sábado, 16 de janeiro de 2016

Marcelo sobre o BES. “A justiça vai acontecer”



by Mira Online
Uma peixeira em Viseu atirou-lhe com o BES. Marcelo diz que " a justiça vai acontecer”. “Tem que acontecer”
Mercado municipal de Viseu, uma peixeira inconsolável:" Foram as poupanças de uma vida. Perdi 100 mil euros no BES. Ele disse na TVI que haviam de nos dar o dinheiro". Marcelo não se atrapalha:"Pensamento positivo. A justiça e' muito lenta, mas aí vai acontecer. Tem que acontecer".
O efeito tarda. "Venho para aqui 'as seis da manha para depois virem os grandes e levarem-me tudo? Para mim não é' só o Salgado, ele é' uma cobaia. Mas fiquei sem nada".
O candidato omite o Salgado e insiste: pensamento positivo. "Foram assumidoscompromissos. Vai haver justiça. Sem dúvida, sem dúvida".
A mulher anima-se:" Se me derem o dinheiro de volta ate faço streaptease". Marcelo assusta-se: " Ai, filha! Isso também não".
A visita ao mercado foram quase duas horas de conversa deembanca a banca. E' sempre assim, nada de corridas, disponibilidade total
Viseu, o cavaquistao, nunca falha, e aqui Marcelo teve mais gente a fazer-se a ele. Os velhos querem vê-lo e ele compra agriões, queijo, requeijao, doce de abóbora e tremoços. Custa um euro? "E' pouco". Dá dois.
Mas na terra que já foi o "cavaquistao", Marcelo escolheu sobretudo a cultura. Uma visita ao Conservatório de Música da cidade, onde ouve jovens e crianças a tocar guitrarra portuguesa. A Cuktura é uma das prioridades que promete inscrever no seu magisterio de influência.
Numa feira de velharias, faz-se à foto ao lado da estátua de Aquilino Ribeiro, escritor e revolucionário. Mas na rua um velho confunde-o com a velha situação: "Olha o Marcelo Caetano". Marcelo não dá corda: "Esse já foi!". E o velho fica para trás.
"Aí gosto tanto de si, e' um sonho, até estou a tremer". Uma jovem comovida abraça o candidato. O candidato passa o dia a abraçar toda a gente.
Fonte: expresso
Mira Online | Janeiro 16, 2016 às 2:54 pm | Categorias: Nacionais | URL: http://wp.me/p5tucu-buI
Comentário: De todos os bancos que abriram falência, não existe um banqueiro a cumprir pena de prisão, enquanto que, um cidadão comum, está logo à primeira entalado até ao pescoço. 
Para os cidadãos humildes a famigerada justiça apanha-o por todos os lados. Diz-se que a vida é sagrada, inviolável, mas, se uma bala saída de um silenciador fosse dada como perdida?

Dia 20 de Janeiro das 16:00 horas às 20:00 horas Colheita de Sangue e Registo para Medula Óssea no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro


O local onde os dadores aguardam pelo atendimento, que gostaríamos de ser mais confortável. Ali tem revistas e jornais para lerem enquanto esperam pela sua vez. Tanto a Sede como o Posto Fixo, dispõe de aquecimento, um Televisor, criando assim um ambiente mais acolhedor. 
Dêem mais sentido à vida
ONDE POSSO DOAR SANGUE EM 2016 EM AVEIRO?
  
Compareçam, não deixem de convidar os vossos familiares e amigos. O Posto Fixo da ADASCA fica localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso. O dito mercado dispõe de um elevador, um parque de estacionamento onde os dadores podem estacionar as viaturas, sem que corram o risco de serem multados.

Todas as pessoas interessadas em aderir pela primeira vez à dádiva de sangue, estão convidadas a comparecer, fazendo-se acompanhar do B.I. ou do seu substituto de forma a facilitar a inscrição junto do administrativo do IPST, o mesmo deve acontecer com os dadores regulares.

