quinta-feira, 16 de abril de 2020

Distanciamento social até 2022?

Por Natasha Romanzoti, em 15.04.2020

Um novo estudo da Universidade de Harvard concluiu que os Estados Unidos podem ter que adotar medidas periódicas de distanciamento social até 2022, a menos que uma vacina apareça antes.
Os pesquisadores supõem que o COVID-19 se tornará sazonal, como outros coronavírus intimamente relacionados que causam o resfriado comum, com taxas de transmissão mais altas nos meses mais frios.

“Descobrimos que medidas únicas de distanciamento social provavelmente serão insuficientes para manter a incidência do SARS-CoV-2 dentro dos limites da capacidade de cuidados intensivos nos Estados Unidos”, disse o principal autor do estudo, Stephen Kissler. “O que parece ser necessário na ausência de outros tipos de tratamentos são períodos intermitentes de distanciamento social”, acrescentou.

Simulações

Os pesquisadores realizaram várias simulações a partir das informações conhecidas sobre o COVID-19 e outros coronavírus, criando diversos cenários para a pandemia atual.
As projeções indicam que o vírus poderia voltar com tudo caso as restrições atuais fossem retiradas. Nos EUA, como em muitos outros países, comércio e instituições estão fechadas, com exceção dos serviços essenciais.
“O distanciamento intermitente pode ser necessário até 2022, a menos que a capacidade de tratamento intensivo seja substancialmente aumentada ou um tratamento ou vacina fique disponível”, escreveram os cientistas em seu artigo. “Mesmo no caso de eliminação aparente, a vigilância de SARS-CoV-2 deve ser mantida, pois um ressurgimento do contágio pode ser possível até 2024”.

Questão de imunidade

Um fator importante e a maior fraqueza das projeções é que não sabemos se e quando as pessoas se tornam imunes ao SARS-CoV-2. No momento, os melhores palpites são baseados em outros coronavírus, nos quais a infecção gera alguma imunidade que dura até um ano. Pode haver também imunidade de proteção cruzada contra o COVID-19 se uma pessoa estiver infectada por outro coronavírus, como o causador de resfriado comum.
Os maiores desafios dos governos, no momento, além da criação de uma vacina e de tratamentos eficazes para o COVID-19, incluem descobrir testes confiáveis para determinar quem possui anticorpos contra o coronavírus, estabelecendo um nível de imunidade e quanto tempo ela dura, bem como aplicá-los em massa.
De acordo com os pesquisadores, a testagem em massa é necessária para determinar quando os limiares para desativar/reativar o distanciamento são ultrapassados.
Vale observar que distanciamento social em excesso também não é eficaz para erradicar a doença – nesse cenário, ninguém se contagia, mas ninguém desenvolve imunidade. A vacina continua sendo necessária, e isolamento contínuo até o surgimento de uma não parece provável.

Sem saída?

Os pesquisadores admitem que o distanciamento social prolongado, mesmo que intermitente, provavelmente teria consequências econômicas, sociais e educacionais profundamente negativas.
Uma coisa é certa, no entanto: o vírus está aqui para ficar. É improvável que ele desapareça sozinho após uma primeira onda de imunidade, como aconteceu com o surto de SARS em 200-2003.
O que os cientistas esperam é que o novo estudo ajude a identificar as trajetórias mais propensas da pandemia sob diferentes abordagens, para que possamos determinar as melhores maneiras de combatê-la.
Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica.

hypescience

Como pedir o subsídio de desemprego? Um guia prático para evitar serviços presenciais

Como pedir o subsídio de desemprego? Um guia prático para evitar ...
O Instituto do Emprego e Formação aconselha, sempre que possível, a fazer o pedido de subsídio de desemprego online ou através de email, evitando os serviços presenciais.
O Instituto do Emprego e Formação (IEFP) apresenta um guia prático, com todas as formas de requerer o subsídio de desemprego, para quem se encontre sem trabalho, em tempos de pandemia.

Declaração do empregador

A primeira coisa a fazer em caso de desemprego é pedir uma declaração ao empregador, disponibilizada pela Segurança Social. O modelo RP5044 deve ser preenchido pelo empregador e entregue ao trabalhador que fica desempregado.

Registo no IEFP Online

Munido da declaração e dos dados da Segurança Social, o trabalhador deve registar-se no IEFP Online , inscrevendo-se como candidato a emprego. Além dos dados pessoais, é necessário também preencher o curriculum online.

Pedir o subsídio de desemprego

Depois de inscrito, o trabalhador deve fazer o requerimento do subsídio de desemprego através do IEFP Online, acedendo a um formulário disponível na gestão dos cidadãos do portal. Há um guia de apoio à submissão online de pedidos de subsídio de desemprego que pode providenciar mais informação.

Por email

Quem tiver dificuldades com o site, pode fazer o pedido de subsídio de desemprego enviando um email ao centro de emprego da área de residência. Os endereços de email de cada centro de emprego podem ser encontrados aqui através de uma busca por região, município e freguesia.

Por telefone

Também é possível contactar o centro de emprego através de contacto telefónico, ligando para o centro de emprego da área de residência. Os contactos telefónicos de cada centro de emprego podem ser encontrados aqui através de uma busca por região, município e freguesia.

Atendimento presencial

De momento, o IEFP desaconselha o atendimento presencial devido à pandemia de covid-19 mas garante que todos os centros de emprego se encontram abertos. Assim sendo, quem quiser fazer uma marcação presencial pode dirigir-se ao centro de emprego da zona residência e aguardar, mas o ideal é fazer um agendamento online, efetuado no Portal Siga ou no IEFP Online .
O trabalhador é informado do dia, hora e local para comparência no centro de emprego, recebendo ainda um e-mail ou SMS com o comprovativo da marcação e um código que terá de utilizar no dia do atendimento.

Mais questões?

A linha do IEFP 300 010 001 permite esclarecer dúvidas sobre o subsídio de desemprego. Funciona de segunda a sexta-feira entre as 08h às 20h.
Sara de Melo Rocha / TSF

Teleconsultas passaram a ser a norma entre as mulheres grávidas

Covid-19: Grávidas infetadas devem ser vigiadas em casa
Acompanhamento "não é tão próximo", mas, "mantendo-se as duas ecografias recomendadas, o essencial está garantido".
Quase todas as mulheres grávidas passaram a ter as consultas de seguimento da gravidez através do telefone.
A explicação é avançada pela Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia que garante que a situação "parece estar controlada", apesar do medo que muitos têm de ir aos hospitais ou clínicas devido ao receio de contágio.
Há dois dias, a Direção-Geral da Saúde (DGS) fez um apelo a pedir atenção à saúde das grávidas nestes tempos de Covid-19.
O presidente da federação explica que "elas não estão a deixar de fazer as duas ecografias fundamentais e estão a ter um tipo de assistência que é diferente, mas que é de proximidade, por telefone".
Daniel Pereira da Silva detalha que foi preciso fazer esta adaptação nos serviços públicos e privados para que existissem contactos telefónicos regulares, "não parecendo que existam preocupações significativas", com o colégio da especialidade, na Ordem dos Médicos, a acompanhar a situação.
Estas consultas são muito mais frequentes no final da gravidez e são agora feitas por telefone "em relação a vários parâmetros que é possível acompanhar desta forma, como a medição da tensão arterial".
"Um acompanhamento nem que seja mínimo, não é o ideal mas é aquele que parece razoável e equilibrado dentro das condições que temos atualmente", refere Daniel Pereira da Silva.
O médico recorda que não é conveniente que as mulheres frequentem os hospitais ou clínicas nesta altura pelo que naturalmente a esmagadora maioria concorda facilmente em fazer as consultas por telefone.
"Em relação a alguma queixa por parte da grávida nós conseguimos acompanhá-la por telefone, agora em relação ao desenvolvimento fetal, aspetos de segurança, naturalmente que não é tão próximo. Mas mantendo-se as duas ecografias recomendadas o essencial está realmente garantido", conclui o representante da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia.
Nuno Guedes / TSF

Pedro Siza Vieira: “Ajudas do Estado a empresas a fundo perdido serão impostos mais tarde”

Ajudas do Estado a empresas a fundo perdido serão impostos mais ...
Ministro da Economia diz que o Estado não pode pagar os compromissos das empresas à custa dos contribuintes e a fundo perdido.
O ministro da Economia, Pedro Siza Viera, descartou, na quarta-feira, a possibilidade de o Estado ajudar as empresas a pagar os compromissos decorrentes da pandemia a fundo perdido, advogando que "despesa do Estado agora são impostos" mais tarde.
"Acho muito difícil. Não podemos pensar que conseguimos pagar os compromissos das empresas a fundo perdido e à custa do contribuinte. Despesa do Estado agora são impostos amanhã", sustentou o governante, na quarta-feira à noite, durante o programa Grande Entrevista, na RTP3.
O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital considerou que é importante, nesta altura, "aliviar aquilo que são os compromissos" das empresas e, ao mesmo tempo, arranjar forma de as manter "em funcionamento, mesmo que neste estado de hibernação", por causa da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus.
Pedro Siza Vieira rejeitou as críticas do presidente da Confederação Empresarial (CIP), António Saraiva, de que ainda não tinha chegado dinheiro às empresas através das linhas de crédito anunciadas pelo Governo.
O ministro disse que "na linha de 400 milhões de euros já chegou dinheiro" às empresas, referindo-se ao mecanismo de auxílio criado pelo Governo ainda antes de ser exigido uma autorização da Comissão Europeia para ajudas do Estado.
Siza Vieira explicitou também que "linhas para três mil milhões de euros", que serão, posteriormente, "alargadas para seis mil milhões de euros", já se encontram nos bancos e que "já existem pedidos de crédito apresentados por mais de duas mil empresas".
Segundo o governante, existem igualmente "linhas de crédito aprovadas pelo sistema público de garantias concedidas para operação" no valor de 430 milhões de euros, sublinhando que "agora falta uma coisa essencial, que é conseguir fazer com que esse dinheiro chegue à caixa das empresas".
Destacando que é necessário que os bancos o "façam rapidamente", o ministro da Economia garantiu que estes pedidos de financiamento estão a ser mais céleres.
"Já tenho bancos que me dizem que, entre a aprovação e a contratação é possível passar quatro dias e no dia seguinte haver a transferência", assegurou.
Lusa

Covid-19. Adriana despediu-se do pai através de chamada telefónica

Covid-19. Adriana despediu-se do pai através de chamada telefónica
Em plena pandemia da covid-19, os doentes mais graves acabam por perder a batalha sozinhos, longe dos familiares. Foi o que aconteceu a Martinho Miranda Ribeiro, de 79 anos.
Nos hospitais portugueses, são muitas as pessoas que acabam por perder a luta contra a Covid-19 longe dos familiares. Não se escolhem flores e a gestão de quem pode estar no último adeus é quase matemática. Adriana despediu-se do pai em tempo de pandemia por videoconferência graças a uma médica à qual, “quando tudo passar”, quer dizer “obrigada”.
Vinte dias separam a última visita que Adriana fez ao pai – Martinho Miranda Ribeiro, de 79 anos, reformado, apaixonado pela música e residente em Vila do Conde, distrito do Porto, Conforta-a saber que Martinho sabia que era amado e que a perda foi “uma inevitabilidade” em tempos da pandemia da covid-19. Sossega-a saber que o pai “teve uma boa vida”. Alivia-a saber que “fez tudo o que podia”, conta à Lusa, menos de um mês depois de um funeral no qual estiveram “talvez 10 pessoas”.
“O caixão chegou. Estávamos com máscara e afastados. Não escolhemos nada: nem caixão, nem flores, nada. Percebi que havia uma urgência das autoridades e da funerária em fazer o enterro. Enterrámos o meu pai e agora é isto. Viver com isto. O que me ajuda a fazer o luto é a própria personalidade do meu pai que dizia que quando morresse não queria luxos, nem preto, nem choros. Só música. Teve um funeral discreto como ele queria e como eu nunca imaginei”, descreve.
Martinho Miranda Ribeiro, que tocava concertina no Rancho das Caxinas e tinha 12 irmãos, tinha gerido um café e um restaurante depois de regressar a Portugal vindo do Brasil. Morreu a pouco tempo de completar o 50.ª aniversário de casamento que aconteceria em maio e planeava a “grande festa que ia fazer” há um ano.
“Para a minha mãe, que perdeu o companheiro de 50 anos, tem sido difícil. Porque não o viu, não sabe se ele foi bem tratado. Pergunta-se: será que morreu sozinho? Será que sofreu?”, conta.

“Não conseguem visualizar como é que o seu familiar morreu”

Estas são perguntas que o presidente da Delegação Regional Norte da Ordem dos Psicólogos (OPP-DRN), Eduardo Carqueja, conhece bem. Em declarações à Lusa, o psicólogo explica que “o que está a acontecer [em tempos de pandemia] é que muitas famílias não conseguem despedir-se, não conseguem visualizar como é que o seu familiar morreu” e, por isso, “imaginam”.
“E a imaginação carrega sofrimento, o sofrimento de pensar que pode não ter sido como gostariam que tivesse sido. Quem trabalha no luto tem de estruturar isto muito bem. É importante que não se abandone estas pessoas enlutadas no tempo que vai chegar porque elas podem não ficar prisioneiras da covid-19, mas ficam prisioneiras de sentimentos de culpabilidade, impotência, abandono, com raiva dirigida para quem morreu ou para quem tratou de quem morreu”, descreve Eduardo Carqueja.

“O meu pai foi internado em novembro depois de um enfarte”

Adriana Miranda Ribeiro, 41 anos, mãe de uma menina de quatro à qual foi diagnosticada leucemia há um ano, situação atualmente em remissão, sabia que o pai ia morrer um dia apesar de a certa altura ter achado que ele era “imortal”.
“O meu pai foi internado em novembro depois de um enfarte. Teve consequências e aguardava reabilitação. Foi sempre resistindo. Teve várias infeções hospitalares, desde gripe A a uma no intestino (…). Foi operado. Trocaram-lhe parte do ‘pacemaker’. Resistia sempre. Sempre otimista. Foi preciso vir uma pandemia para o levar”, diz.
O Governo proibiu as visitas a hospitais a 8 de março. Adriana ainda viu o pai no dia seguinte. Internado por várias outras patologias, Martinho testou positivo ao novo coronavírus a 20 de março.

“Não sei se ele nos ouviu”

Foi transferido para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e morreu cerca de uma semana depois, e também depois de ter visto o filho mais novo, a quem, após estar “todo equipado”, foi permitido visitar o pai de madrugada, e ainda depois de uma videochamada que o permitiu ver a filha e a mulher.
“Recebi uma chamada depois das 23:00 — ninguém liga a essa hora se for para dar esperança — de uma médica espetacular do Pedro Hispano. Chama-se Margarida Oliveira. Quando tudo isto passar vou procurá-la. Se calhar dá conforto a 100 pacientes e a 100 famílias por dia, mas eu quero agradecer-lhe. E combinámos uma videochamada pelo telefone dela. Não sei se ele nos ouviu, mas dissemos o que tínhamos a dizer. De alguma forma despedimo-nos”, conta Adriana, que não se deslocou ao hospital por ser muito arriscado expor-se ao vírus tendo em conta o historial médico da filha.
A videochamada que a médica proporcionou a Adriana e à mãe é uma das estratégias que Eduardo Carqueja descreve como “vitais” num “momento como este em que a morte, o luto e a perda começam a ser falados com banalidade”. “É um desafio que já nos está a merecer a todos uma reflexão e um olhar diferente sobre a última proximidade. Quem trabalha nesta área procura que exista uma última proximidade para tranquilidade, de quem morre e de quem fica”, descreve o psicólogo.
Impala

Edward Snowden: Covid-19 pode ser utilizada como pretexto para retirar direitos aos cidadãos


magazinelusa

Já vimos isto a acontecer, em vários países"...alerta o whistleblower

Edward Snowden alerta para o facto de estarmos a ser conduzidos para um mundo em que o pânico da população motiva as decisões dos governos, que assim podem implementar medidas restritivas dos direitos dos cidadãos, direitos esses que foram difíceis de conquistar, e que podem inclusive, não voltar a ser direitos.

Entre as estratégias que se propõe destacam-se os múltiplos exemplos em que a tecnologia é usada para controlo da epidemia, sem que se reflicta profundamente sobre as implicações que abrir este precedente pode ter.

O princípio da conversa foi dedicado aos termos técnicos, como uma explicação de Snowden do que são metadados e esclarecer um ponto fundamental: “Quando se fala em utilizar a localização e monitorizar os telemóveis, fala-se em mais do que usar o seu sinal…ee consegues receber uma mensagem, estás ligado à rede e és localizável. E isso é feito por várias operadoras em vários países, porque não há nada na lei que o impeça…”


Snowden lembra-nos que no caso da monitorização contra o terr0rismo o falhanço foi evidente, referindo que nesta crise até podem haver casos de sucesso mas que a questão que se segue é: até que ponto estes sistemas são confiáveis?

Focando a conversa no tema do momento, o Covid-19, Snowden sublinha:

“Eu acho crucial ter em mente a perspectiva de que numa sociedade livre um vírus é perigoso mas a destruição de direitos é fatal. É algo permanente que não voltamos a ter.”

México | Cómo Prepararnos Financieramente Para El Aislamiento Temporal


por Yesica Flores
Ahora que finalmente ha sido declarada la fase 2 en la contingencia del COVID-19 en México, una mayor proporción de personas empleadas han tenido que trabajar desde casa, ausentarse temporalmente de sus empleos con o sin goce de sueldo, generando implicaciones importantes en los hábitos e ingresos de las familias mexicanas.
Hace 11 años, enfrentamos una situación similar con H1N1, lo que nos obligó a aislarnos durante algunas semanas, aunque parece que la severidad del virus en esta ocasión, nos forzará al aislamiento por un periodo mayor. Independientemente del tiempo, es importante reconocer la nueva realidad y actuar en consecuencia para minimizar los efectos posteriores al relajamiento del aislamiento. La situación de las familias es muy diversa, basadas en su condición laboral, tipo de ingreso, ahorros, prácticas de gasto y demás. Con base a esto, Adrián Fernández de Mendoza, Director General de Creditea en México, una fintech enfocada a préstamos en línea, nos resalta: “Después de atender todas las precauciones sanitarias, lo siguiente será ajustarse a la nueva realidad en el tema del gasto diario. Algunas personas seguirán con su ingreso intacto, pero algunas familias se impactarán negativo de la pérdida parcial o total temporal del ingreso”.
Después de validar cual es el ingreso real con esta contingencia, será crucial priorizar los gastos entre indispensables y deseables. Posponer todo lo que no es crítico será de gran ayuda en el corto y en el mediano plazo. “El cambio radical del estilo de vida de las personas, tiene un impacto claro en su estado de ánimo y nivel de estrés. Lo peor que podemos hacer ahora es añadir a esta ecuación temas de dinero que deterioren aún más la paz y tranquilidad de las familias”, indicó Adrián.
“En momentos de incertidumbre económica, es muy común que los criterios de las instituciones financieras para otorgar crédito se reduzcan, para poder minimizar las pérdidas en caso de una reducción significativa de la calidad crediticia. Por eso ahora más que nunca será crítico hacer todos los pagos de las obligaciones financieras en tiempo y forma. Mantener esas líneas de crédito abiertas puede ser muy importante en el corto plazo”. Adrián también menciona que hay oportunidad para el mercado de préstamos en línea para seguir dándose a conocer y que el mercado lo vea como una opción más en su arsenal financiero y no tener que ir a una sucursal para obtener el dinero que necesitan.”
Este momento también presenta una coyuntura importante para empezar a dejar atrás el efectivo y adoptar los medios electrónicos de pagos, transferencia y crédito, que son más eficientes y sencillos. “Incluso ahora, el riesgo sanitario del manejo del efectivo debe de ser tomado en cuenta. Una gran oportunidad para adoptar realmente los pagos electrónicos, desde tiendas de conveniencia, pagos de servicios e incluso domiciliación”.
Actualmente, Creditea ofrece préstamos personales que van de los 5,000 hasta los 70,000 pesos con una tasa de 3.99%, siendo ésta una de las tasas más competitivas frente a otras fintech, además los pagos los se pueden realizar  de manera quincenal y con respuesta el mismo día. Hasta el momento, Creditea ha otorgado más de 80 mil líneas de crédito por $800 millones de pesos.