.

O CTI vai ocupar os lotes 64 a 68 do PEC, num total de 16.342 metros quadrados, que vai, assim, custar 1.634,30 euros. Considerando que o preço do terreno é de 15 euros o metro quadrado, que implicaria um custo de 245.145 euros, a Câmara de Águeda apoia o projeto do CTI em 243.510,70 euros.

Segundo os pressupostos deste apoio, a venda dos referidos lotes destina-se exclusivamente para esta finalidade, pelo que se o projeto do CTI não vier a ser aprovado pelo PRR, o Município terá de ser ressarcido do apoio realizado. 

  1. Renovada parceria com Clube Sport Algés e Águeda XXI

A Câmara Municipal de Águeda aprovou, ontem, em reunião do Executivo, a renovação da parceria com o Clube Sport Algés e Águeda XXI para a dinamização de natação adaptada e outras atividades ligadas à natação nas Piscinas Municipais.

Com base no protocolo aprovado e a assinar com aquela coletividade, está prevista a dinamização de aulas de natação e de natação adaptada nas Piscinas Municipais (com turmas especiais criadas em 2019 e que continuam a sua formação), apoiando ainda o bom funcionamento deste complexo e assegurando os recursos especializados e permanentes para lecionar as aulas.

O protocolo com o clube, o único no concelho de Águeda com a sua atividade centrada na modalidade de natação e de natação adaptada, para além do funcionamento de turmas no âmbito da Escola Municipal de Natação, permitirá ainda ampliar os serviços prestados, nomeadamente na vigilância da atividade de utentes em regime livre nas piscinas interiores e exterior (em época estival).

O contrato-programa renovável anualmente, por um período máximo de três anos, envolve um investimento total de 36.500 euros.

  1. Atribuição de bolsas de estudos e pagamento de propinas

Foram aprovadas a atribuição de renovação de 22 bolsas de estudo para o Ensino Superior para o ano letivo 2021/2022, que vão comportar um investimento de 33 mil euros. A estas somar-se-ão as oito bolsas de estudo que irão ser atribuídas pela primeira vez este ano, completando os 30 estudantes que serão apoiados pelo Município no presente ano letivo e cujo processo de candidatura está em processo de avaliação final.

Para além das bolsas de estudo, a Câmara de Águeda atribuiu um apoio ao pagamento de propinas a alunos da ESTGA - Escola Superior de Tecnologia e Gestão da Universidade de Aveiro, que vai beneficiar seis alunos, num investimento de 10.019 euros.

  1. Subsídios ao arrendamento

A Câmara Municipal de Águeda aprovou a atribuição da primeira fase do subsídio ao arrendamento, num total de 118.930,71 euros de investimento. A este apoio concorreram 74 pessoas e foram aprovadas 66 candidaturas, sendo que o apoio respeita aos 12 meses deste ano.

Refira-se que este apoio destina-se a pessoas em situação de vulnerabilidade, que apresentaram o seu pedido de apoio nos termos do regulamento municipal. Os interessados em candidatar-se a subsídios ao arrendamento para o ano civil de 2023 devem apresentar as suas candidaturas até 31 de dezembro do corrente ano, junto dos serviços sociais da Câmara Municipal.

  1. Apoio para a Casa de Abrigo da CERCIAG

A Câmara Municipal de Águeda atribuiu 30 mil euros à CERCIAG (Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades de Águeda) como apoio à Casa de Abrigo para mulheres com deficiência e/ou incapacidade vítimas de violência. Trata-se de um incentivo que se enquadra numa atuação estratégica do Município de Águeda na promoção da Igualdade de Género e de oportunidades, bem como da não violência, apoiando e desenvolvendo diversas parcerias.

O apoio para a Casa de Abrigo é concedido desde 2018, altura da criação desta resposta social por parte da CERCIAG, com um incentivo financeiro de 18.900 euros. Este ano, o apoio é de 30 mil euros, tendo em conta os custos de renda/manutenção da habitação e a comparticipação nos custos para assegurar os recursos humanos afetos ao projeto.

Esta Casa de Abrigo acolhe provisoriamente, tal como referido, mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica, vítimas de maus-tratos físicos ou psicológicos, de negligência e de crimes sexuais, e devidamente encaminhadas pela Rede Nacional de Casas de Abrigo. À CERCIAG cabe garantir, em situação de emergência, a proteção imediata às pessoas encaminhadas e que entrem na Casa de Abrigo, zelando ainda pela segurança das vítimas e promovendo as diligências necessárias para evitar novas vitimizações.