Não se deve doar sangue em jejum, deve-se sim, tomar o pequeno-almoço com exclusão de bebidas alcoólicas. Doar sangue não cria habituação, não emagrece nem engorda, bem pelo contrário, faz bem á saúde.

Lembramos que é necessário efectuar duas dádivas no ano económico para continuar a beneficiar da isenção das taxas moderadoras, ainda que só sejam válidas nos Centros de Saúde (cuidados primários), através da apresentação da Declaração emitida pelos Administrativos do IPST, devendo os dadores guardar uma cópia da referida dádiva.

O sangue é necessário todos os dias, todos sabemos disso. O Sangue não se fabrica artificialmente. O Sangue corre nas suas veias. É saudável? Dê Sangue! Ajude os outros… Poderá ser você mesmo a precisar de ajuda! Doar sangue e medula óssea é um gesto solidário que ajuda a salvar vidas. Não fique indiferente.

Dádiva a dádiva… E a vida recomeça num adulto ou numa criança! Saiba como, quando e onde pode dar Sangue em Aveiro, contacte-nos pelos meios abaixo indicados.

Deixe-se levar pelo Coração. Dê Sangue, porque dar sangue é dar vida. Os questionários para a dádiva de sangue, são distribuídos pela ADASCA no local a partir das 8:00 horas, para adiantar o atendimento dos dadores. O Sangue é "a água necessária" que faz correr o rio da vida! (Elsa Oliveira). Esta jovem já nos deixou… fisicamente. Paz à sua alma.

NOTA: Artigo 7.º - Ausência das actividades profissionais
1 — O dador está autorizado a ausentar-se da sua actividade profissional pelo tempo necessário à dádiva de sangue, a Lei confere essa permissão, devendo o dador posteriormente fazer prova à entidade empregadora mediante a declaração que deve ser pedida no local onde se efectua a dádiva.

Diário da República, 1.ª série — N.º 165 — 27 de agosto de 2012, Lei n.º 37/2012 de 27 de Agosto, Estatuto do Dador de Sangue.

Amem a liberdade, sejam felizes.
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432
ONDE POSSO DOAR SANGUE EM 2016 EM AVEIRO?


Coordenadas GPS:
N 40.62659
W -8.65133  
Sempre existem pessoas dispostas a ajudar, seja com dinheiro, etc. etc.  mas precisamos lembrar que a doação de sangue, também, é uma ajuda preciosa e salva vidas. Esse é um gesto solidário, que se traduz na mais elevada nobreza do ser humano, através da caridade de forma desinteressada.

     Localização do Mercado Municipal de Santiago em Aveiro
http://aveiro123-portaaberta.blogspot.pt/2014/11/localizacao-do-mercado-municipal-de.html

