quinta-feira, 22 de outubro de 2020

des.LIGA dinamiza ações do Outubro Rosa na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra


De 26 a 30 de outubro, o des.LIGA – Departamento de Educação para a Saúde no Ensino Superior assinala, na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), o mês da prevenção do cancro de mama, através da iniciativa Outubro Rosa.

Por todo o mundo, durante o mês de outubro, a cor rosa é utilizada para homenagear as mulheres com cancro da mama, sensibilizar para a prevenção e diagnóstico precoce, bem como apoiar a investigação nesta área. A iniciativa, conhecida por “Outubro Rosa”, nasceu na década de 1990 com o intuito de mobilizar a sociedade para a luta contra o cancro da mama. O projeto des.LIGA junta-se, uma vez mais, a este movimento, para informar, sensibilizar e, sobretudo, para inspirar a mudança.

Os voluntários do projeto des.LIGA, estudantes da Licenciatura em Enfermagem, durante a “semana rosa”, irão decorar dois espaços (no polo A e no polo B da Escola) e em momentos específicos, nomeadamente nos intervalos, irão dinamizar pequenas intervenções educativas. Paralelamente, o circuito interno de televisão da ESEnfC emitirá vídeos e mensagens alusivos ao tema.

O des.LIGA marca, assim, o início do seu 6º ano consecutivo na ESEnfC, um ano que se espera cheio de criatividade e muita literacia para a saúde.

Recorde-se que o cancro de mama é um problema de saúde pública, apesar de não ser dos mais letais, tem uma incidência elevada, sobretudo na mulher (apenas 1 em cada 100 cancros se desenvolvem no homem). De acordo com os últimos dados do projeto GLOBOCAN, da responsabilidade da International Agency for Research on Cancer, o cancro de mama é o tipo de tumor mais comum na mulher e o segundo mais frequente em todo o mundo. Atualmente em Portugal, com uma população feminina de 5 milhões, surgem mais de 6000 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja, 11 novos casos por dia, morrendo por dia 4 mulheres com esta doença.

Apoiar as sobreviventes de cancro de mama, lembrar as mulheres que morreram, e apoiar o progresso e a luta contra o cancro de mama é um imperativo.

O projeto des.LIGA – Departamento de Educação para a Saúde no Ensino Superior é um programa de voluntariado da iniciativa da Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro. A implementação do projeto des.LIGA na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra foi formalizada através de protocolo datado de 16 de fevereiro de 2015, tendo o projeto entrado em funcionamento, no ano letivo 2015/2016.

O projeto des.LIGA assenta na metodologia de educação pelos pares - desenvolvimento de atividades de sensibilização, por parte de pares educadores, que devidamente formados, são facilitadores da mudança dos seus pares educandos.

Parlamento discute hoje e vota referendo sobre a eutanásia na sexta-feira


O parlamento discute hoje e vota na sexta-feira uma proposta de referendo sobre a eutanásia, que divide direita e esquerda, mas em que há um bloco maioritário para a "chumbar", do PS, BE, PCP, PAN e PEV.

Os dois maiores partidos, PS e PSD, deram liberdade de voto aos seus deputados para decidir sobre esta iniciativa popular que recolheu mais de 95 mil assinaturas para se fazer uma consulta e para a qual já existe uma pergunta: "Concorda que matar outra pessoa a seu pedido ou ajudá-la a suicidar-se deve continuar a ser punível pela lei penal em quaisquer circunstâncias?"

À partida, e desconhecendo-se quantos serão os deputados "desalinhados" entre socialistas e sociais-democratas, há um bloco de 142 potenciais votos "não" e que podem "chumbar" a proposta, juntando o PS, BE, PCP, PEV e PAN.

Mesmo descontando eventuais votos diferentes na bancada do PS, que tem liberdade de voto, deputados contra o referendo ouvidos pela Lusa consideram que "há margem" para travar esta iniciativa popular de referendo, apoiada pela Igreja Católica, que recolheu cerca de 95 mil assinaturas, a favor do referendo.