Durante a permanência na Casa de Abrigo, a CERCIAG promoverá, junto dos utentes, o desenvolvimento de aptidões pessoais, profissionais e sociais, que poderão ajudar a evitar eventuais situações de exclusão social e serão um estímulo para a construção de um projeto de vida para as vítimas.

A Casa de Abrigo é um espaço que tem as condições próprias de uma habitação familiar, evitando indícios de institucionalização, fomentando, por isso, a normalização e inserção das vítimas na sociedade. As vítimas com deficiência têm assim, em Águeda, uma resposta especializada e personalizada de aconselhamento, acolhendo e garantindo a proteção imediata de pessoas com deficiência e/ou incapacidade e que estejam a ser vítimas de violência num ambiente familiar.

Tendo em conta a experiência acumulada, a CERCIAG acredita que o número de mulheres acompanhadas pela Casa de Abrigo venha a aumentar, o que poderá levar à necessidade de aumentar o espaço existente.

  1. Câmara cede antiga escola de Segadães ao CASAS

A Câmara de Águeda aprovou a cedência das instalações da antiga Escola Básica e do Jardim-de-infância de Segadães ao Centro de Apoio Social e Animação de Segadães – CASAS.

Neste espaço cedido pela Autarquia, o CASAS pretende desenvolver um novo projeto social, a que se vai candidatar no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), devendo, para tal, promover as obras necessárias no edifício da escola por forma a criar condições físicas para o implementar. Trata-se de um projeto integrado na resposta social que prestam, nomeadamente, ao nível dos serviços de apoio domiciliário, do centro de convívio e do centro de dia.

  1. beÁgueda com utilização gratuita até final do ano

A utilização das beÁgueda vai continuar gratuita até final do ano. A medida pretende impulsionar ainda mais a utilização das bicicletas elétricas de Águeda e, consequentemente, continuar a possibilitar o seu uso por um cada vez maior número de utilizadores.

“Temos visto um aumento considerável de utilizadores, são cada vez mais as solicitações que nos chegam e esta aposta estratégica que implementamos na mobilidade suave tem surtido um efeito muito positivo no Concelho”, referiu Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda.

De facto, o número de utilizadores das beÁgueda quase duplicou em 2021 relativamente ao ano anterior e apenas no mês de janeiro deste ano registaram-se 80 novos utilizadores.

O projeto beÁgueda dispõe atualmente de 14 parques distribuídos pelo concelho e 34 bicicletas elétricas, sendo que a Câmara de Águeda pretende ampliar a rede, com a instalação de novos parques (integrando um previsto no âmbito da execução do Orçamento Participativo Jovem), a ampliação dos parques existentes e a aquisição de novas bicicletas para suprir as necessidades de toda a rede.

A Câmara Municipal de Águeda decidiu, assim, prolongar a isenção de pagamento da utilização das beÁgueda, que foi implementada durante o período pandémico, tendo em conta não só a permanência dos pressupostos e as orientações da DGS no combate à COVID-19, como se pretende, nesta fase, realizar os ensaios necessários e ajustamento das funcionalidades para o alargamento da rede.

  1. Orçamento Participativo Escolas 2022

A Câmara Municipal de Águeda aprovou o apoio de 3.470 euros aos estabelecimentos escolares/agrupamento de escolas do concelho no âmbito do Orçamento Participativo Escolas (OPE) 2022.

Os OPE têm como objetivo contribuir para as comemorações do Dia do Estudante e visam estimular a participação cívica e democrática dos estudantes do 3.º Ciclo do Ensino Básicos e do Ensino Secundário, promovendo o espírito de cidadania e o diálogo, a mobilização coletiva em prol do bem comum e o respeito pelas escolhas diferentes, valorizando a sua opinião em decisões nas quais são os principais interessados e responsáveis e, finalmente, permitindo o conhecimento do mecanismo de voto.

Este ano, o OPE tem como tema “Inclusão e Bem-estar”, sendo que os estudantes devem apresentar ideias que fomentem a inclusão de todos, sobretudo dos alunos mais vulneráveis e mais afetados pela pandemia.

Na reunião de Câmara, Marlene Gaio, Vereadora da Educação da Câmara de Águeda, salientou que nestes OPE, que têm âmbito nacional e são organizados pelo Ministério da Educação, o Município apoia as escolas do concelho “normalmente com o dobro do que é atribuído pelo Governo, como forma de incentivar a participação”.

Contudo, este ano a Câmara de Águeda mantém o incentivo base, sem duplicar o prémio, objetivando a implementação de um OP escolar municipal. “Para termos uma colaboração mais próxima, iremos fazer um outro OP, com um regulamento próprio, visando a implementação de medidas e projetos com interesse municipal”, avançou Marlene Gaio.