Portugal vai entregar a Angola acervo geológico diamantífero do tempo colonial


by Mira Online
O acordo extrajudicial entre a Sociedade Portuguesa de Empreendimentos (SPE) e a estatal diamantífera angolana Endiama envolve a entrega por Portugal do acervo geológico centenário sobre a prospeção de diamantes em Angola.
A informação foi transmitida em Luanda pelo presidente do conselho de administração da Endiama à margem das comemorações dos 35 anos da empresa estatal, na sexta-feira à noite, acrescentando que a estatal SPE receberá, com este acordo e com o fim da atividade diamantífera em Angola, 130 milhões de dólares (119 milhões de euros).
"Tendo em troca os 49 por cento que a SPE tem na Sociedade Mineira do Lucapa, os 24% que tem no Calonga, mais os 4,9% que tem no Camutué [áreas de exploração mineira no interior norte de Angola], mais toda a documentação de prospeção que a Diamang [empresa do tempo colonial português] fez durante quase 100 anos, nós saímos a ganhar", disse Carlos Sumbula, em declarações aos jornalistas.
Em causa está a exclusão da empresa pública portuguesa da exploração de diamantes numa mina do leste de Angola, através da Sociedade Mineira do Lucapa (SML), processo que se arrasta desde 2011, incluindo nos tribunais, e que levou o Estado angolano a abandonar em 2014 o processo de arbitragem, agravando o desentendimento com Portugal neste caso.
A Lusa noticiou a 10 de junho de 2015 que a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) exigia ao Estado português e a duas empresas públicas nacionais uma indemnização de seis mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) neste diferendo entre a concessionária angolana e a portuguesa SPE, que por sua vez queria ser ressarcida em mil milhões de dólares (920 milhões de euros) por Angola.
Na origem deste caso está o litígio opondo a SPE à Endiama, por esta ter avançado em novembro de 2011 com o encerramento da exploração diamantífera do Lucapa, alegando incumprimento contratual da empresa portuguesa, que então detinha 49% da sociedade que explora a mina.
Os restantes 51% pertencem à Endiama, que, a 06 de dezembro de 2011, anunciou a passagem dos direitos de exploração anteriormente atribuídos à SPE à Sociedade Mineira Kassypal, uma unidade da "holding" angolana Grupo António Mosquito.
De acordo com Carlos Sumbula, o acordo extrajudicial alcançado no final de 2015 tem "vantagens para ambas as partes" e resultou de uma negociação intermediada pela Parpública [que detém 81% do capital social da SPE], pelo que o contencioso "teve o seu fim" com a "suspensão dos processos".
Este entendimento envolve a cedência à Endiama de todos os ativos que a SPE tinha em Angola e do acervo geológico da atividade de prospeção diamantífero em todo o território angolano, à guarda da empresa portuguesa e originário do tempo colonial.
Fonte: rtp
Mira Online | Janeiro 16, 2016 às 12:20 pm | Categorias: Internacionais | URL: http://wp.me/p5tucu-buw

Irmão de Celine Dion com cancro tem "dias" de vida

A cantora Celine Dion está a viver momentos muito difíceis. Após morte do marido devido ao cancro, irmão de 59 anos sucumbe à mesma doença.


DR

FAMA CELEBRIDADEHÁ 12 HORAS

Ministro admite que Portugal é dos países com maior desigualdade salarial


by Mira Online
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, prometeu que o actual Governo tudo fará para combater a taxa de desemprego.
“Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico(OCDE) OCDE com um maior nível de desigualdade de rendimentos. No centro dessa desigualdade está a desigualdade de salários que contribuiu para que exista uma parcela significativa de trabalhadores pobres”, disse o ministro da tutela, em Paris.
Numa intervenção proferida no Fórum de Política sobre o Futuro do Trabalho, promovida pela OCDE, que ocorreu na quinta-feira e hoje em Paris, Vieira da Silva assinalou que é essencial que Portugal promova a igualdade de rendimentos e combata o desemprego.
Tal será feito através da aplicação de medidas que passam pela actualização do salário mínimo, o crédito fiscal para famílias de baixos rendimentos, o reforço das políticas e instrumentos de aprendizagem e qualificação ao longo da vida.
Num cenário global, e no âmbito da OCDE, o ministro assinalou que “as desigualdades de rendimentos atingiram um nível máximo na maioria dos países, considerando as últimas três décadas”.
Nos últimos 30 anos, “dois terços dos países da OCDE testemunharam um aumento das desigualdades de rendimentos nesse período, afetando sobretudo as mulheres, os jovens, os trabalhadores pouco qualificados, os migrantes e os trabalhadores precários”, referiu o governante.
Além de tratar-se de um problema que “afeta a coesão social”, a desigualdade prejudica igualmente “o desempenho económico, uma vez que desincentiva o investimento em capital humano”, considerou ainda o ministro, acrescentando que “a elevada desigualdade de rendimentos significa que a vantagem económica é mais provável ser herdada do que merecida, desencorajando assim o esforço individual”.
Ministros da OCDE defendem mercado de trabalho mais inclusivo
Vários ministros e representantes de 40 países, incluindo os da OCDE, comprometeram-se hoje a promover a inserção laboral dos grupos mais vulneráveis, em particular dos jovens, para tentar estancar a crise que persiste no mercado de trabalho.
De acordo com a declaração conjunta aprovada no final da reunião ministerial da promovida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os titulares da pasta do Trabalho insistiram que nos seus países deve “operar uma transição para uma estratégia de crescimento inclusivo”.
Tal significa que todos devem receber a formação e o apoio necessários para adquirir as competências que são necessárias para obter postos de trabalho “de qualidade e gratificantes” e “evitar assim a armadilha dos empregos medíocres e da inatividade”.
O secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, recordou que há hoje 40 milhões de desempregados nos 34 países que integram a Organização, o que representa mais oito milhões face ao início da crise financeira no final de 2007.
Falando em conferência de imprensa no final da reunião, Gurría assinalou que mais de um terço dos desempregados está sem trabalho há mais de um ano, e que na Europa este número representa metade do total [cerca de 20 milhões].
Um dos grupos mais atingidos pelo desemprego e pela precarização desde o início da crise foi o dos jovens entre os 15 e os 29 anos na OCDE, que não têm trabalho nem estudam. Do total dos desempregados, 27 milhões não estão à procura, de modo ativo, de uma inserção no mercado de trabalho.
Os ministros assinalaram igualmente que devem ser tomadas “medidas rápidas e seletivas para ajudar os grupos sub-representados e vulneráveis para que acedam a empregos gratificantes e de qualidade”.
Fonte: economico/lusa
Mira Online | Janeiro 16, 2016 às 10:00 am | Categorias: Nacionais | URL: http://wp.me/p5tucu-buo