Serão necessários 116 votos contra e, potencialmente, eles podem sair de um grupo de 142.

Do outro lado, à direita estará CDS (5) e o Chega (1). Entre os centristas há liberdade de voto, mas a direção do grupo disse à Lusa que todos os deputados concordam com o voto favorável ao "indispensável" referendo.

Entre os 79 deputados do PSD, que deu liberdade de voto, deverá haver uma grande parte a favor. Dentro da bancada do PS admite-se que alguns "desalinhados" votem a favor.

O deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, só anunciará o seu sentido de voto na quinta-feira, durante o debate, que terá uma grelha de tempos alargada, de 91 minutos, ou seja, uma hora e meia.

Se o referendo for "chumbado", prossegue e conclui-se o processo parlamentar da lei de despenalização da eutanásia, a partir de cinco projetos (Bloco, PS, PEV, Iniciativa Liberal e PAN) aprovados, na generalidade, em fevereiro.

Constitucionalmente, cabe à Assembleia da República votar e decidir a proposta de referendo, por iniciativa de deputados, grupos parlamentares, do Governo ou de grupos de cidadãos eleitores.

Esta proposta de referendo resulta de uma iniciativa popular, iniciativa da Federação Portuguesa pela Vida, entregue em junho na Assembleia da República.

Se for aprovada, a proposta de referendo é enviada para o Presidente da República, que pedirá ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da sua constitucionalidade. Se tiver "luz verde", é Marcelo Rebelo de Sousa quem toma a decisão.

Lusa

Edgar Pinto diz-se inocente e remete alegadas suspeitas para anos pré-W52-FC Porto


Edgar Pinto disse hoje estar inocente, após ter sido suspenso preventivamente pela União Ciclista Internacional (UCI) "por suspeitas de indícios de irregularidade no passaporte biológico", antes de assinar pela W52-FC Porto, afirmando que as mesmas são "infundadas".

"Tendo sabido que a UCI tomou a decisão de me suspender da atividade [velocipédica], por suspeitas de indícios de irregularidade no passaporte biológico, venho garantir a minha inocência e a minha vontade de afastar essas suspeitas, que são infundadas, tratando-se de amostras obtidas durante os anos de 2015, 2016 e 2017, em alturas de grande sofrimento, nas quais fui sujeito a diversas intervenções cirúrgicas resultantes de várias quedas graves", vinca em comunicado enviado à agência Lusa.

O corredor de Albergaria-a-Velha precisa ainda que na base da suspensão estão "análises referentes a um período anterior" à sua contratação pela equipa W52-FC Porto, "que nada tem, por isso, a ver com este processo", e onde deseja prosseguir a sua carreira, depois de provar a sua inocência.

"Apelo a todos que respeitem tanto a mim como a minha família", conclui na nota.

Edgar Pinto está suspenso provisoriamente por "uso de métodos e/ou substâncias proibidas", segundo a lista atualizada de suspensões da UCI, hoje publicada.

Nos anos referidos, o ciclista, de 35 anos, representou a Skydive Dubai (2015 e 2016) e a LA Alumínios-Metalusa (2017), tendo-se mudado para os 'dragões' apenas em 2019, quando foi quinto classificado na Volta a Portugal, na edição ganha pelo seu companheiro João Rodrigues.

"A equipa W52-FC Porto tomou hoje conhecimento da suspensão preventiva do seu corredor Edgar Pinto. Os factos que estão na origem da investigação são todos eles anteriores à contratação do Edgar pela nossa equipa, contudo, aguardaremos o desfecho do processo, esperando que o corredor, que sempre teve, ao nosso serviço, um comportamento exemplar, possa provar a sua inocência e que continue a demonstrar o seu valor ao serviço da nossa equipa", lê-se na nota enviada à Lusa pela formação 'portista' e assinada pelo seu presidente, Adriano Quintanilha.

