domingo, 3 de março de 2019

FOLIA "À PORTUGUESA" NO PRIMEIRO CORSO NOTURNO DO CARNAVAL DE TORRES VEDRAS

Milhares de foliões saíram à rua para assistir ao primeiro corso noturno desta edição do Carnaval de Torres Vedras, que decorreu este sábado nas ruas do centro da cidade. A noite ficou marcada pela criatividade "made in Torres Vedras" do concurso de grupos de mascarados, que contou com a participação de 44 grupos com cerca de 2300 foliões. 

Com "Made in Portugal" a dar o mote a esta edição dos festejos carnavalescos, não houve tradição associada à história do país que ficasse esquecida: dos Corações de Viana ao Vinho do Porto, passando pelos carros de cesto da Madeira e pelo Galo de Barcelos, até aos Caretos de Podence e aos Pauliteiros de Miranda (esta noite em versão "Mauliteiros de Piranda"). 

A verdade é que, aqui, a criatividade não tem limites. Até tachos de cozido à portuguesa, candeeiros a petróleo da Casa Hipólito e a pasta dentífrica "No Coutinhas" foram alvo da agulha e da linha dos grupos de mascarados, que disputam prémios atribuídos pelos grupos, pelo público e pela Real Confraria do Carnaval de Torres. Os vencedores serão conhecidos amanhã, às 17h00, durante o primeiro corso diurno do evento.

"É tanto amor que eu sinto esse momento, é tão bonito esse mar de mãos" começou por cantar a Banda Baco no cimo do Tó'Candar PALADIN, que quando descia a Rua Henriques Nogueira já levava consigo uma autêntica multidão de mascarados ávidos por mais uma noite de folia. Também os tradicionais cabeçudos e Zés Pereiras se juntaram às formações musicais do Concelho para marcar o ritmo do corso, que contou ainda com a presença das majorettes de Wellington e La Roche-Chalais e de uma banda de música de Villenave d'Ornon.

Esta noite do Carnaval "mais português de Portugal" contou com o primeiro ARRAIAL FEST, com a Praça Dr. Alberto Manuel Avelino a encher para o espetáculo da cantora Rosinha. Até às 4h00, milhares de foliões dançam ao som de música "made in Portugal" e além do Atlântico nesta praça, assim como nas praças Machado Santos, Sagres (nos Jardins de Santiago) e PALADIN (junto ao Mercado Municipal).

O Carnaval de Torres Vedras é uma organização da Câmara Municipal de Torres Vedras; Produção da Promotorres E.M; Alto Patrocínio: Ministério da Economia; Patrocínio: Sagres e PALADIN; Vinho Oficial: AdegaMãe; Televisão Oficial: TVI; Rádio Oficial: RFM; Certificação Ambiental: Eco Evento Valorsul; Apoio: Oeste Portugal e Green Destinations.