INAUGURADA EM NISA ÉPOCA 2016 DAS DÁDIVAS DE SANGUE


Mais uma vez o tiro de partida foi dado em Nisa. Isto no que diz respeito às várias colheitas agendadas para este ano pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP. E estão previstas três dezenas de brigadas.
Até ao quartel dos Bombeiros encaminharam-se 24 voluntários, metade de cada sexo. Os exames de saúde indicaram que quatro pessoas não poderiam estender o braço. Mas sempre foram recolhidas duas dezenas de dádivas. No entanto sonhamos sempre com adesões mais expressivas, sendo certo que esta é uma altura de resfriados.
Um jovem estreou-se como dador. Em termos do Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea efectivou-se, também, uma inscrição.
O almoço convívio decorreu num restaurante local e foi apoiado pela Câmara Municipal de Nisa.


Castelo de Vide a 30 de Janeiro
Como sabem: as nossas colheitas têm lugar aos sábados de manhã. Proximamente a ADBSP vai estar em: 30 de Janeiro no Centro de Saúde de Castelo de Vide ; 13 de Fevereiro no Centro de Saúde de Montargil, numa parceria com a Associação de Motard's de Montargil.
Temos sempre muitos afectos à sua espera! Venha daí!


JR

Macroscópio – Xiitas, sunitas e uma ida à bomba de gasolina

Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!

 
É verdade: todos os dias ouvimos notícias de que o preço do petróleo continua a cair nos mercados mundiais e, quando vamos até à bomba de gasolina vemos os preços descer mais devagar do que esperaríamos. Já sabemos que isso se deve, em boa parte, ao peso da carga fiscal, nunca temos a certeza de a concorrência entre gasolineiras ser a suficiente para, ao menos, fazer-nos hesitar sobre a bomba onde abastecer – algo que é especialmente evidente naqueles painéis nas autoestradas onde os preços nos surgem sempre os mesmos, de posto de abastecimento em posto de abastecimento. Não é esse porém o tema deste Macroscópio. Vamos antes deixar algumas pistas sobre o significado da descida do preço do crude, as consequências dessa baixa para a economia mundial e a forma como isso se reflecte, ou não, nas tensões vividas no Médio Oriente.
 
Comecemos por dois textos, mais explicativos, ambos do Observador. O primeiro é uma análise de Mário Amorim Lopes,$30/barril. E agora?. Nesse texto o economista procura explicações e dá algumas respostas possíveis a questões como “O preço do petróleo vai manter-se tão baixo? E porquê? Como funciona o mercado e qual o peso da OPEP? Portugal ganha ou perde com preços baixos?” 
 
