segunda-feira, 19 de junho de 2017

O tempo quente vai continuar

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Continuação de tempo quente com períodos de céu muito nublado.
Condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada, em especial nas regiões do interior e durante a tarde.
Vento fraco, soprando moderado (20 a 35 km/h) de sueste no Algarve e temporariamente do quadrante oeste durante a tarde na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Espichel.
Nas terras altas o vento soprará fraco a moderado (até 25 km/h) do quadrante sul, sendo por vezes moderado a forte (até 40 km/h) na região Sul, em especial nas serras algarvias.
Pequena descida da temperatura máxima nas regiões do interior e no Algarve.
COIMBRA - 19/38º
MIRA - 14/32º
CANTANHEDE - 16/38º
MEALHADA - 16/39º
ANADIA - 17/39º
VAGOS - 15/34º

Fonte: IMPA

No dia 20 vamos conversar. Sobre Cidadania

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Novidades Observador

Eventos, conferências e iniciativas do Observador.
 
A 20 de junho vamos conversar. Sobre Cidadania
O Observador e o Banco Popular convidam-no para conversar, no próximo dia 20 de junho, sobre o estado da nossa Cidadania. Com entrada gratuita.

No Espaço Conversas Soltas Popular e com moderação deMiguel Pinheiro, vão estar connosco Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome; Francisco Ferreira, presidente da ZERO; o advogado Francisco Teixeira da Mota; e Ana Rita Ramalho, presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina.

entrada é gratuita e aberta a todos os que queiram assistir a esta iniciativa do Observador e do Banco Popular. Se está interessado em juntar-se a nós no dia 20, terá apenas de reservar previamente o seu lugar.

Tome nota: dia 20, às 18h00, no Espaço Conversas Soltas Popular, Rua Ramalho Ortigão, 51, em Lisboa.
 

Se não puder aparecer, junte-se a nós no site do Observador e assista à transmissão desta conversa em direto.
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360º- Tudo sobre o inferno de Pedrógão: "Encontrei dez corpos. Quatro ali, três lá em cima, outros dois ali. Não sei do meu filho..."

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360º

Por Filomena Martins, Diretora Adjunta
Bom dia!
Enquanto dormia...
62 mortos. Podem ser mais. A tragédia do fogo de Pedrógão Grande faz-se de números monstruosos e histórias assustadoras. E a contabilidade, tal como o incêndio, está longe de estar terminada. O fogo mais mortífero de sempre em Portugal deixou um rasto de dor. O Observador  já está de novo em direto, neste liveblog, a seguir tudo o que se passa na zona dos incêndios. As últimas 36 horas ficaram relatadas aqui. Para já, isto é o que se sabe e o que ainda falta saber do inferno que deixou o país de luto e fez as capas dos jornais de todo o mundo.

Das últimas 32 horas, desde as primeiras notícias de sábado a esta manhã de segunda-feira, ficam os destaques da vasta cobertura do Observador: 

(O Observador está no terreno com os jornalistas Miguel Santos Carrapatoso, Tiago Palma e João Francisco Gomes e os repórteres de imagem e vídeo João Porfírio, Júlio Lobo Pimentel e André Casinhas, apoiados por toda a redacção)



Outra informação 

Houve um novo caso de atropelamento em Londres que está a ser tratado como sendo ataque terrorista. Uma carrinha atropelou pelo menos dez pessoas, fazendo um morto e vários feridos, todos muçulmanos, que saiam de uma mesquita. Eis a cronologia do que aconteceu. As dúvidas das autoridades e a cobertura dos jornais está a causar polémica: atentado ou acidente?

Tudo aconteceu na madrugada daquele que é o primeiro dia das negociações do Brexit. O revés eleitoral aumentou a pressão sobre Theresa May para enveredar por uma saída "mais suave". Mas o que é que isso pode querer dizer, na prática? O Edgar Caetano explica.

Na segunda volta das legislativas francesas, Macron tornou-se o novo rei sol. Os partidos que apoiam o novo presidente francês tiveram maioria absoluta, com a direita em segundo e o PS em terceiro. Foi o pior resultado de sempre dos socialistas, o que levou à demissão do líder do partido. Já Marine Le Pen foi eleita deputada pela primeira vez, mas só elegeu 8 deputados. 

A seleção portuguesa entrou com um empate na Taça das Confederações. Apesar de não ser nada de diferente do que aconteceu no Europeu, o 2-2 com o México não era o que Portugal merecia num dia como o de ontem. Para perceber o que nos espera agora, precisa de ler este texto do Bruno Roseiro.

Começam também hoje os exames nacionais. Como gerir a ansiedade? Estudar, comer bem, dormir muito e respirar fundo, dizem os especialistas.

Notícia ainda para a proposta que o Governo apresenta hoje aos sindicatos para regularizar os 100 mil precários.

Três notas internacionais:
No Mali, um atentado num resort de luxo causou dois mortos e duas dezenas de reféns que tiveram de ser libertados pela polícia.

