segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Marinha Grande | TEATRO STEPHENS RECEBE ESPETÁCULOS DE ACROBACIA E MÚSICA NO DIA 22 DE FEVEREIRO

 A Marinha Grande será palco de uma tarde dedicada às artes performativas e à música histórica, com dois espetáculos imperdíveis "Blue", de Margarida Monteney, e "Liz Consort", no dia 22 de fevereiro, a partir das 17h00.
"Blue" tem lugar às 17h00, no Teatro Stephens. É um projeto de acrobacia aérea que se alicerça numa reflexão sobre afeto e atrito, íntimo e público, solo e coletivo. Ao longo desta performance contemplativa e intimista são construídos um conjunto de paisagens efémeras, frágeis e breves que servem como teste de durabilidade, tensão e resistência aos quatro corpos em cena.

Logo após "Blue", pelas 18h00, o Auditório da Resinagem será preenchido pelos sons harmoniosos de "Liz Consort", um espetáculo de flauta, órgão e canto, com obras compostas entre os séculos XVI e XVIII, integrado no III Ciclo de Órgão de Leiria. O trio, composto por Carla Antunes (flauta transversal), Rute Martins (órgão) e a mezzo-soprano de renome internacional Susana Teixeira, apresentará um repertório que inclui tanto composições europeias, como obras de compositores portugueses da época. A combinação dos timbres da flauta, do órgão e da voz promete uma experiência sonora rica e autêntica.

O bilhete tem o preço de 3 euros e são válidos para o público assistir aos dois espetáculos.

Bilheteira online:

Alerta Amarelo! As acácias invasoras estão a dominar a paisagem e a nossa saúde não vai sair ilesa! “Até quando vamos continuar a olhar para o lado?” pergunta especialista

 É difícil ignorar o amarelo vibrante que pinta as margens de estradas e linhas de água, montanhas, e outras paisagens nesta época do ano. Mas o que muitos (ainda) celebram como um espetáculo natural de grande beleza é, na verdade, um sinal de alerta, garante a especialista em espécies invasoras, professora da Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) e investigadora no CERNAS, Hélia Marchante. “As acácias, originárias da Austrália, são espécies invasoras e estão a expandir-se de forma descontrolada, ameaçando outras espécies, os ecossistemas, a nossa qualidade de vida e até a economia”, avisa.

As espécies de acácias, como a mimosa (a que os cientistas chamam Acacia dealbata), a austrália (Acacia melanoxylon), a acácia-de-espigas (Acacia longifolia), entre outras, foram introduzidas em território nacional para fins ornamentais, para controlo da erosão e outros fins. Contudo, “estas plantas são agora uma das maiores ameaças à biodiversidade em Portugal”, assevera. “Elas substituem as espécies autóctones, alteram o solo, reduzem a disponibilidade de água e criam um monopólio verde que sufoca a diversidade natural”, prossegue.
Mas “os impactes das acácias vão para além da ecologia”, explica Hélia Marchante. “O pólen destas é alergénico, afetando a saúde respiratória de muitos cidadãos. Para quem sofre de rinite ou asma e vive/trabalha perto de acácias, esta pode ser uma época especialmente difícil. Além disso, os custos económicos associados à remoção destas plantas e ao impacte em setores como a floresta são significativos, reforçando a necessidade de intervenções coordenadas e continuadas.” Embora todas as acácias integrem a Lista Nacional de Espécies Invasoras (Decreto-Lei n.º 92/2019), sendo proibida a sua detenção, cultivo, comercialização, etc., “o problema continua a ser grave!”, remata.
E agora, o que podemos fazer?
Hélia Marchante acredita, porém, que “apesar do cenário preocupante, cada cidadão pode fazer a diferença”. “Não é preciso ser cientista ou técnico florestal para combater esta invasão – basta ter um olhar atento e vontade de agir”, afirma, enumerando algumas formas de o fazer:
• Transforme-se num “Explorador Verde”: Participe numa “caça ao tesouro” ambiental; Identifique acácias na sua região e ajude a colocá-las no mapa através de aplicações de ciência cidadã gratuitas como o iNaturalitst/BioDiversity4All; No site invasoras.pt pode aprender a distinguir as acácias que temos em Portugal; E no projeto “invasoras.pt” criado no iNaturalitst/BioDiversity4All, pode consultar os registos já existentes. Esta informação é crucial para definir estratégias de gestão eficazes e entender melhor o comportamento destas espécies no nosso território.
• Diga NÃO ao uso de acácias: Evite plantar estas espécies em jardins ou propriedades privadas; em vez delas, opte por árvores autóctones que sustentam a biodiversidade e ajudam a preservar os ecossistemas locais. Colher raminhos floridos pode ser atrativo, mas vai levar as alergias para dentro de casa!
• Apoie ações de controlo: Muitas entidades têm vindo a organizar iniciativas para remover acácias (e outras plantas invasoras); procure informação junto da sua Câmara Municipal ou de organizações de defesa do ambiente e participe ativamente. Na “Semana sobre Espécies Invasoras: Portugal & Espanha”, que decorrerá este ano de 3 a 11 de maio, haverá muitas atividades! Organize a sua ou participe noutra atividade programada: https://www.speco.pt/sei
• Exija mais das entidades competentes: A solução para o problema das espécies invasoras não depende apenas de ações individuais; todos devemos exigir das autoridades uma resposta mais firme e coordenada. É essencial investir em políticas públicas que promovam uma melhor gestão destas espécies, garantindo a conservação dos nossos ecossistemas e o bem-estar das comunidades.
 
