odos
os moçambicanos do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico, mesmo os
que vivem no estrangeiro, conhecem a companhia da bandeira nacional.
A actual LAM foi criada pelo Governo português em 1936 com a
designação de Direcção de Exploração de Transportes Aéreos
(DETA). Após a independência de Moçambique, em 1975, é
extinta a DETA e criada a LAM, uma empresa estatal sob tutela do
Ministério dos Transportes e Comunicações entre 1980 e 1989.
Segundo
o decreto-lei Nº 69/98 de 23 de Dezembro de 1998, a LAM é
transformada em Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada,
adoptando a denominação de LAM - Linhas Aéreas de Moçambique,
S.A.R.L. Assim, o Estado moçambicano possui actualmente 80% das
acções da nova sociedade formada e os gestores, técnicos e
trabalhadores da LAM, os restantes 20 % das acções.
São
ainda memoráveis aquelas palavras pronunciadas pelo saudoso
Presidente Samora Machel: “A LAM vai ser orgulho de Moçambique!”
Falência
No
dia 5 de Setembro corrente, o novo PCA da LAM, António Pinto de
Abreu, veio, finalmente, a público assumir que a empresa está
endividada em 139 milhões de dólares norte-americanos. A empresa
não tem lucros. Isto é, uma máquina de calcular de oito dígitos
nem chegaria a fazer o contravalor em meticais. 139 milhões de
dólares é muito dinheiro!
António
Pinto de Abreu, quadro sénior do Banco de Moçambique, foi deslocado
desta instituição para assumir a liderança da LAM. Ele foi
peremptório ao afirmar que a empresa há muitos anos que não
regista receitas financeiras. A cada dia tende a piorar. Pecou ele ao
afirmar que os prejuízos da LAM se devem à tensão político-militar
(guerra). Para mim, isto é falacioso.
Antes
do António Pinto de Abreu foram PCAs da da LAM José Vieigas,
Teodoro Waty e Silvestre Sechene. Será que foram eles os
responsáveis pelo colapso da companhia da bandeira? Eu julgo que
não.
Os
problemas de todas as empresas públicas moçambicanas surgem da
promiscuidade partido/ Estado. A Frelimo anda metida em todas
as empresas públicas. Se forem a ver, o próprio Secretário-Geral
do partido Frelimo, Eliseu Machava, ganha mensalmente um salário
chorudo e este valor sai de alguma empresa pública. Ide para o
presidente da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação
Nacional (ACLLN), Fernando Faustino, e demais quadros do partido.
Atenção: eles não são funcionários públicos. São funcionários
do partido Frelimo.
E
essa mesma Frelimo sempre que organiza um evento, com destaque para
congressos, vai buscar dinheiro aos cofres do Estado. Como é que
pensam que as empresas públicas podem sobreviver a pagar salários a
“funcionários fantasmas?”. Isso de nomear um camarada para cargo
de administrador, PCA não executivo e eu sei lá, pessoas que nunca
põem os pés à empresa, é só para acomodá-las. É só para mamar
às tetas do Estado. E cá estamos: falência da Mcel, TDM, LAM e
ainda serão anunciadas outras empresas públicas.
O
que faz a Procuradoria-Geral da República?
Se
forem a reparar, a composição dos órgãos que deviam disciplinar
os prevaricadores parece ter sido feita propositadamente: só são
mulheres. Não que eu tenha algo contra as mulheres. A
Procuradora-Geral da República é Beatriz Buchili, depois temos a
Procuradora-chefe da cidade de Maputo, Amélia Machava, e por fim a
directora do GCCC, Ana Maria Gemo. O que fazem estas senhoras para
combaterem o crime? Zero!
Eu
sugiro que estas senhoras deviam sair da sua comodidade: ar
condicionado, poltronas, alcatifas, Mercedes, Ajudantes de Campo e
várias mordomias e combaterem os prevaricadores. Andam aos
magotes na Função Pública. Caso não, estamos a pagar salários a
pessoas inoperantes. Não fazem nada. Engordam a olhos vistos quando
o povo soçobra na miséria. São parasitas. Sugam dos contribuintes.
Em
conversas que tenho mantido com alguns procuradores, sempre me têm
dito que na Procuradoria não acontece nada. Quando se fala de
tubarões não há processo nenhum. O dia-a-dia é perseguir os
Ninis. É assim que o país vai crescer?
Isto
até já começa a fartar. Moçambique não produz nada mas dá
salários chorudos a um punhado de inoperantes. Se esse dinheiro
fosse distribuído equitativamente quantas escolas teríamos,
carteiras, hospitais, supermercados, espaços para o lazer, estradas,
fontes de água,
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