segunda-feira, 5 de março de 2018

Conclusões do Conselho Nacional do PEV em Coimbra

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O Conselho Nacional do Partido Ecologista Os Verdes, órgão máximo entre convenções, reunido no dia 3 de Março em Coimbra, debateu a situação política nacional e internacional e debruçou-se sobre a atividade nos próximos tempos. Destaca-se:
"O crescimento da economia portuguesa durante o ano de 2017, segundo os últimos dados conhecidos, apresenta valores positivos e são uma boa notícia para os portugueses que viram repostos salários e pensões que tinham sido retirados pelo anterior governo PSD/CDS-PP. Esta é mais uma prova de que a austeridade não era afinal uma inevitabilidade e que havia alternativas à política de austeridade que foi seguida e que reduziu significativamente os rendimentos das famílias portuguesas. Os cortes nos salários, conjugado com o desinvestimento público, sacrificando as famílias e degradando os serviços públicos, não eram comprovadamente o caminho certo. Esta mudança de rumo, ainda que tímida, foi negociada também com o PEV e veio estimular a procura interna e permitir a retoma da economia do país.
No entanto salientamos que apesar dos avanços e melhorias atingidos, nomeadamente com o tímido reforço do investimento na conservação da Natureza e se ter avançado para travar o crescimento da área de eucalipto em Portugal, conforme se previa na posição conjunta com o Partido Socialista e às quais o PEV tem dado a maior força e ênfase, o certo é que o PS e o seu Governo tem resistido a prosseguir em aspetos importantes,   nomeadamente a falta de revisão do PETI (Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas), e de investimento necessário na ferrovia, ou promover o aumento da fileira florestal na vertente de sobro e azinho.
Os Verdes consideram que o investimento na ferrovia assume um papel muito relevante no combate às alterações climáticas e às assimetrias regionais. Assim, é com preocupação que assistimos ao incumprimento do Plano de investimentos em infraestruturas - Ferrovia 2020. No que respeita à defesa da ferrovia, relevamos as diversas iniciativas dos Verdes, como a que resultou na reativação da linha do Leste, assim como a luta que temos travado na defesa de linhas tão relevantes para o desenvolvimento regional, como o ramal da Lousã, o troço Pampilhosa / Figueira da Foz, a linha do Vouga, a eletrificação do troço Casa Branca / Beja / Funcheira, linha Aveiro /Salamanca e linha do Oeste, essenciais para dar resposta às necessidades de transporte das populações e ao desenvolvimento da economia local.
O Conselho Nacional reafirma ainda grande preocupação na forma como está a ser levada a cabo a estratégia do Governo no que diz respeito à prevenção contra incêndios, empurrando as autarquias locais para a assunção de responsabilidade na matéria, muitas vezes sem os meios necessários, desresponsabilizando assim a administração central numa matéria tão importante como a da gestão florestal.
Em matéria de ambiente, são preocupantes os fenómenos recorrentes de poluição dos nossos rios, nomeadamente o Mondego. Assume ainda particular destaque o fenómeno mais recente de poluição do rio Tejo, cujas causas terão, com urgência, de ser avaliadas em toda a sua extensão, assim como a tomada de medidas que permitam manter o rio saudável, salvaguardando assim este recurso que é único e insubstituível.
Ainda em matéria de ambiente, um destaque para a luta contra a exploração das minas de urânio de Retortillo, na zona de Salamanca e a cerca de 40 Km de Portugal, cujos impactos são significativos no nosso país, e que está a ser travada pelos Verdes desde 2013 em conjunto com as populações raianas. Entre outras razões, o facto de Portugal não ter sido ouvido na fase de Avaliação de Impacte Ambiental, como aliás determinam as normas europeias, motivou em 2014 uma queixa do PEV à Comissão Europeia em conjunto com o partido congénere espanhol (EQUO). Nesta matéria, a última iniciativa do PEV foi a apresentação de um Projeto de Resolução na Assembleia da República, cuja discussão está agendada para o dia 16 de março e que recomenda ao governo que tome as diligências necessárias junto do governo espanhol para travar esta exploração.