Edgar Pinto, que este ano falhou a edição especial da Volta a Portugal por lesão, tem uma carreira marcada por quedas graves.

Esta temporada, o ciclista, que foi quarto na prova rainha do calendário nacional em 2013 e 2018, apenas completou a Volta ao Algarve, do calendário internacional, no 34.º lugar, tendo em 2019 um ano de maior projeção lá fora: foi quinto na Volta à Turquia, quarto na Volta às Astúrias, quinto na Volta a Aragão e 10.º na Volta à Dinamarca.

O esclarecimento feito quanto aos anos sobre os quais incidem "as suspeitas de indícios de irregularidade no passaporte biológico" poderá dever-se ao caso de Raúl Alarcón, vencedor da Volta a Portugal em 2017 e 2018 e colega de equipa de Edgar Pinto na W52-FC Porto, que está também suspenso preventivamente por "uso de métodos e/ou substâncias proibidas".

De acordo com as normas da UCI, a principal equipa nacional sujeitar-se-ia a ser suspensa por ter tido duas suspensões por doping no espaço de 12 meses -- a suspensão de Alarcón foi anunciada precisamente há um ano.

Lusa

 

A arte de esconder o principal

 

  • Péricles Capanema

Em circunstâncias excepcionais pode ser virtuoso encobrir o fundamental. De outro lado, algumas vezes presenciamos o triste artifício de velar o principal, quando deveria estar desvelado. Na mesma direção, agravando, a censurável e até a criminosa maquiavelice de encapotar o principal, cujo conhecimento escarrapachado favoreceria o bem comum.

O conto de Pepe Ladino. Respiguei em papéis amarelados conto que vem ao caso. História narrada (relato resumidamente) desde começos do século XX, passa de pai a filho, deu-se em Tunja, cidade fincada na região colombiana de Boyacá. Viveu lá faz muito um homenzinho atarracado chamado pelos seus de Pepe Ladino, useiro e vezeiro trampolineiro que frequentava com olhos gordos os pontos de compra e venda de esmeraldas da cidade. Um belo dia entrou furtivamente numa casa antiga, que conhecia bem desde menino, pertencente a simpático e idoso casal de mineradores, Pancho e Concha, de momento empobrecidos. Lolita, a empregada, já meio cega, na residência desde adolescente, mantinha o local em perfeita ordem. Pepe Ladino, silencioso, abriu em cômoda da sala de jantar uma gaveta pequena, dali retirou o que hoje seriam 100 mil pesos colombianos (em torno de 150 reais), destinados a compras em um armazém. Sem que ninguém percebesse, levantou um taco no meio da sala, arrancou de dentro uma pedra verde, engoliu-a, colou a madeira de novo e perfeitamente, socou bem. Era esconderijo só conhecido dos donos da casa em que ficava oculta a mencionada pedra verde, na verdade valiosíssima esmeralda — brilho intenso verde escuro profundo levemente azulado, pureza perfeita, um tesouro. Pepe Ladino não parecia ter pressa. Tropeçou desajeitadamente num tapete puído e caiu. Lolita chegou correndo e gritou temerosa: “Dios mio, Flaco, o que está fazendo aqui?”. Flaco era o apelido de infância de José, conhecido no seu meio como Pepe Ladino. Flaco havia sido empregado naquela casa quando muito jovem; ali fazia pequenos trabalhos. Vez por outra ainda a visitava. Flaco lamuriou, estava morrendo de fome, sem emprego e sem tostão, queria só um dinheirinho para comer. Devolveu logo os 100 mil pesos para Lolita, que lhe deixou 5 mil pesos nas mãos. Foi embora choroso, pedindo mil desculpas, nunca mais repetiria coisa tão feia.

Pepe Ladino soube bem recuperar a esmeralda. Conhecia bem mina em Muzo, os pontos de comércio das pedras, tinha contatos, sabia onde colocar com bom preço a mercadoria valiosa afanada; e logo depois botou o pé na estrada, sumiu, nunca mais foi visto.

Os anos pingaram lentos. Tudo mudou muito na região. Pepe Ladino foi ficando figura esvaecida na memória local e acabou esquecido de praticamente todos. Pequeno acontecimento doméstico para o casal Pancho e Concha, uma neta querida iria se casar proximamente e a avó, finalmente, achou ótima aplicação para a esmeralda que guardara por décadas a fio. Venderia a joia; os recursos seriam usados na compra de um apartamento para a moça, bom começo de vida. Com cuidado arrancou o taco. Nada encontrou abaixo. Quem teria rapinado a esmeralda? Não existiam suspeitos. Sua neta ficou sem o apartamento. Ninguém desconfiou do Flaco, o menino bom que tantas vezes havia ajudado na casa.

O conto sobre Pepe Ladino atrai a atenção para realidades ocultas (as principais e as secundárias) em tantas situações mundo afora.

Principal e secundário no STF. Vou me deter hoje apenas sobre uma de tais situações, que atingirá a todos nós. Nela, o acobertamento do principal provavelmente lesará interesses do Brasil, de seu povo; em outra perspectiva, trucidará restos da civilização cristã entre nós. Começo.

Relator da indicação do desembargador Kássio Nunes Marques para a vaga do Supremo Tribunal Federal, aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello, o senador Eduardo Braga (MDB – AM) divulgou parecer ditirâmbico sobre o candidato, entregue à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O magistrado, segundo o senador, é exemplo de “garra e perseverança”. Sem dúvida, boas características. A Constituição exige outros predicados, a mais de brasileiro nato, 35 anos, menos de 65 anos: notável saber jurídico e reputação ilibada.

O senador Eduardo Braga minimizou os longos e repetidos plágios atribuídos ao desembargador nas teses acadêmicas defendidas. Claramente ferem a conduta ilibada e o decoro que se exigem de um ministro do STF. Minimizou também, chamemo-las assim, as imprecisões, para não as qualificar de falsificações e inverdades, constantes do currículo do desembargador Kássio Marques. Erros de tradução, descuidos, críticas vazias de conteúdo, diria o relator, fatos sem importância. É claro, chocam os critérios de conduta ilibada de dona de casa comum. Não chocaram um senador da República.

Condições anacrônicas para a vida pública brasileira. Compreende-se, aliás; estamos todos habituados com nossos hábitos republicanos. Aqui a linguagem chula, o palavrão, na escrita e na boca, a má educação, já quase são obrigatórios para a vida pública. O primarismo boçal deixou de chocar. Está moribunda em nossa vida pública a noção central de ordem natural civilizada (muito aperfeiçoada ao longo dos séculos pelo perfume cristão) da obrigação moral de exemplaridade — do bom exemplo, enfim — que tem o superior (qualquer superior, na espécie, o homem público), expressa no caso pelo decoro, boa educação, compostura, gravidade, moralidade. E assim não espantam falsificar currículo e plagiar teses acadêmicas, na vida pública brasileira atual, “normal”, “faz parte”, “é do jogo”.

Esmeralda. Outro ponto, este mais importante. Poderá até surpreender à maior parte dos leitores, mas no caso do desembargador Kássio Marques, o currículo grosseiramente falsificado e os plágios deprimentes são enormemente secundários — os 100 mil pesos. Desviam a atenção do principal — a esmeralda. O principal se compõe de três pontos.

