terça-feira, 4 de dezembro de 2018

TORRES VEDRAS INAUGUROU PROJETO DE VALORIZAÇÃO DO CASTRO DO ZAMBUJAL

O Projeto de Valorização do Castro do Zambujal, em Torres Vedras, foi inaugurado este sábado. Ângela Ferreira, secretária de Estado da Cultura, Carlos Miguel, secretário de Estado das Autarquias Locais, e David Santos, sub-diretor geral do Património Cultural, marcaram presença na inauguração da intervenção, que teve como objetivo a salvaguarda e conservação do sítio, assim como o acesso e fruição do seu património cultural.
Um dia de “festa” que “culmina anos de trabalho, investigação, desenvolvimento de projetos, avanços, recuos, discussão de soluções, reuniões, visitas ao terreno, colaborações e parcerias” sublinhou Rui Brás, Chefe da Divisão da Cultura, Património Cultural e Turismo da Câmara Municipal de Torres Vedras, que destacou o trabalho do Instituto Arqueológico Alemão, em especial de Michael Kunst. O alemão dirigiu os trabalhos no local desde 1994, tendo sido lida uma saudação do mesmo aos presentes na cerimónia.
O custo total da intervenção foi de cerca de 355 mil euros, repartidos por ações de conservação e restauro – incidindo em 13 áreas prioritárias de intervenção, num total de aproximadamente 1500 m2 -, paisagismo – através da definição de acessos, percursos e zonas de estacionamento - e interpretação – através de um áudio guia em versão app nativa e um site, complementados por cinco painéis e um folheto informativo.
Thomas Schattner, vice diretor do Instituto Arqueológico Alemão, organização que fez o acompanhamento científico do projeto, referiu que “há uma qualidade no ser humano que é a curiosidade”, explicando que essa é uma característica universal. “Penso que essa universalidade há de ser o ponto de partida para explicar porque é que estamos aqui, exatamente no Zambujal, a colaborar com os colegas portugueses.”
Carlos Bernardes, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, afirmou que “este é um exemplo claro do contributo da valorização do património para memória futura” e deixou um agradecimento “àqueles que ao longo de mais de 50 anos têm feito um trabalho profícuo na vertente da investigação.” Lembrando que este ano se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, Carlos Bernardes destacou a importância do Castro do Zambujal e aproveitou para lembrar que o Convento de Santo António do Varatojo é um “monumento nacional que carece de investimento para a sua reabilitação.”
Ângela Ferreira, secretária de Estado da Cultura, falou num “trabalho de recuperação notável que vai permitir a todos nós conhecer de perto e usufruir de um dos mais emblemáticos sítios arqueológicos portugueses.” Um projeto que irá convidar a “mergulhar nos hábitos, costumes e saberes das primeiras sociedades agro-metalúrgicas do período calcolítico da Península Ibérica”, ao mesmo tempo que irá “afirmar Torres Vedras como destino turístico”.
Estima-se que o Castro do Zambujal tenha cerca de 3600 visitantes por ano, resultado das visitas organizadas e de uma estimativa de visitas espontâneas. Após o projeto de intervenção - cofinanciado em 85% pelo Programa Operacional Regional do Centro, Portugal 2020 e União Europeia, por meio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional -, prevê-se o desenvolvimento de um crescimento sustentável, atingindo os 10 mil visitantes por ano em 2023.

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