Em Espanha, o reeleito Pedro Sánchez afastou todos os barões do PSOE dos órgãos directivos.

Nos EUAdemitiram-se seis conselheiros de Trump para a luta contra a sida.



Os Nossos Especiais

 


A nossa opinião

  • João Marques de Almeida escreve sobre "Portugal com 40 graus: o Benfica e a austeridade": "Há melhor Portugal do que aquele em que o Benfica é sempre campeão e os portugueses vivem felizes com a bondade consumista oferecida pelos socialistas?
  • Vasco Pulido Valente escreve sobre a "correção política" na tradução da Bíblia de Frederico Lourenço. "Porquê então desceu Frederico Lourenço a esta trapalhada? Pelo que havia de ser? Por causa da “sensibilidade de género”".
  • Alberto Gonçalves escreve sobre o caso da sobrinha de Carlos César em "Aos Césares o que é dos Césares": "Por azar, o cepticismo de alguns acha a dádiva uma exibição de “cunhas” e descaramento, e coloca os parentes de Carlos literalmente na lama".


Notícias surpreendentes
Carlos Maria Bobone entrevistou Robert Service, o historiador que já escreveu sobre Lenine, está a escrever sobre Putin e acaba de publicar "O Último dos Czares".

What to Expect, a Bíblia da gravidez, chegou a Portugal depois de 18 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

Os millennials trouxeram de volta o espírito da década de 90. Que era assim.

Há dez paisagens no mundo que já desapareceram ou estão em risco. Recorde-as em 30 fotos que as imortalizam.


O dia vai continuar a ser marcado pela tragédia de Pedrógão Grande. No Observador terá as notícias, as reportagens e as histórias que contam 

Um dia bom, o melhor possível
 
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Começou a chover, quatro frentes activas

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O fogo não está ainda controlado em Pedrógão Grande, Góis, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.
Subiu para 62 o número de vítimas mortais nos incêndios que lavram em Pedrogão Grande, Góis, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Centenas de bombeiros continuam no terreno, esta manhã. Só em Pedrógão Grande estão cerca de 1100.
Começou a chover em Ansião
Pouco antes das 9h da manhã, começou a chover, em Avelar, na zona de Ansião, onde está instalado o centro de comando de combate ao fogo. A chuva foi recebida com alegria por parte dos bombeiros e população nesta zona ainda afetada pelas chamas dos incêndios que lavram.
Segurança Social está a "identificar necessidades de pessoas que perderam os seus bens".
Técnicos da Segurança Social estão em cinco localidades a fazer a sinalização e identificar as dificuldades das pessoas "que perderam os seus bens e precisam nesta altura de um sítio onde pernoitar". A secretária de Estado da Segurança Social explicou, na Manhã TSF, que "a principal preocupação tem sido encontrar resposta imediata para dormida e necessidades básicas, alimentação". Cláudia Joaquim acrescentou ainda que os técnicos contam "com o apoio dos carteiros dos CTT" que conhecem bem a zona. O atendimento na linha 144 foi reforçado. Cláudia Joaquim explica que esta linha é essencial para as pessoas que precisem diretamente de ajuda, de apoio". Não deve ser utilizada, por exemplo, para procura de familiares.

Fonte: TSF
Foto: Rui Oliveira / Global Imagens

Concerto de solidariedade dia 27 no Meo Arena

O promotor garante que "ninguém vai ganhar um tostão com isto e todas as receitas obtidas reverterão para o apoio às vítimas" e à reconstrução das áreas afetadas

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O diretor geral da Sons em Trânsito, Vasco Sacramento, está a organizar uma concerto de solidariedade para com as vítimas da tragédia de Pedrógão Grande, no MEO Arena, no dia 27. Mais de 20 artistas já concordaram participar e o evento serrá transmitido em direto na RTP.
"Hoje de manhã não consegui ficar parado com as notícias e as imagens que nos chegavam de Pedrógão Grande. Arregacei as mangas e desafiei a MEO Arena, algumas empresas parceiras e muitos dos principais artistas nacionais. Não tive uma única resposta negativa, para além daqueles que, infelizmente, não dispunham de agenda", contou Vasco Sacramento.
O promotor garante que "ninguém vai ganhar um tostão com isto e todas as receitas obtidas reverterão para o apoio às vítimas" e à reconstrução das áreas afetadas.

Fonte: DN
Foto: NUNO PINTO FERNANDES/ GLOBAL IMAGENS

Corpo de jovem desaparecido em Espinho deu à costa em Paramos

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Um dos corpos dos dois jovens desaparecidos no dia 11 na Praia da Costa Verde, em Espinho, deu à costa esta manhã em Paramos.
O corpo apareceu a cerca de 1500 metros do local do desaparecimento.
Os jovens, de 20 anos, foram levados por uma onda, depois de terem entrado no mar para ir buscar uma bola, com a qual estavam a jogar na areia.
Um amigo das vítimas, Daniel Costa, ainda entrou na água para tentar salvar os companheiros, mas não conseguiu.
O desaparecimento dos jovens, residentes em Canedo, Santa Maria da Feira, deu-se na parte norte daquela praia, uma das mais concorridas da cidade e muito frequentada por praticantes de surf e bodyboard. Na altura, estava muita gente no areal e o mar encontrava-se agitado.