Se este texto serve para introduzir o problema, o Especial de Edgar Caetano sobre as tensões entre os grandes produtores mundiais – Petróleo. Quem irá pestanejar primeiro: Putin ou Arábia Saudita? – é uma fundamentada análise sobre o que leva países como a Rússia e o reino do deserto a prolongarem um braço de ferro que parece estar a arruinar as finanças de um e de outro. É que a factura é muito pesada: “Estima-se que por cada dólar que o preço do petróleo cai o Estado russo perde o equivalente a 2 mil milhões de dólares de receita anual. Isto porque mais de metade das receitas públicas vêm do petróleo, que corresponde, também, a mais de 70% das exportações do país.”
 
(A este propósito vale a pena recordar um outro Especial mais antigo, também no Observador, Petróleo barato. O tiro da OPEP está a sair pela culatra, onde se explica o porquê de uma guerra de preços que se iniciou para tentar levar à falência muitos projectos novos, nomeadamente os ligados ao fracking do petróleo e gás de xisto nos Estados Unidos.)
 
Ou seja, há muitas frentes de combate, pelo que são muitas as facetas dos jogos geopolíticos que dependem da evolução do preço de uma das mais cobiçadas matérias-primas. Uma visão mais geral, mas mesmo assim inconclusiva, é a do Guardian que, em editorial – The Guardian view on the geopolitics of falling oil prices – reconhecia: “In the geopolitics of oil production, predictions are always risky. However important it may be, the price of crude is never the single factor driving events. That a global shakeup will occur if the spectacular tumble in prices persists is, however, a fairly safe bet.”
 
Porventura mais atrevido, um vizinho de Londres, o Financial Times, arriscava uma avaliação positiva, considerando em A welcome drop in the global price of crude oil, que “Cheaper fuel is a clear net benefit for the world economy”. Isto porque “Broadly speaking, a fall in the oil price transfers income from economies more likely to save it to those more likely to spend it, and from capital-intensive industries to ones that are labour intensive.”
 
Uma outra forma de olhar para o impacto desta descida de preços é procurar perceber que impacto pode ela ter nas estimativas de crescimento das economias à escala global. É isso mesmo que faz o conhecido economista Kenneth Rogoff num artigo do Project Syndicate, Oil Prices and Global Growth. Escrito no final do ano passado, concluia que “In short, oil prices were not quite as consequential for global growth in 2015 as seemed likely at the beginning of the year. And strong reserve positions and relatively conservative macroeconomic policies have enabled most major producers to weather enormous fiscal stress so far, without falling into crisis. But next year could be different, and not in a good way – especially for producers.”
 
Uma outra questão que se pode e deve colocar é qual a relação entre a evolução do preço do petróleo e a situação na Arábia Saudita, muito especialmente no que se refere à escala da tensão entre esse país e o Irão. Deixo por isso três referências que ajudam a compreender melhor o que está em causa:
  • The Saudi blueprint, o editorial que fazia a capa da The Economist da semana passada, onde se reflectia sobre como “The desert kingdom is striving to dominate its region and modernise its economy at the same time”. Na mesma edição da revista, um texto mais longo - Young prince in a hurry – explicava em detalhe a situação interna no reino, e um outro mais sintético - Saudi Aramco: Sale of the century? – relatava como o capital da gigantesca companhia petrolífera saudita pode vir a ser disperso em bolsa;
  • Sauditas, iranianos e a hegemonia no Médio Oriente, mais um Conversas à Quinta que animo aqui no Observador com Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto e onde desta vez se debateu este interessante tema, assim apresentado: “Uma cultura milenar, a da Pérsia. Um país quase sem história, mas com muito petróleo e a tutela dos lugares santos. E ainda o velho cisma entre xiitas e sunitas. O xadrez do Médio Oriente complica-se” (pode também optar por ouvir opodcast).
  • Xiitas e sunitas. Catorze séculos da grande divisão do Islão, um novo Especial do Observador, este de Nuno Martins, onde se procura dar o enquadramento histórico para as divisões religiosas que “estão a renascer fruto de interesses estratégicos das duas maiores potências do Médio Oriente [Arábia Saudita e Irão], que têm levado a cabo uma guerras por procuração, em especial na Síria”.