O caso da acácia-de-espigas: o seu controlo biológico colocou Portugal na linha da frente da Europa
Entre as espécies de acácias invasoras, merece destaque a acácia-de-espigas. Esta pequena árvore invade dunas costeiras e outros habitats sensíveis, substituindo a vegetação nativa e comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas. Contudo, uma solução inovadora tem sido implementada: o uso de controlo biológico.
Um pequeno inseto australiano, a vespa-formadora-de-galhas Trichilogaster acaciaelongifoliae, foi introduzido em Portugal em 2015, depois de 12 anos de testes em laboratório e análises de risco realizados por uma equipa que reúne investigadores da ESAC-IPC e do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra. Este inseto deposita os seus ovos nos botões florais da acácia-de-espigas, impedindo-a de produzir flores e, consequentemente, sementes. Sem capacidade de reprodução eficaz, a expansão da acácia-de-espigas está assim a ser travada de forma natural e sustentável.
“Os resultados têm sido encorajadores. Observamos uma redução significativa na produção de sementes e no vigor das populações de acácia-de-espigas em várias áreas de invasão”, salienta Hélia Marchante. Segundo a especialista, “este exemplo demonstra que soluções baseadas na natureza podem ser eficazes no combate às plantas invasoras, mas requerem monitorização e cooperação entre cientistas, gestores de ecossistemas e a comunidade”. No âmbito do projeto de ciência cidadã “Trichilogaster acaciaelongifoliae in Iberian Peninsula”, muitos cidadãos têm ajudado a mapear a expansão deste pequeno ajudante no controlo da acácia-de-espigas. Hélia Marchante desafia todos os que ainda não o fazem a também registar as galhas que observam no iNaturalist/BioDiversity4All.
Existem igualmente diferentes agentes de controlo biológico que estão a ser explorados para outras acácias, mas estão ainda em fase de teste.
“O controlo das plantas invasoras é uma causa urgente”, insiste. “Cada passo conta para devolvermos o equilíbrio aos nossos ecossistemas e para garantirmos um futuro mais saudável e sustentável para todos”. A professora da ESAC desafia-o a, da próxima vez que vir o amarelo brilhante de uma acácia em flor, perguntar-se: “o que posso fazer hoje para proteger a nossa paisagem e saúde?”. “Junte-se a nós nesta batalha!”, incita.
Se quiser saber mais sobre como controlar as acácias, o Manual de Boas Práticas para a Gestão e Controlo de Plantas Invasoras Lenhosas em Portugal Continental, publicado recentemente por Liliana N. Duarte, Elizabete Marchante e Hélia Marchante, inclui esta espécie. Um exemplar pode ser seu após um clique ou pedindo um pelo correio. Veja como em https://invasoras.pt/pt/gestão-de-plantas-invasoras.
 