Primeiro ponto. Ampliação dos casos de aborto legal. A dissertação de mestrado do desembargador Kássio Marques discorre sem nenhum reparo sobre o aborto como direito da saúde da mulher. Cita Dworkin, diz que o Judiciário pode ser acionado para impor lei contra a maioria conservadora do povo. É ativismo judicial, retrocesso civilizatório. Poderemos ter ministro novo do STF votando a favor da ampliação dos casos de aborto legal permitido, calcando compromissos que todos julgavam sagrados na última campanha eleitoral e estapeando o eleitorado conservador que levou o Sr. Jair Bolsonaro à curul presidencial. Este ponto está detalhado em meu artigo “Nuvens negras”.

Segundo ponto. Opiniões favorecedoras do chavismo. Os ditadores Chávez e Maduro levaram a Venezuela por um caminho parecido com o de Cuba e sonhado entre nós pelos adeptos do petismo. Contra esta proposta foi eleita a chapa Bolsonaro-Mourão em 2018. A explicação desatinada que o douto Sr. Kássio Marques dá para o desastre venezuelano é exatamente igual à dos maiorais do petismo: o problema foi a queda dos preços do petróleo. Tal queda levou a Venezuela a “níveis de decréscimos econômicos jamais vistos”. Quando o preço estava bom, a propensão de sonhar com um chavismo róseo o levou a fantasiar sem amarras: “Com a alta do barril a Venezuela experimentou níveis de prosperidade jamais vistos”. O que mais interessa — as opiniões infelizmente deixam transparecer indisfarçável simpatia pela política chavista. Aqui também o tema está detalhado no artigo “Nuvens negras”. E aqui também, dói dizê-lo, sente-se estapeada a maioria antipetista que votou pela chapa vitoriosa em 2018, julgando que haveria rejeição enérgica às políticas de Chávez, Fidel Castro, Maduro. Irá se sentir traída no voto de 2018 se houver no STF (e lá já existem ministros simpáticos a medidas de esquerda) mais um ministro que vote habitualmente com eles.

Terceiro ponto. A execução da pena após condenação em segundo grau. Portanto, antes do trânsito em julgado da decisão. O STF mudou o entendimento por maioria apertada, 6×5 a favor da execução da pena só após o trânsito em julgado. Celso de Mello votou com a maioria. O desembargador Kássio Nunes Marques tem afirmado, é assunto para o Congresso. Ou seja, não irá mudar o rumo da atual maioria. E os jornalistas têm dito, os líderes partidários decidiram não decidir. Vão deixar como está, a Constituição não será tocada neste ponto. De outro modo, continuará aqui aberta a porta para a corrupção, praticada em grau amazônico durante a era petista. A decepção de setores que sonhavam com uma vida pública decente e temem a continuação de esquemas corruptos está em todos os meios de divulgação.

Mostrar os plágios e as falsidades do currículo evidenciam ausência da conduta ilibada e certamente indicarão falta de notável saber jurídico. Inabilitam para o exercício do cargo é o entendimento de grandes juristas e de políticos de destaque. No caso em questão, contudo, na prática, valem pouco; em linguagem figurada, uns 100 mil pesos. Postas as circunstâncias, é pouco provável que mudem os votos da maioria dos senadores. Tudo parece indicar, o acordo já está feito, dele participam dirigentes dos três poderes, envolve a maioria do Senado, o desembargador Kássio Nunes Marques foi aprovado. Só um fato de momento improvável determinaria o oposto.

Resta aos brasileiros preocupados com o futuro pátrio ter clara a noção de que o principal é manter viva a apreensão e a reação. Os indícios são de que correm sérios perigos no STF as instituições brasileiras enraizadas em nosso passado cristão. São ameaças iminentes, contínuas e de longa duração. O mais importante é a esmeralda; 100 mil pesos valem bem menos.

ABIM

México | Los Mexicanos Gastarán Un Promedio De $4,330 Pesos Para El Buen Fin 2020



por Yesica Flores

6 de cada 10 personas afirman que comprarán algún artículo en esta fecha comercial. Electrónica, Hogar y Moda, continúan siendo las categorías más fuertes durante el Buen Fin.

Este año el Buen Fin tendrá una duración de 12 días a diferencia de otras ediciones, con el objetivo principal de reactivar la economía del país aún con la presencia de COVID-19, llevándose a cabo del 9 al 20 de noviembre.

Es por ello que Tiendeo.mx, compañía líder en servicios drive-to-store para el sector retail, ha identificado a través de una encuesta cuál es la tendencia de compra post pandemia y los detalles de que comprarán los mexicanos este 2020.

¿Cuánto en promedio gastarán los mexicanos en el Buen Fin?

De acuerdo con los resultados de esta encuesta, 6 de cada 10 mexicanos comprarán* en el Buen Fin y no solo eso, sino que ya tienen un presupuesto definido puesto que el promedio de gasto por persona se ubica en $4,330 pesos*.

Sin duda, cada año las categorías más solicitadas se repiten y el 2020 no es la excepción ya que de acuerdo con la encuesta 45% piensa adquirir productos de Electrónica, 39% prefiere las opciones para el Hogar, Moda ocupa un 33% de las preferencias y Belleza un 14%*.

COVID-19 y Buen Fin: ¿Cuáles son las preferencias en pandemia?

Con la llegada de la pandemia, sin duda las tendencias de compra han cambiado y esto también se refleja en fechas comerciales tan relevantes como el Buen Fin donde los retailers cada año ofrecen sus mejores ofertas al público. Para esta fecha, 60% de los consumidores dice planificar lo que va a comprar con anticipación* y solo adquirirá lo que necesita, el 30% no cuenta aún con una compra planificada y tan solo un 10% aprovechará para hacer compras navideñas*.

La búsqueda de ofertas online antes de tomar una decisión de compra, ha cobrado gran relevancia en los últimos meses, ya que de acuerdo con la encuesta un 43% de las personas realizará la planificación de las compras a través de catálogos digitales, mientras que un 33% lo hará directamente en las tiendas físicas*.

El impacto económico vs las compras de Buen Fin

Sin duda la pandemia, ha dejado algunos estragos económicos en los bolsillos de los mexicanos y ello se refleja en su intención de compra, puesto que el 49% no adquirirá más productos que el año pasado, un importante 38% afirma que sí comprará más que en 2019 y el 9% repetirá la tendencia de compra*.

Por otro lado 68% considera que su presupuesto se ha visto reducido por la pandemia, tan solo un 17% cuenta con el mismo presupuesto y un 10% más previsor ha ahorrado* incluso más este año para poder realizar las compras.

Finalmente, un 68% de los encuestados* espera más ofertas por parte de los retailers, en comparación con 2019.

*Datos de encuesta realizada a más 350 usuarios de la plataforma Tiendeo.mx en 2020.

México | Ciberseguridad: 7 Claves Para Entender Por Qué El Sector De Salud Es Uno De Los Más Afectados



por Yesica Flores

Según un reciente estudio* más del 25% de los ataques que tenían como objetivo a los datos, ocurrieron dentro de organizaciones de atención médica. Forcepoint, compañía líder en Ciberseguridad, nos comparte algunos cambios en la operación de la industria de la salud que han llegado o se han acelerado con la pandemia y que vuelven especialmente vulnerable a este sector:

  1. Miedo y urgencia: debido a la crisis y el estrés que la pandemia ha causado en la industria de la salud, muchos empleados leen sus correos con menos atención y responden a los mensajes más rápido, volviéndose blancos fáciles de ataques.
  2. Phishing en aumento: los atacantes han registrado numerosos dominios de sitios web relacionados con COVID a los que enviar tráfico a través de URL maliciosas incrustadas en los correos electrónicos. 
  3. Telemedicina en auge: La crisis de COVID ha acelerado alrededor de una década la adopción de la atención del paciente vía remota así como su seguimiento. Esto provoca que se genere una gran cantidad de data sensible y se suba a apps y a la nube que no siempre tienen la protección adecuada para los datos.
  4. Incremento de dispositivos médicos con IA: se incrementó la producción de emergencia de dispositivos de monitoreo de pacientes que requieren conexiones a internet seguras y una infraestructura de protección cibernética. La falta de seguridad en esta parte puede implicar incluso pérdida de datos, o incluso de vidas.
  5. Soporte Vital en el hogar: hoy se tiene equipos de soporte vital en el hogar del paciente, que se conecta a la red doméstica y, de allí, con el proveedor de atención a través de Internet pública. Esto implica una seguridad de la información y los datos del paciente totalmente diferente a la del entorno hospitalario tradicional, donde se tiene cierto grado de control sobre sus límites de red, contrario al hogar.
  6. Ciberseguridad multifacética:  en la atención médica la seguridad se tiene que pensar de forma holística. Se debe de pensar también en proteger información de investigación médica (ej: vacunas: acuerdos de producción y distribución nacionales e internacionales), seguimiento de tratamientos, estadísticas de contagio, entre otros. Los ataques pueden dañarnos no sólo como paciente individual sino también como sociedad y economía. 
  7. Tentaciones diversas, no sólo económicas: las motivaciones de los atacantes en este sector pueden ser, además de financieras, tan diversas como políticas (datos de funcionarios clave del gobierno), sociales (grado de contagio de un brote en un país determinado) o estratégicas (propiedad intelectual de investigaciones), entre otras.

México cuenta con centros de investigación e innovación de tecnología en salud, así como con un marco jurídico y regulaciones sobre equipos médicos como la Ley General de Salud y la NOM-220-SSA1-2002: Instalación y operación de la fármaco vigilancia. Con un mercado  calculado con una tasa de crecimiento anual del 12% en cantidad de dispositivos médicos y siendo el más grande país exportador de América Latina. En lo que respecta a la  importación, México se coloca en un mercado con posibilidades de crecimiento de un 7% en promedio.

“La importancia de la ciberseguridad toma una relevancia cada vez mayor en la industria de la salud. Diariamente dispositivos médicos o sus datos son interconectados para ofrecer mejores servicios de salud aprovechando las ventajas de dichas tecnologías.  Por ello, en esta etapa de transformación en la que ha aumentado exponencialmente la incorporación de tecnologías innovadoras y los servicios de salud remotos, resulta fundamental acompañar esta curva robusteciendo la ciberseguridad en toda la cadena, desde su inicio en los centros de desarrollo e innovación hasta el punto final en su utilización”, comentó Mario Cinco, experto en ciberseguridad de Forcepoint México.

1*Informe de Investigaciones de Infracciones de Datos de Verizon 2020.”

México | Plataformas Digitales: 5 Puntos Clave Para Su Implementación En La Cadena De Suministro

 


por Yesica Flores

Hasta hace un tiempo, la cualidad en el Diseño de Cadenas de Suministro se centraba en facilitar la toma de decisiones estratégicas y tácticas con análisis extendidos a todos sus procesos operativos. En el mejor de los casos, respaldos por el uso de herramientas tecnológicas que facilitarán la construcción de gemelos digitales para un mejor análisis de escenarios.

Sin embargo, la forma de tomar decisiones en la Cadena de Suministro está cambiando. Con escenarios cada vez más complejos, es necesario analizar y reaccionar más rápido, tener metodologías escalables en la organización, y traspasar los límites de la generación de valor con el uso adecuado de los datos.

El reto ahora, viene en cómo responder a ese cambio en la forma en que se toman decisiones en la operación, y cómo se fortalece el proceso para aumentar o acelerar el valor. La sugerencia, es aprovechar el poder de las plataformas digitales. De acuerdo al texto, “Platform Revolution” (G. G. Parker, M. W. Van Alstyne, S. P. Choudary), una característica de las plataformas digitales es el ‘efecto de red’. 