Benfica foi ao Dragão “virar” o campeonato

Águias' venceram por 2-1 e ultrapassam
 FC Porto na tabela
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Intensidade, golos e uma troca de posição no topo da tabela classificação são a definição de mais um clássico português. O Benfica derrotou o FC Porto no Estádio do Dragão, por 2-1, e assumiu a liderança da Liga à 24.ª jornada.
Sérgio Conceição promoveu o regresso de Marega ao onze titular, ao lado de Adrián Lopez na frente de ataque. Manafá manteve o lugar à direita da defesa, enquanto Herrera e Óliver foram os responsáveis pelo centro do terreno.
Do lado do Benfica, Bruno Lage apostou no 'onze base' desde que assumiu o comando técnico das águias, fazendo regressar Ferro e André Almeida ao quarteto defensivo, depois de cumpridos os respetivos castigos.
Perante um Estádio do Dragão a 'rebentar pelas costuras', o FC Porto deu o mote para o que seria um jogo dividido, com lances de perigo junto das duas balizas e muita luta pela bola.
Foram necessários apenas 15 segundos para Alex Telles colocar Vlachodimos à prova, num remate do meio da rua. A pressão portista era respondida pelas saídas rápidas dos encarnados, que procuravam as costas da defesa azul e branca
Aos 19 minutos, Brahimi serpenteou em direção à área encarnada e foi rasteirado por Rubén Dias. Na conversão, Adrián atirou contra a barreira mas a segunda bola só parou no fundo das redes encarnadas.
A reação do Benfica foi pronta, com Pizzi a colocar a defesa dos 'dragões' à prova. Casillas foi chamado a intervir em duas ocasiões, mas não conseguiu parar a bola de João Félix que voltou a nivelar o resultado. A 'jovem estrela' encarnada surgiu solto de marcação no coração da área e deu o melhor seguimento a um passe de Seferovic.
Estavam decorridos 26 minutos, sendo que foi o Benfica a estar perto de novo golo antes do descanso. Em cima do apito para o intervalo, Seferovic apareceu na cara de Casillas, mas não conseguiu bater o guarda-redes espanhol.
A etapa complementar começou praticamente na mesma toada. À maior percentagem de posse de bola dos 'dragões', o Benfica respondeu com saídas rápidas. Aos 52 minutos, Pizzi segurou uma bola na grande área e, com mestria, serviu Rafa para a cambalhota no marcador.
A partir desse momento o FC Porto acentuou o domínio, acercando-se da baliza de Vlachodimos. Brahimi, Felipe e Marega remataram, mas o grego mostrou-se sempre seguro.
Numa tentativa de pressionar mais alto e travar a construção do FC Porto, Gabriel complicou a tarefa encarnada. Depois de cometer falta sobre Otávio, instalou-se a confusão no relvado e o médio brasileiro acabou expulso.
A pressão azul e branca subiu de tom e o empate esteve perto de acontecer aos 85 minutos, altura em que Felipe acertou na trave na sequência de um pontapé de canto.
De resto, Vlachodimos foi o herói encarnado nos instantes finais do encontro, ao salvar duas bolas de golo ao FC Porto.
Com este resultado, o Benfica salta para a liderança da Liga, agora com 59 pontos, mais dois que os 'dragões'.
Com Bancada.pt

sábado, 2 de março de 2019

Obras de reabilitação e requalificação de ecossistemas ribeirinhos arrancam na próxima semana em Carvide


Resultado de imagem para Câmara Municipal de Leiria, Ana EsperançaOs trabalhos de reabilitação e requalificação de ecossistemas ribeirinhos na Ribeira de Água Formosa e na Ribeira de Porto da Sepa, em Carvide, vão ter início na próxima semana, anunciou esta sexta-feira o projetista da obra, durante uma sessão de esclarecimentos naquela localidade.

Esta intervenção, orçada em 60 mil euros, resulta da disponibilização de uma verba de 60 milhões de euros, proveniente do Fundo Ambiental, destinada às áreas atingidas pelos incêndios em Outubro de 2017, revelou Emídio Barros, também presente na sessão, em representação da Agência Portuguesa do Ambiente.

Na sessão, a vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Leiria, Ana Esperança, destacou a importância desta intervenção para a salvaguarda dos ecossistemas ribeirinhos, uma preocupação assumida pelo Município de Leiria, anunciando que está em curso a avaliação do estado das linhas de água do concelho.

A responsável pela pasta do Ambiente na Câmara de Leiria apelou ainda ao envolvimento de toda a população na defesa do ambiente no concelho, num encontro em que o presidente da União das Freguesias de Monte Real e Carvide, Faustino Guerra, destacou a importância do esclarecimento das dúvidas dos proprietários de terrenos alvo da intervenção.

Pedro Teiga, especialista em reabilitação de rios e projetista da obra, realçou que os trabalhos vão decorrer nos terrenos em frente de rio, estando previstas diversas intervenções na área de domínio hídrico (uma faixa de 10 metros), nomeadamente o corte de espécies invasoras, como as acácias ou eucaliptos, e a poda ou plantação de espécies autóctones, como salgueiros, amieiros, freixos, carvalhos e sobreiros.