Mais informação:
 
Contacto:
Hélia Marchante – hmarchante@gmail.com; 934244614
Isabel Silva


*Isabel Cristina Batista da Silva
Gabinete de Comunicação

Proença-a-Nova | recebe oficina de introdução à Saboaria

 
O Centro Ciência Viva da Floresta (CCVFloresta) promove, no próximo dia 23 de fevereiro, uma oficina teórico-prática de introdução à saboaria, com enfoque no método de saponificação a frio. A formação será orientada por Verónica Paiva, bióloga especializada em cosmética natural, reconhecida no mundo digital como “BioVó”.
A oficina decorrerá entre as 09h30 e as 12h30 e tem como objetivo ensinar os participantes a formular os seus próprios sabonetes, evitando a dependência de receitas predefinidas ou de ingredientes de difícil acesso. No final da sessão, cada participante estará apto a produzir sabonetes de forma autónoma, podendo levar para casa dois exemplares personalizados ao seu gosto.
A inscrição tem um custo de 30 euros e pode ser realizada através do website do Centro Ciência Viva da Floresta. A sessão iniciar-se-á com uma componente teórica, abordando temas como: introdução à saboaria, processo de saponificação a frio e medidas de segurança, propriedades dos ingredientes, formulação e cálculos necessários para uma produção correta e segura, tempos de cura, moldes e embalagens. Seguir-se-á a componente prática, onde os participantes produzirão e personalizarão os seus sabonetes de acordo com as suas preferências e necessidades.
Na parte da tarde, entre as 15h00 e as 16h00, Verónica Paiva regressa ao CCVFloresta para dinamizar uma oficina destinada a crianças dos 3 aos 10 anos. A atividade incluirá a leitura do seu livro "O Jardim da Avó Rosa", seguida de uma atividade prática onde os mais pequenos poderão criar os seus próprios sais de banho. A inscrição tem um custo de 20 euros e inclui um exemplar do livro para cada participante.
As inscrições para ambas as atividades decorrem até ao dia 20 de fevereiro. Para mais informações, contacte o CCVFloresta através do telefone 274 670 220, do e-mail info@ccvfloresta.com ou presencialmente dentro do horário de funcionamento do centro.

PORTALEGRE | 22 dadores de sangue em Nisa

Por dificuldades inultrapassáveis, a primeira colheita, prevista para 2025, da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSPsó teve lugar um mês depois. Mas efetivou-se! Foi no edifício do centro de saúde de Nisa e, como sempre, marcou presença a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.
Rumaram até ao citado local 22 voluntários. E as mulheres em maioria, com uma dúzia de inscrições (54,5%).
Uma vez avaliado o estado clínico dos presentes, dois não puderam concretizar a dádiva. Consequentemente, em Nisa foram granjeadas duas dezenas de unidades de sangue total.
Um dos protagonistas associou-se ao Registo Português de Dadores de Medula Óssea, sendo certo que a maioria dos doadores já se encontram inscritos.
O almoço convívio contou com o apoio da Câmara Municipal de Nisa.
Alpalhão a 22 de fevereiro
Sábados de manhã são quando decorrem as brigadas da ADBSP. A próxima vai ser no centro cultural de Alpalhão (concelho de Nisa), a 22 de fevereiro. Já a 22 de março será a vez de Alter do Chão, no centro de saúde local.
Seja solidário! E não se esqueça de visitar: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

Coimbra | Cientistas da UC desenvolvem compostos inovadores para tratamento do cancro do pulmão

 
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver, em colaboração com a Faculdade de Medicina da UC (FMUC), compostos inovadores para terapia fotodinâmica (PDT, sigla em inglês) e imagiologia do cancro do pulmão.
O projeto “Chem4LungCare”, financiado pela Fundação para Ciência e Tecnologia, tem como objetivo a criação de novos fotossensibilizadores baseados em corróis funcionalizados (compostos orgânicos da família dos tetrapirrólicos, semelhantes às porfirinas).

«Através de uma abordagem química inovadora, conseguimos sintetizar macrociclos tetrapirrólicos com propriedades otimizadas. Estas novas classes de corróis, quando testadas em células de cancro do pulmão demonstraram uma elevada eficácia fotodinâmica, comparável ao Foscan — um fotossensibilizador já utilizado clinicamente —, mas com menor toxicidade e maior estabilidade», revela Teresa Pinho e Melo, docente do Departamento de Química da FCTUC e investigadora do Centro de Química.
Os macrociclos tetrapirrólicos são estruturas químicas formadas por quatro anéis pirrólicos interligados, geralmente através de pontes de carbono. Esses compostos desempenham um papel fundamental na bioquímica, principalmente devido à sua capacidade de se ligar a metais e atuar como cofatores em processos biológicos essenciais.