 
Mas como estamos a entrar no fim-de-semana, não queria deixar os leitores do Macroscópio circunscritos a temas que, sendo importantes, podem ser considerados um pouco indigestos. Por isso atrevo-me a recuperar algumas peças jornalísticas que podem ter passado despercebidas (aos leitores regulares do Observador) ou serem desconhecidas (por quem não vasculha sem descanso “a rede” aquém a além fronteiras. Ei-las:
  • Europe’s New Medieval Map, um interessante ensaio de Robert D. Kaplan no Wall Street Journal sobre a evolução das tensões no nosso continente onde se nota, por exemplo, que “The decades when we thought of Europe as stable, predictable and dull are over. The continent’s map is becoming medieval again, if not yet in its boundaries then at least in its political attitudes and allegiances. The question today is whether the EU can still hope to permanently replace the multicultural Habsburg Empire, which for centuries sprawled across Central and Eastern Europe and sheltered its various minorities and interests. The answer will depend not only on what Europe itself does but also on what the U.S. chooses to do. Geography is a challenge, not a fate.”
  • Últimas noticias desde el frente científico contra la muerte, um belo trabalho do El Pais sobre como “En el último siglo y medio se ha multiplicado la esperanza de vida pero gran parte de los procesos de envejecimiento siguen siendo un misterio para la ciencia”.
  • How North Korea Became the World’s Worst Economy, um artigo bem oportuno, de novo do Wall Street Journal, sobre as contradições (e a miséria) de um país que ainda agora foi notícia pelas piores razões, isto é, pelo seu programa nuclear numa altura em que se morre à fome mesmo quando se quer ajudar, mas se ajuda mal: “Catastrophic policies made worse by billions in foreign aid that masked its leaders’ misrule.”
  • Portugal: 140 anos à espera de August Strindberg, o primeiro de três especiais do Observador que recupero nesta newsletter, este sobre ter sido preciso esperar até 2015 para ler em português "Inferno" e "O Salão Vermelho”, duas obras fundamentais de um escritor genial, misógino e louco cuja vida Joana Emídio Marques recorda.
  • Agatha Christie: a escritora que sabia matar, onde Miguel Freitas da Costa recorda, a propósito dos 40 anos da sua morte, a autora que criou Poirot e Miss Marple, vendeu milhões e é a terceira escritora mais traduzida de sempre, só atrás de Shakespeare e da Bíblia. Os muitos fãs não devem perder, os que ainda não são fãs talvez comecem a ser…
  • Afinal, quem tramou a Zona Euro?, um trabalho de Pedro Romano que sintetiza a posição de 16 economistas, vários dos quais figuras de topo, que se juntaram para explicar a crise do euro com base numa narrativa diverge da história oficial. É um texto que, de alguma forma, nos obriga a recordar um dos ensaios mais importantes (e influentes) publicados o ano passado pelo Observador, o texto de Vítor Bento Eurocrise: Uma outra perspectiva.
 
Despeço-me com uma chamada de atenção. Nas últimas duas semanas o Observador publicou entrevistas, algumas delas mais interessantes do que se poderia esperar, com os candidatos presidenciais (pode procurá-las aqui ou aqui), mas a minha chamada de atenção vai já para um texto que ainda não saiu: o retrato de Marcelo Rebelo de Sousa por Maria João Avilez. Regresso ao Observador no próximo domingo à noite que não se arrependerá – e poderá ficar a saber bem mais sobre quem é realmente o homem por trás do candidato.
 
Bom descanso, boas leituras e um melhor fim-de-semana. Revemo-nos segunda-feira. 

 
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