A intervenção, que classificou como engenharia natural, prevê ainda a limpeza de material queimado, aplicação de pasta fitossanitária e herbicida sistémico para secar acácias e eucaliptos, uso de estacaria viva, construção de microaçudes, instalação de filtros de palha e enrocamentos, nas situações em que tal se justifique.

Na sessão, Pedro Teiga convidou os proprietários a acompanharem os trabalhos, informando que em caso de recusa de realização da intervenção, estes incorrem em incumprimento, ficando com a obrigação de efetuarem os trabalhos num prazo a determinar, tendo de assumir os custos.

Com esta empreitada, que vai também estender-se a uma área limitada na freguesia do Coimbrão, pretende-se por um lado criar barreiras para que as cinzas não entrem nas linhas de água e criar condições naturais de resistência a cheias e prevenir os efeitos de erosão das mesmas. 

Após esta intervenção, caberá aos proprietários assumirem a manutenção dos terrenos, de modo a proteger as margens das linhas de água e preservar a sua biodiversidade.

Na sessão, os participantes mostraram-se favoráveis a esta intervenção, mas manifestaram preocupação pelo facto de existirem proprietários que não efetuam trabalhos de limpeza dos seus terrenos, prejudicado todos os outros.

Macroscópio – Ora vamos lá fazer um intervalo. Para olhar para mais longe

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Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!
 
Hoje é dia desta newsletter não ter um só tema, antes abordar diferentes assuntos de acordo com um critério único: são boas leituras, algumas delas realmente inspiradoras e podem ajudar a ocupar as longas horas de um fim-de-semana que, para muitos, deverá prolongar-se até à próxima terça-feira.
 
A primeira história que escolhi é extraordinariamente curiosa. Trata-se da reconstituição detalhada, apaixonante, da forma como um aristocrata holandês, negociante de arte, identificou e, no fundo, descobriu, uma pintura do grande Rembrandt. Russell Shorto contou-a no Magazine do New York Times, em Rembrandt in the Blood: An Obsessive Aristocrat, Rediscovered Paintings and an Art-World Feud. É uma verdadeira aventura que começa numa manhã chuvosa a mais rotineira das tarefas: abrir o correio. Eis um pequeno extracto:
Six made coffee that morning, then sat down to a stack of mail. He dispensed with the bills and other annoyances first so as to settle into the catalogs of coming art auctions. One was for a December event at Christie’s in London. He skimmed it quickly, almost dismissively; it was for the daytime sale, which featured lesser objects. The top paintings and sculptures are always reserved for the evening. And then, he told me, he stopped cold. The slightly miscolored photograph in the catalog was a portrait of a rather dazed-looking young gentleman with a lace collar and a proto-Led Zeppelin coif. What first spoke to Six was the gaze of the subject (...): “He pierces the image,” he said. Six felt that he had seen the work before, but after tearing through his library in search of it, he came to believe it wasn’t the actual image that struck him as familiar but the sum of all the telltale features of an early Rembrandt. (...) The painting dated from somewhere between 1633 and 1635. The giveaway was the particular type of lace collar, which was the height of fashion in that brief span and then quickly went out of style. What especially excited Six was not just that Christie’s had failed to see that the painting was most likely from the hand of the master, but also that the auction house had labeled it “circle of Rembrandt” — i.e., from a follower. “You see the problem, right?” he asked me. I was puzzling for the solution to the riddle when he blurted it out: “Rembrandt wasn’t famous yet in the early 1630s, so there was no circle. I knew right away Christie’s had screwed up.” From there, Six was a bloodhound on the trail. 
 
Como interessante complementar recomendo esta peça do El Pais, Así sonaba la voz nasal de Rembrandt, que na verdade é uma peça que nos dá acesso a registos sonoros preparados por “Expertos forenses [que] reconstruyen el timbre del maestro holandés a partir de su salud, su carácter y sus autorretratos”.
 

Deixem-me agora regressar a Portugal mas mantendo-me na aristocracia – não na aristocracia de sangue azul, mas naquela aristocracia que é a nossa rarefeita meritocracia, neste caso representada por um grande senhor chamado Alexandre Soares dos Santos. Tem hoje 85 anos, já passou os comandos da Jerónimo Martins do seu filho Pedro, mas deu-me a mim e ao Nuno Vinha uma notável entrevista de vida que, passe a imodéstia, não posso deixar de recomendar vivamente: “Os pobres fizeram-se para a gente os transformar em classe média”. Vale a pena citar na íntegra a resposta de onde saiu este título com o seu quê de desafiador:
Eu sou cristão, não tanto católico. É os valores, o respeito pela pessoa humana. É o respeito pela lei, percebe? A seriedade da sua conduta. Não tenho nada a ver com os pobres, os pobres fizeram-se para a gente os transformar em classe média e depois subirem se possível. É para isso que a gente luta. Mas não é o ‘pobre, tem que ser ajudado, coitadinho’, porque isso é ajudá-lo a ser pobre. E nisso discordo profundamente da Igreja Católica. As empresas que não fazem lucro não podem fazer nada. As que fazem lucro têm de dividi-lo pelo acionista e pelas pessoas que trabalham na companhia, e pelo investimento. Por isso estou farto de propor — farto! — de propor a diferentes primeiros-ministros e ministros das Finanças que criem leis que me permitam distribuir dividendos a quem trabalha e não posso. O nosso sistema é estúpido.
 

Como já faço parte daquela categoria de portugueses a que chamam sexagenários, lembro-me bem de um evento de há 50 anos que esta semana recordámos: o tremor de terra de 28 de Fevereiro de 1969, o mais violento sentido em Portugal em todo o século XX. Lembro-me de acordar (tinha 11 anos), de o meu pai – que era investigador na Faculdade de Ciências – nos explicar o que se tinha passado, o que nos permitiu voltar para a cama e dormir o resto da noite sem fugir para a rua em pijama como tanta gente fez nessa noite e a Marta Leite Ferreira recordou no especial do Observador Há 50 anos, “o fim do mundo” passou em Portugal. O dia em que um sismo devastador matou 13 pessoas. É um texto onde se explica, nomeadamente, que “Terá sido o Algarve “a província mais assolada pelo tremor de terra”, disse o Jornal de Notícias. “Da ponta de Sangres à foz do Guadiana, uma onda de pavor e destroços” registou-se em todo o sul do país. “Às três horas e 42 minutos, o velho relógio do Arco da Vila, em Faro, parou como que a cronometrar o momento dramático por que todos os algarvios passaram”. “Foram 126 segundos, que pareceram horas infindáveis, durante os quais o sismo com bateria infernal foi marcando crescendos enervantes, temerosos”, concluiu o jornal. Centenas de casas caíram. O Século concluiu até que “o fim do mundo passou pelo Algarve”. A culpa? “A utilização de argamassa pobre em argila” nas construções.”
 
Ainda sobre esse tremor de terra gosta de destacar a Grande Reportagem que a SIC emitiu na passada quinta-feira, "Tremendo Portugal": está o país preparado para um grande sismo?, um trabalho centrado no que está bem e, sobretudo, no que está mal no nosso país no que se refere à prevenção de uma grande tragédia caso ocorra um novo terramoto como o de 1755.
 

Continuando a falar de ciência, mais duas leituras que levantam problemas muito interessantes. A primeira, Our Twisted DNA, um texto de Tim Flannery na New York Review of Books, parte de um livro, She Has Her Mother’s Laugh: The Powers, Perversions, and Potential of Heredity, de Carl Zimmer, para abordar um conjunto muito diverso de temas relacionados com a genética e a hereditariedade. Não é possível resumir a sua riqueza, mas é possível deixar aqui o alerta com que termina:
With both CRISPR and gene drive technologies becoming more powerful by the year, we must look to visionaries to comprehend its potential. George Church, a geneticist at Harvard and MIT, believes that CRISPR will inevitably be used to create genetically “superior” humans. Alterations to our genome will creep in the door through the treatment of diseases, he says. Imagine if gene editing can be used to treat wasting muscles, or Alzheimer’s, or to prevent HIV infection (as was allegedly done to a pair of unborn twins recently in China)—how long would it be before those same techniques are used to create super-muscles or super-cognition? Church is rightly concerned about CRISPR’s potential to permanently alter human gene lines, as are other scientists. Marcy Darnovsky, the executive director of the Center for Genetics and Society, thinks it will lead to an “unregulated marketplace” in which gene editing, which can inflict harm on unborn children, will run rampant. Given the history of earlier misunderstandings of inheritance that Zimmer relates, it’s a warning we better take seriously.
 

O outro texto é da The Atlantic e tem imensa informação sobre os avanços da ciência no que se refere à forma como os animais percecionam e sentem o mundo à sua volta. A ideia de que só os mamíferos têm “sentimentos” há muito que foi abandonada, como conta Ross Andersen em A Journey Into the Animal Mind. E não famos apenas de aves ou peixes, “Lab-bound honeybees [abelhas] can learn to recognize abstract concepts, including “similar to,” “different from,” and “zero.” Mas este é apenas um exemplo de que “This idea that animals are conscious was long unpopular in the West, but it has lately found favor among scientists who study animal cognition. And not just the obvious cases—primates, dogs, elephants, whales, and others. Scientists are now finding evidence of an inner life in alien-seeming creatures that evolved on ever-more-distant limbs of life’s tree. In recent years, it has become common to flip through a magazine like this one and read about an octopus using its tentacles to twist off a jar’s lid or squirt aquarium water into a postdoc’s face. For many scientists, the resonant mystery is no longer which animals are conscious, but which are not.”

 
Não seleccionei para este Macroscópio temos capazes de suscitar grandes preocupações, mas houve um sobre o qual decidi abrir uma excepção: o regresso do anti-semitismo à Europa. Fi-lo primeiro porque encontrei no El Pais Semanal uma excelente reportagem, El nuevo odio a los judíos en Francia, que é basicamente uma recolha de testemunhos, alguns deles realmente inquietantes mas que permitem compreender porque há judeus a abandonar aquele país. Com efeito “El asesinato en París de una superviviente de la persecución nazi de 85 años se suma a un goteo incesante de actos y crímenes antisemitas. En la principal comunidad judía de Europa, algunos piensan en mudarse a otras ciudades o en emigrar a Israel. Francia los escucha, pero no saben si será suficiente para combatir una forma de odio impulsada ahora por el islamismo violento”. Uma das histórias contadas neste trabalho é da Nathaniel Azoulay (na fotografia), que em resumo é a seguinte: “El 22 de febrero de 2017, Nathaniel y Jacob Azoulay iban conduciendo cuando una furgoneta empezó a cruzárseles de forma peligrosa. En un semáforo en rojo, el hombre les empezó a insultar. “¡Sucios judíos! ¡Gilipollas! ¡Vais a morir!”. Al aparcar en un bar para hablar con él, fueron rodeados por seis hombres. Uno de ellos sacó una sierra y los hirió.”

 
Ao mesmo tempo, do outro lado do Canal da Mancha, como se as divisões causadas pelo Brexit não fossem suficientes, a liderança trabalhista tem sido acusada de anti-semitismo, e essa foi mesmo uma das razões invocadas pelos deputados que recentemente abandonaram a bancada pera formarem o Grupo Independente. Roger Cohen, do New York Times, tem em Jeremy Corbyn’s Anti-Semitic Labour Party uma boa explicação daquilo que é intolerável no discurso do líder dos trabalhistas: “There’s nothing anti-Semitic about sympathy for the Palestinian cause or support of Palestinian statehood or disdain for the rightist government of the Israeli prime minister, Benjamin Netanyahu, and its kick-the-can policies to prolong or eternize the occupation of the West Bank. That should be obvious. But where anti-Zionism crosses into anti-Semitism should also be obvious: dehumanizing or demonizing Jews and propagating the myth of their sinister omnipotence; accusing Jews of double loyalties as a means to suggest their national belonging is of lesser worth; denying the Jewish people’s right to self-determination; blaming through conflation all Jews for the policies of the Israeli government; pursuing the systematic “Nazification” of Israel; turning Zionism into a synonym of racism.”
 

Para o fim deste Macroscópio, que já vai um pouco longo, guardei mais um texto da The Atlantic que me pareceu muito a propósito de irmos (muitos de nós) ter alguns dias de descanso. Trata-se de uma crítica à obsessão pelo trabalho, uma obsessão gerada por necessidades sempre novas que fizeram fracassar a previsão de John Maynard Keynes que, em “Economic Possibilities for Our Grandchildren”, achava que o desenvolvimento tecnológico permitiria que no nosso século XXI só trabalhássemos o equivalente 15 horas por semana: “For the first time since his creation man will be faced with his real, his permanent problem, how to occupy the leisure”, escreveu Keynes e recorda Derek Thompson em Workism Is Making Americans Miserable. Não é bem isso que aconteceu, nem se prevê que venha a acontecer, o que leva este autor a notar que, no fundo, vivemos (e digo vivemos, porque nisto não seremos muito diferentes dos americanos) numa grande contradição: “On a deeper level, Americans have forgotten an old-fashioned goal of working: It’s about buying free time. The vast majority of workers are happier when they spend more hours with family, friends, and partners, according to research conducted by Ashley Whillans, an assistant professor at Harvard Business School. (...) How quaint that sounds. But it’s the same perspective that inspired the economist John Maynard Keynes to predict in 1930 that Americans would eventually have five-day weekends, rather than five-day weeks. It is the belief—the faith, even—that work is not life’s product, but its currency. What we choose to buy with it is the ultimate project of living.”
 
Achei que era um bom tema de reflexão para uns dias de descanso (ou mesmo de folia) passados com os amigos ou em família. Os leitores do Macroscópio ajuizarão. Eu, por mim, despeço-mo com votos de um bom fim-de-semana... alargado.

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O “rei” da festa foi o povo!

Um Carnaval que colocou as pessoas de Mira a cantar e a sambar...
Dálmatas, Deuses do Olimpo, baralhos, CSI´s, princesas, smurfs e muitos outros adereços e figurinos, estiveram em cena e encheram o centro de Mira de folia, no Carnaval das IPSS´s e Escolas do Concelho.
Foi uma manhã em que São Pedro contribuiu com o espetáculo e onde crianças, jovens e menos jovens deram azo à imaginação e à alegria, aproveitando o momento e transmitindo energia para as (muitíssimas) pessoas presentes para assistir ao desfile.
A inclusão foi um importante destaque na primeira das três seções de Carnaval de rua que acontecerão. Ali, naquela espécie de sambódromo, todos - sem exceção - puderam extravasar toda felicidade que tinham de serem foliões por um dia!

Jornal Mira Online

Manhã de sábado: Como consegue sobreviver um bebé de 268 gramas? /premium

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Manhã de sábado

As principais notícias do dia
Bom dia!
Há 20 anos seria impossível. Hoje há casos-milagre, mas podem ter sequelas e precisam de acompanhamento toda a vida. O Japão conseguiu que o bebé mais pequeno do mundo sobrevivesse. E se fosse cá?
Juiz quer recorrer aos tribunais para reparar as ofensas à honra que diz ter sido alvo nas últimas semanas. Advogados estão a fazer levantamento de todas as críticas feitas por figuras públicas.
IPSS João de Deus fez compras em marcas de luxo como a Prada. Diretor pediu dinheiro aos pais para comprar a Casa do Poeta João de Deus, mas quer vender imóvel por mais 700 mil euros.
Um dia depois de o Observador noticiar que o padre Heitor Antunes começou um relacionamento com uma catequista quando esta tinha 14 anos, diocese de Vila Real confirmou abertura de uma investigação.
O fogo começou durante a madrugada e destruiu o interior de um prédio. Três feridos são de uma família que vivia no 3º andar, os outros dois são vizinhos. Um homem de 55 anos está desaparecido.
É o primeiro veículo espacial construído e operado por uma empresa comercial norte-americana. Para já, leva apenas um manequim de teste, mas as missões tripuladas estão previstas para o fim do ano.
Finalista do Festival da Canção e o mais votado da segunda semifinal, viajou com o Observador por Torres Vedras. Cantou "Igual a Ti", "Sobe, Sobe, Balão Sobe" e Bob Marley e está confiante.
Depois de 4 anos de atrasos e problemas, o cozinheiro finalmente inaugurou a nova vida do restaurante que lhe deu sucesso. Andou duas portas para o lado e saltou a passos largos para o futuro.
A massa salarial das águias na primeira metade desta época disparou 47% para 51,2 milhões de euros. Aumento é explicado com opção de reter jogadores e pagamento de prémios.
Sérgio Conceição renovou o contrato com o Futebol Clube do Porto por mais um ano.
Rami Malek interpretou o cantor Freddie Mercury no filme Bohemian Rhapsody e precisou de uma treinadora de movimentos para entrar na personagem. 

Opinião

Alberto Gonçalves
No fundo, a “mulher” da dra. Joana do CDS não difere da “mulher” da dra. Catarina do BE. Na ânsia de se apoderarem das cabeças alheias esgadanham-se para reduzir sujeitas de carne e osso a caricaturas
Ruth Manus
Feminismo não tem a ver só com igualdade. Feminismo, fundamentalmente, tem a ver com liberdade. Com o direito de escolha de cada mulher. Ser mãe ou não. Ser casada ou não. Ser “feminina” ou não.
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Na pastoral e no direito canónico já existem todos os meios necessários para a erradicação da pedofilia e do abuso de menores na Igreja católica.
Sebastião Bugalho
Se o Bloco de Esquerda deseja realmente eleições na Venezuela, por que não apoia o político que as defende? Porque chama ‘golpista’ a um homem eleito pelos venezuelanos para a sua Assembleia Nacional?
Sofia Santos
Num país que ambiciona ser neutro em carbono em 2050, a Sustainable Finance constitui uma oportunidade para todos, quer instituições financeiras, quer Estado, quer cidadãos. 
MAGG

Sofia Venâncio
A MAGG falou com uma portuguesa que garante que os colegas da filha viram a personagem no YouTube. Nós não a conseguimos encontrar.
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Saúde | Instituto Português do Sangue apela à dádiva de sangue O negativo

Foto: Arquivo/Global Imagens

O Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) anunciou, na quarta-feira, que as reservas de sangue do tipo zero negativo (O negativo) estão em baixa, realizando um apelo à dádiva.

No site do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o IPST fez um ato de sensibilização para chamar novos dadores. Este é um procedimento que fazem com frequência "nas duas épocas sazonais em que se regista baixa de dádivas: no inverno, durante os surtos gripais, e no verão, coincidindo com o período de férias", explicou o instituto.

Estas ações de sensibilização fazem parte das promoção da dádiva. "A nível nacional, as reservas de sangue estão estáveis, encontrando-se entre 5 e 7 dias para os diferentes grupos sanguíneos negativos (A-, B-, AB-), exceto para os zero negativos (0Rh-) que se encontra até 4 dias", esclareceu o IPST.

O número de dadores e o número de dádivas variam ao longo do ano, o que pode ter impacto num ou noutro grupo sanguíneo de forma aleatória. Ainda assim, "a suficiência das reservas é acautelada, com as colheitas realizadas diariamente em todo o país pelo IPST e pelos hospitais que têm colheita de sangue, para que não haja ruturas de abastecimento".

Segundo esclarece o instituto, Portugal é autosuficiente em sangue e nos seus componentes, com uma taxa de 32 dádivas por 1000 habitantes e de transfusão de concentrado de eritrócitos de 30 por 1000 habitantes.

A faixa etária com maior número de dadores situa-se entre os 25 e os 44 anos. Os jovens entre os 18 e os 24 anos representavam em 2017, 14,35% do total dos dadores.

Fonte: JN