Considerando a necessidade de promover o investimento público, nomeadamente em áreas tão fundamentais e tão degradadas nos últimos anos como é o caso do setor da Saúde, é necessário que o governo resista a pressões externas e em particular da União Europeia, e invista na melhoria do Sistema Nacional de Saúde, invertendo a prática anterior de empurrar os utentes para o sector privado, cada vez mais nas mãos de grandes grupos económicos.
Os Verdes exigem assim do Governo que dê prioridade absoluta ao SNS e que não proceda à renovação das PPP, nomeadamente nos contratos que estão agora a terminar, como é o caso dos Hospitais de Vila Franca de Xira, Braga e Loures.
Quanto à área da Educação, o PEV manifesta a sua grande preocupação relativamente ao estado de degradação de muitas escolas, a necessitarem urgentemente de obras de requalificação, acrescendo a falta de pessoal não docente em grande número de escolas.
Reforçamos ainda a posição de Os Verdes, expressa através do Projeto de Resolução, aprovado por unanimidade, pela contagem de todo o tempo de serviço e que foi “congelado” aos docentes, para efeitos de progressão na carreira, vendo com grande preocupação a proposta apresentada recentemente pelo governo, de recuperação de apenas uma parte desse tempo de serviço prestado.
Relativamente aos CTT, Os Verdes lamentam que o PS não tenha viabilizado a nossa proposta para que a propriedade desta importante empresa regressasse à esfera pública e relembram o erro que essa privatização representou para o Estado e para os cidadãos e cujos resultados são agora traduzidos na constante degradação do serviço postal, no continuado encerramento de estações e no desrespeito pelos trabalhadores, onde apenas interessa a valência bancária criada em todo este processo e desprezando completamente a qualidade do serviço público postal.
Face à pretensão da multinacional Altice em adquirir o Grupo Média Capital, Os Verdes alertam para o perigo que esta monumental concentração da titularidade na Comunicação Social, a concretizar-se, representa para a nossa democracia e exigem que o Governo trave este negócio. Recorde-se que a Altice é hoje a maior operadora de telecomunicações, para além de ser líder de mercado na televisão por cabo, é a única operadora de TDT, é proprietária da rede de fibra ótica e detentora do SIRESP.
A nível local o Conselho Nacional constituiu uma delegação que reuniu com a Junta de Freguesia da Praia de Mira e associações ambientalistas (AAMARG) Associação dos Amigos dos Moinhos e Ambiente da Região das Gândaras e AECO, tendo tomado conhecimento do deficiente funcionamento do sistema de recolha de efluentes operado pela empresa SIMRIA que polui os cursos de água dos concelhos de Mira e Cantanhede, com impacto negativo na qualidade das águas superficiais e na biodiversidade. No concelho de Miranda do Corvo, o Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL), representado por mais de 2 dezenas de populares, manifestou-nos a sua revolta e indignação pela retirada do seu comboio e pela contínua falta de cumprimento das promessas feitas pelos sucessivos governos PS e PSD/CDS. Também o MUSP e o SNCT nos transmitiram as suas preocupações com o contínuo desmantelamento dos CTT e os impactos negativos na qualidade do serviço público prestado".
Neste Conselho Nacional foi ainda convocada a XIV Convenção, órgão máximo do PEV, para os dias 10 e 11 de novembro de 2018, a realizar em Lisboa.