«Os estudos mostraram que a inclusão do grupo funcional hidrazona nos corróis melhorou significativamente a sua atividade fotodinâmica. Estes resultados são promissores para o avanço desta terapêutica, uma abordagem que usa luz para ativar os fotossensibilizadores, que, na presença de oxigénio, leva à destruição das células cancerígenas sem danificar os tecidos saudáveis circundantes», considera a cientista.

Além disso, a equipa demonstrou que a presença conjunta, na mesma estrutura molecular do macrociclo pirrólico e da hidrazona, é fundamental para a eficácia destes compostos. «Provámos que a combinação do macrociclo com este grupo funcional estratégico resulta numa atividade fotodinâmica significativamente superior ao modelo sem esse grupo funcional», explica.

Com estes resultados promissores, o próximo objetivo do projeto é avançar para estudos pré-clínicos mais aprofundados. A equipa acredita que esta nova classe de fotossensibilizadores pode oferecer uma alternativa mais eficaz e segura para o tratamento do cancro do pulmão no futuro.

Os detalhes desta investigação foram publicados no artigo científico “Hydrazone-Functionalizedtrans A2BCorroles: Effective Synergyin Photodynamic Therapy of Lung Cancer” no Journal of Medicinal Chemistry, tendo sido selecionado para capa da revista, e está disponível para consulta aqui.

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Na reunião de Câmara de quarta-feira, dia 5 de fevereiro. Município aprova Regulamento do Conselho Municipal de Agricultura de Cantanhede

 
A Câmara Municipal de Cantanhede aprovou o regulamento do Conselho Municipal de Agricultura de Cantanhede (CMAC), na quarta-feira, dia 5 de fevereiro, que visa fortalecer o setor agrícola do concelho, através da cooperação, do investimento e da fixação de jovens agricultores, promovendo o desenvolvimento sustentável e a coesão territorial.
O documento, que foi aprovado em reunião de Câmara, segue agora para votação pela Assembleia Municipal, após ter sido submetido a um período de consulta pública de 30 dias. Durante esse período, não foram apresentadas sugestões.
A agricultura é uma área que cada vez mais tem de estar na ordem do dia. Passou por fases menos boas, mas estamos num momento de mudança. O Conselho Municipal de Agricultura de Cantanhede é uma ferramenta essencial para provocar essa transformação, para promover o desenvolvimento agrícola e a valorização do setor. Esse esforço também se traduziu na criação do Gabinete de Apoio ao Agricultor, visando dar suporte direto aos agricultores e fortalecer a agricultura local”, sublinhou o vereador com o pelouro dos Recursos Naturais, Desenvolvimento Agrícola e Florestal, Adérito Machado.
O CMAC pretende estimular a reflexão e o debate, promover a troca de conhecimento, e facilitar a articulação, coordenação, informação e cooperação entre entidades que atuam ou estão envolvidas nas atividades do setor primário no concelho de Cantanhede.
Após ser feita uma análise, a ideia é identificar linhas estratégicas para potenciais investimentos que possam aprimorar as dinâmicas económicas, bem como otimizar e valorizar os produtos e subprodutos das explorações presentes no território.
Nesse sentido, a sua atuação abrange diversas frentes, nomeadamente procurar soluções para os desafios na gestão de explorações agrícolas e pecuárias e promover boas práticas em saúde animal, sustentabilidade e preservação ambiental.
Estimular a discussão sobre aproveitamentos hidroagrícolas, simplificar processos de licenciamento e contribuir para o aprofundamento do conhecimento da situação do setor primário na área do concelho, através da consulta e partilha de informação entre todas as entidades que o compõem.
O CMAC é composto pelo vereador responsável pela área agrícola, que preside, além de representantes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), do departamento da Câmara Municipal de Cantanhede responsável pelo Gabinete Municipal de Apoio ao Agricultor, e do chefe da respetiva divisão. Inclui ainda representantes da Associação Empresarial e Comercial de Cantanhede, da AD elo - Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego, das organizações e associações dos setores agrícola, pecuário e apícola com presença no concelho, da Assembleia Municipal, e de uma junta de freguesia do Município.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Opinião: ADASCA confinada há 18 anos