Fonte: JN

Opinião: São Mortes a Mais Para Que Possamos Sequer Esquecer Quanto Mais Perdoar!

Em tempo de guerra não se limpam armas, sagaz princípio mas que não serve para que se esqueça. São mortes a mais para que possamos sequer esquecer quanto mais perdoar.
Perdoar os carros brancos modernos que aparecem perante a vetustez dos carros vermelhos; perdoar quem se mete em bicos dos pés para aparecer no retrato e sempre de farda imaculada; perdoar os especialistas de tudo e mais alguma coisa que sabem tudo mas nunca propuseram nada porque deixa-me estar caladinho a ver que talhadame toca; perdoar a altivez de um terreiro do paço, de todas as cores políticas que eles todos mamam, que continua a ignorar metade de um país que teve o azar de ter nascido virado a espanha e com nababos no seu mando; perdoar os que não querem imagens, que dificultam o trabalho de quem informa, com rudeza e grosseria como se fosse possivel esconder uma tragédia destas; perdoar os mais de 30 anos que vamos levar para que os mais de 24 mil hectares ardidos possam voltar a pintar de verde as serras. Perdoar os que nos prometeram que estava tudo bem, que este era o melhor dispositivo de sempre e que afinal não aguentou uma trovoada e nem uma estrada conseguiu fechar; perdoar a falta de vergonha de um país que paga principescamente aos serventuários que tem no seu mando mas que na hora de assumpção das culpas assobiam para o lado e enxotam a mosca com medo que a merda lhes caia no focinho que ele nós nunca tivemos culpados de nada. Há sempre uma trovoada, há sempre uma falta de caminho, há sempre tudo e mais alguma coisa e afinal continuamos a ver que quando a tragédia é dantesca todos perdem o norte, refundidos num abraço como se há 15 dias já não se soubesse o que aí vinha. Não se poderia evitar? Talvez não mas poderia ter sido minorado, mitigado, reduzido. E isso são coisas que não perdoamos.
E também não vamos esquecer o que aconteceu para que nao nos prometam, no setembro que há-de vir, que para o ano é que vai ser que é o que têm feito desde há muitos anos com total complacência, também minha e dos meus, da sociedade que nunca pede contas aqueles que lhes administram a pátria.
Mas em tempo de guerra não se limpam armas e portanto, agora que aparecem cozinhas e refeições quentes; psicologos e especialistas forenses; médicos e curandeiros; aviões e botas cardadas, vamos esperar que nos apaguem o braseiro e que nos dêem a justificação que merecemos. E que não limpem as mãos borradas de merda à parede e que não crucifiquem os do costume que esses, bem ou mal, sempre fizeram, nunca fugiram e nem se desculparam. Fizeram sempre o melhor e muito mais do que se lhes exigia.
E que agradeçam a este povo magnanino que consegue transformar a solidariedade em actos concretos: comida para dar alento a quem tudo perdeu; água para matar a sede de quem combate e dinheiro, como fez a Gubenkian com massa que se veja, para que a população possa recomeçar.
Tudo o resto é uma tremenda miséria, uma indigência moral por omissão que este país e estas pessoas, que sempre ali estiveram mesmo quando lhes levaram as escolas, os bancos, os médicos, a justiça, a segurança; não merecem. Para que não nos esqueçamos não vamos perdoar o silêncio nem as desculpas do costume.
E já agora que somos todos do mais afectuoso que há, quando devíamos ser os mais velhacos dos cinicos mas enfim, que pespeguem uma medalha, das melhores que a Patria tem, aos Bombeiros no próximo 10 de Junho. É que na hora do caldeirão são esses que nos valhem. Os que todos vituperam, insultam, ignoram e a quem não provisionam o minimo para que nos acudam mas que arranjam forma de prover sempre o máximo para nos proteger.
E se em 1986; 1995; 1998; 2003; 2005 e 2013 não aprendemos que seja em 2017 que vamos aprender. Mas aprender fazendo! Que já chega de nos enrolarem com politiquices, desculpas, dificuldades e devaneios. Só a nossa raiva é que não aplacam. E por muito que me doa a alma não quero chorar enquanto não me passar esta raiva que me consome. Como é que isto foi possivel!
Até lá que não se limpem as armas e o nosso Bem-haja Bombeiros de Portugal que sois gesta do melhor que a Pátria tem. Mas não me digam que isto correu tudo bem que éa mais bera das falácias. Não não correu. Correu 61 vezes mal mais os que estão nos hospitais e ainda os que perderam a vida num fósforo do laxismo.
Não esquecerei nem perdoarei.
Amadeu Araújo

Fonte:BPS