Ensino Superior | Nova profissão de Passos agita debate público

Vozes pró e contra surgem nas redes sociais a comentar a contratação do ex-primeiro-ministro pelo ISCSP.
A notícia de que Passos Coelho, agora fora da política ativa, vai dar aulas no ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas) de Lisboa tem provocado um intenso debate nas redes sociais. Surgiram vozes criticando o estatuto docente que foi dado ao ex-líder do PSD (professor catedrático convidado) e outras defendendo-o, bem como o ISCSP (cujo reitor, Manuel Meirinho, foi eleito deputado pelo PSD nas legislativas de 2011).

Uma das vozes mais críticas foi a da historiadora Raquel Varela. No Facebook, escreveu que o ex-primeiro-ministro e ex-líder do PSD "conseguiu, pago pelos nossos impostos, destruir os serviços públicos, que já não existem com qualidade mas que continuamos a pagar". Agora "acaba a dar aulas numa universidade pública, paga por nós, onde vai ensinar a outros como continuar a destruir serviços públicos, que continuaremos a pagar, mesmo quando já não existirem. O Estado é deles. Merece o lugar de catedrático. Quem não o conseguiu parar é que deve lamentar". Portanto, "Passos foi de Massamá ao Restelo a cavalo na vida política pública."

Outro historiador, Rui Bebiano, da Universidade de Coimbra, escreveu que "nada" tem "contra a possibilidade de um ex-governante lecionar numa universidade" e isto "independentemente das suas escolhas políticas". Mas "no caso agora em apreço, sem formação, mérito ou reconhecimento não faz sentido, a não ser por nepotismo, o convite dirigido pelo ISCSP a Passos Coelho". "É uma desonra para uma escola pública, e uma afronta para quem, no sistema universitário, tanto dá ao longo da vida subindo custosamente a pulso, ou nem sequer o consegue fazer devido ao rigoroso limite de vagas".

Na polémica, Passos foi defendida por deputados do seu partido mas também por um do PS. "A experiência de um ex-primeiro-ministro, qualquer que seja, é única e valiosa" e "por isso são disputados pelas melhores universidades dos seus países", escreveu Sérgio Sousa Pinto. No caso concreto, trata-se de "testemunha privilegiada e ator de um período crítico da vida nacional - a avaliação que fazemos dele não é para aqui chamada" que "decidiu dar aulas" quando "podia ter sido cooptado pelos "donos disto tudo", como consultor, lobista ou ornamento. E assim "a pátria, chocada, vomita insultos", com "meia dúzia de pessoal menor da Academia, devidamente encartada de títulos e graus" a " inchar de indignação".

Já Nuno Garoupa, professor de Direito e de Economia, começou por considerar que o ISCSP se tornou "numa espécie do "Estoril académico" dos exilados da política. O local preferido das vítimas da austeridade. Primeiro Seguro, agora Passos. Só falta Portas e até parece um remake de 2013!"
Depois, acrescentou que "um ex-primeiro-ministro a colaborar numa universidade pública nem deveria ser notícia, muito menos objeto de enorme polémica". Explicando ainda que "anda por aí uma enorme confusão entre catedrático (professor doutorado, agregado e concursado) e [o caso de Passos] catedrático convidado (professor convidado com equiparação e salário de catedrático por decisão dos órgãos da escola)".
O DN tentou contactar o reitor do ISCSP. Em vão.

Fonte: DN


Carromeu vai comemorar o Dia da Mulher… no sábado


Mira Online

360º- A Forma da Água vence os Óscares; O Jardim triunfa no Festival; Alemanha com governo, Itália ingovernável; e como morre um jogador aos 31 anos?

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360º

Por Filomena Martins, Diretora Adjunta
Bom dia!
Enquanto dormia... 
... A "Forma da Água", do mexicano Guillermo del Toro, foi o grande vencedor da noite dos Óscares com quatro estatuetas das 13 para que estava nomeado. Além de melhor filme e melhor realizador, ganhou também melhor banda sonora e melhor direção de arte. Foi uma noite muito mexicana, já que a animação "Coco" também levou dois bonequinhos dourados.
Está também escolhido o substituto de Salvador Sobral para representar Portugal na Eurovisão: Cláudia Pascoal, com "Jardim", foi a eleita do Festival da Canção. E, apesar de admitir que não ser fácil repetir 2017, promete dar luta aos seus concorrentes europeus. O Bruno Vieira Amaral não largou o ecrã e conta como, entre suspense e planos estragados, viu o final canção a canção. 

 


Outra informação importante 
As eleições deixaram a Itália entre a ingovernabilidade e um governo anti-Europa e anti-imigração. O Movimento 5 Estrelas foi o partido mais votado, mas sem maioria (ficou-se pelos 30%) terá de quebrar uma promessa eleitoral para formar governo: as alianças mais prováveis são com os partidos da extrema-direita e eurocéticos, como o Liga e o Irmão de Itália. Numa votação em que Matteo Renzi e Berlusconi fracassaram, a Europa pode temer assim um terramoto populista, pois metade dos italianos votaram em partidos anti-sistema, que já defenderam a saída de Itália tanto da UE como do euro.

Se a Itália ficou num impasse, na Alemanha tudo se resolveu. O SPD aprovou em referendo interno o acordo com a CDU e a CSU, decisivo para a formação do governo de coligação que Merkel tem estado a negociar há meses. A Europa (via Macron e até Marcelo e Costa) suspirou de alívio... antes de saber o que traria a noite italiana.