 

O título deste artigo pode causar alguma estranheza: todos sabemos o que significa a palavra confinado vs. confinada. Este tema é delicado, vou procurar ser o mais claro e simples para ser compreendido, tendo em conta que nem todos os leitores lhes assiste o mesmo padrão de conhecimento. Dos diversos dicionários que consultei o da Infopédia Porto Editora, é na minha opinião, o mais elucidativo, sobre o sentido do editorial:
1.diz-se de espaço ou terreno circunscrito por certo(s) limite(s)
2.que está impossibilitado de sair de certo espaço ou de ultrapassar dado(s) limite(s)
3.encerrado;enclausurado
4.figurado que não é abrangente; específico; limitado.
Quando surgiu a ADASCA há 18 anos, nos primeiros dois anos de existência, para nos darmos a conhecer junto das comunidades de cada Junta de Freguesia, achámos por bem desenvolver um conjunto de iniciativas, a começar por rastreios englobando diversas áreas, em conjunto com algumas entidades, incluindo a maior feira de saúde de sempre realizada em Aveiro, no Mercado Manuel Firmino, numa parceria com a Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA, com a qual ainda hoje mantemos um protocolo), Câmara Municipal, tendo sido convidado o INEM de Coimbra e os Bombeiros Novos de Aveiro, no tempo em que o Dr. Miguel Fernandes era vereador dos Mercados (?), com alguma controvérsia pelo meio.
Dados relativos à população das freguesias que constituíam o concelho de Aveiro antes da Reforma Administrativa de 2013: Aradas, Cacia, Eirol, Eixo, Esgueira. Glória, Nariz, Nossa Senhora de Fátima, Oliveirinha, Requeixo, Santa Joana, São Bernardo, São Jacinto, Vera Cruz. Hoje a ADASCA apenas realiza três sessões por ano para a dádiva de sangue em Cacia, a todas as outras sempre esteve e continua impedida de se deslocar, por decisão do CST de Coimbra, com a exceção da União das Freguesias de Glória e Vera-Cruz, onde está localizada a sua sede.
As justificações que foram dadas, e continuam pelo CST de Coimbra nunca nos convenceram, o mesmo já não acontece com uma associação do género da ADASCA de um concelho limítrofe. Esta a razão de ser do título deste artigo: ADASCA confinada há 18 anos.
Interesses estranhos defendidos há anos pelo CSTC em prol de outrem, que devem ser averiguados pelo Conselho Directivo do IPST, e colocar um ponto final na promiscuidade que reina neste campo. Esta é uma das razões, que me tem motivado a alertar os dadores de sangue deste concelho: Abram os olhos.
Quantos mais dadores a ADASCA tiver no seu Posto Fixo residentes naquelas freguesias onde estamos impedidos de nos deslocarmos, mais a outra associação do concelho limítrofe, consegue nas suas brigadas aos domingos. Quando me perguntam se não é tudo para o mesmo, eu respondo que sim, mas, não é tudo o mesmo. Se estes impedimentos não se traduzem em promiscuidade, então o que é? Na verdade a ADASCA é única do género existente neste concelho. Vamos exemplificar: O leitor habita numa casa com seis divisões, mas, só pode deslocar-se ao WC, cozinha e quarto de dormir… a que conclusão chega?
Caros amigos, não existe falta de sangue conforme alguns apelos fazem querer. Existe sim, falta de aproveitamento dos dadores que comparecem nas nossas brigadas, porque nem sempre são todos atendidos. Quem faz o contraditório? O actual modelo do IPST não se tem adaptado à evolução dos tempos, concluo que estagnou. Estamos atentos a algumas movimentações, que contribuem para a nossa inquietação e instabilidade. As decisões tomadas nos gabinetes nem sempre encaixam com as realidades no terreno.
Não somos nós que contribuímos para a redução de dadores, bem pelo contrário. Estamos disponíveis para falarmos sobre este assunto. Não compliquem mais a nossa missão, deixem-nos trabalhar. Quem esconde o quê?

NB: Em breve a ADASCA vai realizar as suas sessões para a dádiva, todas as 4ª.s e 6ª.s feiras entre as 15 e as 19 horas no Mercado Manuel Firmino. Acompanhem o nosso site www.adasca.pt ou pelo 964 470 432.

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA