quinta-feira, 22 de outubro de 2020
des.LIGA dinamiza ações do Outubro Rosa na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Parlamento discute hoje e vota referendo sobre a eutanásia na sexta-feira
Lusa
Edgar Pinto diz-se inocente e remete alegadas suspeitas para anos pré-W52-FC Porto
Lusa
A arte de esconder o principal

- Péricles Capanema
Em circunstâncias excepcionais pode ser virtuoso encobrir o fundamental. De outro lado, algumas vezes presenciamos o triste artifício de velar o principal, quando deveria estar desvelado. Na mesma direção, agravando, a censurável e até a criminosa maquiavelice de encapotar o principal, cujo conhecimento escarrapachado favoreceria o bem comum.
O conto de Pepe Ladino. Respiguei em papéis amarelados conto que vem ao caso. História narrada (relato resumidamente) desde começos do século XX, passa de pai a filho, deu-se em Tunja, cidade fincada na região colombiana de Boyacá. Viveu lá faz muito um homenzinho atarracado chamado pelos seus de Pepe Ladino, useiro e vezeiro trampolineiro que frequentava com olhos gordos os pontos de compra e venda de esmeraldas da cidade. Um belo dia entrou furtivamente numa casa antiga, que conhecia bem desde menino, pertencente a simpático e idoso casal de mineradores, Pancho e Concha, de momento empobrecidos. Lolita, a empregada, já meio cega, na residência desde adolescente, mantinha o local em perfeita ordem. Pepe Ladino, silencioso, abriu em cômoda da sala de jantar uma gaveta pequena, dali retirou o que hoje seriam 100 mil pesos colombianos (em torno de 150 reais), destinados a compras em um armazém. Sem que ninguém percebesse, levantou um taco no meio da sala, arrancou de dentro uma pedra verde, engoliu-a, colou a madeira de novo e perfeitamente, socou bem. Era esconderijo só conhecido dos donos da casa em que ficava oculta a mencionada pedra verde, na verdade valiosíssima esmeralda — brilho intenso verde escuro profundo levemente azulado, pureza perfeita, um tesouro. Pepe Ladino não parecia ter pressa. Tropeçou desajeitadamente num tapete puído e caiu. Lolita chegou correndo e gritou temerosa: “Dios mio, Flaco, o que está fazendo aqui?”. Flaco era o apelido de infância de José, conhecido no seu meio como Pepe Ladino. Flaco havia sido empregado naquela casa quando muito jovem; ali fazia pequenos trabalhos. Vez por outra ainda a visitava. Flaco lamuriou, estava morrendo de fome, sem emprego e sem tostão, queria só um dinheirinho para comer. Devolveu logo os 100 mil pesos para Lolita, que lhe deixou 5 mil pesos nas mãos. Foi embora choroso, pedindo mil desculpas, nunca mais repetiria coisa tão feia.
Pepe Ladino soube bem recuperar a esmeralda. Conhecia bem mina em Muzo, os pontos de comércio das pedras, tinha contatos, sabia onde colocar com bom preço a mercadoria valiosa afanada; e logo depois botou o pé na estrada, sumiu, nunca mais foi visto.
Os anos pingaram lentos. Tudo mudou muito na região. Pepe Ladino foi ficando figura esvaecida na memória local e acabou esquecido de praticamente todos. Pequeno acontecimento doméstico para o casal Pancho e Concha, uma neta querida iria se casar proximamente e a avó, finalmente, achou ótima aplicação para a esmeralda que guardara por décadas a fio. Venderia a joia; os recursos seriam usados na compra de um apartamento para a moça, bom começo de vida. Com cuidado arrancou o taco. Nada encontrou abaixo. Quem teria rapinado a esmeralda? Não existiam suspeitos. Sua neta ficou sem o apartamento. Ninguém desconfiou do Flaco, o menino bom que tantas vezes havia ajudado na casa.
O conto sobre Pepe Ladino atrai a atenção para realidades ocultas (as principais e as secundárias) em tantas situações mundo afora.
Principal e secundário no STF. Vou me deter hoje apenas sobre uma de tais situações, que atingirá a todos nós. Nela, o acobertamento do principal provavelmente lesará interesses do Brasil, de seu povo; em outra perspectiva, trucidará restos da civilização cristã entre nós. Começo.
Relator da indicação do desembargador Kássio Nunes Marques para a vaga do Supremo Tribunal Federal, aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello, o senador Eduardo Braga (MDB – AM) divulgou parecer ditirâmbico sobre o candidato, entregue à Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O magistrado, segundo o senador, é exemplo de “garra e perseverança”. Sem dúvida, boas características. A Constituição exige outros predicados, a mais de brasileiro nato, 35 anos, menos de 65 anos: notável saber jurídico e reputação ilibada.
O senador Eduardo Braga minimizou os longos e repetidos plágios atribuídos ao desembargador nas teses acadêmicas defendidas. Claramente ferem a conduta ilibada e o decoro que se exigem de um ministro do STF. Minimizou também, chamemo-las assim, as imprecisões, para não as qualificar de falsificações e inverdades, constantes do currículo do desembargador Kássio Marques. Erros de tradução, descuidos, críticas vazias de conteúdo, diria o relator, fatos sem importância. É claro, chocam os critérios de conduta ilibada de dona de casa comum. Não chocaram um senador da República.
Condições anacrônicas para a vida pública brasileira. Compreende-se, aliás; estamos todos habituados com nossos hábitos republicanos. Aqui a linguagem chula, o palavrão, na escrita e na boca, a má educação, já quase são obrigatórios para a vida pública. O primarismo boçal deixou de chocar. Está moribunda em nossa vida pública a noção central de ordem natural civilizada (muito aperfeiçoada ao longo dos séculos pelo perfume cristão) da obrigação moral de exemplaridade — do bom exemplo, enfim — que tem o superior (qualquer superior, na espécie, o homem público), expressa no caso pelo decoro, boa educação, compostura, gravidade, moralidade. E assim não espantam falsificar currículo e plagiar teses acadêmicas, na vida pública brasileira atual, “normal”, “faz parte”, “é do jogo”.
Esmeralda. Outro ponto, este mais importante. Poderá até surpreender à maior parte dos leitores, mas no caso do desembargador Kássio Marques, o currículo grosseiramente falsificado e os plágios deprimentes são enormemente secundários — os 100 mil pesos. Desviam a atenção do principal — a esmeralda. O principal se compõe de três pontos.
Primeiro ponto. Ampliação dos casos de aborto legal. A dissertação de mestrado do desembargador Kássio Marques discorre sem nenhum reparo sobre o aborto como direito da saúde da mulher. Cita Dworkin, diz que o Judiciário pode ser acionado para impor lei contra a maioria conservadora do povo. É ativismo judicial, retrocesso civilizatório. Poderemos ter ministro novo do STF votando a favor da ampliação dos casos de aborto legal permitido, calcando compromissos que todos julgavam sagrados na última campanha eleitoral e estapeando o eleitorado conservador que levou o Sr. Jair Bolsonaro à curul presidencial. Este ponto está detalhado em meu artigo “Nuvens negras”.
Segundo ponto. Opiniões favorecedoras do chavismo. Os ditadores Chávez e Maduro levaram a Venezuela por um caminho parecido com o de Cuba e sonhado entre nós pelos adeptos do petismo. Contra esta proposta foi eleita a chapa Bolsonaro-Mourão em 2018. A explicação desatinada que o douto Sr. Kássio Marques dá para o desastre venezuelano é exatamente igual à dos maiorais do petismo: o problema foi a queda dos preços do petróleo. Tal queda levou a Venezuela a “níveis de decréscimos econômicos jamais vistos”. Quando o preço estava bom, a propensão de sonhar com um chavismo róseo o levou a fantasiar sem amarras: “Com a alta do barril a Venezuela experimentou níveis de prosperidade jamais vistos”. O que mais interessa — as opiniões infelizmente deixam transparecer indisfarçável simpatia pela política chavista. Aqui também o tema está detalhado no artigo “Nuvens negras”. E aqui também, dói dizê-lo, sente-se estapeada a maioria antipetista que votou pela chapa vitoriosa em 2018, julgando que haveria rejeição enérgica às políticas de Chávez, Fidel Castro, Maduro. Irá se sentir traída no voto de 2018 se houver no STF (e lá já existem ministros simpáticos a medidas de esquerda) mais um ministro que vote habitualmente com eles.
Terceiro ponto. A execução da pena após condenação em segundo grau. Portanto, antes do trânsito em julgado da decisão. O STF mudou o entendimento por maioria apertada, 6×5 a favor da execução da pena só após o trânsito em julgado. Celso de Mello votou com a maioria. O desembargador Kássio Nunes Marques tem afirmado, é assunto para o Congresso. Ou seja, não irá mudar o rumo da atual maioria. E os jornalistas têm dito, os líderes partidários decidiram não decidir. Vão deixar como está, a Constituição não será tocada neste ponto. De outro modo, continuará aqui aberta a porta para a corrupção, praticada em grau amazônico durante a era petista. A decepção de setores que sonhavam com uma vida pública decente e temem a continuação de esquemas corruptos está em todos os meios de divulgação.
Mostrar os plágios e as falsidades do currículo evidenciam ausência da conduta ilibada e certamente indicarão falta de notável saber jurídico. Inabilitam para o exercício do cargo é o entendimento de grandes juristas e de políticos de destaque. No caso em questão, contudo, na prática, valem pouco; em linguagem figurada, uns 100 mil pesos. Postas as circunstâncias, é pouco provável que mudem os votos da maioria dos senadores. Tudo parece indicar, o acordo já está feito, dele participam dirigentes dos três poderes, envolve a maioria do Senado, o desembargador Kássio Nunes Marques foi aprovado. Só um fato de momento improvável determinaria o oposto.
Resta aos brasileiros preocupados com o futuro pátrio ter clara a noção de que o principal é manter viva a apreensão e a reação. Os indícios são de que correm sérios perigos no STF as instituições brasileiras enraizadas em nosso passado cristão. São ameaças iminentes, contínuas e de longa duração. O mais importante é a esmeralda; 100 mil pesos valem bem menos.
ABIM
México | Los Mexicanos Gastarán Un Promedio De $4,330 Pesos Para El Buen Fin 2020
6 de cada 10 personas afirman que comprarán algún artículo en esta fecha comercial. Electrónica, Hogar y Moda, continúan siendo las categorías más fuertes durante el Buen Fin.
Este año el Buen Fin tendrá una duración de 12 días a diferencia de otras ediciones, con el objetivo principal de reactivar la economía del país aún con la presencia de COVID-19, llevándose a cabo del 9 al 20 de noviembre.
Es por ello que Tiendeo.mx, compañía líder en servicios drive-to-store para el sector retail, ha identificado a través de una encuesta cuál es la tendencia de compra post pandemia y los detalles de que comprarán los mexicanos este 2020.
¿Cuánto en promedio gastarán los mexicanos en el Buen Fin?
De acuerdo con los resultados de esta encuesta, 6 de cada 10 mexicanos comprarán* en el Buen Fin y no solo eso, sino que ya tienen un presupuesto definido puesto que el promedio de gasto por persona se ubica en $4,330 pesos*.
Sin duda, cada año las categorías más solicitadas se repiten y el 2020 no es la excepción ya que de acuerdo con la encuesta 45% piensa adquirir productos de Electrónica, 39% prefiere las opciones para el Hogar, Moda ocupa un 33% de las preferencias y Belleza un 14%*.
COVID-19 y Buen Fin: ¿Cuáles son las preferencias en pandemia?
Con la llegada de la pandemia, sin duda las tendencias de compra han cambiado y esto también se refleja en fechas comerciales tan relevantes como el Buen Fin donde los retailers cada año ofrecen sus mejores ofertas al público. Para esta fecha, 60% de los consumidores dice planificar lo que va a comprar con anticipación* y solo adquirirá lo que necesita, el 30% no cuenta aún con una compra planificada y tan solo un 10% aprovechará para hacer compras navideñas*.
La búsqueda de ofertas online antes de tomar una decisión de compra, ha cobrado gran relevancia en los últimos meses, ya que de acuerdo con la encuesta un 43% de las personas realizará la planificación de las compras a través de catálogos digitales, mientras que un 33% lo hará directamente en las tiendas físicas*.
El impacto económico vs las compras de Buen Fin
Sin duda la pandemia, ha dejado algunos estragos económicos en los bolsillos de los mexicanos y ello se refleja en su intención de compra, puesto que el 49% no adquirirá más productos que el año pasado, un importante 38% afirma que sí comprará más que en 2019 y el 9% repetirá la tendencia de compra*.
Por otro lado 68% considera que su presupuesto se ha visto reducido por la pandemia, tan solo un 17% cuenta con el mismo presupuesto y un 10% más previsor ha ahorrado* incluso más este año para poder realizar las compras.
Finalmente, un 68% de los encuestados* espera más ofertas por parte de los retailers, en comparación con 2019.
*Datos de encuesta realizada a más 350 usuarios de la plataforma Tiendeo.mx en 2020.
México | Ciberseguridad: 7 Claves Para Entender Por Qué El Sector De Salud Es Uno De Los Más Afectados
Según un reciente estudio* más del 25% de los ataques que tenían como objetivo a los datos, ocurrieron dentro de organizaciones de atención médica. Forcepoint, compañía líder en Ciberseguridad, nos comparte algunos cambios en la operación de la industria de la salud que han llegado o se han acelerado con la pandemia y que vuelven especialmente vulnerable a este sector:
- Miedo y urgencia: debido a la crisis y el estrés que la pandemia ha causado en la industria de la salud, muchos empleados leen sus correos con menos atención y responden a los mensajes más rápido, volviéndose blancos fáciles de ataques.
- Phishing en aumento: los atacantes han registrado numerosos dominios de sitios web relacionados con COVID a los que enviar tráfico a través de URL maliciosas incrustadas en los correos electrónicos.
- Telemedicina en auge: La crisis de COVID ha acelerado alrededor de una década la adopción de la atención del paciente vía remota así como su seguimiento. Esto provoca que se genere una gran cantidad de data sensible y se suba a apps y a la nube que no siempre tienen la protección adecuada para los datos.
- Incremento de dispositivos médicos con IA: se incrementó la producción de emergencia de dispositivos de monitoreo de pacientes que requieren conexiones a internet seguras y una infraestructura de protección cibernética. La falta de seguridad en esta parte puede implicar incluso pérdida de datos, o incluso de vidas.
- Soporte Vital en el hogar: hoy se tiene equipos de soporte vital en el hogar del paciente, que se conecta a la red doméstica y, de allí, con el proveedor de atención a través de Internet pública. Esto implica una seguridad de la información y los datos del paciente totalmente diferente a la del entorno hospitalario tradicional, donde se tiene cierto grado de control sobre sus límites de red, contrario al hogar.
- Ciberseguridad multifacética: en la atención médica la seguridad se tiene que pensar de forma holística. Se debe de pensar también en proteger información de investigación médica (ej: vacunas: acuerdos de producción y distribución nacionales e internacionales), seguimiento de tratamientos, estadísticas de contagio, entre otros. Los ataques pueden dañarnos no sólo como paciente individual sino también como sociedad y economía.
- Tentaciones diversas, no sólo económicas: las motivaciones de los atacantes en este sector pueden ser, además de financieras, tan diversas como políticas (datos de funcionarios clave del gobierno), sociales (grado de contagio de un brote en un país determinado) o estratégicas (propiedad intelectual de investigaciones), entre otras.
México cuenta con centros de investigación e innovación de tecnología en salud, así como con un marco jurídico y regulaciones sobre equipos médicos como la Ley General de Salud y la NOM-220-SSA1-2002: Instalación y operación de la fármaco vigilancia. Con un mercado calculado con una tasa de crecimiento anual del 12% en cantidad de dispositivos médicos y siendo el más grande país exportador de América Latina. En lo que respecta a la importación, México se coloca en un mercado con posibilidades de crecimiento de un 7% en promedio.
“La importancia de la ciberseguridad toma una relevancia cada vez mayor en la industria de la salud. Diariamente dispositivos médicos o sus datos son interconectados para ofrecer mejores servicios de salud aprovechando las ventajas de dichas tecnologías. Por ello, en esta etapa de transformación en la que ha aumentado exponencialmente la incorporación de tecnologías innovadoras y los servicios de salud remotos, resulta fundamental acompañar esta curva robusteciendo la ciberseguridad en toda la cadena, desde su inicio en los centros de desarrollo e innovación hasta el punto final en su utilización”, comentó Mario Cinco, experto en ciberseguridad de Forcepoint México.
1*Informe de Investigaciones de Infracciones de Datos de Verizon 2020.”
México | Plataformas Digitales: 5 Puntos Clave Para Su Implementación En La Cadena De Suministro
Hasta hace un tiempo, la cualidad en el Diseño de Cadenas de Suministro se centraba en facilitar la toma de decisiones estratégicas y tácticas con análisis extendidos a todos sus procesos operativos. En el mejor de los casos, respaldos por el uso de herramientas tecnológicas que facilitarán la construcción de gemelos digitales para un mejor análisis de escenarios.
Sin embargo, la forma de tomar decisiones en la Cadena de Suministro está cambiando. Con escenarios cada vez más complejos, es necesario analizar y reaccionar más rápido, tener metodologías escalables en la organización, y traspasar los límites de la generación de valor con el uso adecuado de los datos.
El reto ahora, viene en cómo responder a ese cambio en la forma en que se toman decisiones en la operación, y cómo se fortalece el proceso para aumentar o acelerar el valor. La sugerencia, es aprovechar el poder de las plataformas digitales. De acuerdo al texto, “Platform Revolution” (G. G. Parker, M. W. Van Alstyne, S. P. Choudary), una característica de las plataformas digitales es el ‘efecto de red’.
Para entender mejor el tema, imaginemos una plataforma de tres lados: Uno, una empresa proveedora de software de optimización avanzada y algoritmos de Inteligencia Artificial; Dos, un usuario que tiene acceso a crear aplicaciones de analítica avanzada para tomar decisiones tácticas en la cadena de suministro; y Tres, un usuario que utiliza esas aplicaciones frecuentemente para ejecutar su operación.
Todos ellos dentro del mismo ecosistema interactivo. Ahora piense que en la plataforma hay un solo usuario en cada lado: el proveedor de tecnología, el generador de aplicaciones y el usuario que utiliza estas mismas. Desde una primera interacción, el generador de aplicaciones va a diseñar una aplicación, por ejemplo para enrutar de forma óptima las entregas diarias de la operación de transporte de última milla.
Esta aplicación va a ser utilizada por el planeador de uno de los centros de distribución más grandes. Hasta ahora, todas las partes han interactuado en la plataforma. La calidad de la aplicación es alta, permite calcular las rutas diarias ágil y automáticamente. Y por eso, la compañía decide que la misma aplicación sea generada para otros 5 planeadores.
Con el tiempo estos mismos planeadores de transporte piden otras aplicaciones para calcular los tamaños de flota adecuados en su operación y para analizar las frecuencias y tamaños de entregas. Pero el diseñador de la aplicación ya no tiene disponibilidad de tiempo para responder a todo.
Con esto, la empresa decide activar a otro usuario para que responda a estas demandas. Y con el tiempo, se van agregando usuarios de control de inventarios, compras, negociaciones, almacenamiento, finanzas, etc. Y obviamente, se han tenido que integrar más generadores de aplicaciones, generadores de valor.
Este es el efecto de red positivo que se espera de la plataforma y es la manera en que el diseño de la cadena de suministro tenga una configuración ágil, escalable y fácilmente automatizable.
Quiero resaltar 5 puntos clave a considerar para la implementación de plataformas digitales, en el diseño y toma de decisiones de una cadena de suministro:
- Identificación correcta de oportunidades para generar valor. Determinar puntualmente cuáles son las aplicaciones que se deberían construir en la plataforma.
- Roadmap detallado de iniciativas. No es suficiente con identificar las oportunidades para generar valor. También hay que clasificarlas y organizarlas por prioridad para marcar visibilidad del nivel de generación de aplicaciones en función del tiempo y retorno de inversión.
- Datos. La calidad, eficiencia y velocidad con la que se obtiene y administra la información es lo que marcará la pauta y la diferencia para que el proceso tenga resultados exitosos. Estandarizar los datos y consolidarlos en bases de datos robustas, facilitará la construcción de aplicaciones adicionales dentro de la plataforma y la utilización de aplicaciones existentes en equipos donde antes no se utilizaban. Adicionalmente, abre la posibilidad de generar aplicaciones, y también de utilizar algoritmos de Inteligencia Artificial y Machine Learning.
- ‘Governance’ y desarrollo estratégico. Definitivamente tiene que existir una conexión estratégica y un liderazgo comprometido y creyente de los análisis que se construyen, con procesos correctamente dirigidos. Si no hay gobernanza, no se saldrá adelante.
- Personas. No existe tecnología que genere valor por sí sola. El valor está en cómo esa tecnología se utiliza dentro de la organización y el equipo que está en constante relación con esta. Tener el equipo adecuado (clientes internos, proveedores de información, creadores de aplicaciones, usuarios, conexiones con la operación, etc.) es necesario para permitir el crecimiento.
En conclusión, las plataformas digitales bien implementadas en el diseño de una cadena de suministro, van a permitir que el valor se escale de forma ágil y eficiente generando resultados positivos en toda la organización, siempre que los requerimientos principales estén alineados con esta perspectiva.
Por: Camilo Orbegozo, P. Director, Customer Success Strategy en LLamasoft.