Para entender mejor el tema, imaginemos una plataforma de tres lados: Uno, una empresa proveedora de software de optimización avanzada y algoritmos de Inteligencia Artificial; Dos, un usuario que tiene acceso a crear aplicaciones de analítica avanzada para tomar decisiones tácticas en la cadena de suministro; y Tres, un usuario que utiliza esas aplicaciones frecuentemente para ejecutar su operación.

Todos ellos dentro del mismo ecosistema interactivo. Ahora piense que en la plataforma hay un solo usuario en cada lado: el proveedor de tecnología, el generador de aplicaciones y el usuario que utiliza estas mismas. Desde una primera interacción, el generador de aplicaciones va a diseñar una aplicación, por ejemplo para enrutar de forma óptima las entregas diarias de la operación de transporte de última milla.

Esta aplicación va a ser utilizada por el planeador de uno de los centros de distribución más grandes. Hasta ahora, todas las partes han interactuado en la plataforma. La calidad de la aplicación es alta, permite calcular las rutas diarias ágil y automáticamente. Y por eso, la compañía decide que la misma aplicación sea generada para otros 5 planeadores.

Con el tiempo estos mismos planeadores de transporte piden otras aplicaciones para calcular los tamaños de flota adecuados en su operación y para analizar las frecuencias y tamaños de entregas. Pero el diseñador de la aplicación ya no tiene disponibilidad de tiempo para responder a todo.

Con esto, la empresa decide activar a otro usuario para que responda a estas demandas. Y con el tiempo, se van agregando usuarios de control de inventarios, compras, negociaciones, almacenamiento, finanzas, etc. Y obviamente, se han tenido que integrar más generadores de aplicaciones, generadores de valor.

Este es el efecto de red positivo que se espera de la plataforma y es la manera en que el diseño de la cadena de suministro tenga una configuración ágil, escalable y fácilmente automatizable.

Quiero resaltar 5 puntos clave a considerar para la implementación de plataformas digitales, en el diseño y toma de decisiones de una cadena de suministro:

  1. Identificación correcta de oportunidades para generar valor. Determinar puntualmente cuáles son las aplicaciones que se deberían construir en la plataforma.
  2. Roadmap detallado de iniciativas. No es suficiente con identificar las oportunidades para generar valor. También hay que clasificarlas y organizarlas por prioridad para marcar visibilidad del nivel de generación de aplicaciones en función del tiempo y retorno de inversión.
  3. Datos. La calidad, eficiencia y velocidad con la que se obtiene y administra la información es lo que marcará la pauta y la diferencia para que el proceso tenga resultados exitosos. Estandarizar los datos y consolidarlos en bases de datos robustas, facilitará la construcción de aplicaciones adicionales dentro de la plataforma y la utilización de aplicaciones existentes en equipos donde antes no se utilizaban. Adicionalmente, abre la posibilidad de generar aplicaciones, y también de utilizar algoritmos de Inteligencia Artificial y Machine Learning.
  4. ‘Governance’ y desarrollo estratégico. Definitivamente tiene que existir una conexión estratégica y un liderazgo comprometido y creyente de los análisis que se construyen, con procesos correctamente dirigidos. Si no hay gobernanza, no se saldrá adelante.
  5. Personas. No existe tecnología que genere valor por sí sola. El valor está en cómo esa tecnología se utiliza dentro de la organización y el equipo que está en constante relación con esta. Tener el equipo adecuado (clientes internos, proveedores de información, creadores de aplicaciones, usuarios, conexiones con la operación, etc.) es necesario para permitir el crecimiento.

En conclusión, las plataformas digitales bien implementadas en el diseño de una cadena de suministro, van a permitir que el valor se escale de forma ágil y eficiente generando resultados positivos en toda la organización, siempre que los requerimientos principales estén alineados con esta perspectiva.

Por: Camilo Orbegozo, P. Director, Customer Success Strategy en LLamasoft.