Mas em Itália o domingo ficou igualmente marcado pela trágica morte do capitão da Fiorentina. Davide Astori tinha 31 anos, foi encontrado morto no quarto do hotel onde estagiava para o jogo com a Udinese, quando os seus colegas estranharam não ter descido para o pequeno almoço. Como pode morrer um jovem desportista, saudável e vigiado? Dois médicos dizem ao Observador que a morte súbita atinge apenas 1 em cada 100 mil atletas por ano.

Astori terá morrido durante o sono de “causas naturais, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória”. Sucederam-se asreações emocionadas do mundo do futebol, a mais tocante do histórico guarda-redes Gianluigi Buffon. A Liga italiana suspendeu todos os jogos, no adeus a um jogador que deixa uma carreira longa: fica aqui o resumo em fotos e em vídeo.

Por cá, o mau tempo fez estragos de Norte a Sul. Esta manhã, a marginal Cascais-Lisboa já esteve encerrada esta manhã por causa da ondulação, mas foi entretanto reaberta. Ontem, um tornado no Algarve destruiu casas, carros, fez cair árvores, causou prejuízos no Fórum Algarve e deixou 100 pessoas desalojadas. Em Castro Verde, dois carros foram arrastados pela corrente de uma ribeira e uma mulher morreu. Em Mortágua, um deslizamento de terras levou ao descarrilamento de um comboio que fazia a ligação Guarda-Lisboa e a linha da Beira Alta foi interrompida novamente esta manhã. Interrompida está também a ligação fluvial entre a Trafaria e Lisboa.


Já Sérgio Sousa Pinto saiu em defesa de Passos Coelho se tornar professor no ISCSP. O deputado do PS contestou os "insultos vomitados" por alguns e a "indignação de meia dúzia de pessoal menor da Academia. 

Isabel dos Santos reagiu à investigação da PGR de Angola à sua administração na Sonangol: em entrevista ao Jornal de Negócios, disse que o presidente da petrolífera angolana"é mentiroso".

Nos jornais da manhã, destaque para as multas de trânsito terem caído para metade em 2017, algo que, segundo o JN, que cita os sindicatos, se trata de uma vingança contra o Governo. O Público avança que foi reaberta a linha de empréstimos a alunos do ensino superior. Já o DN noticia que os negócios de vender a reserva de casas está a aumentar.






Os nossos especiais 

Em domingo de Festival da Canção, a nossa entrevista de vida foi a Miguel Ângelo, o eterno vocalista dos Delfins, que concorreu mas não chegou à final. Ao Tiago Palma, o cantor conta que Marcelo lhe disse que gostava de o ver na televisão, que na década de 90 era tão popular como os youtubers de hoje, que pensou ser jornalista, acabou arquiteto e, no final, se dedicou à música.

O prazo da lei que obriga os proprietários a limpar os terrenos termina já dia 15. É um excesso de zelo ou um seguro contra os incêndios? A Vera Novais construiu um guia completo com 18 respostas para perceber tudo o que está em causa.




A nossa opinião

  • Alexandre Homem Cristo escreve sobre a Universidade que temos: "A contratação de Passos Coelho pelo ISCSP nunca poderia ser bem-recebida num sistema universitário alheio ao mérito e alimentado por compadrios – e, portanto, precário para uns e generoso para outros".
  • Luís Rosa escreve sobre o legado de Pinto Monteiro: "Pinto Monteiro representou, como o caso Face Oculta demonstra, o lado obscuro da Justiça que prefere andar nas saias do poder político em vez de estar ao lado dos procuradores que devia liderar".
  • João Carlos Espada escreve sobre o fim da limitação de mandatos na China: "As democracias ocidentais fariam melhor em prestar atenção ao crescimento das ameaças autoritárias externas — em vez de se consumirem em menores questiúnculas internas".
  • Helena Matos escreve sobre o activismo e o 'drag kid' que desfilou na Semana da Moda de Nova Iorque: "O activismo, que na sua ciclotimia folclórica se tornou um prolongamento dos desfiles de moda, é na sua intolerância o continuador dos totalitarismos que nos sufocaram ao longo do século XX".
  • João Marques de Almeida escreve sobre Assunção Cristas como a nova líder do centro-direita: "Por que razão um eleitor que se considera de direita ou de centro-direita votará num partido liderado por uma pessoa de centro-esquerda e que repudia o passado recente do seu partido, o PSD?"
  • Alberto Gonçalves escreve sobre acordos, consensos e convergências: "De repente (força de expressão), espécimes que tropeçam na língua e na decência têm Portugal inteirinho nas mãos. E não se prevê que o larguem. Pior: não se imagina quem queira obrigá-los a largar".
  • P. Gonçalo Portocarrero de Almada escreve sobre a eutanásia: "A eutanásia pressupõe que a liberdade deve sempre prevalecer. Mas a liberdade individual nunca pode ser usada contra a dignidade humana".




Notícias surpreendentes
O assédio sexual foi o tema dos Óscares, desta vez mais nas palavras de protesto que nos vestidos negros. Desde o escândalo Harvey Weinstein, o tema é conversa diária. A Ana Cristina Marques falou com especialistas para explicar o que é assédio sexual dentro e fora do trabalho e como a lei atua nestes casos. E conta ainda, na primeira pessoa, seis histórias de vítimas.

Nota ainda para Tony Carreira, que anunciou uma pausa na carreira de seis meses a um ano. É a primeira em três décadas de canções.

E acabo com o frio na Europa, que tem feito vítimas e estragos, mas também garantido imagens magníficas. Como as dos canais de Amesterdão congelados e transformados em ringues de patinagem.

Se não quis ficar acordado, já tem aqui o resumo da mais glamorosa madrugada de Hollywood. E também o resto da informação que interessa de um fim de semana muito movimentado. É só clicar em Observador para ter toda a atualidade. 

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“Supercolônia” de 1,5 milhões de pinguins surpreende cientistas e patenteia oco de pânicos ambientalistas




Pinguins pescando nas Ilhas Perigosas, Península Antártica.


Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

Durante os últimos 40 anos veio sendo anunciado que o número total dos pinguins-de-Adélia, uma das variedades mais comuns da península antártica, estava em continuado declínio.

O fato bem se prestava à exploração da propaganda comuno-ambientalista sobre a extinção de espécies atribuída gratuitamente à civilização humana.

Mas eis que satélites do programa Landsat de observação da Terra da NASA colheram imagens que revelavam a presença de guano em diversas ilhas da península antártica e que apontavam uma inesperada presença de pinguins.

Foi assim que um equipe de cientistas da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) acabou descobrindo uma “supercolônia” que conta com mais de 1,5 milhão de exemplares de pinguins-de-Adélia (Pygoscelis adeliae). 

Os resultados do trabalho foram publicados no dia 2 de março (2018) no jornal científico Scientific Reports. 

A “supercolônia” da espécie que se temia que entrasse em extinção está bem instalada nas Ilhas Perigosas (Danger Islands), um arquipélago rochoso de difícil acesso para os humanos no norte da Península Antártica.

O relatório da WHOI diz: “nosso estudo revela que as Ilhas Perigosas abrigam 751.527 casais de pinguins-de-Adélia”, ou seja, “mais do que no restante da Península Antártica”.


Os cientistas sabiam que os pinguins-de-Adélia, de barriga branca, cabeça preta e olhos rodeados de manchas brancas, tinham um habitat importante numa das nove ilhotas desse arquipélago do mar de Weddell, ao leste da Península Antártica.

Em 1996/1997, um censo havia contabilizado entre 285.000 e 305.000 ninhos. Mais ninguém acreditava que hoje houvesse tantos assim.

Heather Lynch, professora de Ecologia e Evolução na universidade de Stony Brook disse à AFP: “a princípio, pensei que fosse um erro. Mas, quando vimos as imagens de satélite de alta resolução, nós nos demos conta de que era uma descoberta maior”.

O desconhecimento de supercolônias é atribuído ao caráter inóspito das ilhas e das dificuldades que oferece o mar na região.

Para por em limpo o significado das fotos da NASA, uma equipe de especialistas do WHOI e da Universidade de Oxford desafiaram as dificuldades.

E quando chegaram às Ilhas Perigosas em dezembro de 2015 os cientistas ficaram pasmos. Havia centena de milhares desses pinguins chocando no pedregoso terreno e pescando no mar.

Logo desistiram da contagem manual e apelaram a drones que tiravam uma foto por segundo e permitiam fazer montagens em 2D e 3D, segundo explicou Hanumant Singh, professor de Engenharia Mecânica e Industrial da Universidade Northeastern.


Outra conclusão dos cientistas é de que a população dos pinguins-de-Adélia “não parece ter sofrido declínio por causa das mudanças climáticas”.

“Foi uma experiência incrível achar e contar tantos pinguins" comentou o pesquisador Tom Hart, do Departamento de Zoologia de Oxford e membro da equipe.

O grupo recuou no tempo, analisando velhas imagens aéreas, algumas até em preto e branco, de 1957. E verificaram que “sempre estiveram ali”, segundo Hart.

A positiva descoberta dos cientistas veio a por o dedo na chaga de um outro ponto que não é científico, mas ideológico: a superficialidade com que o alarmismo ambientalista clama contra o homem e sua civilização. 

Eles enchem as mídias e a Internet de supostos desastres na natureza provocados pela sociedade humana. Depois, quando se descobre que era tudo blefe, viram a língua para outro lado e veiculam uma nova invenção desmoralizadora dos homens. 

A natureza, o planeta Terra não são servidos em nada com essa revolução. Pelo contrário são perfeitamente desservidos. 

Mas a ideologia verde-vermelha não para de clamar contra a civilização contra o homem, e, não fundo, contra o Deus que nos criou.

Vídeo: “Supercolônia” de 1,5 milhões de pinguins surpreende cientistas e patenteia oco de pânicos ambientalistas


Exemplo típico de pânico induzido em vídeo pela extinção dos pinguins-de-Adélia que não estava acontecendo

15ª AGÊNCIA DO RANKING MEDIAMONITOR FECHOU

Kresimir Prosoli, CEO do Real Group
Kresimir Prosoli, CEO do Real Group
A história voltou a repetir-se. Uma agência de publicidade do top 20 encerrou actividades em Portugal. Se em 2016 tinha sido a Lola MullenLowe (grupo Interpublic), no final do ano passado foi a vez de a Real Grupa fechar portas. A informação foi confirmada ao M&P por fonte oficial da agência.
Actuando em Portugal como Real Media, a agência de origem croata chegou a acumular a publicidade, compra de espaço e relações públicas do Lidl em Portugal. Primeiro a comunicação da insígnia passou para a Cunha Vaz & Associados, depois foi a compra e planeamento de meios que foi parar à Havas Media. No final de 2017 o Lidl confirmou que era a vez de a publicidade mudar, passando agora a tarefa criativa para O Escritório. Apesar de ter uma presença discreta, a Real Media apresentava 129 milhões de euros, a preços de tabela, de investimento publicitário, o que a colocou na 15ª posição do ranking MediaMonitor 2017 das agências de publicidade. A agência conseguia este destaque graças ao forte investimento do Lidl em televisão.
“Viemos a pedido do board internacional do Lidl depois de termos feito um trabalho muito bom na Croácia, que trouxe grandes resultados para a marca. Pediram-nos para virmos para Portugal para fazermos algumas mudanças porque o negócio não estava a correr assim tão bem. Quando viemos, começamos a fazer estudos para perceber quais eram a oportunidades para o Lidl conseguir crescer. Começámos então a fazer campanhas a explicar o que era e o que defendia o Lidl. Essa linha de comunicação era um benchmark da Croácia”, contava há dois anos ao M&P Kresimir Prosoli, CEO do Real Grupa. À data, estavam instaladas na agência, com escritório em Oeiras, 11 pessoas.

O M&P irá publicar na próxima edição um mapa destacável sobre o negócio da comunicação em Portugal, com as agências dos grupos multinacionais e as agências que constam no top 20 do ranking MediaMonitor 2017 (publicidade e meios). Aqui encontrará os nomes dos responsáveis pelas agências, contactos e clientes.

http://www.meiosepublicidade.pt/2018/03/15a-agencia-do-ranking-mediamonitor-fechou/

Festival da Canção. Cláudia Pascoal vence e representa Portugal na Eurovisão

A canção “O Jardim” de Isaura e Cláudia Pascoal vai representar Portugal no Festival da Eurovisão. As 14 canções da final do Festival da Canção desfilaram esta noite pelo Pavilhão Multiusos de Guimarães.

A música vencedora foi escolhida através da pontuação atribuída pelos júris regionais e pelo público, através do televoto. Tanto a pontuação do júri como a do televoto valem 50 por cento do total. Em caso de empate, a decisão cabia ao público.

O vencedor do Festival da Canção vai representar Portugal no Festival da Eurovisão que se realiza em Lisboa nos dias 8, 10 e 12 de maio. Enquanto vencedor da última edição, Portugal organiza o espetáculo deste ano e tem acesso direto à final de dia 12 de maio.


Fonte: RTP Notícias
Foto: RTP