segunda-feira, 12 de abril de 2021
Cantanhede | União de Freguesias de Covões e Camarneira com intervenções na rede viária
Portugal com 2 mortes e 271 novos casos de Covid-19. Rt sobe para 1,04
Há mais 445 pessoas recuperadas da doença.
Portugal regista esta segunda-feira mais duas mortes e mais 271 novos casos de infeção por Covid-19 do que os registados no boletim epidemiológico de domingo.
De acordo com os dados mais recentes da DGS, a incidência da Covid-19 em Portugal continental e ilhas é agora de 70 casos por 100 000 habitantes. Se olharmos apenas para o continente, o valor é menor: 67,4 casos de infeção por por 100 000 habitantes.
Nesta altura, o valor do R(t) é de 1,04, na totalidade do território português, mas ligeiramente mais baixo se tivermos apenas em conta Portugal continental, onde é de 1,03.
Estão confirmadas 16.918 mortes devido à Covid-19 em Portugal, mais duas do que no último boletim epidemiológico emitido pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
O número de pessoas infetadas pela doença até agora é de 827.765, mais xx nas últimas 24 horas. Há, neste momento, 25.784 casos ativos.
Até ao momento, 785.063 pessoas conseguiram recuperar, das quais 445 nas últimas 24 horas.
Há ainda 18.230 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde.
Há agora 479 pessoas internadas (mais 13 do que nas últimas 24 horas), 119 das quais em cuidados intensivos (mais seis do que no último registo).
Com Carolina Quaresma / TSF
PGR compreende perplexidade sobre decisão instrutória
Lusa
PSP recolhe vários ouriços-cacheiros em Espinho. Animais eram criados para consumo
A PSP recolheu vários ouriços-cacheiros em Espinho. Os animais foram posteriormente transportados para o Parque Biológico de Gaia.
"A Polícia de Segurança Pública, hoje, em Espinho, pela 01h00, no âmbito de uma ocorrência, procedeu à recolha de vários ouriços-cacheiros", pode ler-se em comunicado enviado às redações.
Ao SAPO24, fonte do Comando Distrital de Aveiro explica que "os polícias interpelaram uns cidadãos a propósito de uma ocorrência de suposto furto e, durante essa interpelação, esses cidadãos assumiram que mantinham uma criação daqueles animais, para consumo".
Os mamíferos foram acondicionados numa jaula da Brigada de Proteção Ambiental (BRIPA), que acautelou também "a alimentação apropriada para os mesmos".
Posteriormente, os ouriços-cacheiros foram transportados para o Parque Biológico de Gaia, para serem "devidamente observados, no intuito de se verificar a necessidade de tratamento a algum eventual ferimento".
Madremedia
TERESINHA SETÚBAL — A admirável menina paulista, falecida em odor de santidade

Uma vida de sofrimento, mas impregnada na alegria de alma que se obtém na aceitação do sacrifico em inteira conformidade com a vontade de Deus
- Fonte: Revista Catolicismo, Nº 844, abril/2021*
Neste mundo descristianizado, a imensa maioria das pessoas foge da Cruz e procura os prazeres. Mas não encontra a felicidade almejada, a qual só se obtém nas vias traçadas por Deus para cada um individualmente. É no cumprimento do dever, muitas vezes exercido em meio a sofrimentos, que se encontra a verdadeira felicidade.
A imagem de uma rosa entre espinhos mostra bem que na aceitação dos sofrimentos permitidos pela Divina Providência se pode levar uma vida impregnada de alegrias espirituais e consolações. Quando o católico segue o rumo apontado por Deus, chega ao final da vida prelibando as alegrias e felicidades que terá no Céu por toda a eternidade.
Não as tem aquele que vive unicamente para o gozo da vida; pois, ao chegar ao fim de sua carreira, carregado de remorsos, sentirá um vazio na alma por ter escolhido caminho oposto ao indicado por Deus. Afirmou o mártir São Pedro Poveda: “Sem cruz não se terá a chave para abrir as portas do Céu”.

No século passado, conhecida apenas na intimidade de sua ilustre família, viveu na capital paulista uma menina que entendeu admiravelmente bem tudo isso. Em sua breve vida, levada com uma grandeza de alma que a todos surpreende e arrebata, ela amou e aceitou inteiramente a Cruz que Deus colocou sobre seus frágeis ombros. Estamos nos reportando à encantadora Teresinha Setúbal, filha muito querida de Da. Francisca de Sousa Aranha Setúbal [ao lado, foto no dia do casamento] e do célebre escritor Paulo Setúbal, membro da Academia Brasileira de Letras.
Essa admirável menina paulista, falecida com apenas 14 anos, teve sua vida atravessada pelas tempestades e pelos espinhos dos sofrimentos, mas iluminada pela Paixão e pela Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela tudo suportou, muito unida ao Menino Jesus e à sua Mãe Santíssima, e confortada por ambos.
Procurando sempre o melhor para a boa formação espiritual de seus leitores, a revista Catolicismo deste mês [capa acima] publica alguns aspectos dessa vida inédita, na matéria de capa deste número. Em episódios comoventes, ver-se-á quanta alegria de alma se tem ao aceitar o sacrifício, em inteira conformidade com a vontade de Deus.
A vida dessa virtuosa e inocente menina foi toda coroada por uma felicidade interior, ausente naqueles que só buscam os prazeres da vida. Quando fez a sua Primeira Comunhão, aos oito anos, Teresinha afirmou: “Foi o dia da ‘minha felicidade’. Eu senti o Céu dentro do meu coração, entreguei-me ao Menino Jesus, e compreendi tudo”. Noutra ocasião, sofrendo atrozmente e quase agonizando em seu leito de dor, disse à sua mãe: “Ouça, minha mamãezinha, eu sou a menina mais feliz, veja bem, a mais feliz do mundo”.
Sirva de exemplo para os nossos leitores, e para os brasileiros em geral, a dolorosa e fascinante vida da pequena Teresa, nascida neste País batizado com o nome de Terra de Santa Cruz e iluminado pelo Cruzeiro do Sul, mas que precisa ser recristianizado.
ABIM
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Interrupção do fornecimento de água nas povoações da Vala, Poço Fundo e ao longo da estrada m1154 no dia 14 de abril na Freguesia de Silves
Mais sozinhos e mais exaustos: estudo pioneiro revela que os países ocidentais são os mais afetados pelo burnout parental
Os países ocidentais, sobretudo os mais ricos e onde há uma cultura mais individualista, são os mais afetados pelo burnout parental. A conclusão é de um estudo internacional sem precedentes, que envolve mais de uma centena de cientistas de 42 países, incluindo Portugal.
Liderado pelas investigadoras Isabelle Roskam e Moïra Mikolajczak, da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, em Portugal o estudo é coordenado por Anne Marie Fontaine, professora da Universidade do Porto (UP), e Maria Filomena Gaspar, professora da Universidade de Coimbra (UC) e investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES).
O grande foco desta investigação internacional pioneira foi perceber se a incidência do burnout parental depende do contexto cultural do país em que se desenvolve, refletindo a preocupação da comunidade científica com o burnout induzido pelo stress associado ao cuidado de crianças e adolescentes – burnout parental – uma condição que traz sérias consequências quer para os adultos cuidadores, quer para as crianças.
Os resultados do estudo, já publicado no jornal científico Affective Science, evidenciam que a cultura, mais do que fatores socioeconómicos, desempenha um papel crucial na incidência do burnout de pais e mães, ou seja, as conclusões não deixam margem para dúvidas: nos países ocidentais mais ricos e onde há uma cultura mais individualista, as famílias em média têm menos filhos e são mais afetadas pelo fenómeno.
Isto significa que os valores individualistas nos países do Ocidente podem submeter cuidadores a níveis mais elevados de stress. «Esta descoberta leva-nos a repensar a máxima do 'cada um por si', que se espalha pelo mundo», afirma Isabelle Roskam.
Por sua vez, Anne Marie Fontaine nota que, «nos países individualistas, há o culto à performance e ao perfecionismo, e isso tem sido estendido também ao exercício do papel parental».
«A parentalidade nesses países pode ser uma atividade muito solitária, diferentemente do que ocorre em culturas mais coletivistas, como é o caso dos países de África, em que há um envolvimento maior de toda a comunidade na educação das crianças», sublinha Maria Filomena Gaspar. Além disso, acrescenta, «o individualismo tem-se agravado pela atual situação pandémica, em que as famílias nucleares encontram-se mais isoladas das suas redes de apoio habituais».
Considerando a atual crise de saúde, a equipa portuguesa também desenvolveu um estudo em que foi possível verificar um aumento da exaustão parental durante as medidas restritivas de confinamento. «Comparando-se os níveis de stress percecionados por pais e mães nos períodos anteriores e durante a pandemia, verificou-se um aumento para ambos os cuidadores. No entanto, é interessante ressaltar que este aumento da exaustão foi mais acentuado nos pais do que nas mães», afirma Joyce Aguiar, uma das autoras do estudo.
«Sabendo que Portugal é um país onde as mulheres são as principais responsáveis pelos cuidados com as crianças, esta maior propensão dos homens ao burnout parental deve-se não ao volume de tarefas parentais que de facto eles tenham assumido durante a pandemia, mas à ausência de recursos emocionais para lidar com as pressões de cuidar dos filhos nas atuais e desafiantes condições – em confinamento, sem apoio da família extensa, com o ensino à distância e o teletrabalho, por exemplo», esclarece.
Porém, refere ainda Maria Filomena Gaspar, «é de realçar que houve também pais e mães em Portugal que viveram o confinamento como uma oportunidade de redução do burnout parental com, respetivamente, 18,7% dos homens e 26,6% mulheres a relatarem essa melhoria».
«É fundamental que psicólogos clínicos e demais profissionais de saúde conheçam o burnout parental para que possam reconhecer os seus sintomas quando eventualmente se depararem com pais e mães nesta condição, que facilmente pode ser confundida com depressão. Para auxiliar no diagnóstico, fizemos uma adaptação ao português do Parental Burnout Assessment, publicada no New Directions for Child and Adolescent Development», finaliza Marisa Matias, membro da equipa e que trabalhou em conjunto com investigadoras do Brasil, de modo a garantir que o instrumento fosse adaptado tanto ao português europeu quanto brasileiro.
O artigo científico sobre o estudo, com o título “Parental Burnout Around the Globe: a 42-Country Study”, está disponível em: https://doi.org/10.1007/s42761-020-00028-4.
Cristina Pinto









