terça-feira, 20 de junho de 2023

Marinha Grande | LIVRO DE POESIA DE PAULO MARRAZES APRESENTADO NA BIBLIOTECA

 O livro “A vida é poesia”, da autoria do escritor marinhense Paulo Marrazes, foi apresentado na tarde de sábado, 17 de junho, no Auditório da Biblioteca Municipal da Marinha Grande.
O vereador da Câmara Municipal da Marinha Grande, João Brito, marcou presença na sessão de apresentação, destacando a importância do Município de apoiar e incentivar os autores locais a editarem as suas obras.

João Brito parabenizou Paulo Marrazes pela obra, que leva o leitor a refletir sobre temas do quotidiano, sobre os quais o autor partilha a sua visão poética, reflexiva e original.

Através deste livro da editora “O Declamador”, o autor Paulo Marrazes, demonstra que "a vida é poesia", no que considera ser uma "viagem por tantos momentos marcantes da vida" e o “despertar a consciência, apontando injustiças e propondo mensagens de esperança para um mundo melhor".


Marinha Grande | EQUIPA FEMININA “OS VIDREIROS” VENCE TAÇA NACIONAL

 A equipa feminina do Grupo Desportivo “Os Vidreiros” sagrou-se campeão da Taça Nacional Feminina de Promoção, da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), após ter defrontado o Rio Tinto, no jogo que se realizou no Campo do Tojal, em Picassinos, na tarde de sábado, 17 de junho.
A conquista do título foi presenciada pelo vereador da Câmara Municipal, João Brito; pela presidente da Junta de Freguesia da Marinha Grande, Cristina Sousa; e pela Diretora da FPF, Mónica Jorge.

A equipa de Picassinos sucede, assim, ao Boavista na lista de vencedores da Taça Nacional Feminina de Promoção em futebol.

O Município da Marinha Grande parabeniza as atletas, a equipa técnica e os dirigentes do GD “Os Vidreiros”!

Marinha Grande | CONFRARIA DA SOPA DO VIDREIRO REÚNE-SE EM CAPÍTULO

 A Confraria da Sopa do Vidreiro realizou o seu XIV Capítulo 2023, este domingo, 18 de junho, na Praia da Vieira, reunindo no concelho cerca de 180 pessoas, provenientes de 49 confrarias de todo o País, num encontro que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Aurélio Ferreira.
O presidente Aurélio Ferreira destacou a importância da Confraria na defesa, valorização e divulgação da Sopa do Vidreiro - o prato mais tradicional da Marinha Grande -, acreditando que estas iniciativas potenciam o dinamismo da associação e dignificam a atividade da Confraria da Sopa do Vidreiro, que muito tem orgulhado o Município.
Sob o tema “Arte Xávega”, membros da Confraria da Sopa do Vidreiro e das Confrarias convidadas, reuniram-se na instância de férias da PSP da Praia da Vieira, para o tradicional “mata-bicho” e para a cerimónia protocolar do Capítulo 2023, à qual se seguiu o almoço nas instalações da SIR 1.º de Dezembro do Pero Neto.
A cerimónia anual do Capítulo teve como finalidade receber e entronizar seis novos confrades e reconhecer cinco sócios honorários com mais de 80 anos de idade. Incluiu, também, a homenagem a Ilídio Letra Faustino, pescador da Praia da Vieira, desde os 8 anos, pelo seu contribuído para o engrandecimento das tradições locais; a atuação do Rancho Folclórico Peixeiras da Vieira; a oração de sapiência sobre a arte xávega proferida por Joaquim Vidal; e a interpretação da canção “Mãos Vidreiras”, por Deolinda Bernardo e José Pires.
O encontro da Confraria da Sopa do Vidreiro contou, também, com a presença do presidente da Junta de Vieira de Leiria, Álvaro Cardoso; da presidente da Junta da Marinha Grande, Cristina Sousa; do Gran Notário, Luís Guerra Marques; do Grão Mestre da Confraria da Sopa do Vidreiro, Pedro Franco; do vice-presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, António Cipriano Cabrita; entre muitos outros convidados e confrades.

A Sopa do Vidreiro é a mais antiga tradição ao nível da gastronomia na Marinha Grande. Segundo relatos que permanecem ao longo dos tempos eram as esposas ou as filhas dos vidreiros que iam às fábricas levar-lhes o cesto com a tradicional refeição: a sopa, a peça de fruta e o frasco de vinho. A sopa era de preferência bem “enxuta” para que não entornasse durante o caminho e a peça de fruta, a melhor e maior que existisse em casa - talvez para impressionar. Nos turnos da noite, além do frasco de vinho era também habitual levar aguardente, por vezes adoçada com açúcar. Não fosse o vidreiro um homem que trabalhava arduamente à boca de um forno, suportando altas temperaturas, a carregar elevados pesos, e não precisaria de uma sopa farta, rica em calorias e nutrientes.

Marinha Grande | MARO CANTOU E ENCANTOU NO TEATRO STEPHENS

 A cantora, compositora, produtora e multi-instrumentista portuguesa MARO atuou na noite de 16 de junho, no Teatro Stephens, na Marinha Grande, num concerto intimista, cheio de sonoridades ímpares e boa disposição, acompanhada dos guitarristas catalães Darío Barroso e Pau Figueres.

Com lotação esgotada, o concerto de MARO integrou uma pequena digressão da artista em Portugal, que teve início em maio, tendo como mote a apresentação do seu novo álbum, “hortelã”. Num tom intimista, repleto de sentido de humor e com participação enérgica do público, o espetáculo no Teatro Stephens deixou a plateia em êxtase.

Natural de Lisboa, MARO completou a Licenciatura na Berklee College of Music (Boston) em 2017. No ano seguinte, estreou oficialmente a sua carreira, com o lançamento de cinco álbuns e um EP.
Mais recentemente, a artista portuguesa ganhou o Festival da Canção e representou Portugal na Eurovisão (2022) com "saudade, saudade", garantindo um lugar no top 10. Logo depois, lançou "can you see me?”, um álbum que mostra um novo lado da artista, com influências do pop, trap, world e folk.

O mais recente projeto de MARO - “hortelã” (abril 2023) - veio mostrar um lado íntimo e vulnerável, onde a ideia é deixar o que passou para trás e começar um novo capítulo. Maioritariamente em português, este álbum foi gravado em trio, com os guitarristas Darío Barroso e Pau Figueres.

Marinha Grande | TORNEIO INTERESCOLAS VÍCTOR PINA PARTICIPADO POR 300 ALUNOS

 Cerca de 300 alunos do 1º ciclo do ensino básico do concelho participaram no Torneio de Futebol Interescolas Victor Pina 2023, realizado no passado sábado, 17 de junho, no Estádio Municipal da Marinha Grande.
A iniciativa foi organizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande e contou com o apoio da Associação de Futebol de Leiria (AFL) e do Núcleo de Árbitros da Marinha Grande. Teve como objetivo aliar o desporto ao convívio e o intercâmbio entre os diversos estabelecimentos de ensino dos três Agrupamentos do concelho,
Contou com a participação de cerca de 300 alunos do 1º ciclo do ensino básico do concelho, nascidos em 2015, 2014 e 2013, distribuídos pelas 18 equipas que competiram no Torneio, que abrangeu um total 49 jogos disputados nas várias séries.
O evento contou com a presença do presidente da Câmara, Aurélio Ferreira; do presidente da AFL, Manuel Nunes; e do diretor do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente, Nuno Cruz; do presidente da CAP do Agrupamento e Marinha Grande Poente, Cesário Silva; e de muitas famílias que deram o seu apoio aos atletas.
A organização distinguiu o espírito de equipa e “fair-play” com a atribuição do cartão branco a um aluno da Escola João Beare.
A classificação do Torneio Interescolas Victor Pina 2023 foi a seguinte:
1. Escola Pátio da Inês
2. EB Pilado
3. CLIC A
4. EB João Beare.


Projeto “Pessoas Cheias de Território” em quatro localidades do concelho de Reguengos de Monsaraz

 
O projeto “Pessoas Cheias de Território” está a decorrer em Reguengos de Monsaraz, em São Marcos do Campo, no Campinho e em Santo António do Baldio. Nesta iniciativa estão integrados mais de 100 participantes, nomeadamente alunos da Escola Básica e Jardim de Infância de Campinho, da Escola Básica e Jardim de Infância de São Marcos do Campo e do 7.º ano da Escola Básica 2+3 António Gião de Reguengos de Monsaraz, mas também utentes da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Santo António do Baldio, do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz e do Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva.
O projeto é da responsabilidade da Associação PédeXumbo e tem a parceria do Município de Reguengos de Monsaraz e da União das Freguesias de Campo e Campinho. Esta é a primeira de quatro edições do “Pessoas Cheias de Território”, que se dedica a territórios menos populosos e mais envelhecidos, desafiando as crianças e os idosos a desenvolverem projetos colaborativos e criativos que visam a transmissão de práticas culturais através das relações intergeracionais.
Durante os meses de maio e de junho, a artista Sara Rodrigues, figurinista ligada às danças tradicionais, tem estado a propor aos participantes dinâmicas de pensar e construir o tema deste ano “Um Pé, Mil Sapatos”, partindo da ideia de que um passo não vem só e que juntos podem dançar e caminhar melhor, mesmo que em diferentes ritmos. Os participantes têm explorado técnicas como a tecelagem, colagem, tie-dye e modelagem para a criação de volumes, utilizando cartão, sapatos e outros objetos reciclados.
 
O resultado artístico deste projeto será apresentado no Festival Andanças, que vai ser organizado pela Associação PédeXumbo de 27 a 30 de julho no Campinho, localidade do concelho de Reguengos de Monsaraz junto ao Lago Alqueva.






Carlos Manuel Barão
 

Coimbra | Cientistas desenvolvem sistema que remove contaminantes de preocupação emergente das águas residuais

 
Uma equipa de cientistas do Departamento de Engenharia Química (DEQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um sistema reacional de fotocatálise solar, utilizando catalisadores suportados, capaz de remover contaminantes químicos e biológicos das águas residuais domésticas.
O projeto PhotoSupCatal, que termina ainda este mês, tem como principal objetivo encontrar um tratamento terciário que consiga eliminar contaminantes de preocupação emergentes de maneira a proteger os ecossistemas e tentar obter uma água que possa ser reutilizável, por exemplo para irrigação. Para além dos compostos químicos, os investigadores avaliaram também a possibilidade de desinfeção, mais concretamente, verificaram qual o impacto que este processo tem na bactéria Escherichia coli e os resultados são promissores.
«Apesar das águas residuais domésticas passarem pelos tratamentos biológicos habituais, ainda não são tidos em conta alguns compostos químicos poluentes que estão a surgir nas águas e que advêm do consumo humano, nomeadamente de produtos de cosmética e farmacêuticos. Estes produtos libertam para as águas residuais moléculas que aparecem em concentrações muito pequenas, mas que devido à sua complexidade não conseguem ser tratadas por via biológica, que é o processo mais comum nas estações de tratamento de águas residuais municipais», começa por explicar Rui Martins, docente do DEQ e investigador do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF).
Assim, prossegue Rui Martins, «o processo de tratamento que estamos a analisar é de fotocatálise, ou seja, temos um catalisador que é ativado pela luz e com essa ativação há produção de radicais, que são compostos muito instáveis e reativos, que vão degradar os compostos orgânicos. Como os radicais são pouco específicos conseguem atacar, teoricamente, toda a matéria orgânica existente», fundamenta o docente, acrescentando que neste processo será utilizada a energia solar como fonte de radiação, uma vez que tem um baixo custo.
Para produzir este novo sistema, a equipa da FCTUC desenvolveu um sistema catalítico sustentado com suportes à base de polímeros, nomeadamente PDMS e polianilina. «Os resultados mostram-nos que estes catalisadores conseguem degradar eficientemente os contaminantes orgânicos que estamos a testar e que são estáveis para vários testes de reutilização. Nesta fase, estamos a testar o reator em contínuo, a uma escala mais próxima do piloto», revela, esclarecendo que já foram realizados teste à escala laboratorial com resultados promissores.

De acordo com o docente do DEQ, este projeto terá impacto na indústria, porque vai oferecer uma tecnologia de baixo custo para refinar a qualidade da água tratada, permitindo a sua reutilização, e no ambiente, pois é seguida a premissa da poluição zero, uma vez que são removidos estes compostos de preocupação emergente.

«Estes compostos são persistentes no meio ambiente, o que significa que, apesar de serem descarregados em quantidades muito pequenas, se vão acumulando, podendo ter impacto nos ecossistemas e na saúde. Este tipo de tecnologia permite-nos removê-los antes dos efluentes serem lançados para os cursos hídricos, protegendo-os e, noutro sentido, permitir-nos-á chegar a uma água que seja adequada para reutilização, por exemplo, na agricultura, que é altamente consumidora de água», conclui.

O projeto, co-financiado pela União Europeia, através do FEDER, conta com a participação de nove investigadores do CIEPQPF e é coordenado pela Adventech – Advanced Environmental Technologies, Lda, empresa especializada no desenvolvimento e construção de ETARs e Sistemas de Tratamento de Emissões Gasosas.

Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia